Cúpula Iberoamericana
A Cúpula Iberoamericana, lançada em 1991, propõe-se à consolidação de processo político, econômico e cultural no espaço ibero-americano orientado para a promoção de uma maior e mais eficiente inserção no cenário internacional dos vinte e dois países de língua espanhola e portuguesa, sendo dezenove países latino-americanos (Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Chile, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela) e três da península ibérica (Andorra, Espanha e Portugal).
Panorama Internacional
Na XIX Cúpula Iberoamericana (Estoril, Portugal, 30 de novembro e 1º de dezembro de 2009) em torno do tema “Inovação e Conhecimento”, foi aprovada a criação do Programa Iberoamérica Inova, com o objetivo de reforçar a cooperação iberoamericana em matéria de pesquisa aplicada e inovação tecnológica entre empresas, bem como universidades e entidades de pesquisa de diversos países
O Brasil e a XX Cúpula Iberoamericana
A Cúpula Iberoamericana (Mar del Plata, Argentina, 3 e 4 de dezembro de 2010) terá como tema central “Educação para a Inclusão Social”. A temática da educação já havia inspirado os trabalhos das Cúpulas de Bariloche (1995) e São José da Costa Rica (2004) enquanto a integração e a coesão social já haviam sido também os temas das Cúpulas de Santa Cruz de la Sierra. (2003) e Santiago do Chile (2007). A proposta da Cúpula de Mar del Plata, portanto, é a de permitir aos mandatários ibero-americanos avaliar as conquistas sociais nos últimos anos de trocar idéias a respeito do que ainda resta consolidar ou melhorar no espaço ibero-americano.
Na próxima Cúpula serão definidas e analisadas estratégias de formação permanente de recursos humanos que proporcionem melhores oportunidades e condições de empregabilidade para os cidadãos de todas as classes sociais. Nesse particular, deverão ser anunciados novos projetos sub-regionais em prol da melhoria da inserção produtiva de jovens em situação de pobreza e/ou em risco de exclusão social. A proposta é reforçar o papel da educação como valorizador dos recursos humanos; vetor de aumento de produtividade na economia; e instrumento de reforço da cidadania e do desenvolvimento espiritual das pessoas.
Essas políticas de desenvolvimento social coadunam-se com as iniciativas que vêm sendo implementadas pelo Estado brasileiro de promoção, popularização e aperfeiçoamento do ensino nas escolas primárias e secundárias da rede pública, bem como o estímulo à produção e difusão de tecnologias e inovações para a inclusão social e digital nas universidades. Ao Brasil interessa compartilhar, bem como aprimorar, programas nacionais bem-sucedidos como o Bolsa-Família, o ProUni, o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), o Inclusão Produtiva e diversos outros que contribuem não somente com a promoção de iniciativas para garantir um ensino de qualidade, mas também, a erradicação da pobreza, a redução das desigualdades socais e a conquista da cidadania.
