Nota nº 533

Visita ao Brasil do Ministro dos Negócios Estrangeiros da Nova Zelândia, Murray McCully - São Paulo, 13 de agosto de 2010 – Declaração Ministerial Conjunta

(English version available after the version in Portuguese)

13/08/2010 -

A convite do Ministro de Estado das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, o Ministro de Negócios Estrangeiros da Nova Zelândia, Murray McCully, visitou o Brasil nos dias 13 e 14 de agosto de 2010. Os dois Ministros mantiveram reunião bilateral em São Paulo.

        

         O Brasil e a Nova Zelândia mantêm relação diversificada e promissora que inclui investimentos crescentes em ambas as direções e intensificação dos contatos entre os povos e do conhecimento mútuo por meio de Educação, Ciência e Turismo.

 

         Os dois países trabalham juntos em prol de temas cruciais da agenda global, dentre os quais Mudança do Clima e outras negociações em questões ambientais, e partilham o objetivo comum de liberalização do comércio mundial por meio da OMC e de acordos de livre comércio.

 

Durante a reunião, os dois Ministros:

 

Reforçaram a importância de promover a relação econômica bilateral, por meio de fluxos de investimento, turismo e educação;

 

Reiteraram o enfoque positivo  adotado por ambos os governos para iniciativas de investimentos em ambas as direções que tragam benefícios de longo prazo para os dois países. Nesse contexto, esperam sejam continuados os investimentos da Nova Zelândia no Brasil na área de agricultura e os investimentos recentemente anunciados pela Petrobrás em exploração de petróleo na Nova Zelândia;


Saudaram o anúncio, pelo Brasil, da ratificação do Acordo Brasil-Nova Zelândia sobre Programa de Férias e Trabalho. Anunciaram a implementação do esquema em 1 de setembro de 2010, o qual permitirá que, a cada ano, até 300 jovens brasileiros e neo-zelandeses possam viajar, estudar e trabalhar no outro país por até 12 meses;


Identificaram potencial para maior cooperação científica e seus conseqüentes benefícios comerciais. Encorajaram progresso acelerado nas áreas previamente identificadas para colaboração entre a Embrapa e a neo-zelandesa AgResearch, e saudaram a planejada visita dos institutos de pesquisa em agricultura da Nova Zelândia ainda no corrente ano;

Ressaltaram as perspectivas de ação conjunta Brasil-Nova Zelândia como co-presidentes do Grupo de Trabalho em Ciência e Tecnologia, no âmbito do Fórum de Cooperação América Latina – Ásia do Leste (FOCALAL), que se reunirá em Bali, em novembro.

·        Registraram que a Nova Zelândia apresentou informação adicional sobre o trabalho da Aliança Global de Pesquisa sobre Gases de Efeito Estufa na Agricultura, como instrumento para ajudar a tratar do tema de Mudança do Clima. O Brasil participou como observador dos trabalhos da Aliança e a Nova Zelândia enfatizou que seria bem recebida uma decisão do Brasil de aderir à Aliança como membro pleno.

·        Enfatizaram a importância de uma conclusão ambiciosa para a Rodada Doha como a forma mais efetiva de expandir o comércio internacional e acabar com os subsídios distorcivos.

·        Compartilharam perspectivas a respeito de outras iniciativas de liberalização do comércio que envolvam os dois países inclusive a possibilidade de estreitar os vínculos  econômicos entre o os países do MERCOSUL e a Nova Zelândia e a Austrália.

·        Trocaram impressões sobre as negociações internacionais sobre Mudança do Clima e registraram que manterão coordenação estreita com vistas a identificar uma base comum para os trabalhos pré e pós  COP-16 e CMP-6,  em Cancún, no México.

·        Reconheceram que, apesar de algumas diferenças, há crescente sinergia nas posições dos dois países nas negociações da Convenção  sobre Diversidade Biológica e do associado Protocolo sobre Acesso e Repartição de Benefícios, e que pretendem continuar o trabalho conjunto para ajudar a levar  as negociações a  uma conclusão satisfatória.

·        Registraram seu desapontamento com o fato de a CIB não ter podido chegar a um resultado acordado para o processo diplomático que foi suspenso na reunião da CIB no Marrocos, em junho. Reafirmaram seu compromisso com a moratória comercial acordada em 1986 e expressaram sua determinação de contribuir para o fim de toda caça às baleias no Santuário de Baleias do Oceano Antártico e para o estabelecimento de um   Santuário de Baleias do Oceano Atlântico. Confirmaram seu compromisso de perseguir esses objetivos na CIB.

·        Enfatizaram a importância da cooperação entre Brasil e Nova Zelândia nos fóruns regionais e multilaterais.

·        Reafirmaram a importância de reuniões periódicas de nível ministerial no Brasil e na Nova Zelândia, e também às margens de reuniões internacionais, como importante meio de  continuar a construir o relacionamento. Contatos ministeriais devem ser corroborados por reuniões regulares de altos funcionários.

São Paulo, 13 de Agosto de 2010

 

 

Joint Ministerial Statement

 

Celso Amorim, Minister of External Relations of Brazil

Murray McCully, Minister of Foreign Affairs of New Zealand

 

At the invitation of H. E. Mr. Celso Amorim, Minister of External Relations of the Federative Republic of Brazil, the Hon Murray McCully, Minister of Foreign Affairs of New Zealand visited Brazil from the 13th to the 14th of August 2010. The two Ministers held a bilateral meeting in São Paulo.

 

Brazil and New Zealand have a growing and sophisticated relationship that includes increasing two-way investment, people-to-people and knowledge links through education, science and tourism. 

 

The two countries work together on critical global issues, including climate change and other environmental negotiations and share the common goal of liberalising world trade through the World Trade Organisation and free trade agreements.

 

During the meeting, the two Ministers:

 

·        Reinforced the importance of fostering bilateral economic linkages through investment and tourism and education flows;

·        Reiterated the two governments’ welcoming approach to two-way investment that brings long-term benefits to both countries.  In that context, they hope to build on New Zealand’s agricultural investments in Brazil and the recently announced investment by Petrobras in oil exploration in New Zealand;

·        Welcomed Brazil’s announcement that it had completed ratification of the Brazil-New Zealand Working Holiday Agreement.  They announced the implementation of the scheme on 1 September 2010, allowing up to 300 young Brazilians and New Zealanders each year to travel, study and work in each others’ country for up to twelve months;

·        Identified potential for increased scientific cooperation and the consequent commercial benefits.  They encouraged early progress in the areas identified for collaboration between Brazil’s Embrapa and New Zealand’s AgResearch, and welcomed the planned visit by New Zealand’s agricultural crown research institutes later this year;

·        Highlighted the prospects for joint New Zealand-Brazil action as co-chairs of the Working Group on Science and Technology within the Forum for East Asia-Latin America Cooperation (FEALAC), which will meet in Bali in November.

·        Noted that New Zealand had presented additional information on the work of the Global Research Alliance on Agricultural Greenhouse Gases, as a tool to help address climate change.  Brazil had participated as an observer to the work of the Alliance to date and New Zealand emphasised that it would welcome a decision of Brazil to join the Alliance as a full member.

·        Stressed the importance of an ambitious conclusion of the Doha Round as the most effective way to boost global trade and end trade distorting subsidies;

·        Shared perspectives on other trade liberalisation initiatives involving both our countries, including the possibility of closer economic linkages between Mercosul countries and Australia and New Zealand;

·        Had useful exchanges on the international climate change negotiations and noted that they will liaise closely to identify common ground in the lead-up to and after COP-16 and CMP-6 in Cancun, Mexico;

·        Acknowledged that despite some differences, there are increasing synergies in our positions on the Convention on Biological Diversity negotiations and the associated Protocol on Access and Benefit sharing, and they intended to continue working together to help bring the negotiations to a satisfactory conclusion;

·        Noted their disappointment that the IWC had not been able to reach an agreed outcome to the diplomatic process that had been paused at the IWC meeting in Morocco in June.  They reaffirmed their commitment to the moratorium on commercial whaling that had been agreed in 1986, and expressed their determination to bring about an end to all whaling in the Southern Ocean Whales Sanctuary and to secure the establishment of a South Atlantic Whales Sanctuary.  They confirmed their commitment to pursue these objectives in the IWC;

·        Emphasised the importance of cooperation between Brazil and New Zealand in regional and multilateral forums;

·        Affirmed the importance of continued Ministerial-level meetings in Brazil and New Zealand and in the margins of international meetings as a key means to continue to build the relationship.  Ministerial-contact needs to be underpinned by regular senior officials meetings.

São Paulo, Friday 13 August 2010

 

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