Recursos Não-Renováveis

No mundo atual, o crescimento econômico é intensivo em energia. Desde o advento da Revolução Industrial até a década de 70, os combustíveis fósseis dominaram a matriz energética mundial, descontada a participação marginal das hidroelétricas e da energia nuclear.

Panorama Internacional

 

Ainda hoje, mesmo com todos os esforços de mitigação do peso dos recursos energéticos não-renováveis no consumo global, os três principais combustíveis (petróleo, gás e carvão) são responsáveis por 80% da demanda1 mundial de energia. Além disso, há grande concentração geográfica desses recursos (especialmente as reservas de petróleo), geralmente em regiões distantes dos maiores consumidores. Assim, é possível dizer que assegurar um suprimento seguro de energia a preços estáveis e moderados tem sido uma das prioridades da agenda internacional.

 

O Brasil e os Recursos Energéticos Não-Renováveis

 

A matriz energética brasileira é composta por 54% de fontes não-renováveis 2, o percentual mais baixo entre as grandes economias mundiais. O País é, desde 2006, auto-suficiente no que tange à produção de petróleo. O Brasil possui uma das maiores empresas do mundo no setor e líder mundial em tecnologia de extração “offshore” em águas profundas. Em período recente, a atuação da Petrobras resultou em uma das maiores descobertas de reservas, a camada Pré-Sal.

 

No plano bilateral, o Brasil tem mantido relevante diálogo sobre o tema de energia com Argentina, China, EUA e União Européia. O País acompanha, ainda que não seja membro, as atividades da Agência Internacional de Energia (AIE) e da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) à luz de sua importância no cenário mundial. Além disso, participa das discussões do Fórum Internacional de Energia (FIE).

 

No contexto regional, cabe destacar a importância da integração energética na América do Sul. O País tem atuação expressiva em organismos como a Organização Latino-Americana e Caribenha de Energia (OLACDE), a União de Nações Sul-Americanas (UNASUL) e o Mercado Comum do Sul (MERCOSUL), em seu Subgrupo de Trabalho com enfoque em energia (SGT-9). Os objetivos são a integração energética para o aproveitamento integral, sustentável dos recursos da região e o desenvolvimento de uma infra-estrutura para a interconexão regional de acordo com os três pilares de desenvolvimento sustentável: econômico, social e ambiental.

 

No que concerne os organismos internacionais, o Brasil tem presença em variados foros, bem como nas cúpulas BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), América do Sul-África (ASA), Índia-Brasil-África do Sul (IBAS), América Latina e Caribe (CALC), Brasil-Caribe (CARICOM).

 

1 Agência Internacional de Energia, World Energy Outlook, 2009.

2 Empresa de Pesquisa Energética (EPE): Balanço Energético Nacional 2008

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