Em 30 de novembro de 2006, foi realizada da I Cúpula América do Sul-África (ASA) em Abuja, Nigéria. Dela resultou a Declaração de Abuja, o Plano de Ação e a Resolução criando o “Fórum de Cooperação América do Sul - África” (ASACOF). A II Cúpula da ASA foi realizada em 26 e 27 de setembro de 2009, em Isla Margarita, Venezuela, da qual resultou a Declaração do Estado de Nueva Esparta.
A criação da ASA representou oportunidade histórica para as duas regiões constituírem os alicerces de um novo paradigma de cooperação Sul-Sul.
A origem do mecanismo remonta ao momento da Visita de Estado do Presidente Lula à Nigéria, em abril de 2005. Seu então homólogo, Olusegun Obasanjo, manifestou interesse no estabelecimento de um mecanismo de aproximação dos países africanos com o Brasil. O Presidente brasileiro acolheu de imediato a iniciativa, mas sugeriu a criação de um mecanismo que também incluísse os demais países da América do Sul.
De acordo com o Plano de Ação de Abuja, estão previstos uma Cúpula a cada dois anos, encontros de chanceleres entre cada Cúpula e outros encontros, inclusive ministeriais setoriais. Segundo a Declaração de Abuja, a ASA deve atuar nas áreas de cooperação multilateral; cooperação legal; paz e segurança; democracia e direitos humanos; recursos hídricos; comércio e investimento; desenvolvimento de infra-estrutura; energia e minerais sólidos; cooperação nas áreas social, cultural, de juventude e de esportes; ciência, tecnologia, informação e comunicação; saúde; meio ambiente; questões de gênero; desenvolvimento institucional e troca de informações. Por ocasião da I Reunião de Altos Funcionários da ASA (Senior Officials Meeting), realizada em Brasília, em junho de 2008, todas as áreas citadas da cooperação pretendida foram agrupadas e distribuídas em oito Grupos de Trabalho, co-presididos por um país africano e por outro sul-americano.
A ASA e outros mecanismos de cooperação inter-regional buscam dar forma a uma realidade que se configura dia-a-dia e que constitui a gradual ascensão dos países em desenvolvimento no cenário político e econômico internacional. Por meio de fóruns de formatos diversos - inter-regionais ou multilaterais -, os países em desenvolvimento procuram contribuir para uma reforma da estrutura do poder mundial e para o estabelecimento de uma ordem menos centralizada, mais multipolar e mais democrática.
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