Nota nº 364

Atos assinados por ocasião da visita ao Brasil do Presidente do Peru, Alan García - Manaus, 16 de junho de 2010

(Versión en español disponible después de la versión en portugués)

16/06/2010 -

 

1. AJUSTE COMPLEMENTAR AO ACORDO BÁSICO DE COOPERAÇÃO CIENTÍFICA E TÉCNICA ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E O GOVERNO DA REPÚBLICA DO PERU PARA IMPLEMENTAÇÃO DO PROJETO “FORTALECIMENTO DAS CAPACIDADES LOCAIS PARA O DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS AGROFLORESTAIS (SAF) EM COMUNIDADES FRONTEIRIÇAS AMAZÔNICAS DO PERU”

 

2. AJUSTE COMPLEMENTAR AO ACORDO BÁSICO DE COOPERAÇÃO CIENTÍFICA E TÉCNICA ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E O GOVERNO DA REPÚBLICA DO PERU PARA IMPLEMENTAÇÃO DO PROJETO “FORTALECIMENTO DE CAPACIDADES PARA MELHORAR A PRODUÇÃO AQUÍCOLA NO BAIXO YAVARÍ”

 

3. AJUSTE COMPLEMENTAR AO ACORDO BÁSICO DE COOPERAÇÃO CIENTÍFICA E TÉCNICA ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E O GOVERNO DA REPÚBLICA DO PERU PARA IMPLEMENTAÇÃO DO PROJETO “FORTALECIMENTO DO ORDENAMENTO TERRITORIAL PARA A INTEGRAÇÃO FRONTEIRIÇA PERU – BRASIL”

 

4. AJUSTE COMPLEMENTAR AO ACORDO BÁSICO DE COOPERAÇÃO CIENTÍFICA E TÉCNICA ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E O GOVERNO DA REPÚBLICA DO PERU PARA IMPLEMENTAÇÃO DO PROJETO “FORTALECIMENTO INSTITUCIONAL PARA A GESTÃO INTEGRADA DOS RECURSOS HÍDRICOS PERU - BRASIL”

 

5. AJUSTE COMPLEMENTAR AO ACORDO BÁSICO DE COOPERAÇÃO CIENTÍFICA E TÉCNICA ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E O GOVERNO DA REPÚBLICA DO PERU PARA IMPLEMENTAÇÃO DO PROJETO “CENTRO DE TECNOLOGIAS AMBIENTAIS”

 

6. AJUSTE COMPLEMENTAR AO ACORDO BÁSICO DE COOPERAÇÃO CIENTÍFICA E TÉCNICA ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E O GOVERNO DA REPÚBLICA DO PERU PARA IMPLEMENTAÇÃO DO PROJETO “TRANSFERÊNCIA DA METODOLOGIA DO PROJETO RONDON ÀS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR DO PERU EM COMUNIDADES FRONTEIRIÇAS DOS DOIS PAISES”

 

7. ACORDO ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E O GOVERNO DA REPÚBLICA DO PERU PARA FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA AO PERU E EXPORTAÇÃO DE EXCEDENTES AO BRASIL

 

 

8. MEMORANDO DE ENTENDIMENTO ENTRE O MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E O MINISTÉRIO DA AGRICULTURA DA REPÚBLICA DO PERU NO CAMPO SANITÁRIO E FITOSSANITÁRIO

 

9. AJUSTE COMPLEMENTAR AO ACORDO QUADRO ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E O GOVERNO DA REPÚBLICA DO  PERU PARA O ESTABELECIMENTO DE UMA ZONA DE INTEGRAÇÃO FRONTEIRIÇA BRASIL-PERU PARA A CRIAÇÃO DO SUBGRUPO DE  TRABALHO SOBRE SAÚDE NA FRONTEIRA

 

10. AJUSTE COMPLEMENTAR AO ACORDO QUADRO ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E O GOVERNO DA REPÚBLICA DO PERU PARA O ESTABELECIMENTO DE UMA ZONA DE INTEGRAÇÃO FRONTEIRIÇA BRASIL-PERU PARA A CRIAÇÃO DO SUBGRUPO DE TRABALHO SOBRE COOPERAÇÃO EM MATÉRIA DE TRANSPORTES FLUVIAIS  EM RIOS AMAZÔNICOS

 

11. ACORDO POR TROCA DE NOTAS PARA O O ESTABELECIMENTO DO COMITÊ DE FRONTEIRA ISLÂNDIA-BENJAMIN CONSTANT (Sin versión en español)

 

 

 

AJUSTE COMPLEMENTAR AO ACORDO BÁSICO DE COOPERAÇÃO CIENTÍFICA E TÉCNICA ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E O GOVERNO DA REPÚBLICA DO PERU PARA IMPLEMENTAÇÃO DO PROJETO “Fortalecimento dAS CAPACIDADES LOCAIS PARA O DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS AGROFLORESTAIS (SAF) EM COMUNIDADES FRONTEIRIÇAS AMAZÔNICAS DO PERu”

 

 

 

 

O Governo da República Federativa do Brasil

 

e

 

O Governo da República do Peru

(doravante denominados “Partes”),

 

 

 

Considerando que as relações de cooperação técnica têm sido fortalecidas e reafirmadas ao amparo do Acordo Básico de Cooperação Científica e Técnica entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República do Peru, assinado em Brasília, em 8 de outubro de 1975;

 

 

Considerando o desejo comum de promover a cooperação para o desenvolvimento; e

 

 

Reafirmando que a cooperação técnica na área de agricultura se reveste de especial interesse para as Partes,

 

 

 

Ajustam o seguinte:

 

 

Artigo I

 

1.         O presente Ajuste Complementar tem por objeto a implementação do Projeto “Fortalecimento das Capacidades Locais para o Desenvolvimento de Sistemas Agroflorestais (SAF) em Comunidades Fronteiriças Amazônicas do Peru” (doravante denominado “Projeto”), cuja finalidade é apoiar o desenvolvimento de atividades agroflorestais com vistas à segurança alimentar, à produção sustentável e ao incremento da renda dos produtores.

 

2.         O Projeto contemplará os objetivos, as atividades e os resultados alcançados no âmbito do presente Ajuste Complementar. 

 

3.         O Projeto será aprovado e firmado pelas instituições coordenadoras e executoras.

 

 

 

Artigo II

 

1.         O Governo da República do Peru designa:

 

a) a Agência Peruana de Cooperação Internacional (APCI) como instituição responsável pela coordenação, acompanhamento e avaliação das atividades decorrentes do presente Ajuste Complementar; e

 

b) o Projeto Especial Binacional de Desenvolvimento Integral da Bacia do Rio Putumayo (PEDICP) como instituição responsável pela execução das atividades decorrentes do presente Ajuste Complementar.

 

 

 

2.         O Governo da República Federativa do Brasil designa:

 

a) a Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE) como instituição responsável pela coordenação, acompanhamento e avaliação das atividades decorrentes do presente Ajuste Complementar; e

 

b) a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, como instituição responsável pela execução das atividades decorrentes do presente Ajuste Complementar.

 

 

 

 

Artigo III

 

1.         Ao Governo da República do Peru, cabe:

 

a) designar técnicos para desenvolver no Brasil as atividades de cooperação técnica previstas no Projeto;

 

b) disponibilizar instalações e infraestrutura adequadas para a execução, no Peru, das atividades de cooperação técnica previstas no Projeto;

 

c) prestar apoio operacional aos técnicos enviados pelo Governo brasileiro, mediante o fornecimento de todas informações necessárias à execução do Projeto; e

 

d) acompanhar e avaliar o desenvolvimento do Projeto.

 

2.         Ao Governo da República Federativa do Brasil, cabe:

 

a) designar e enviar técnicos para desenvolver no Peru as atividades de cooperação técnica previstas no Projeto;

 

b) disponibilizar instalações e infraestrutura adequadas para a execução das atividades de capacitação no Brasil;

 

c) prestar apoio operacional aos técnicos enviados pelo Governo peruano; e

 

d) acompanhar e avaliar o desenvolvimento do Projeto.

 

3.         O presente Ajuste Complementar não implica qualquer compromisso de transferência de recursos financeiros das Partes ou qualquer outra atividade gravosa a seus patrimônios nacionais. Os recursos para implementação das atividades previstas no presente Ajuste Complementar estarão contemplados no documento do Projeto.

 

 

Artigo IV

 

Para a execução das atividades previstas no Projeto, as Partes poderão dispor de recursos de instituições públicas e privadas, de organizações não-governamentais, de organismos internacionais, de agências de cooperação técnica, de fundos e de programas regionais e internacionais, que deverão estar previstos em outros instrumentos que não o presente Ajuste Complementar.

 

 

Artigo V

 

Todas as atividades mencionadas neste Ajuste Complementar estarão sujeitas às leis e aos regulamentos em vigor na República Federativa do Brasil e na República do Peru.

 

 

Artigo VI

 

1.         As instituições executoras mencionadas no Artigo II do presente Ajuste elaborarão relatórios sobre os resultados do Projeto, os quais serão apresentados às instituições coordenadoras.

 

2.         Os documentos resultantes das atividades desenvolvidas no contexto do Projeto serão de propriedade conjunta das Partes. Em caso de publicação dos referidos documentos, as Partes deverão ser prévia e formalmente consultadas e mencionadas no documento publicado.

 

 

Artigo VII

 

Qualquer controvérsia relativa à interpretação ou à execução do presente Ajuste Complementar será resolvida pelas Partes, por via diplomática.

 

 

Artigo VIII

 

O presente Ajuste Complementar poderá ser emendado por consentimento mútuo entre as Partes, por troca de Notas diplomáticas.  As emendas entrarão em vigor em conformidade com os procedimentos previstos no Artigo XII do presente Ajuste Complementar.

 

 

 

 

Artigo IX

 

Qualquer das Partes poderá, a qualquer momento, notificar à outra, por via diplomática, sua decisão de denunciar o presente Ajuste Complementar. A denúncia surtirá efeito três (3) meses após a data de recepção da referida notificação. As Partes decidirão sobre a continuidade das atividades que estiverem em execução.

 

 

Artigo X

 

O presente Ajuste Complementar terá vigência de dois (2) anos, sendo renovado automaticamente até o cumprimento de seu objeto, salvo manifestação contrária de qualquer das Partes.

 

 

Artigo XI

 

            No que se refere às questões não previstas no presente Ajuste Complementar, aplicar-se-ão as disposições do Acordo Básico de Cooperação Científica e Técnica entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República do Peru, assinado em Brasília, em 8 de outubro de 1975.

 

 

Artigo XII

 

O presente Ajuste Complementar entrará em vigor na data da notificação pela qual o Governo da República do Peru informa ao Governo da República Federativa do Brasil, por via diplomática, o cumprimento dos requisitos exigidos por seu ordenamento interno para a entrada em vigor deste Ajuste Complementar.

 

 

Feito em Manaus, em 16 de junho de 2010, em dois exemplares originais, em português e espanhol, sendo ambos os textos igualmente autênticos e válidos.

 

 

******

 

AJUSTE COMPLEMENTAR AO ACORDO BÁSICO DE COOPERAÇÃO CIENTÍFICA E TÉCNICA ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E O GOVERNO DA REPÚBLICA DO PERU PARA IMPLEMENTAÇÃO DO PROJETO “FORTALECIMENTO DE CAPACIDADES PARA MELHORAR A PRODUÇÃO AQUÍCOLA NO BAIXO YAVARÍ”

 

 

 

O Governo da República Federativa do Brasil

 

 

e

 

 

O Governo da República do Peru

(doravante denominados “Partes”),

 

 

 

 

Considerando que as relações de cooperação técnica têm sido fortalecidas e reafirmadas ao amparo do Acordo Básico de Cooperação Científica e Técnica entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República do Peru, assinado em Brasília, em 8 de outubro de 1975;

 

 

Considerando o desejo comum de promover a cooperação para o desenvolvimento; e

 

 

Reafirmando que a cooperação técnica na área da produção aquícola se reveste de especial interesse para as Partes,

 

 

 

 

Ajustam o seguinte:

 

 

Artigo I

 

 

1.         O presente Ajuste Complementar tem por objeto a implementação do Projeto “Fortalecimento de Capacidades para Melhorar a Produção Aquícola no Baixo Yavarí” (doravante denominado “Projeto”), cuja finalidade é melhorar a capacidade local para a reprodução, cultivo, produção, transformação e comercialização piscícola, fortalecendo as práticas locais orientadas para a manejo sustentável de corpos de água e estanques, bem como para a mitigação da pressão de pesca no meio natural.

 

2.

            O Projeto contemplará os objetivos, as atividades e os resultados alcançados no âmbito do presente Ajuste Complementar.

 

 

3.         O Projeto será aprovado e firmado pelas instituições coordenadoras e executoras.

 

 

 

 

Artigo II

 

 

1.         O Governo da República do Peru designa:

 

 

a) a Agência Peruana de Cooperação Internacional (APCI) como instituição responsável pela coordenação, acompanhamento e avaliação das atividades decorrentes do presente Ajuste Complementar; e

 

 

b) o Projeto Especial Binacional de Desenvolvimento Integral da Bacia do Rio Putumayo como instituição responsável pela execução das atividades decorrentes do presente Ajuste Complementar.

 

 

 

2.         O Governo da República Federativa do Brasil designa:

 

 

a) a Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE) como instituição responsável pela coordenação, acompanhamento e avaliação das atividades decorrentes do presente Ajuste Complementar; e

 

 

b) o Ministério da Pesca e Aquicultura como instituição responsável pela execução das atividades decorrentes do presente Ajuste Complementar.

 

 

 

Artigo III

 

1.         Ao Governo da República do Peru, cabe:

 

a) designar técnicos para desenvolver no Brasil as atividades de cooperação técnica previstas no Projeto;

 

b) disponibilizar instalações e infraestrutura adequadas para a execução, no Peru, das atividades de cooperação técnica previstas no Projeto;

 

c) prestar apoio operacional aos técnicos enviados pelo Governo brasileiro, mediante o fornecimento de todas informações necessárias à execução do Projeto; e

 

d) acompanhar e avaliar o desenvolvimento do Projeto.

 

 

2.         Ao Governo da República Federativa do Brasil, cabe:

 

a) designar e enviar técnicos para desenvolver no Peru as atividades de cooperação técnica previstas no Projeto;

 

b) disponibilizar instalações e infraestrutura adequadas para a execução das atividades de capacitação no Brasil;

 

c) prestar apoio operacional aos técnicos enviados pelo Governo peruano; e

 

d) acompanhar e avaliar o desenvolvimento do Projeto.

 

3.         O presente Ajuste Complementar não implica qualquer compromisso de transferência de recursos financeiros das Partes ou qualquer outra atividade gravosa a seus patrimônios nacionais. Os recursos para implementação das atividades previstas no presente Ajuste Complementar estarão contemplados no documento do Projeto.

 

 

Artigo IV

 

Para a execução das atividades previstas no Projeto, as Partes poderão dispor de recursos de instituições públicas e privadas, de organizações não-governamentais, de organismos internacionais, de agências de cooperação técnica, de fundos e de programas regionais e internacionais, que deverão estar previstos em outros instrumentos que não o presente Ajuste Complementar.

 

 

Artigo V

 

Todas as atividades mencionadas neste Ajuste Complementar estarão sujeitas às leis e aos regulamentos em vigor na República Federativa do Brasil e na República do Peru.

 

 

Artigo VI

 

1.         As instituições executoras mencionadas no Artigo II do presente Ajuste elaborarão relatórios sobre os resultados do Projeto, os quais serão apresentados às instituições coordenadoras.

 

2.         Os documentos resultantes das atividades desenvolvidas no contexto do Projeto serão de propriedade conjunta das Partes. Em caso de publicação dos referidos documentos, as Partes deverão ser prévia e formalmente consultadas e mencionadas no documento publicado.

 

 

Artigo VII

 

Qualquer controvérsia relativa à interpretação ou à execução do presente Ajuste Complementar será resolvida pelas Partes, por via diplomática.

 

 

Artigo VIII

 

O presente Ajuste Complementar poderá ser emendado por consentimento mútuo entre as Partes, por troca de Notas diplomáticas.  As emendas entrarão em vigor em conformidade com os procedimentos previstos no Artigo XII do presente Ajuste Complementar.

 

 

 

Artigo IX

 

Qualquer das Partes poderá, a qualquer momento, notificar à outra, por via diplomática, sua decisão de denunciar o presente Ajuste Complementar. A denúncia surtirá efeito três (3) meses após a data de recepção da referida notificação. As Partes decidirão sobre a continuidade das atividades que estiverem em execução.

 

 

Artigo X

 

O presente Ajuste Complementar terá vigência de dois (2) anos, sendo renovado automaticamente até o cumprimento de seu objeto, salvo manifestação contrária de qualquer das Partes.

 

 

Artigo XI

 

            No que se refere às questões não previstas no presente Ajuste Complementar, aplicar-se-ão as disposições do Acordo Básico de Cooperação Científica e Técnica entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República do Peru, assinado em Brasília, em 8 de outubro de 1975.

 

 

Artigo XII

 

O presente Ajuste Complementar entrará em vigor na data da notificação pela qual o Governo da República do Peru informa ao Governo da República Federativa do Brasil, por via diplomática, o cumprimento dos requisitos exigidos por seu ordenamento interno para a entrada em vigor deste Ajuste Complementar.

 

 

Feito Manaus, em 16 de junho de 2010,  em dois exemplares originais, em português e espanhol, sendo ambos os textos igualmente autênticos e válidos.

 

 

*******

 

 

AJUSTE COMPLEMENTAR AO ACORDO BÁSICO DE COOPERAÇÃO CIENTÍFICA E TÉCNICA ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E O GOVERNO DA REPÚBLICA DO PERU PARA IMPLEMENTAÇÃO DO PROJETO “FORTALECIMENTO DO ORDENAMENTO TERRITORIAL PARA A INTEGRAÇÃO FRONTEIRIÇA PERU – BRASIL”

 

 

 

O Governo da República Federativa do Brasil

 

e

 

O Governo da República do Peru

(doravante denominados “Partes”),

 

 

 

Considerando que as relações de cooperação técnica têm sido fortalecidas ereafirmadas ao amparo do Acordo Básico de Cooperação Científica e Técnica entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República do Peru, assinado em Brasília, em 8 de outubro de 1975;

 

 

Considerando o desejo comum de promover a cooperação para o desenvolvimento; e

 

 

Reafirmando que a cooperação técnica relativa à integração fronteiriça se reveste de especial interesse para as Partes,

 

 

 

 

Ajustam o seguinte:

 

 

 

Artigo I

 

 

1.         O presente Ajuste Complementar tem por objeto a implementação do Projeto “Fortalecimento do Ordenamento Territorial para a Integração Fronteiriça Peru – Brasil” (doravante denominado “Projeto”), cuja finalidade é promover o intercâmbio de experiências e tecnologias entre os atores da fronteira Brasil-Peru com vistas a implementar ordenamento territorial que possiblite o desenvolvimento sustentável e a integração fronteiriça entre ambos os países.

 

 

2.         O Projeto contemplará os objetivos, as atividades e os resultados alcançados no âmbito do presente Ajuste Complementar.

 

 

3.         O Projeto será aprovado e firmado pelas instituições coordenadoras e executoras.

 

 

 

Artigo II

 

 

1.         O Governo da República do Peru designa:

 

 

a) a Agência Peruana de Cooperação Internacional (APCI) como instituição responsável pela coordenação, acompanhamento e avaliação das atividades decorrentes do presente Ajuste Complementar; e

 

 

b) o Ministério do Meio Ambiente do Peru (MINAM) como instituição responsável pela execução das atividades decorrentes do presente Ajuste Complementar.

 

 

2.         O Governo da República Federativa do Brasil designa:

 

 

a) a Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE) como instituição responsável pela coordenação, acompanhamento e avaliação das atividades decorrentes do presente Ajuste Complementar; e

 

 

b) o Ministério da Integração Nacional (MI) como instituição responsável pela execução das atividades decorrentes do presente Ajuste Complementar.

 

 

 

Artigo III

 

1.         Ao Governo da República do Peru, cabe:

 

a) designar técnicos para desenvolver no Brasil as atividades de cooperação técnica previstas no Projeto;

 

b) disponibilizar instalações e infraestrutura adequadas para a execução, no Peru, das atividades de cooperação técnica previstas no Projeto;

 

c) prestar apoio operacional aos técnicos enviados pelo Governo brasileiro, mediante o fornecimento de todas informações necessárias à execução do Projeto; e

 

d) acompanhar e avaliar o desenvolvimento do Projeto.

 

 

2.         Ao Governo da República Federativa do Brasil, cabe:

 

a) designar e enviar técnicos para desenvolver no Peru as atividades de cooperação técnica previstas no Projeto;

 

b) disponibilizar instalações e infraestrutura adequadas para a execução das atividades de capacitação no Brasil;

 

c) prestar apoio operacional aos técnicos enviados pelo Governo peruano; e

 

d) acompanhar e avaliar o desenvolvimento do Projeto.

 

3.         O presente Ajuste Complementar não implica qualquer compromisso de transferência de recursos financeiros das Partes ou qualquer outra atividade gravosa a seus patrimônios nacionais. Os recursos para implementação das atividades previstas no presente Ajuste Complementar estarão contemplados no documento do Projeto.

 

 

Artigo IV

 

Para a execução das atividades previstas no Projeto, as Partes poderão dispor de recursos de instituições públicas e privadas, de organizações não-governamentais, de organismos internacionais, de agências de cooperação técnica, de fundos e de programas regionais e internacionais, que deverão estar previstos em outros instrumentos que não o presente Ajuste Complementar.

 

 

Artigo V

 

Todas as atividades mencionadas neste Ajuste Complementar estarão sujeitas às leis e aos regulamentos em vigor na República Federativa do Brasil e na República do Peru.

 

 

Artigo VI

 

1.         As instituições executoras mencionadas no Artigo II do presente Ajuste elaborarão relatórios sobre os resultados do Projeto, os quais serão apresentados às instituições coordenadoras.

 

2.         Os documentos resultantes das atividades desenvolvidas no contexto do Projeto serão de propriedade conjunta das Partes. Em caso de publicação dos referidos documentos, as Partes deverão ser prévia e formalmente consultadas e mencionadas no documento publicado.

 

 

Artigo VII

 

Qualquer controvérsia relativa à interpretação ou à execução do presente Ajuste Complementar será resolvida pelas Partes, por via diplomática.

 

 

Artigo VIII

 

O presente Ajuste Complementar poderá ser emendado por consentimento mútuo entre as Partes, por troca de Notas diplomáticas.  As emendas entrarão em vigor em conformidade com os procedimentos previstos no Artigo XII do presente Ajuste Complementar.

 

 

 

Artigo IX

 

Qualquer das Partes poderá, a qualquer momento, notificarà outra, por via diplomática, sua decisão de denunciar o presente Ajuste Complementar. A denúncia surtirá efeito três (3) meses após a data de recepção da referida notificação. As Partes decidirão sobre a continuidade das atividades que estiverem em execução.

 

 

Artigo X

 

O presente Ajuste Complementar terá vigência de dois (2) anos, sendo renovado automaticamente até o cumprimento de seu objeto, salvo manifestação contrária de qualquer das Partes.

 

 

Artigo XI

 

            No que se refere às questões não previstas no presente Ajuste Complementar, aplicar-se-ão as disposições do Acordo Básico de Cooperação Científica e Técnica entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República do Peru, assinado em Brasília, em 8 de outubro de 1975.

 

 

Artigo XII

 

O presente Ajuste Complementar entrará em vigor na data da notificação pela qual  o Governo da República do Peru informa ao Governo da República Federativa do Brasil, por via diplomática, o cumprimento dos requisitos exigidos por seu ordenamento interno para a entrada em vigor deste Ajuste Complementar.

 

 

Feito em 16 de junho de 2010, em dois exemplares originais, em português e espanhol, sendo ambos os textos igualmente autênticos e válidos.

 

 

********

 

AJUSTE COMPLEMENTAR AO ACORDO BÁSICO DE COOPERAÇÃO CIENTÍFICA E TÉCNICA ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E O GOVERNO DA REPÚBLICA DO PERU PARA IMPLEMENTAÇÃO DO PROJETO “FORTALECIMENTO INSTITUCIONAL PARA A GESTÃO INTEGRADA DOS RECURSOS HÍDRICOS PERU - BRASIL”

 

 

 

O Governo da República Federativa do Brasil

 

e

 

O Governo da República do Peru

(doravante denominados “Partes”),

 

 

Considerando que as relações de cooperação técnica têm sido fortalecidas e reafirmadas ao amparo do Acordo Básico de Cooperação Científica e Técnica entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República do Peru, assinado em Brasília, em 8 de outubro de 1975;

 

 

Convencidos do desejo comum de promover a cooperação para o desenvolvimento; e

 

 

Reafirmando que a cooperação técnica na área de recursos hídricos se reveste de especial interesse para as Partes,

 

 

 

Ajustam o seguinte:

 

 

Artigo I

1.         O presente Ajuste Complementar tem por objeto a implementação do projeto “Fortalecimento Institucional para a Gestão Integrada dos Recursos Hídricos Peru - Brasil” (doravante denominado “Projeto”), cuja finalidade é fortalecer as instituições e a governabilidade com vistas à gestão integrada dos recursos hídricos.

 

2.         O Projeto contemplará os objetivos, as atividades e os resultados alcançados no âmbito do presente Ajuste Complementar.

 

3.         O Projeto será aprovado e firmado pelas instituições coordenadoras e executoras.

 

 

 

Artigo II

1.         O Governo da República do Peru designa:

 

a)      a Agência Peruana de Cooperação Internacional (APCI) como instituição responsável pela coordenação, pelo acompanhamento e pela avaliação das atividades decorrentes do presente Ajuste Complementar; e

 

b) a Autoridade Nacional de Água (ANA-Peru) como instituição responsável pela execução das atividades decorrentes do presente Ajuste Complementar.

 

2.         O Governo da República Federativa do Brasil designa:

 

a) a Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE) como instituição responsável pela coordenação, pelo acompanhamento e pela avaliação das atividades decorrentes do presente Ajuste Complementar; e

b) a Agência Nacional de Águas (ANA-Brasil) como instituição responsável pela execução das atividades decorrentes do presente Ajuste Complementar.

 

 

Artigo III

 

1.         Ao Governo da República do Peru, cabe:

 

a) designar técnicos para desenvolver no Brasil as atividades de cooperação técnica previstas no Projeto;

 

b) disponibilizar instalações e infraestrutura adequadas para a execução, no Peru, das atividades de cooperação técnica previstas no Projeto;

 

c) prestar apoio operacional aos técnicos enviados pelo Governo brasileiro, mediante o fornecimento de todas informações necessárias à execução do Projeto; e

 

d) acompanhar e avaliar o desenvolvimento do Projeto.

 

 

 

2.         Ao Governo da República Federativa do Brasil, cabe:

 

a) designar e enviar técnicos para desenvolver no Peru as atividades de cooperação técnica previstas no Projeto;

 

b) disponibilizar instalações e infraestrutura adequadas para a execução das atividades de capacitação no Brasil;

 

c) prestar apoio operacional aos técnicos enviados pelo Governo peruano; e

 

d) acompanhar e avaliar o desenvolvimento do Projeto.

 

 

 

3.         O presente Ajuste Complementar não implica qualquer compromisso de transferência de recursos financeiros das Partes ou qualquer outra atividade gravosa a seus patrimônios nacionais. Os recursos para implementação das atividades previstas no presente Ajuste Complementar estarão contemplados no documento do Projeto.

 

 

 

Artigo IV

 

Para a execução das atividades previstas no Projeto, as Partes poderão dispor de recursos de instituições públicas e privadas, de organizações não-governamentais, de organismos internacionais, de agências de cooperação técnica, de fundos e de programas regionais e internacionais, que deverão estar previstos em outros instrumentos que não o presente Ajuste Complementar.

 

 

Artigo V

 

Todas as atividades mencionadas neste Ajuste Complementar estarão sujeitas às leis e aos regulamentos em vigor na República Federativa do Brasil e na República do Peru.

 

 

 

Artigo VI

 

1.         As instituições executoras mencionadas no Artigo II do presente Ajuste elaborarão relatórios sobre os resultados do Projeto, os quais serão apresentados às instituições coordenadoras.

 

2.         Os documentos resultantes das atividades desenvolvidas no contexto do Projeto serão de propriedade conjunta das Partes. Em caso de publicação dos referidos documentos, as Partes deverão ser prévia e formalmente consultadas e mencionadas no documento publicado.

 

 

Artigo VII

 

Qualquer controvérsia relativa à interpretação ou à execução do presente Ajuste Complementar será resolvida pelas Partes, por via diplomática.

 

 

Artigo VIII

 

O presente Ajuste Complementar poderá ser emendado por consentimento mútuo entre as Partes, por troca de Notas diplomáticas.  As emendas entrarão em vigor em conformidade com os procedimentos previstos no Artigo XII do presente Ajuste Complementar.

 

 

 

Artigo IX

 

Qualquer das Partes poderá, a qualquer momento, notificar à outra, por via diplomática, sua decisão de denunciar o presente Ajuste Complementar. A denúncia surtirá efeito três (3) meses após a data de recepção da referida notificação. As Partes decidirão sobre a continuidade das atividades que estiverem em execução.

 

 

Artigo X

 

O presente Ajuste Complementar terá vigência de dois (2) anos, sendo renovado automaticamente até o cumprimento de seu objeto, salvo manifestação contrária de qualquer das Partes.

 

 

Artigo XI

 

            No que se refere às questões não previstas no presente Ajuste Complementar, aplicar-se-ão as disposições do Acordo Básico de Cooperação Científica e Técnica entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República do Peru, assinado em Brasília, em 8 de outubro de 1975.

 

 

Artigo XII

 

O presente Ajuste Complementar entrará em vigor na data da notificação pela qual o Governo da República do Peru informa ao Governo da República Federativa do Brasil, por via diplomática, o cumprimento dos requisitos exigidos por seu ordenamento interno para a entrada em vigor deste Ajuste Complementar.

 

 

 

Feito em Manaus, em 16 de junho de 2010, em dois exemplares originais, em português e espanhol, sendo ambos os textos igualmente autênticos e válidos.

 

 

********

 

 

AJUSTE COMPLEMENTAR AO ACORDO BÁSICO DE COOPERAÇÃO CIENTÍFICA E TÉCNICA ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E O GOVERNO DA REPÚBLICA DO PERU PARA IMPLEMENTAÇÃO DO PROJETO “CENTRO DE TECNOLOGIAS AMBIENTAIS”

 

 

O Governo da República Federativa do Brasil

 

e

 

O Governo da República do Peru

(doravante denominados “Partes”),

 

 

Considerando que as relações de cooperação técnica têm sido fortalecidas ao amparo do Acordo Básico de Cooperação Científica e Técnica entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República do Peru, assinado em Brasília, em 8 de outubro de 1975;

 

Considerando o desejo comum de promover a cooperação para o desenvolvimento; e

 

Considerando que a cooperação técnica na área de meio ambiente se reveste de especial interesse para as Partes,

 

 

Ajustam o seguinte:

 

 

Artigo I

 

1.                 O presente Ajuste Complementar tem por objeto a implementação do Projeto “Centro de Tecnologias Ambientais” (doravante denominado “Projeto”), cuja finalidade é contribuir para a melhora da qualidade ambiental do país, influenciada pelos setores produtivos, por meio da instalação de um Centro de Tecnologias Ambientais voltado para a formação profissional e a oferta de serviços na área ambiental.

 

2.                     O Projeto contemplará os objetivos, as atividades e os resultados a serem alcançados no âmbito do presente Ajuste Complementar.

 

3.                     O Projeto será aprovado e firmado pelas instituições coordenadoras e executoras.

 

 

Artigo II

 

1.                     O Governo da República do Peru designa:

 

b)     a Agência Peruana de Cooperação Internacional (APCI) como instituição responsável pela coordenação, pelo acompanhamento e pela avaliação das atividades decorrentes do presente Ajuste Complementar; e

 

c)      o Serviço Nacional de Treinamento em Trabalho Industrial (SENATI) como instituição responsável pela execução das atividades decorrentes do presente Ajuste Complementar.

 

 

2.                     O Governo da República Federativa do Brasil designa:

 

a)      a Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE) como instituição responsável pela coordenação, pelo acompanhamento e pela avaliação das atividades decorrentes do presente Ajuste Complementar; e

 

b) o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial-Departamento Nacional (SENAI-DN), por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial-Departamento Regional da Bahia (SENAI-BA), como instituição responsável pela execução das atividades resultantes do presente Ajuste Complementar.

 

 

 

 

Artigo III

 

1.                     Ao Governo da República do Peru, cabe:

 

a)     designar técnicos para desenvolver no Brasil as atividades de cooperação técnica previstas no Projeto;

 

b)     disponibilizar instalações e infraestrutura adequadas para execução das atividades de cooperação técnica previstas no Projeto;

 

c)      prestar apoio operacional aos técnicos enviados pelo Governo brasileiro, mediante o fornecimento de todas as informações necessárias à execução do Projeto; e

 

d)     acompanhar e avaliar o desenvolvimento do Projeto.

 

 

2.                     Ao Governo da República Federativa do Brasil, cabe:

 

a)     designar e enviar técnicos para desenvolver no Peru as atividades de cooperação técnica previstas no Projeto;

 

b)     disponibilizar instalações e infraestrutura adequadas para execução das atividades de cooperação técnica previstas no Projeto;

 

c) prestar apoio operacional aos técnicos enviados pelo Governo peruano; e

 

d) acompanhar e avaliar o desenvolvimento do Projeto.

 

 

3.                     O presente Ajuste Complementar não implica qualquer compromisso de transferência de recursos financeiros entre as Partes ou qualquer outra atividade gravosa a seus patrimônios nacionais. Os recursos para a implementação das atividades previstas neste Ajuste Complementar estarão contemplados no documento do Projeto.

 

 

Artigo IV

 

Para a execução das atividades previstas no Projeto, as Partes poderão dispor de recursos de instituições públicas e privadas, de organizações não-governamentais, de organismos internacionais, de agências de cooperação técnica, de fundos e de programas regionais e internacionais, que deverão estar previstos em outros instrumentos que não o presente Ajuste Complementar.

 

 

Artigo V

 

Todas as atividades previstas neste Ajuste Complementar estarão sujeitas às leis e aos regulamentos em vigor na República Federativa do Brasil e na República do Peru.

 

 

Artigo VI

 

1.                     As instituições executoras mencionadas no Artigo II do presente Ajuste Complementar elaborarão relatórios sobre os resultados obtidos no Projeto, os quais serão apresentados às instituições coordenadoras.

 

 

 

2.                     Os documentos resultantes das atividades desenvolvidas no contexto do Projeto serão de propriedade conjunta das Partes. Em caso de publicação dos referidos documentos, as Partes deverão ser prévia e formalmente consultadas e mencionadas no documento publicado.

 

 

Artigo VII

 

Qualquer controvérsia relativa à interpretação ou execução do presente Ajuste Complementar será resolvida entre as Partes, por via diplomática.

 

 

Artigo VIII

 

O presente Ajuste Complementar poderá ser emendado por consentimento mútuo das Partes, por troca de Notas diplomáticas. As emendas entrarão em vigor conforme os procedimentos previstos no Artigo XII deste Ajuste Complementar.

 

Artigo IX

 

Qualquer das Partes poderá, a qualquer momento, notificar à outra, por via diplomática, sua decisão de dencunciar o presente Ajuste Complementar. A denúncia surtirá efeito três (3) meses após a data da recepção da notificação. As Partes decidirão sobre a continuidade das atividades que estiverem em execução.

 

 

Artigo X

 

                        O presente Ajuste Complementar terá vigência de dois (2) anos, renovável automaticamente até o cumprimento de seu objeto, salvo manifestação contrária de qualquer das Partes.

 

 

Artigo XI

 

                        No que se refere às questões não previstas no presente Ajuste Complementar, aplicar-se-ão as disposições do Acordo Básico de Cooperação Científica e Técnica entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República do Peru, assinado em Brasília, em 8 de outubro de 1975.

 

 

Artigo XII

 

                        O presente Ajuste Complementar entrará em vigor na data da notificação pela qual o Governo da República do Peru informa ao Governo da República Federativa do Brasil, por via diplomática, o cumprimento dos requisitos exigidos por seu ordenamento jurídico interno para a entrada em vigor deste Ajuste Complementar.

 

Feito em Manaus, em 16 de Junho de 2010, em dois exemplares originais, em português e espanhol, sendo ambos os textos igualmente autênticos.

 

 

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AJUSTE COMPLEMENTAR AO ACORDO BÁSICO DE COOPERAÇÃO CIENTÍFICA E TÉCNICA ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E O GOVERNO DA REPÚBLICA DO PERU PARA IMPLEMENTAÇÃO DO PROJETO “TRANSFERÊNCIA DA METODOLOGIA DO PROJETO RONDON ÀS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR DO PERU EM COMUNIDADES FRONTEIRIÇAS DOS DOIS PAISES”

 

 

O Governo da República Federativa do Brasil

 

 

e

 

 

O Governo da República do Peru

(doravante denominados “Partes”),

 

 

 

Considerando que as relações de cooperação técnica têm sido fortalecidas e reafirmadas ao amparo do Acordo Básico de Cooperação Científica e Técnica entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República do Peru, assinado em Brasília, em 8 de outubro de 1975;

 

 

 

Convencidos do desejo comum de promover a cooperação para o desenvolvimento; e

 

 

 

Reafirmando que a cooperação técnica na área da educação se reveste de especial interesse para as Partes,

 

 

Ajustam o seguinte:

 

 

Artigo I

 

1.         O presente Ajuste Complementar tem por objeto a implementação do projeto “Transferência da Metodologia do Projeto Rondon às Instituições de Ensino Superior do Peru em Comunidades Fronteiriças dos Dois Países” (doravante denominado “Projeto”), cuja finalidade é fortalecer as instituições de ensino superior do Brasil e do Peru em sua atuação na comunidade, por meio do intercâmbio de boas práticas e metodologias.

 

 

2.         O Projeto contemplará os objetivos, as atividades e os resultados alcançados no âmbito do presente Ajuste Complementar.

 

 

3.         O Projeto será aprovado e firmado pelas instituições coordenadoras e executoras.

 

 

Artigo II

 

1.         O Governo da República do Peru designa:

 

 

d)      a Agência Peruana de Cooperação Internacional (APCI) como instituição responsável pela coordenação, pelo acompanhamento e pela avaliação das atividades decorrentes do presente Ajuste Complementar; e

 

 

b) a Assembléia Nacional de Reitores como instituição responsável pela execução das atividades decorrentes do presente Ajuste Complementar.

 

2.         O Governo da República Federativa do Brasil designa:

 

 

a)      a Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE) como instituição responsável pela coordenação, pelo acompanhamento e pela avaliação das atividades decorrentes do presente Ajuste Complementar; e

 

b) o Projeto Rondon - Associação Nacional dos Rondonistas - como instituição responsável pela execução das atividades decorrentes do presente Ajuste Complementar.

 

 

 

Artigo III

 

1.         Ao Governo da República do Peru, cabe:

 

a) designar técnicos para desenvolver no Brasil as atividades de cooperação técnica previstas no Projeto;

 

b) disponibilizar instalações e infraestrutura adequadas para a execução, no Peru, das atividades de cooperação técnica previstas no Projeto;

 

c) prestar apoio operacional aos técnicos enviados pelo Governo brasileiro, mediante o fornecimento de todas informações necessárias à execução do Projeto; e

 

d) acompanhar e avaliar o desenvolvimento do Projeto.

 

 

2.         Ao Governo da República Federativa do Brasil, cabe:

 

a) designar e enviar técnicos para desenvolver no Peru as atividades de cooperação técnica previstas no Projeto;

 

b) disponibilizar instalações e infraestrutura adequadas para a execução das atividades de capacitação no Brasil;

 

c) prestar apoio operacional aos técnicos enviados pelo Governo peruano; e

 

d) acompanhar e avaliar o desenvolvimento do Projeto.

 

 

3.         O presente Ajuste Complementar não implica qualquer compromisso de transferência de recursos financeiros das Partes ou qualquer outra atividade gravosa a seus patrimônios nacionais. Os recursos para implementação das atividades previstas no presente Ajuste Complementar estarão contemplados no documento do Projeto.

 

 

Artigo IV

 

Para a execução das atividades previstas no Projeto, as Partes poderão dispor de recursos de instituições públicas e privadas, de organizações não-governamentais, de organismos internacionais, de agências de cooperação técnica, de fundos e de programas regionais e internacionais, que deverão estar previstos em outros instrumentos que não o presente Ajuste Complementar.

 

 

Artigo V

 

Todas as atividades mencionadas neste Ajuste Complementar estarão sujeitas às leis e aos regulamentos em vigor na República Federativa do Brasil e na República do Peru.

 

 

Artigo VI

 

1.         As instituições executoras mencionadas no Artigo II do presente Ajuste elaborarão relatórios sobre os resultados do Projeto, os quais serão apresentados às instituições coordenadoras.

 

2.         Os documentos resultantes das atividades desenvolvidas no contexto do Projeto serão de propriedade conjunta das Partes. Em caso de publicação dos referidos documentos, as Partes deverão ser prévia e formalmente consultadas e mencionadas no documento publicado.

 

 

Artigo VII

 

Qualquer controvérsia relativa à interpretação ou à execução do presente Ajuste Complementar será resolvida diretamente pelas Partes, por via diplomática.

 

 

Artigo VIII

 

O presente Ajuste Complementar poderá ser emendado por consentimento mútuo entre as Partes, por troca de Notas diplomáticas. As emendas entrarão em vigor em conformidade com os procedimentos previstos no Artigo XII do presente Ajuste Complementar.

 

 

Artigo IX

 

Qualquer das Partes poderá, a qualquer momento, notificar à outra, por via diplomática, sua decisão de denunciar o presente Ajuste Complementar. A denúncia surtirá efeito três (3) meses após a data de recepção da referida notificação. As Partes decidirão sobre a continuidade das atividades que estiverem em execução.

 

 

Artigo X

 

O presente Ajuste Complementar terá vigência de dois (2) anos, sendo renovado automaticamente até o cumprimento de seu objeto, salvo manifestação contrária de qualquer das Partes.

 

 

Artigo XI

 

            No que se refere às questões não previstas no presente Ajuste Complementar, aplicar-se-ão as disposições do Acordo Básico de Cooperação Científica e Técnica entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República do Peru, assinado em Brasília, em 8 de outubro de 1975.

 

 

Artigo XII

 

O presente Ajuste Complementar entrará em vigor na data da notificação pela qual  o Governo da República do Peru informa ao Governo da República Federativa do Brasil, por via diplomática, o cumprimento dos requisitos exigidos por seu ordenamento interno para a entrada em vigor deste Ajuste Complementar.

 

 

Feito em Manaus, em 16 de junho de 2010,  em dois exemplares originais, em português e espanhol, sendo ambos os textos igualmente autênticos e válidos.

 

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ACORDO ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E O GOVERNO DA REPÚBLICA DO PERU PARA FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA AO PERU E EXPORTAÇÃO DE EXCEDENTES AO BRASIL

 

 

 

 

O Governo da República Federativa do Brasil

 

e

 

O Governo da República do Peru

(doravante denominados “Partes”),

 

 

 

Considerando:

 

O Memorando de Entendimento para o Estabelecimento de uma Comissão Mista Permanente em Matéria Energética, Geológica e de Mineração entre o Ministério de Minas e Energia da República Federativa do Brasil e o Ministério de Energia e Minas da República do Peru, assinado em Brasília, em 9 de novembro de 2006;

 

A Reunião da Comissão Mista Permanente em Matéria Energética, Geológica e de Mineração realizada na cidade de Lima, em 28 de agosto de 2007, que criou o Grupo de Trabalho ad hoc de Integração Energética com o objetivo de preparar proposta de convênio bilateral para desenvolver estudos sobre o potencial de integração energética entre as Partes, incluindo projetos hidrelétricos para a exportação de energia elétrica do Peru para o Brasil;

 

O Convênio de Integração Energética entre o Ministério de Minas e Energia da República Federativa do Brasil e o Ministério de Energia e Minas da República do Peru, assinado em Lima, em 17 de maio de 2008, cujos objetivos compreendem desenvolver estudos sobre o potencial de integração energética entre os dois países, avaliar projetos hidrelétricos para a exportação de energia do Peru para o Brasil e o marco normativo e regulatório de cada país, bem como examinar a implementação de projetos de conexões elétricas fronteiriças;

 

O Comunicado Conjunto dos Presidentes da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da República do Peru, Alan García Pérez, por ocasião da visita oficial do Presidente da República Federativa do Brasil ao Peru, em 17 de maio de 2008, no qual os mandatários priorizaram, entre outros temas, a interconexão elétrica na agenda bilateral e reafirmaram o empenho de seus respectivos Governos em promover maior integração no âmbito energético, especialmente em matéria de interconexão elétrica; 

 

O Memorando de Entendimento entre o Ministério de Minas e Energia da República Federativa do Brasil e o Ministério de Energia e Minas da República do Peru, assinado em 28 de abril de 2009, com o objetivo de desenvolver estudos de viabilidade referente à interconexão elétrica entre os dois países, à exportação de energia do Peru para o Brasil e ao abastecimento de energia elétrica para o mercado peruano, relacionados com os projetos estabelecidos como prioritários pelas Partes, vinculados ao Convênio de Integração Energética entre ambos os Ministérios, assinado em 17 de maio de 2008;

 

O Comunicado Conjunto dos Presidentes da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da República do Peru, Alan García Pérez, por ocasião da visita ao Brasil do Presidente da República do Peru, em 28 de abril de 2009, na cidade de Rio Branco, Estado do Acre, no qual os mandatários confirmaram o interesse na integração energética entre os dois países, instruíram os Ministérios competentes a elaborar instrumento bilateral que estabeleça as condições necessárias para a integração elétrica e ressaltaram a importância de promover a interconexão elétrica entre as localidades da fronteira comum, com vistas a fortalecer os vínculos entre as populações de fronteira e melhorar sua qualidade de vida;

 

O compromisso assumido pelos Presidentes da República Federativa do Brasil e da República do Peru no Encontro Presidencial realizado no dia 11 de dezembro de 2009, na cidade de Lima, em função do qual os respectivos Ministros do setor de Energia do Peru e do Brasil foram encarregados de apresentar um projeto de acordo a fim de promover o desenvolvimento de centrais de geração hidrelétrica em território peruano para a produção de energia elétrica, com vistas a atender a demanda interna do Peru e a exportação de energia elétrica ao Brasil;

 

Os avanços alcançados nas reuniões técnicas realizadas pelo Ministério de Minas e Energia da República Federativa do Brasil e pelo Ministério de Energia e Minas do Peru a fim de definir os aspectos técnicos e o marco regulatório necessários para o projeto de fornecimento prioritário de energia elétrica ao Peru e de exportação dos excedentes de potência e energia elétrica associada ao Brasil; e

 

A importância do desenvolvimento sustentável e a vontade de avançar em integração energética que promova os maiores benefícios para ambos os países, em particular para suas comunidades locais, conservando o meio ambiente e manejando de modo eficiente seus recursos hídricos,

 

 

Acordam:

 

 

 

Artigo 1

Declaração

 

Consiste em interesse mútuo das Partes o desenvolvimento da infraestrutura energética necessária para o fornecimento prioritário de energia elétrica ao Peru e para a exportação dos excedentes de energia elétrica ao Brasil, em contexto de desenvolvimento sustentável, com vistas a viabilizar a interconexão dos sistemas elétricos dos dois países.

 

 

Artigo 2

Objeto

 

1.         O objeto do presente Acordo é estabelecer marco legal que promova e facilite o desenvolvimento da infraestrutura necessária, em território peruano, para a produção de energia elétrica destinada a seu mercado interno e para a exportação dos excedentes de potência e energia elétrica associada ao Brasil, a fim de viabilizar a interconexão entre os sistemas interligados nacionais das Partes.

 

2.         Os excedentes de potência e energia elétrica associada destinados à exportação para o mercado brasileiro serão definidos, pelo Estado peruano, conforme o disposto na alínea “c”, subalínea “v”, do Artigo 3 do presente Acordo.

 

 

Artigo 3

Marco geral

 

As Partes acordam em estabelecer o seguinte marco geral para desenvolver a infraestrutura de geração hidrelétrica localizada em território peruano, doravante denominada “Centrais de Geração”, e de transmissão de energia elétrica associada, doravante denominada “Linhas de Transmissão”:

 

 

a)      a capacidade acumulada de todas as Centrais de Geração que possam ser  comprometidas com a exportação ao Brasil será, no máximo, de 6.000 MegaWatts (MW), com tolerância de 20%;

 

b)      a potência e a energia elétrica associada de cada uma das Centrais de Geração, destinadas ao atendimento das necessidades do mercado elétrico peruano e à exportação de excedentes ao mercado elétrico brasileiro, serão comprometidas conforme a seguinte ordem: (i) o Mercado Regulado peruano, (ii) o Mercado Livre peruano e (iii) o Mercado brasileiro;

 

c)       para determinar a quantidade de potência e energia elétrica associada de cada uma das Centrais de Geração que será comprometida com cada um dos mercados referidos na alínea “b” do presente Artigo, proceder-se-á conforme o seguinte:

 

i. os titulares dos projetos das Centrais de Geração fornecerão ao Ministério de Energia e Minas da Peru as informações técnicas relativas aos projetos na forma e no prazo definidos por esse Ministério;

 

ii. o Estado peruano, antes de outorgar a concessão definitiva, estabelecerá, com base em estudos e relatórios, a quantidade de potência e energia elétrica associada que serão destinadas ao Mercado Regulado peruano e seus respectivos preços, por período de trinta (30) anos;

 

iii. os titulares dos projetos das Centrais de Geração realizarão processos de oferta pública com o objetivo de determinar a quantidade de potência e de energia elétrica associada que serão comprometidas com o Mercado Livre peruano, conforme procedimento estabelecido pelo Estado peruano;

 

iv. definidas as potências e energia elétrica associada que serão destinadas aos Mercados Regulado e Livre peruanos, bem como os respectivos preços e a expectativa de preços de exportação, os projetos somente serão implementados caso tenham comprovada  a sua viabilidade técnica, econômica e socioambiental; e

 

v. a partir da quantidade de potência e energia elétrica associada comprometida com o mercado peruano, segundo o disposto nas subalíneas “ii” e “iii” da presente alínea, o Estado peruano definirá os excedentes de potência e energia elétrica associada, valores estes que constarão dos contratos de concessão das Centrais de Geração, que serão mantidos fixos por prazo de trinta (30) anos e poderão ser comprometidos com a exportação para o mercado brasileiro por igual período, contado do início do suprimento ao Brasil. O compromisso deverá ser comunicado ao Estado brasileiro por via diplomática;

 

vi. os concessionários das Centrais de Geração, por meio de agente de exportação ou importação de energia elétrica do mercado brasileiro, poderão comercializar nos leilões de compra de energia elétrica no Mercado Regulado brasileiro, por período de trinta (30) anos, conforme regulamentação e exigências do processo licitatório, até o limite da quantidade de potência e energia elétrica associada definida de acordo com a subalínea “v” da presente alínea e ratificada pelo Ministério de Minas e Energia da República Federativa do Brasil, em função dos estudos de viabilidade da importação de potência e energia elétrica associada;

 

vii. o Comitê de Operação Econômica do Sistema Elétrico Interconectado Nacional do Peru, doravante denominado “COES”, determinará a execução das Centrais de Geração de modo a garantir os valores de potência e energia elétrica associada comprometidos com a exportação para o Brasil;

 

d)      Para desenvolver, construir e operar as Centrais de Geração e as Linhas de Transmissão localizadas no território peruano será necessário obter do Estado peruano concessões de geração hidrelétrica e de transmissão, as quais serão outorgadas por um prazo de trinta (30) anos, mais os anos necessários para a construção da Central. Quando do vencimento desse prazo, em conformidade com os respectivos contratos de concessão, os direitos ao uso da eletricidade e a propriedade da infraestrutura deverão ser transferidos ao Estado peruano, sem custo algum;

 

e)      Os custos das instalações de transmissão que sejam construídas para conectar as Centrais de Geração com o sistema elétrico brasileiro, bem como o custo decorrente do uso do sistema de transmissão brasileiro, serão assumidos pelo vendedor no leilão de compra de energia elétrica para o mercado brasileiro, conforme tratamento do Sistema Interligado Nacional do Brasil;

 

f)        O custo das instalações de transmissão que sejam construídas para conectar as Centrais de Geração com o sistema elétrico peruano será assumido pelo mercado elétrico peruano, conforme o tratamento do Sistema Garantido de Transmissão do Peru; e

 

g)      Os titulares das Centrais de Geração e Linhas de Transmissão estarão sujeitos aos mesmos encargos e obrigações aplicadas aos demais geradores e transmissores no Peru; e

 

h)      As alíneas do presente parágrafo serão cumpridas sem prejuízo das condições definidas no Artigo 9 do presente Acordo.

 

 

Artigo 4

Compromissos das Partes

 

Para o cumprimento do presente Acordo, as Partes comprometem-se a:

 

a)      adequar, caso necessário, seus respectivos marcos legais e normas técnicas, bem como promover soluções para a implantação da infraestrutura relacionada com este Acordo em contexto de desenvolvimento sustentável;

 

b)      promover acordos operacionais e comerciais entre o Operador Nacional do Sistema Elétrico brasileiro (ONS), a Câmara brasileira de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e o COES, sob supervisão do Ministério de Minas e Energia da República Federativa do Brasil e do Ministério de Energia e Minas do Peru, para a coordenação, programação e operação das transações internacionais de energia elétrica;

 

c)       promover a cooperação técnica entre a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e o COES, sob a supervisão e o acompanhamento do Ministério de Minas e Energia da República Federativa do Brasil e do Ministério de Energia e Minas da República do Peru, para o intercâmbio de informações, com vistas aos estudos eletroenergéticos que sejam necessários para viabilizar a interligação dos sistemas elétricos das Partes; e

 

d)      o Governo da República do Peru implementará as normas necessárias para assegurar que a energia das Centrais de Geração comprometida com o Mercado Regulado peruano seja distribuída entre as empresas de distribuição de energia elétrica.

 

 

 

Artigo 5

Cooperação técnica

 

As Partes comprometem-se a realizar programas de cooperação nos campos de formação e capacitação profissional, intercâmbio tecnológico e assistência técnica especializada, orientados para planejamento, desenvolvimento sustentável de projetos hidrelétricos, gestão integrada e sustentável de bacias, operação de sistemas elétricos interligados, entre outras áreas. As Partes assegurarão os recursos necessários para a realização desses programas de cooperação.

 

 

Artigo 6

Excesso de oferta temporal

 

O Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República do Peru poderão comercializar os excessos temporais de oferta de potência e energia elétrica de seus respectivos sistemas elétricos. As Partes deverão estabelecer os procedimentos específicos cabíveis para essa comercialização.

 

 

Artigo 7

Situações de emergência

 

1.         Em condições de emergência, inclusive hidrológica, ou situações que ponham em risco a segurança do suprimento de energia elétrica aos mercados brasileiro e peruano, ambos os casos sendo conjunturais, as Partes poderão, em comum acordo e temporariamente, alterar os valores de exportação de energia elétrica comprometidos, considerando a segurança energética do Brasil e do Peru. Nesse contexto, as Partes acordarão as condições temporais extraordinárias que serão aplicadas a esses casos, assim como as correspondentes compensações.

 

2.         Para os fins do parágrafo 1 deste Artigo e antes que sejam iniciadas as exportações de energia elétrica ao Brasil, o Ministério de Minas e Energia da República Federativa do Brasil e o Ministério de Energia e Minas da República do Peru definirão conjuntamente as condições de emergência.

 

 

Artigo 8

Suficiência de geração

 

1.         O Estado peruano assegurará, permanentemente, uma margem de reserva não inferior a trinta por cento (30%), de modo a dispor de capacidade de geração para atender, de forma segura, seu mercado interno e seus compromissos de exportação.

 

2.         Para cumprir com o estabelecido no parágrafo 1 deste Artigo, o Ministério de Energia e Minas da República do Peru planejará as necessidades de abastecimento futuro e realizará as licitações de energia e potência que sejam necessárias para assegurar a construção da correspondente infraestrutura de geração, bem como a alocação adequada entre as empresas de distribuição para o serviço público de energia elétrica.

 

 

 

Artigo 9

Desenvolvimento sustentável

 

Todas as atividades realizadas para o cumprimento do objeto do presente Acordo, incluídas as etapas de planejamento, construção, operação e fechamento da infraestrutura a que se refere o Artigo 2 do presente Acordo, serão efetuadas em contexto de desenvolvimento sustentável, em conformidade com os padrões ambientais exigidos pelos respectivos dispositivos legais das Partes e com os acordos internacionais de que sejam parte.

 

 

Artigo 10

Normas específicas

 

O Ministério de Minas e Energia da República Federativa do Brasil e o Ministério de Energia e Minas da República do Peru procederão aos trâmites para a aprovação das normas específicas necessárias para a implementação do presente Acordo.

 

 

Artigo 11

Solução de controvérsias

 

Toda controvérsia relativa à interpretação e execução deste Acordo ou de acordos específicos dele resultantes será resolvida por via diplomática, de modo amigável e consensual, conforme o espírito deste Acordo. 

 

 

 

 

Artigo 12

Duração

 

O presente Acordo terá duração de cinquenta (50) anos.

 

 

Artigo 13

Emendas

 

Qualquer emenda a este Acordo será feita por decisão mútua, por escrito e por via diplomática. As emendas entrarão em vigor em conformidade com os procedimentos estabelecidos no Artigo 15 do presente Acordo.

 

 

Artigo 14

Denúncia

 

1.         O presente Acordo poderá ser denunciado por qualquer das Partes, por via diplomática, após quinze (15) anos de sua entrada em vigor. A denúncia surtirá efeito trinta (30) dias após o recebimento formal da respectiva notificação.

 

2.         Em caso de denúncia, as Partes comprometem-se a garantir o cumprimento dos compromissos já assumidos, bem como as condições para o cumprimento dos contratos firmados, incluídos os de concessão, para exportação de energia do Peru ao Brasil referida na alínea “c”, subalínea “v”, do Artigo 3 do presente Acordo.

 

 

Artigo 15

Entrada em vigor

 

O presente Acordo entrará em vigor na data de recebimento da última notificação, por  via diplomática, pela qual uma Parte informa a outra da conclusão dos procedimentos normativos internos para a  entrada em vigor deste Acordo.

 

 

 

Feito em Manaus, em 16 de junho de 2010, em dois exemplares originais, em português e castelhano, sendo ambos os textos igualmente autênticos e válidos.

 

 

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MEMORANDO DE ENTENDIMENTO ENTRE O MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E O MINISTÉRIO DA AGRICULTURA DA REPÚBLICA DO PERU NO CAMPO SANITÁRIO E FITOSSANITÁRIO

 

Conforme o Comunicado Conjunto dos Presidentes da República Federativa do Brasil e da República do Peru, realizado em 11 de dezembro de 2009, com a intenção de promover o comércio de animais, produtos animais, plantas, produtos vegetais e outros artigos regulamentados, bem como a cooperação bilateral na área de segurança sanitária e fitossanitária de produtos de origem animal e vegetal com vistas ao reconhecimento mútuo de seus sistemas de inspeção, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento da República Federativa do Brasil e o Ministério da Agricultura da República do Peru, doravante denominados “Partes”, chegaram ao seguinte entendimento:

 

1. Objetivo do Memorando de Entendimento

 

O presente documento tem como objetivo facilitar a cooperação entre as Partes, dentro do alcance do Acordo sobre a Aplicação das Medidas Sanitárias e Fitossanitárias da OMC, além de promover e desenvolver o intercâmbio de animais, produtos animais, plantas, produtos vegetais e outros artigos regulamentados, evitando o ingresso e/ou a disseminação de doenças e pragas em seus territórios, e de garantir a qualidade e inocuidade dos alimentos; assim como o fortalecimento dos processos de negociação bilateral.

 

2. Reconhecimento mútuo de sistemas de inspeção

 

As Partes concordam em estabelecer um mecanismo de consulta mútua na área sanitária e fitossanitária, com vistas ao reconhecimento mútuo dos seus sistemas de inspeção, de acordo aos princípios do Acordo sobre Aplicação de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias da Organização Mundial do Comércio – SPS/OMC e as normas internacionais estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), a Convenção Internacional para a Proteção dos Vegetais (CIPV) e a Comissão do Codex Alimentarius (CCA).

 

3. Solução de não-conformidades

 

As Partes buscarão solucionar as não-conformidades referentes a questões sanitárias e fitossanitárias, mediante diálogo, troca de informações, consultas bilaterais e grupo de trabalho conjunto, para que obtenham benefícios mútuos, adotando as medidas incluídas neste Memorando de Entendimento de forma justificável, científica, transparente e consistente.

 

3.1       No caso de não-conformidade na área de fiscalização e inspeção de produtos de origem animal ou vegetal que possam afetar o comércio bilateral, as Partes comunicarão e farão consultas a sua contraparte para encontrar rapidamente a solução técnica necessária, sem que isso signifique a detenção do comércio do produto na ausência de justificativas técnicas pertinentes.

 

4. Regionalização

 

Ambas as Partes concordam em ampliar a cooperação e a comunicação no âmbito da aplicação dos princípios de regionalização no que se refere a áreas livres de pragas e doenças, para participar ativamente do estabelecimento de normas internacionais relevantes e eventualmente para resolver, com base em fatos científicos, os temas que venham ser apresentados para o acesso ao mercado de animais, plantas, produtos vegetais e outros artigos regulamentados.

5. Reciprocidade e Intercâmbio

 

5.1       As Partes igualmente concordam com visitas mútuas aos sistemas de inspeção animal e vegetal, treinamento conjunto de recursos humanos e capacitação nas áreas sanitária e fitossanitária e em outros temas agrícolas de interesse mútuo. Os detalhes dessas visitas serão acordados por ocasião de reuniões bilaterais ou entendimento prévio entre as Partes.

 

5.2       As Partes concordam no intercâmbio de informações e experiências na execução do Acordo sobre a Aplicação de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias SPS da OMC e de outras normas internacionais, guias e recomendações desenvolvidas pelas entidades reguladoras de normas sanitárias e fitossanitárias internacionais, como por exemplo, a OIE, CCA e a CIPV.

 

5.3       Neste contexto, ambas as Partes comprometem-se a:

 

- Concessão recíproca de facilidades para o intercâmbio de experiências em temas como inspeção sanitária e fitossanitária em Postos de Controle Quarentenários, certificações zoossanitárias e fitossanitárias, tratamentos, erradicação e declaração de áreas livres de moscas da fruta e outras pragas e doenças.

 

     - Apoio recíproco no controle de resíduos e qualidade dos alimentos.

 

- Apoio na execução dos acordos SPS da OMC quando for solicitado.

 

5.4       As Partes serão responsáveis pelos custos referentes à participação em atividades previstas no presente Memorando de Entendimento, exceto quando seja acordado de outra maneira.

6. Inspeção Sanitária e Fitossanitária

 

A inspeção de envios de animais, plantas e seus produtos, além de outros artigos regulamentados em relação ao comércio entre ambas as Partes, estará sujeita ao cumprimento dos procedimentos estabelecidos com base nas diretrizes internacionais vigentes em matéria sanitária e fitossanitária decorrentes da Convenção Internacional para a Proteção dos Vegetais (CIPV) e do Código Zoossanitário Internacional da OIE.

 

7. Certificados Sanitários e Fitossanitários

 

O envio de animais, produtos animais, plantas, produtos vegetais e de outros artigos regulamentados, de acordo com sua categoria de risco se for pertinente, estará acompanhado por Certificados Sanitários, Zoossanitários ou Fitossanitários com base nas diretrizes estipuladas pela Convenção Internacional para a Proteção dos Vegetais (CIPV), pelo Código Zoossanitário Internacional da OIE, e pelo Codex Alimentarius, expedidos pela Parte exportadora. Estes Certificados devem cumprir com os requisitos da Parte importadora e estarão escritos no idioma oficial do país exportador e importador.

8. Implementação do Memorando de Entendimento

 

A implementação deste Memorando de Entendimento será realizada pelo Ministério da Agricultura do Peru e pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Brasil. O ponto de contato da Parte brasileira é o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA-Brasil) e o ponto de contato da Parte peruana é o Serviço Nacional de Sanidade Agrária (SENASA-PERU).

8.1       As Partes deverão solucionar eventuais diferenças de compreensão de implementação do presente Memorando de Entendimento por meio de consultas, por via diplomática. O presente Memorando de Entendimento pode ser modificado com o consentimento, por escrito, das Partes.

8.2       Cada Parte comunicará a eventual substituição do ponto de contato à outra Parte por meio de Notas diplomáticas.

8.3       O intercâmbio de comunicações entre os pontos de contato será realizado diretamente, com cópias às respectivas Chancelarias para seu seguimento.

 

9. Do Grupo de Trabalho

 

As Partes estabelecerão um Grupo de Trabalho composto por igual número de representantes de ambas as instituições, o qual se reunirá a cada dois anos. O Grupo de Trabalho ficará encarregado de elaborar o Programa das atividades que deverão ser realizadas, examinará os resultados e eventualmente proporá as medidas suscetíveis para melhorar a aplicação deste Memorando de Entendimento.

10. Vigência do Memorando de Entendimento

 

O presente Memorando de Entendimento entrará em vigor na data de sua assinatura e terá vigência de cinco (5) anos, salvo se denunciado por uma das Partes, por notificação escrita com ao menos seis (6) meses de antecedência do término do período corrente de cinco (5) anos.

 

Assinado em Manaus, em 16 de junho de 2010, em dois exemplares originais, nos idiomas português e castelhano, sendo ambos os textos igualmente autênticos e válidos.

 

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AJUSTE COMPLEMENTAR AO ACORDO QUADRO ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E O GOVERNO DA REPÚBLICA DO  PERU PARA O ESTABELECIMENTO DE UMA ZONA DE INTEGRAÇÃO FRONTEIRIÇA BRASIL-PERU PARA A CRIAÇÃO DO SUBGRUPO DE  TRABALHO SOBRE SAÚDE NA FRONTEIRA

 

 

O Governo da República Federativa do Brasil

 

e

 

O Governo da República do Peru

(doravante denominados “Partes”),

 

Considerando o compromisso das Partes com a integração fronteiriça, como meio para alcançar o desenvolvimento sustentável da fronteira Brasil-Peru; e

 

Considerando o Acordo Quadro entre a República Federativa do Brasil e a República do Peru para o Estabelecimento de uma Zona de Integração Fronteiriça Brasil-Peru, assinado em Lima, em 11 de dezembro de 2009, que faculta a cada Grupo de Trabalho Binacional (GTB) criado pelo referido Acordo o estabelecimento de subgrupos técnicos para o tratamento de temas específicos,

 

Ajustam o seguinte:

 

 

Artigo I

 

1.         As Partes estabelecem, no âmbito do Grupo de Trabalho Binacional de Desenvolvimento e Integração Fronteiriços, um Subgrupo de Trabalho sobre Saúde na Fronteira Brasil-Peru (doravante denominado “Subgrupo”), com a finalidade de tratar de temas referentes à vigilância epidemiológica, assistência à saúde e saúde ambiental.

 

2.         As Partes poderão, no âmbito do Subgrupo, incluir, de comum acordo, outros temas, bem como propor mecanismos para agilizar a troca de informações em saúde, propor estratégias de ação, elaboração, avaliação e acompanhamento de planos de trabalho, assessorar a implementação de projetos de cooperação, promover o intercâmbio e a discussão dos Sistemas de Saúde dos países, em conformidade com os Planos Operativos definidos para as áreas fronteiriças de ambos os países, em conformidade com o Artigo 7 do Acordo Quadro entre a República Federativa do Brasil e a República Federativa do Peru para o Estabelecimento de uma Zona de Integração Fronteiriça Brasil-Peru (doravante denominado “Acordo Quadro”), assinado em Lima, em 11 de dezembro de 2009.

 

 

Artigo II

 

1.         O Governo da República Federativa do Peru designa:

 

a)      o Ministério da Saúde, o Ministério das Relações Exteriores, os Governos Regionais de Loreto, Ucayali e Madre de Dios como responsáveis pela coordenação, pelo acompanhamento e pela avaliação das ações do Subgrupo; e

 

b)      o Ministério da Saúde, o Ministério das Relações Exteriores, os Governos Regionais de Loreto, Ucayali e Madre de Dios, no âmbito de suas atribuições e competências, como executores das ações decorrentes do presente Ajuste Complementar.

 

2.         Outras instituições governamentais e não-governamentais poderão ser convidadas a participar do Subgrupo.

 

 

Artigo III

 

1.         O Governo da República Federativa do Brasil designa:

 

a) o Ministério da Saúde, o Ministério das Relações Exteriores e as Secretarias Estaduais do Acre e do Amazonas como responsáveis pela coordenação, pelo acompanhamento e pela avaliação das ações do Subgrupo; e

 

b) o Ministério da Saúde, as Secretarias Estaduais do Acre e do Amazonas e as Secretarias Municipais de Saúde da Fronteira dos Estados do Acre e do Amazonas com o Peru, dentro de suas atribuições e limites de competência, como executoras de ações decorrentes do presente Ajuste Complementar.

 

2.         Outras instituições governamentais e não-governamentais poderão ser convidadas a participar do Subgrupo.

 

 

Artigo IV

 

As Partes promoverão a participação local, por meio do estabelecimento de Comissões de Saúde no âmbito dos Comitês de Fronteira, conforme estabelecido no Artigo 9, alínea “d”, do Acordo Quadro, e de outras organizações da sociedade civil.

 

 

Artigo V

 

A coordenação do Subgrupo elaborará relatórios semestrais sobre os resultados da implementação do presente Ajuste Complementar, a serem apresentados ao Grupo de Trabalho Binacional de Desenvolvimento e Integração Fronteiriços.

 

 

 

Artigo VI

 

O presente Ajuste Complementar não implica transferência de recursos financeiros entre as Partes ou novos compromissos gravosos ao patrimônio nacional das Partes.

 

 

Artigo VII

 

O presente Ajuste Complementar entrará em vigor na data da segunda notificação por meio da qual uma Parte informa a outra, por via diplomática, do cumprimento de seus requisitos internos para a entrada em vigor deste Ajuste Complementar.

 

 

Artigo VIII

 

O presente Ajuste Complementar poderá ser emendado a qualquer momento, por consentimento mútuo das Partes, por via diplomática.

 

 

Artigo IX

 

Qualquer controvérsia relativa à interpretação ou implementação do presente Ajuste Complementar será resolvida diretamente entre as Partes, por via diplomática.

 

 

Artigo X

 

1.            Qualquer das Partes poderá, a qualquer momento, notificar à outra, por via diplomática, sua decisão de denunciar o presente Ajuste Complementar. A denúncia surtirá efeito trinta (30) dias após a data da notificação.

 

2.         No caso de denúncia do presente Ajuste Complementar, as atividades e projetos de cooperação em execução na data da denúncia continuarão a ser implementados, salvo se acordado em contrário pelas Partes.

 

 

 

Feito em Manaus, em 16 de junho de 2010, em dois exemplares originais, em português e castelhano, sendo ambos os textos igualmente autênticos e válidos.

 

********

 

 

 

AJUSTE COMPLEMENTAR AO ACORDO QUADRO ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E O GOVERNO DA REPÚBLICA DO PERU PARA O ESTABELECIMENTO DE UMA ZONA DE INTEGRAÇÃO FRONTEIRIÇA BRASIL-PERU PARA A CRIAÇÃO DO SUBGRUPO DE TRABALHO SOBRE COOPERAÇÃO EM MATÉRIA DE TRANSPORTES FLUVIAIS  EM RIOS AMAZÔNICOS

 

 

O Governo da República Federativa do Brasil

 

e

 

O Governo da República do Peru

(doravante denominados “Partes”),

 

 

 

Considerando o compromisso das Partes com a integração fronteiriça como meio para alcançar o desenvolvimento sustentável da fronteira Brasil-Peru;

 

Considerando a importância de que o processo de integração fronteiriça gere benefícios para as comunidades locais de ambos os países, em especial no que se refere à conservação do meio ambiente;

 

Considerando o Acordo Quadro entre a República Federativa do Brasil e a República do Peru para o Estabelecimento de uma Zona de Integração Fronteiriça Brasil-Peru, assinado em Lima, em 11 de dezembro de 2009, que faculta a cada Grupo de Trabalho Binacional (GTB) criado pelo referido Acordo o estabelecimento de subgrupos técnicos para o tratamento de temas específicos; e

 

Considerando o Acordo de Cooperação em Matéria de Desenvolvimento do Transporte Fluvial nos Rios Amazônicos, assinado em Lima, em 11 de dezembro de 2009, que estabelece, em seu Artigo 5, a criação de grupo de trabalho sobre transportes fluviais,

 

 

Ajustam o seguinte:

 

 

Artigo I

As Partes estabelecem, no âmbito do Grupo de Trabalho Binacional de Comércio e Facilitação de Trânsito Fronteiriço, criado pelo Acordo Quadro entre a República Federativa do Brasil e a República do Peru para o Estabelecimento de uma Zona de Integração Fronteiriça Brasil-Peru (doravante denominado “Acordo Quadro”), assinado em Lima, em 11 de dezembro de 2009, um Subgrupo de Trabalho sobre Cooperação em Matéria de Transportes Fluviais em Rios Amazônicos (doravante denominado “Subgrupo”), com a finalidade de:

a) criar base comum de trabalho e coordenar o desenvolvimento da cooperação em transportes fluviais nos rios amazônicos;

b) verificar regularmente o avanço e os resultados da cooperação entre as Partes desenvolvida na área de transportes fluviais;

c) promover a participação de especialistas de entidades, organizações e empresas do setor de transportes fluviais, que poderão ser convidados a participar dos encontros dos representantes das Partes; e

d) organizar missões técnicas para intercâmbio de informações e experiências em matéria de transportes fluviais.

 

 

Artigo II

 

1.         O Governo da República do Peru designa:

 

a) o Ministério das Relações Exteriores, o Ministério dos Transportes e Comunicações, o Ministério da Defesa, a Direção-Geral de Capitanias e Guarda-costas do Peru e a Superintendência Nacional de Administração Tributária como responsáveis pela coordenação, acompanhamento e avaliação das ações do Subgrupo; e

b) o Ministério das Relações Exteriores, o Ministério dos Transportes e Comunicações, o Ministério da Defesa, a Direção-Geral de Capitanias e Guarda-costas do Peru e a Superintendência Nacional da Administração Tributária, no âmbito de suas atribuições e competências, como executores das ações decorrentes do presente Ajuste Complementar.

 

2.         Outras instituições governamentais e não-governamentais poderão ser convocadas a participar do Subgrupo.

 

 

Artigo III

1.         O Governo da República Federativa do Brasil designa:

 

a) o Ministério das Relações Exteriores, o Ministério dos Transportes, o Ministério da Defesa, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários, o Departamento Nacional de Infraestrurura de Transportes e a Secretaria da Receita Federal como responsáveis pela coordenação, acompanhamento e avaliação das ações do Subgrupo; e

b) o Ministério das Relações Exteriores, o Ministério dos Transportes, o Ministério da Defesa, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários, o Departamento Nacional de Infraestrurura de Transportes e a Secretaria da Receita Federal, no âmbito de suas atribuições e competências, como executores de ações decorrentes do presente Acordo.

 

2.         Outras instituições governamentais e não-governamentais poderão ser convidadas a participar do Subgrupo.

 

 

Artigo IV

            As Partes buscarão estimular a participação, em suas deliberações, de representantes dos governos locais, de empresas e de organizações da sociedade civil envolvidos com transportes fluviais em rios amazônicos.

 

 

Artigo V

            A coordenação do Subgrupo elaborará relatórios semestrais sobre os resultados da implementação do presente Ajuste Complementar, a serem apresentados ao Grupo de Trabalho Binacional de Comércio e Facilitação do Trânsito Fronteiriço.

 

 

Artigo VI

 

O presente Ajuste Complementar não implica transferência de recursos financeiros entre as Partes ou novos compromissos gravosos ao patrimônio nacional das Partes.

 

 

Artigo VII

O presente Ajuste Complementar entrará em vigor na data da segunda notificação pela qual uma Parte informa a outra, por via diplomática, do cumprimento de seus requisitos internos para a entrada em vigor deste Ajuste Complementar.

 

 

Artigo VIII

O presente Ajuste Complementar poderá ser emendado a qualquer momento, por consentimento mútuo das Partes, por via diplomática.

 

 

Artigo IX

Qualquer controvérsia relativa à interpretação ou implementação do presente Ajuste Complementar será resolvida diretamente entre as Partes, por via diplomática.

 

 

Artigo X

1.            Qualquer das Partes poderá, a qualquer momento, notificar à outra, por via diplomática, sua decisão de denunciar o presente Ajuste Complementar. A denúncia surtirá efeito trinta (30) dias após a data da notificação.

 

2.         No caso de denúncia do presente Ajuste Complementar, as atividades e projetos de cooperação em execução na data da denúncia continuarão a ser implementados, salvo se acordado em contrário pelas Partes.

 

Feito em Manaus, em 16 de junho de 2010, em dois exemplares originais, em português e espanhol, sendo ambos os textos igualmente autênticos e válidos.

 

 

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ACORDO POR TROCA DE NOTAS PARA O ESTABELECIMENTO DO COMITÊ FRONTEIRIÇO ISLÂNDIA-BENJAMIN CONSTANT

 

Manaus, 16 de junho de 2010

 

 

Senhor Ministro,

 

                        Tenho a honra de acusar recebimento de sua Nota No. (RE) 6-2/88, cujo texto reproduzo, a seguir:

 

 

                        “Nota No. (RE) 6-2/88

 

A Sua Excelência

Celso Amorim

Ministro de Estado das Relações Exteriores da

República Federativa do Brasil

 

Lima, 16 de junho de 2010

 

Senhor Ministro,

 

                        Tenho a honra de dirigir-me a Vossa Excelência com referência aos Comitês de Fronteira entre a República do Peru e a República Federativa do Brasil, mecanismos que foram criados mediante Acordo, por troca de Notas, de 21 de julho de 1999.

 

A esse respeito, tenho a satisfação de submeter à consideração de Vossa Excelência o estabelecimento do Comitê de Fronteira Islândia-Benjamin Constant, com a finalidade de promover iniciativas orientadas para o desenvolvimento sustentável e a integração das populações das referidas localidades. O referido Comitê de Fronteira será regido pelo Regulamento dos Comitês de Fronteira Peru-Brasil e por suas modificações.

 

A presente Nota e a resposta de Vossa Excelência com o mesmo teor constituirão um Acordo entre nossos Governos, que entrará em vigor na data de recebimento da última notificação, por via diplomática, pela qual as Partes se comunicam sobre o cumprimento de seus procedimentos normativos internos para sua entrada em vigor. 

 

 

A Sua Excelência José Antonio Garcia Belaunde

Ministro de Relaciones Exteriores

de la Republica del Peru

 

DAI/DAM-III/1/PAIN-BRAS-PERU/2

 

Aproveito a oportunidade para reiterar a Vossa Excelência os protestos de minha mais alta e distinta consideração.”

 

 

2.                     A esse respeito, considero a proposta peruana aceitável nos termos propostos acima e confirmo que a Nota de Vossa Excelência e a presente Nota de resposta constituirão Acordo entre nossos Governos, a entrar em vigor na data de recebimento da última notificação, por via diplomática, pela qual as Partes se comunicam do cumprimento de seus requisitos internos para sua entrada em vigor.

 

3.                Aproveito a oportunidade para renovar a Vossa Excelência os protestos de minha mais alta estima e consideração.

 

 

 

Antonio de Aguiar Patriota

Ministro, interino, das Relações Exteriores

da República Federativa do Brasil

 

 

 

 

1. ACUERDO COMPLEMENTARIO AL CONVENIO BÁSICO DE COOPERACIÓN TÉCNICA Y CIENTÍFICA ENTRE EL GOBIERNO DE LA REPÚBLICA FEDERATIVA DEL BRASIL Y EL GOBIERNO DE LA REPÚBLICA DEL PERÚ PARA LA IMPLEMENTACIÓN DEL PROYECTO "FORTALECIMIENTO DE LAS CAPACIDADES LOCALES PARA EL DESARROLLO DE  SISTEMAS AGROFORESTALES (SAF) EN COMUNIDADES AMAZÓNICAS FRONTERIZAS DEL PERÚ"

 

2. ACUERDO COMPLEMENTARIO AL CONVENIO BÁSICO DE COOPERACIÓN TÉCNICA Y CIENTÍFICA ENTRE EL GOBIERNO DE LA REPÚBLICA FEDERATIVA DEL BRASIL Y EL GOBIERNO DE LA REPÚBLICA DEL PERÚ PARA LA IMPLEMENTACIÓN DEL PROYECTO “FORTALECIMIENTO DE CAPACIDADES PARA MEJORAR LA PRODUCCIÓN ACUÍCOLA EN EL BAJO YAVARÍ”

 

3. ACUERDO COMPLEMENTARIO AL CONVENIO BÁSICO DE COOPERACIÓN TÉCNICA Y CIENTÍFICA ENTRE EL GOBIERNO DE LA REPÚBLICA FEDERATIVA DEL BRASIL Y EL GOBIERNO DE LA REPÚBLICA DEL PERÚ PARA LA IMPLEMENTACIÓN DEL PROYECTO “FORTALECIMIENTO DEL ORDENAMIENTO TERRITORIAL PARA LA INTEGRACIÓN FRONTERIZA PERÚ – BRASIL”

 

4. ACUERDO COMPLEMENTARIO AL CONVENIO BÁSICO DE COOPERACIÓN TÉCNICA  Y  CIENTÍFICA  ENTRE  EL  GOBIERNO  DE  LA  REPÚBLICA FEDERATIVA DEL BRASIL Y EL GOBIERNO DE LA REPÚBLICA DEL PERÚ PARA LA IMPLEMENTACIÓN DEL PROYECTO “FORTALECIMIENTO INSTITUCIONAL PARA LA GESTIÓN INTEGRADA DE RECURSOS HÍDRICOS PERÚ – BRASIL”

 

5. ACUERDO COMPLEMENTARIO AL CONVENIO BÁSICO DE COOPERACIÓN TÉCNICA Y CIENTÍFICA ENTRE EL GOBIERNO DE LA REPÚBLICA FEDERATIVA DEL BRASIL Y EL GOBIERNO DE LA REPÚBLICA DEL PERÚ PARA LA IMPLEMENTACIÓN DEL PROYECTO “CENTRO DE TECNOLOGÍAS AMBIENTALES”

 

6. ACUERDO COMPLEMENTARIO AL CONVENIO BÁSICO DE COOPERACIÓN TÉCNICA  Y  CIENTÍFICA  ENTRE  EL  GOBIERNO  DE  LA  REPÚBLICA FEDERATIVA  DEL  BRASIL  Y  EL  GOBIERNO  DE  LA  REPÚBLICA DEL   PERÚ   PARA   LA   IMPLEMENTACIÓN   DEL   PROYECTO “TRANSFERENCIA DE LA METODOLOGÍA DEL PROYECTO RONDON A LAS INSTITUCIONES DE ENSEÑANZA  SUPERIOR DEL PERÚ, EN COMUNIDADES FRONTERIZAS DE LOS DOS PAISES”

 

7. ACUERDO ENTRE EL GOBIERNO DE LA REPÚBLICA FEDERATIVA DEL BRASIL Y EL GOBIERNO DE LA REPÚBLICA DEL PERÚ PARA EL SUMINISTRO DE ELECTRICIDAD AL PERÚ Y EXPORTACIÓN DE EXCEDENTES AL BRASIL

 

8. MEMORANDUM DE ENTENDIMIENTO ENTRE EL MINISTERIO DE AGRICULTURA, PECUARIA Y ABASTECIMIENTO DE LA REPUBLICA FEDERATIVA DE BRASIL Y EL MINISTERIO DE AGRICULTURA DE LA REPUBLICA DEL PERU EN MATERIA SANITARIA Y FITOSANITARIA

 

9. ACUERDO COMPLEMENTARIO AL ACUERDO MARCO ENTRE EL GOBIERNO DE  LA  REPÚBLICA  DEL  PERÚ  Y  EL  GOBIERNO  DE  LA  REPÚBLICA FEDERATIVA DEL BRASIL PARA EL ESTABLECIMIENTO DE LA “ZONA DE INTEGRACIÓN FRONTERIZA PERÚ – BRASIL” PARA LA CREACIÓN DEL SUBGRUPO DE TRABAJO SOBRE SALUD EN LA FRONTERA

 

10. ACUERDO COMPLEMENTARIO AL ACUERDO MARCO ENTRE EL GOBIERNO DE LA REPÚBLICA FEDERATIVA DEL BRASIL Y EL GOBIERNO DE LA REPÚBLICA DEL PERÚ PARA EL ESTABLECIMIENTO DE LA “ZONA DE INTEGRACIÓN FRONTERIZA PERÚ – BRASIL” PARA LA CREACIÓN DEL SUBGRUPO DE TRABAJO SOBRE COOPERACIÓN EN MATERIA DE TRANSPORTES FLUVIALES EN RÍOS AMAZÓNICOS

 

 

ACUERDO COMPLEMENTARIO AL CONVENIO BÁSICO DE COOPERACIÓN TÉCNICA Y CIENTÍFICA ENTRE EL GOBIERNO DE LA REPÚBLICA FEDERATIVA DEL BRASIL Y EL GOBIERNO DE LA REPÚBLICA DEL PERÚ PARA LA IMPLEMENTACIÓN DEL PROYECTO "FORTALECIMIENTO DE LAS CAPACIDADES LOCALES PARA EL DESARROLLO DE  SISTEMAS AGROFORESTALES (SAF) EN COMUNIDADES AMAZÓNICAS FRONTERIZAS DEL PERÚ"

 

 

 

 

 

 

El Gobierno de la República Federativa del Brasil

 

y

 

El Gobierno de la República del Perú

(en adelante denominados “las Partes”),

 

 

 

 

Considerando que las relaciones de cooperación técnica han sido fortalecidas y reafirmadas al amparo del Convenio Básico de Cooperación Técnica y Científica entre el Gobierno de la República Federativa del Brasil y el Gobierno de la República del Perú, firmado en Brasilia, el 8 de octubre de 1975;

 

Convencidos del deseo común de promover la cooperación para el desarrollo; y

 

Teniendo en cuenta que la cooperación técnica en el área de la agricultura  reviste  especial interés para las Partes,

 

 

 

Han acordado lo siguiente:

 

 

 

Artículo I

 

1.         El presente Acuerdo Complementario tiene por objeto la implementación del Proyecto "Fortalecimiento de las Capacidades Locales para el Desarrollo de  Sistemas Agroforestales (SAF) en Comunidades Amazónicas Fronterizas del Perú" (en adelante "Proyecto"), cuya finalidad es apoyar el desarrollo de actividades agroforestales para la seguridad alimentaria, la producción sostenible y el incremento de ingresos de los productores.

 

2.         El Proyecto precisará los objetivos, las actividades y los resultados a ser alcanzados en el ámbito del presente Acuerdo Complementario.

 

3.         El Proyecto será aprobado y firmado por las instituciones coordinadoras y ejecutoras.

 

 

 

Artículo II

 

1.         El Gobierno de la República del Perú designa a:

 

a)      la Agencia Peruana de Cooperación Internacional (APCI) como institución responsable de la coordinación, seguimiento y evaluación de las actividades resultantes del presente Acuerdo Complementario; y

 

b)      al Proyecto Especial Binacional de Desarrollo Integral de la Cuenca del Río Putumayo (PEDICP) como institución responsable de la ejecución de las actividades resultantes del presente Acuerdo Complementario.

 

 

2.         El Gobierno de la República Federativa del Brasil designa a:

 

a)      la Agencia Brasileña de Cooperación del Ministerio de Relaciones Exteriores (ABC/MRE) como institución responsable de la coordinación, seguimiento y evaluación de las actividades resultantes del presente Acuerdo Complementario; y

 

b)      la Empresa Brasileña de Investigación Agropecuaria (Embrapa), vinculada al Ministerio de Agricultura, Pecuaria y Abastecimiento (MAPA), como institución responsable de la ejecución de las actividades resultantes del presente Acuerdo Complementario.

 

 

 

 

 

Artículo III

 

1.             Corresponde al Gobierno de la República del Perú:

 

a)      nombrar a los técnicos que desarrollarán en Brasil las actividades de cooperación técnica en el marco del Proyecto;

 

b)      proporcionar las instalaciones e infraestructura adecuadas para la ejecución en el Perú de las actividades de cooperación técnica previstas en el Proyecto;

 

c)       prestar apoyo operativo a los técnicos enviados por el Gobierno Brasileño, proporcionando toda la información necesaria para implementar el Proyecto, y

 

d)      realizar el seguimiento y evaluación del desarrollo del Proyecto.

 

 

2.             Corresponde al Gobierno de la República Federativa de Brasil:

 

a) nombrar y enviar técnicos para desarrollar en el Perú las actividades de cooperación técnica en el marco del Proyecto;

 

b) proporcionar las instalaciones e infraestructura adecuada para la ejecución de las actividades de capacitación en Brasil;

 

 

c)       prestar apoyo operativo a los técnicos enviados por el Gobierno peruano, y

 

d)      realizar el seguimiento y evaluación del desarrollo del Proyecto.

 

 

3.         El presente Acuerdo Complementario no implica ningún compromiso de transferencia de recursos financieros tanto del Estado peruano como del Estado brasileño o cualquier otra actividad que comprometa al patrimonio nacional respectivo. Los recursos para la implementación de las actividades previstas en el presente Acuerdo Complementario, están contemplados en el Documento del Proyecto correspondiente.

 

 

 

Artículo IV

 

Para la ejecución de las actividades previstas en el Proyecto, las Partes podrán utilizar otros recursos provenientes de instituciones públicas y privadas, organizaciones no gubernamentales, organismos internacionales, agencias de cooperación técnica, fondos y programas regionales e internacionales, que deberán estar contemplados  en otros instrumentos distintos al presente Acuerdo Complementario.

 

 

 

Artículo V

 

Todas las actividades mencionadas en el presente Acuerdo Complementario estarán sujetas a las leyes y a los reglamentos vigentes en la República del Perú y en la  República Federativa del Brasil.

 

 

 

Artículo VI

 

1.         Las instituciones ejecutoras mencionadas en el Artículo II elaborarán informes sobre los resultados alcanzados en el Proyecto desarrollado en el ámbito de este Acuerdo Complementario, los cuales serán presentados a las instituciones coordinadoras.

 

2.         Los documentos elaborados como resultado de las actividades desarrolladas en el contexto del Proyecto a que se refiere el presente Acuerdo Complementario, serán de propiedad conjunta de las Partes. En caso de publicación de los referidos documentos, las Partes deberán ser previa y formalmente consultadas y mencionadas en el documento publicado.

 

 

 

Artículo VII

 

Cualquier controversia que surja en la interpretación y/o ejecución  del presente Acuerdo Complementario será resuelta por las Partes mediante la vía diplomática.

 

 

 

Artículo VIII

 

El presente Acuerdo Complementario podrá ser enmendado de común acuerdo entre las Partes, por canje de Notas Diplomáticas. Las enmiendas entrarán en vigor por el mismo procedimiento establecido en el Artículo XII.

 

 

 
Artículo IX

 

Cualquiera de las Partes podrá, en cualquier momento, notificar a la otra, por la vía diplomática, su decisión de denunciar el presente Acuerdo Complementario. La denuncia surtirá efecto tres (3) meses después de la fecha de recepción de la respectiva notificación. Las Partes decidirán sobre la continuidad de las actividades que se encuentren en ejecución.

 

 

 

Artículo X

 

El presente Acuerdo Complementario permanecerá vigente por un periodo de dos (2) años, renovables automáticamente, hasta el cumplimiento de sus objetivos, salvo manifestación contraria de cualquiera de las Partes.

 

 

 

Artículo XI

 

Para los asuntos no previstos en el presente Acuerdo Complementario, se aplicarán las disposiciones del Convenio Básico de Cooperación Técnica y Científica  entre el Gobierno de  la República Federativa del Brasil y el Gobierno de la República del Perú, firmado en Brasilia, el 8 de octubre de 1975.

 

 

Artículo XII

 

El presente Acuerdo Complementario entrará en vigor a partir de la fecha de la notificación por la cual el Gobierno de la República del Perú comunica al Gobierno de la República Federativa del Brasil, a través de la vía diplomática, el cumplimiento de los requisitos exigidos por su  ordenamiento jurídico interno, para tal efecto.

 

 

 

Suscrito en Manaos, el 16 de Junio de 2010, en dos ejemplares originales, en los idiomas portugués y castellano, siendo ambos textos igualmente auténticos y válidos.

 

 

********

 

 

ACUERDO COMPLEMENTARIO AL CONVENIO BÁSICO DE COOPERACIÓN TÉCNICA Y CIENTÍFICA ENTRE EL GOBIERNO DE LA REPÚBLICA FEDERATIVA DEL BRASIL Y EL GOBIERNO DE LA REPÚBLICA DEL PERÚ PARA LA IMPLEMENTACIÓN DEL PROYECTO “FORTALECIMIENTO DE CAPACIDADES PARA MEJORAR LA PRODUCCIÓN ACUÍCOLA EN EL BAJO YAVARÍ”

 

 

El Gobierno de la República Federativa del Brasil

 

y

 

El Gobierno de la República del Perú

(en adelante denominados “las Partes”),

 

 

Considerando que las relaciones de cooperación técnica han sido fortalecidas y  reafirmadas al amparo del Convenio Básico de Cooperación Técnica y Científica entre el Gobierno de la República Federativa del Brasil y el Gobierno de la República del Perú, firmado en Brasilia, el 8 de octubre de 1975;

 

 

Convencidos del deseo común de promover la cooperación para el desarrollo; y

 

 

            Teniendo en cuenta que la cooperación técnica en el área de acuicultura es de particular interés para las Partes,

 

 

 

 

            Han acordado lo siguiente:

 

 

 

 

 

Artículo I

 

 

1.         El presente Acuerdo Complementario tiene por objeto la implementación del Proyecto "Fortalecimiento  de Capacidades para Mejorar la Producción Acuícola en el Bajo Yavarí" (en adelante "Proyecto"), cuya finalidad es mejorar  las capacidades locales para la reproducción, cultivo, producción, transformación y comercialización piscícola, fortaleciendo las prácticas locales orientadas al manejo sostenible de cuerpos de agua y estanques, así como, la mitigación de la presión de pesca en el medio natural.

 

 

2.         El Proyecto precisará los objetivos, las actividades y los resultados a alcanzar en el ámbito del presente Acuerdo Complementario.

 

 

3.         El Proyecto será aprobado y firmado por las instituciones coordinadoras y ejecutoras.

 

 

 

 

Artículo II

 

 

1.         El Gobierno de la República del Perú designa a:

 

 

a)      la Agencia Peruana de Cooperación Internacional (APCI) como institución responsable de la coordinación, seguimiento y evaluación de las actividades resultantes del presente Acuerdo Complementario; y

 

b)      el Proyecto Especial Binacional de Desarrollo Integral de la Cuenca del Río Putumayo (PEDICP) como institución responsable de la ejecución de las actividades resultantes del presente Acuerdo Complementario.

 

 

 

2.         El Gobierno de la República Federativa del Brasil designa a:

 

a)      la Agencia Brasileña de Cooperación del Ministerio de Relaciones Exteriores (ABC/MRE) como institución responsable de la coordinación, seguimiento y evaluación de las actividades resultantes del presente Acuerdo Complementario; y

 

b)      el Ministerio de Pesca y Acuicultura, como institución responsable de la ejecución de las actividades resultantes del presente Acuerdo Complementario.

 

 

 

 

Artículo III

 

1.            Corresponde al Gobierno de la República del Perú:

 

a)      nombrar a los técnicos que desarrollarán en Brasil las actividades de cooperación técnica en el marco del Proyecto;

 

b)      proporcionar las instalaciones e infraestructura adecuadas para la ejecución en el Perú de las actividades de cooperación técnica previstas en el Proyecto;

 

c)       prestar apoyo operativo a los técnicos enviados por el Gobierno Brasileño, proporcionando toda la información necesaria para implementar el Proyecto, y

 

d)      realizar el seguimiento y evaluación del desarrollo del Proyecto.

 

 

2.             Corresponde al Gobierno de la República Federativa de Brasil:

 

a)      nombrar y enviar técnicos para desarrollar en el Perú las actividades de cooperación técnica en el marco del Proyecto;

 

b)      proporcionar las instalaciones e infraestructura adecuada para la ejecución de las actividades de capacitación en Brasil;

 

c)       prestar apoyo operativo a los técnicos enviados por el Gobierno peruano, y

 

d)      realizar el seguimiento y evaluación del desarrollo del Proyecto.

 

 

3.         El presente Acuerdo Complementario no implica ningún compromiso de transferencia de recursos financieros tanto del Estado peruano como del Estado brasileño o cualquier otra actividad que comprometa al patrimonio nacional respectivo. Los recursos para la implementación de las actividades previstas en el presente Acuerdo Complementario, están contemplados en el Documento del Proyecto correspondiente.

 

 

Artículo IV

 

Para la ejecución de las actividades previstas en el Proyecto, las Partes podrán utilizar otros recursos provenientes de instituciones públicas y privadas, organizaciones no gubernamentales, organismos internacionales, agencias de cooperación técnica, fondos y programas regionales e internacionales, que deberán estar contemplados  en otros instrumentos distintos al presente Acuerdo Complementario.

 

 

Artículo V

 

Todas las actividades mencionadas en el presente Acuerdo Complementario estarán sujetas a las leyes y a los reglamentos vigentes en la República del Perú y en la  República Federativa del Brasil.

 

 

Artículo VI

 

1.         Las instituciones ejecutoras mencionadas en el Artículo II elaborarán informes sobre los resultados alcanzados en el Proyecto desarrollado en el ámbito de este Acuerdo Complementario, los cuales serán presentados a las instituciones coordinadoras.

 

2.         Los documentos elaborados como resultado de las actividades desarrolladas en el contexto del Proyecto a que se refiere el presente Acuerdo Complementario, serán de propiedad conjunta de las Partes. En caso de publicación de los referidos documentos, las Partes deberán ser previa y formalmente consultadas y mencionadas en el documento publicado.

 

 

Artículo VII

 

Cualquier controversia que surja en la interpretación y/o ejecución  del presente Acuerdo Complementario será resuelta por las Partes mediante la vía diplomática.

 

 

Artículo VIII

 

El presente Acuerdo Complementario podrá ser enmendado de común acuerdo entre las Partes, por canje de Notas Diplomáticas. Las enmiendas entrarán en vigor por el mismo procedimiento establecido en el Artículo XII.

 

 
Artículo IX

 

Cualquiera de las Partes podrá, en cualquier momento, notificar a la otra, por la vía diplomática, su decisión de denunciar el presente Acuerdo Complementario. La denuncia surtirá efecto tres (3) meses después de la fecha de recepción de la respectiva notificación. Las Partes decidirán sobre la continuidad de las actividades que se encuentren en ejecución.

 

 

Artículo X

 

El presente Acuerdo Complementario permanecerá vigente por un periodo de dos (2) años, renovables automáticamente, hasta el cumplimiento de sus objetivos, salvo manifestación contraria de cualquiera de las Partes.

 

 

Artículo XI

 

Para los asuntos no previstos en el presente Acuerdo Complementario, se aplicarán las disposiciones del Convenio Básico de Cooperación Técnica y Científica  entre el Gobierno de  la República del Perú y el Gobierno de la República Federativa del Brasil, firmado en Brasilia, el 8 de octubre de 1975.

 

 

Artículo XII

 

El presente Acuerdo Complementario entrará en vigor a partir de la fecha de la notificación por la cual el Gobierno de la República del Perú comunica al Gobierno de la República Federativa del Brasil, a través de la vía diplomática, el cumplimiento de los requisitos exigidos por su  ordenamiento jurídico interno, para tal efecto.

 

 

Suscrito en Manaos, el 16 de Junio de 2010, en dos ejemplares originales, en los idiomas portugués y castellano, siendo ambos textos igualmente auténticos y válidos.

 

 

**********

 

ACUERDO COMPLEMENTARIO AL CONVENIO BÁSICO DE COOPERACIÓN TÉCNICA Y CIENTÍFICA ENTRE EL GOBIERNO DE LA REPÚBLICA FEDERATIVA DEL BRASIL Y EL GOBIERNO DE LA REPÚBLICA DEL PERÚ PARA LA IMPLEMENTACIÓN DEL PROYECTO “FORTALECIMIENTO DEL ORDENAMIENTO TERRITORIAL PARA LA INTEGRACIÓN FRONTERIZA PERÚ – BRASIL”

 

 

 

 

 

El Gobierno de la República Federativa del Brasil

 

y

 

El Gobierno de la República del Perú

(en adelante denominados “las Partes”),

 

 

 

 

Considerando que las relaciones de cooperación técnica han sido fortalecidas y reafirmadas al amparo del Convenio Básico de Cooperación Técnica y Científica  entre el Gobierno de la República Federativa del Brasil y el Gobierno de la República del Perú, firmado en Brasilia, el 8 de octubre de 1975;

 

 

Convencidos del deseo común de promover la cooperación para el desarrollo; y

 

 

            Reafirmando que la cooperación técnica en el área de la integración fronteriza es de particular interés para las Partes,

 

 

 

            Han acordado lo siguiente:

 

 

 

Artículo I

 

 

1.         El objeto de este Acuerdo Complementario es la implementación del Proyecto "Fortalecimiento del Ordenamiento Territorial para la Integración Fronteriza Perú - Brasil" (en adelante "Proyecto"), cuya finalidad es promover el intercambio de experiencias y tecnología entre los actores de la frontera Brasil-Perú con miras a poner en práctica el ordenamiento territorial que permita el desarrollo sostenible y la integración fronteriza entre ambos países.

 

 

2.         El Proyecto precisará los objetivos, las actividades y los resultados a ser alcanzados en el ámbito del presente Acuerdo Complementario.

 

 

3.         El Proyecto será aprobado y firmado por las instituciones coordinadoras y ejecutoras.

 

 

 

 

Artículo II

 

 

1.         El Gobierno de la República del Perú designa a:

 

 

a) La Agencia Peruana de Cooperación Internacional (APCI) como institución responsable de la coordinación, seguimiento y evaluación de las actividades resultantes del presente Acuerdo Complementario; y

 

 

b) Al Ministerio del Ambiente del Perú (MINAM) como institución responsable de la ejecución de las actividades resultantes del presente Acuerdo Complementario.

 

 

2.         El Gobierno de la República Federativa de Brasil designa a:

 

 

a) La Agencia Brasileña de Cooperación del Ministerio de Relaciones Exteriores (ABC/MRE) como institución responsable de la coordinación, seguimiento y evaluación de las actividades resultantes del presente Acuerdo Complementario; y

 

 

b) Al Ministerio de Integración Nacional (MI) como institución responsable de la ejecución de las actividades resultantes del presente Acuerdo Complementario.

 

 

 

Artículo III

 

1.         Corresponde al Gobierno de la República del Perú:

 

a)      Nombrar a los técnicos que desarrollarán en Brasil las actividades de cooperación técnica en el marco del Proyecto;

 

b)      Proporcionar las instalaciones e infraestructura adecuadas para la ejecución en el Perú de las actividades de cooperación técnica previstas en el Proyecto;

 

c)       Prestar apoyo operativo a los técnicos enviados por el Gobierno Brasileño, proporcionando toda la información necesaria para implementar el Proyecto, y

 

d)      Realizar el seguimiento y evaluación del desarrollo del Proyecto.

 

2.      Corresponde al Gobierno de la República Federativa de Brasil:

 

a)      Nombrar y enviar técnicos para desarrollar en el Perú las actividades de cooperación técnica en el marco del Proyecto;

 

b)      Proporcionar las instalaciones e infraestructura adecuada para la ejecución de las actividades de capacitación en Brasil;

 

c)       Prestar apoyo operativo a los técnicos enviados por el Gobierno peruano, y

 

d)      Realizar el seguimiento y evaluación del desarrollo del Proyecto.

 

3.         El presente Acuerdo Complementario no implica ningún compromiso de transferencia de recursos financieros tanto del Estado peruano como del Estado brasileño o cualquier otra actividad que comprometa al patrimonio nacional respectivo. Los recursos para la implementación de las actividades previstas en el presente Acuerdo Complementario, están contemplados en el Documento del Proyecto correspondiente.

 

 

Artículo IV

 

Para la ejecución de las actividades previstas en el Proyecto, las Partes podrán utilizar otros recursos provenientes de instituciones públicas y privadas, organizaciones no gubernamentales, organismos internacionales, agencias de cooperación técnica, fondos y programas regionales e internacionales, que deberán estar contemplados  en otros instrumentos distintos al presente Acuerdo Complementario.

 

 

Artículo V

 

Todas las actividades mencionadas en el presente Acuerdo Complementario estarán sujetas a las leyes y a los reglamentos vigentes en la República Federativa del Brasil y en la República del Perú.

 

 

 

Artículo VI

 

1.         Las instituciones ejecutoras mencionadas en el Artículo II elaborarán informes sobre los resultados alcanzados en el Proyecto desarrollado en el ámbito de este Acuerdo Complementario, los cuales serán presentados a las instituciones coordinadoras.

 

2.         Los documentos elaborados como resultado de las actividades desarrolladas en el contexto del Proyecto a que se refiere el presente Acuerdo Complementario, serán de propiedad conjunta de las Partes. En caso de publicación de los referidos documentos, las Partes deberán ser previa y formalmente consultadas y mencionadas en el documento publicado.

 

 

Artículo VII

 

Cualquier controversia que surja en la interpretación y/o ejecución  del presente Acuerdo Complementario será resuelta por las Partes mediante la vía diplomática.

 

 

Artículo VIII

 

El presente Acuerdo Complementario podrá ser enmendado de común acuerdo entre las Partes, por canje de Notas Diplomáticas. Las enmiendas entrarán en vigor por el mismo procedimiento establecido en el Artículo XII.

 

 

 
Artículo IX

 

Cualquiera de las Partes podrá, en cualquier momento, notificar a la otra, por la vía diplomática, su decisión de denunciar el presente Acuerdo Complementario. La denuncia surtirá efecto tres (3) meses después de la fecha de recepción de la respectiva notificación. Las Partes decidirán sobre la continuidad de las actividades que se encuentren en ejecución.

 

 

Artículo X

 

El presente Acuerdo Complementario permanecerá vigente por un periodo de dos (2) años, renovables automáticamente, hasta el cumplimiento de sus objetivos, salvo manifestación contraria de cualquiera de las Partes.

 

 

Artículo XI

 

Para los asuntos no previstos en el presente Acuerdo Complementario, se aplicarán las disposiciones del Convenio Básico de Cooperación Técnica y Científica entre el Gobierno de la República Federativa del Brasil y el Gobierno de la República del Perú, firmado en Brasilia, el 8 de octubre de 1975.

 

 

 

Artículo XII

 

El presente Acuerdo Complementario entrará en vigor a partir de la fecha de la notificación por la cual el Gobierno de la República del Perú comunica al Gobierno de la República Federativa del Brasil, a través de la vía diplomática, el cumplimiento de los requisitos exigidos por su  ordenamiento jurídico interno, para tal efecto.

 

 

 

Suscrito en Manaos, el 16 de Junio de 2010, en dos ejemplares originales, en los idiomas portugués y castellano, siendo ambos textos igualmente auténticos y válidos.

 

 

 

***********

 

 

ACUERDO COMPLEMENTARIO AL CONVENIO BÁSICO DE COOPERACIÓN TÉCNICA  Y  CIENTÍFICA  ENTRE  EL  GOBIERNO  DE  LA  REPÚBLICA FEDERATIVA DEL BRASIL Y EL GOBIERNO DE LA REPÚBLICA DEL PERÚ PARA LA IMPLEMENTACIÓN DEL PROYECTO “FORTALECIMIENTO INSTITUCIONAL PARA LA GESTIÓN INTEGRADA DE RECURSOS HÍDRICOS PERÚ – BRASIL”

 

 

 

El Gobierno de la República Federativa del Brasil

 

y

 

El Gobierno de la República del Perú

(en adelante denominados “las Partes”),

 

 

Considerando que las relaciones de cooperación técnica han sido fortalecidas y reafirmadas al amparo del Convenio Básico de Cooperación Técnica y Científica entre el Gobierno de la República Federativa del Brasil y el Gobierno de la República del Perú, firmado en Brasilia, el 8 de octubre de 1975;

 

Convencidos del deseo común de promover la cooperación para el desarrollo; y

 

Reafirmando que la cooperación técnica en el área de recursos hídricos es de particular interés para las Partes,

 

 

Han acordado lo siguiente:

 

 

 

 

Artículo I

 

1.         El presente Acuerdo Complementario tiene como objetivo la implementación del Proyecto "Fortalecimiento Institucional para la Gestión Integrada de Recursos Hídricos Perú - Brasil” (en adelante “Proyecto), cuya finalidad es fortalecer las instituciones y la gobernabilidad para la gestión integrada de recursos hídricos.

 

 

 

2.         El Proyecto precisará los objetivos, las actividades y los resultados a ser alcanzados en el ámbito del presente Acuerdo Complementario.

 

 

3.         El Proyecto será aprobado y firmado por las instituciones coordinadoras y ejecutoras.

 

 

 

Artículo II

 

1.         El Gobierno de la República del Perú designa a:

 

 

e)     la Agencia Peruana de Cooperación Internacional (APCI) como institución responsable de la coordinación, seguimiento y evaluación de las actividades resultantes del presente Acuerdo Complementario; y

 

f)       la Autoridad Nacional del Agua (ANA – Perú) como institución responsable de la ejecución de las actividades resultantes del presente Acuerdo Complementario.

 

 

 

2.         El Gobierno de la República Federativa de Brasil designa a:

 

a)      la Agencia Brasileña de Cooperación del Ministerio de Relaciones Exteriores (ABC/MRE) como institución responsable de la coordinación, seguimiento y evaluación de las actividades resultantes del presente Acuerdo Complementario; y

 

b)      la Agencia Nacional de Aguas (ANA – Brasil) como institución responsable de la ejecución de las actividades resultantes del presente Acuerdo Complementario.

 

 

 

 

Artículo III

 

1.             Corresponde al Gobierno de la República del Perú:

 

a)      nombrar a los técnicos que desarrollarán en Brasil las actividades de cooperación técnica en el marco del Proyecto;

 

b)      proporcionar las instalaciones e infraestructura adecuadas para la ejecución en el Perú de las actividades de cooperación técnica previstas en el Proyecto;

 

c)       prestar apoyo operativo a los técnicos enviados por el Gobierno Brasileño, proporcionando toda la información necesaria para implementar el Proyecto, y

 

d)      realizar el seguimiento y evaluación del desarrollo del Proyecto.

 

 

 

2.             Corresponde al Gobierno de la República Federativa de Brasil:

 

a)      nombrar y enviar técnicos para desarrollar en el Perú las actividades de cooperación técnica en el marco del Proyecto;

 

b)      proporcionar las instalaciones e infraestructura adecuada para la ejecución de las actividades de capacitación en Brasil;

 

c)       prestar apoyo operativo a los técnicos enviados por el Gobierno peruano, y

 

d)      realizar el seguimiento y evaluación del desarrollo del Proyecto.

 

 

3.         El presente Acuerdo Complementario no implica ningún compromiso de transferencia de recursos financieros tanto del Estado peruano como del Estado brasileño o cualquier otra actividad que comprometa al patrimonio nacional respectivo. Los recursos para la implementación de las actividades previstas en el presente Acuerdo Complementario, están contemplados en el Documento del Proyecto correspondiente.

 

 

 

Artículo IV

 

Para la ejecución de las actividades previstas en el Proyecto, las Partes podrán utilizar otros recursos provenientes de instituciones públicas y privadas, organizaciones no gubernamentales, organismos internacionales, agencias de cooperación técnica, fondos y programas regionales e internacionales, que deberán estar contemplados  en otros instrumentos distintos al presente Acuerdo Complementario.

 

 

 

Artículo V

 

Todas las actividades mencionadas en el presente Acuerdo Complementario estarán sujetas a las leyes y a los reglamentos vigentes en la República del Perú y en la  República Federativa del Brasil.

 

 

 

Artículo VI

 

1.         Las instituciones ejecutoras mencionadas en el Artículo II elaborarán informes sobre los resultados alcanzados en el Proyecto desarrollado en el ámbito de este Acuerdo Complementario, los cuales serán presentados a las instituciones coordinadoras.

 

 

2.         Los documentos elaborados como resultado de las actividades desarrolladas en el contexto del Proyecto a que se refiere el presente Acuerdo Complementario, serán de propiedad conjunta de las Partes. En caso de publicación de los referidos documentos, las Partes deberán ser previa y formalmente consultadas y mencionadas en el documento publicado.

 

 

 

Artículo VII

 

Cualquier controversia que surja en la interpretación y/o ejecución  del presente Acuerdo Complementario será resuelta por las Partes mediante la vía diplomática.

 

 

 

Artículo VIII

 

El presente Acuerdo Complementario podrá ser enmendado de común acuerdo entre las Partes, por canje de Notas Diplomáticas. Las enmiendas entrarán en vigor por el mismo procedimiento establecido en el Artículo XII.

 

 

 
Artículo IX

 

Cualquiera de las Partes podrá, en cualquier momento, notificar a la otra, por la vía diplomática, su decisión de denunciar el presente Acuerdo Complementario. La denuncia surtirá efecto tres (3) meses después de la fecha de recepción de la respectiva notificación. Las Partes decidirán sobre la continuidad de las actividades que se encuentren en ejecución.

 

 

 

Artículo X

 

El presente Acuerdo Complementario permanecerá vigente por un periodo de dos (2) años, renovables automáticamente, hasta el cumplimiento de sus objetivos, salvo manifestación contraria de cualquiera de las Partes.

 

 

 

Artículo XI

 

Para los asuntos no previstos en el presente Acuerdo Complementario, se aplicarán las disposiciones del Convenio Básico de Cooperación Técnica y Científica  entre el Gobierno de la República del Perú y el Gobierno de la República Federativa del Brasil, firmado en Brasilia, el 8 de octubre de 1975.

 

 

 

Artículo XII

 

El presente Acuerdo Complementario entrará en vigor a partir de la fecha de la notificación por la cual el Gobierno de la República del Perú comunica al Gobierno de la República Federativa del Brasil, a través de la vía diplomática, el cumplimiento de los requisitos exigidos por su  ordenamiento jurídico interno, para tal efecto.

 

Suscrito en Manaos, el 16 de Junio de 2010, en dos ejemplares originales, en los idiomas portugués y castellano, siendo ambos textos igualmente auténticos y válidos.

 

 

*******

 

 

ACUERDO COMPLEMENTARIO AL CONVENIO BÁSICO DE COOPERACIÓN TÉCNICA Y CIENTÍFICA ENTRE EL GOBIERNO DE LA REPÚBLICA FEDERATIVA DEL BRASIL Y EL GOBIERNO DE LA REPÚBLICA DEL PERÚ PARA LA IMPLEMENTACIÓN DEL PROYECTO “CENTRO DE TECNOLOGÍAS AMBIENTALES”

 

 

 

El Gobierno de la República Federativa de Brasil

 

y

 

El Gobierno de la República del Perú

(en adelante denominados “las Partes”),

 

 

Considerando que las relaciones de cooperación técnica han sido fortalecidas al amparo del Convenio Básico de Cooperación Técnica y Científica entre el l Gobierno de la República Federativa de Brasil y el Gobierno de la República del Perú, firmado en Brasilia, el 8 de octubre de 1975;

 

Considerando el deseo común de promover la cooperación para el desarrollo; y

 

Considerando que la cooperación técnica en el área del medio ambiente reviste especial interés para las Partes,

 

 

Acuerdan lo siguiente:

 

 

Artículo I

 

1.                     El presente Acuerdo Complementario tiene por objeto la implementación del proyecto “Centro de Tecnologías Ambientales” (en adelante denominado “Proyecto”), cuya finalidad es contribuir a la mejora de la calidad ambiental del país, influenciada por los sectores productivos, por medio de la instalación de un Centro de Tecnologías Ambientales con enfoque en la formación profesional y oferta de servicios en el área ambiental.

 

2.                     El Proyecto precisará los objetivos, las actividades y los resultados a alcanzar.

 

3.                     El Proyecto será aprobado y firmado por las instituciones coordinadoras y ejecutoras.

 

 

Artículo II

 

1.                     El Gobierno de la República del Perú designa a:

 

a) la Agencia Peruana de Cooperación Internacional (APCI) como institución responsable de la coordinación, monitoreo y evaluación de las actividades resultantes del presente Acuerdo  Complementario; y

 

b) el Servicio Nacional de Adiestramiento en Trabajo Industrial (SENATI) como institución responsable de la ejecución de las actividades resultantes del presente Acuerdo Complementario.

 

2.                     El Gobierno de la República Federativa de Brasil designa a:

 

a)      la Agencia Brasileña de Cooperación del Ministerio de Relaciones Exteriores (ABC/MRE) como institución responsable de la coordinación, monitoreo y evaluación de las actividades resultantes del presente Acuerdo Complementario; y

 

b)      el Servicio Nacional de Aprendizaje Industrial-Departamento Nacional (SENAI-DN), a través del Servicio Nacional de Aprendizaje Industrial-Departamento Regional de Bahia (SENAI-BA), como institución responsable de la ejecución de las actividades resultantes de este Acuerdo Complementario.

 

 

Artículo III

 

1.                     Corresponde al Gobierno de la República del Perú:

 

a)      nombrar a los técnicos que desarrollarán en Brasil las actividades de cooperación técnica en el marco del Proyecto;

 

b)      proporcionar las instalaciones e infraestructura adecuadas para la ejecución en el Perú de las actividades de cooperación técnica previstas en el Proyecto;

 

c)       prestar apoyo operativo a los técnicos enviados por el Gobierno Brasileño, proporcionando toda la información necesaria para implementar el Proyecto, y

 

d)      realizar el seguimiento y evaluación del desarrollo del Proyecto.

 

 

2.                     Corresponde al Gobierno de la República Federativa de Brasil:

 

a)      designar y enviar técnicos para desarrollar en el Perú las actividades de cooperación técnica en el marco del Proyecto;

 

b)      proporcionar las instalaciones e infraestructura adecuada para la ejecución de las actividades de capacitación en Brasil;

 

c)       prestar apoyo operativo a los técnicos enviados por el Gobierno peruano, y

d)      realizar el seguimiento y evaluación del desarrollo del Proyecto.

 

 

3.                     El presente Acuerdo Complementario no implica ningún compromiso de transferencia de recursos financieros tanto del Estado peruano como del Estado brasileño o cualquier otra actividad que comprometa al patrimonio nacional respectivo. Los recursos para la implementación de las actividades previstas en el presente Acuerdo Complementario, están contemplados en el Documento del Proyecto correspondiente.

 

 

Artículo IV

 

Para la ejecución de las actividades previstas en el Proyecto, las Partes podrán utilizar otros recursos provenientes de instituciones públicas y privadas, organizaciones no gubernamentales, organismos internacionales, agencias de cooperación técnica, fondos y programas regionales e internacionales, que deberán estar contemplados  en otros instrumentos distintos al presente Acuerdo Complementario.

 

 

Artículo V

 

Todas las actividades mencionadas en el presente Acuerdo Complementario estarán sujetas a las leyes y a los reglamentos vigentes en la República Federativa del Brasil y en la República del Perú.

 

 

Artículo VI

 

1.                     Las instituciones ejecutoras mencionadas en el Artículo II elaborarán informes sobre los resultados alcanzados en el Proyecto desarrollado en el ámbito de este Acuerdo Complementario, los cuales serán presentados a las instituciones coordinadoras.

 

2.                     Los documentos elaborados como resultado de las actividades desarrolladas en el contexto del Proyecto a que se refiere el presente Acuerdo Complementario, serán de propiedad conjunta de las Partes. En caso de publicación de los referidos documentos, las Partes deberán ser previa y formalmente consultadas y mencionadas en el documento publicado.

 

 

Artículo VII

 

Cualquier controversia que surja en la interpretación y/o ejecución  del presente Acuerdo Complementario será resuelta por las Partes mediante la vía diplomática.

 

 

Artículo VIII

 

El presente Acuerdo Complementario podrá ser enmendado de común acuerdo entre las Partes, por canje de Notas Diplomáticas. Las enmiendas entrarán en vigor por el mismo procedimiento establecido en el Artículo XII.

 

 

 

Artículo IX

 

Cualquiera de las Partes podrá, en cualquier momento, notificar a la otra, por la vía diplomática, su decisión de denunciar el presente Acuerdo Complementario. La denuncia surtirá efecto tres (3) meses después de la fecha de recepción de la respectiva notificación. Las Partes decidirán sobre la continuidad de las actividades que se encuentren en ejecución.

 

 

Artículo X

 

El presente Acuerdo Complementario permanecerá vigente por un periodo de dos (2) años, renovables automáticamente, hasta el cumplimiento de sus objetivos, salvo manifestación contraria de cualquiera de las Partes.

 
 
Artículo XI

 

Para los asuntos no previstos en el presente Acuerdo Complementario, se aplicarán las disposiciones del Convenio Básico de Cooperación Técnica y Científica  entre el Gobierno de la República Federativa del Brasil y el Gobierno de la República del Perú, firmado en Brasilia, el 8 de octubre de 1975.

 

 

Artículo XII

 

El presente Acuerdo Complementario entrará en vigor a partir de la fecha de la notificación por la cual el Gobierno de la República del Perú comunica al Gobierno de la República Federativa del Brasil, a través de la vía diplomática, el cumplimiento de los requisitos exigidos por su  ordenamiento jurídico interno, para tal efecto.

 

 

 

Suscrito en Manaos, el 16 de Junio de 2010, en dos ejemplares originales, en los idiomas portugués y castellano, siendo ambos textos igualmente auténticos y válidos.

 

********

 

 

ACUERDO COMPLEMENTARIO AL CONVENIO BÁSICO DE COOPERACIÓN TÉCNICA  Y  CIENTÍFICA  ENTRE  EL  GOBIERNO  DE  LA  REPÚBLICA FEDERATIVA  DEL  BRASIL  Y  EL  GOBIERNO  DE  LA  REPÚBLICA DEL   PERÚ   PARA   LA   IMPLEMENTACIÓN   DEL   PROYECTO “TRANSFERENCIA DE LA METODOLOGÍA DEL PROYECTO RONDON A LAS INSTITUCIONES DE ENSEÑANZA  SUPERIOR DEL PERÚ, EN COMUNIDADES FRONTERIZAS DE LOS DOS PAISES”

 

 

El Gobierno de la República Federativa del Brasil

 

y

 

El Gobierno de la República del Perú

(en adelante denominados “las Partes”),

 

 

 

 

Considerando que las relaciones de cooperación técnica han sido fortalecidas y reafirmadas al amparo del Convenio Básico de Cooperación Técnica y Científica  entre el Gobierno de la República Federativa del Brasil y el Gobierno de la República del Perú, firmado en Brasilia, el 8 de octubre de 1975;

 

 

Convencidos del deseo común de promover la cooperación para el desarrollo; y

 

 

            Reafirmando que la cooperación técnica en el área de la educación es de particular interés para las Partes,

 

 

 

 

            Han acordado lo siguiente:

 

 

 

 

Artículo I

 

 

1.         El presente Acuerdo Complementario tiene como objetivo la implementación del Proyecto "Transferencia de la Metodología del Proyecto Rondon a las Instituciones de Enseñanza Superior del Perú, en Comunidades de Frontera de los dos Países” (en adelante “Proyecto”), cuya finalidad es fortalecer las instituciones de enseñanza superior de Brasil y del Perú en su actuación en la comunidad a través del intercambio de mejores prácticas y metodologías.

 

 

2.         El Proyecto precisará los objetivos, las actividades y los resultados a ser alcanzados en el ámbito del presente Acuerdo Complementario.

 

 

3.         El Proyecto será aprobado y firmado por las instituciones coordinadoras y ejecutoras.

 

 

Artículo II

 

 

1.         El Gobierno de la República del Perú designa a:

 

 

a)      la Agencia Peruana de Cooperación Internacional (APCI) como institución responsable de la coordinación, seguimiento y evaluación de las actividades resultantes del presente Acuerdo Complementario; y

 

b)      la Asamblea Nacional de Rectores como institución responsable de la ejecución de las actividades resultantes del presente Acuerdo Complementario.

 

2.         El Gobierno de la República Federativa de Brasil designa a:

 

 

a)      la Agencia Brasileña de Cooperación del Ministerio de Relaciones Exteriores (ABC/MRE) como institución responsable de la coordinación, seguimiento y evaluación de las actividades resultantes del presente Acuerdo Complementario; y

 

b)      al Proyecto Rondon – Asociación Nacional de Rondonistas – como institución responsable de la ejecución de las actividades resultantes del presente Acuerdo Complementario.

 

 

Artículo III

 

1.            Corresponde al Gobierno de la República del Perú:

 

a)      nombrar a los técnicos que desarrollarán en Brasil las actividades de cooperación técnica en el marco del Proyecto;

b)      proporcionar las instalaciones e infraestructura adecuadas para la ejecución en el Perú de las actividades de cooperación técnica previstas en el Proyecto;

c)       prestar apoyo operativo a los técnicos enviados por el Gobierno Brasileño, proporcionando toda la información necesaria para implementar el Proyecto, y

d)      realizar el seguimiento y evaluación del desarrollo del Proyecto.

 

2.             Corresponde al Gobierno de la República Federativa de Brasil:

 

a)      nombrar y enviar técnicos para desarrollar en el Perú las actividades de cooperación técnica en el marco del Proyecto;

b)      proporcionar las instalaciones e infraestructura adecuada para la ejecución de las actividades de capacitación en Brasil;

c)       prestar apoyo operativo a los técnicos enviados por el Gobierno peruano, y

d)      realizar el seguimiento y evaluación del desarrollo del Proyecto.

 

3.         El presente Acuerdo Complementario no implica ningún compromiso de transferencia de recursos financieros tanto del Estado peruano como del Estado brasileño o cualquier otra actividad que comprometa al patrimonio nacional respectivo. Los recursos para la implementación de las actividades previstas en el presente Acuerdo Complementario, están contemplados en el Documento del Proyecto correspondiente.

 

 

Artículo IV

 

Para la ejecución de las actividades previstas en el Proyecto, las Partes podrán utilizar otros recursos provenientes de instituciones públicas y privadas, organizaciones no gubernamentales, organismos internacionales, agencias de cooperación técnica, fondos y programas regionales e internacionales, que deberán estar contemplados  en otros instrumentos distintos al presente Acuerdo Complementario.

 

 

Artículo V

 

Todas las actividades mencionadas en el presente Acuerdo Complementario estarán sujetas a las leyes y a los reglamentos vigentes en la República del Perú y en la  República Federativa del Brasil.

 

 

Artículo VI

 

1.         Las instituciones ejecutoras mencionadas en el Artículo II elaborarán informes sobre los resultados alcanzados en el Proyecto desarrollado en el ámbito de este Acuerdo Complementario, los cuales serán presentados a las instituciones coordinadoras.

 

2.         Los documentos elaborados como resultado de las actividades desarrolladas en el contexto del Proyecto a que se refiere el presente Acuerdo Complementario, serán de propiedad conjunta de las Partes. En caso de publicación de los referidos documentos, las Partes deberán ser previa y formalmente consultadas y mencionadas en el documento publicado.

 

 

Artículo VII

 

Cualquier controversia que surja en la interpretación y/o ejecución  del presente Acuerdo Complementario será resuelta por las Partes mediante la vía diplomática.

 

 

Artículo VIII

 

El presente Acuerdo Complementario podrá ser enmendado de común acuerdo entre las Partes, por canje de Notas Diplomáticas. Las enmiendas entrarán en vigor por el mismo procedimiento establecido en el Artículo XII.

 

 
Artículo IX

 

Cualquiera de las Partes podrá, en cualquier momento, notificar a la otra, por la vía diplomática, su decisión de denunciar el presente Acuerdo Complementario. La denuncia surtirá efecto tres (3) meses después de la fecha de recepción de la respectiva notificación. Las Partes decidirán sobre la continuidad de las actividades que se encuentren en ejecución.

 

 

Artículo X

 

El presente Acuerdo Complementario permanecerá vigente por un periodo de dos (2) años, renovables automáticamente, hasta el cumplimiento de sus objetivos, salvo manifestación contraria de cualquiera de las Partes.

 

 

Artículo XI

 

Para los asuntos no previstos en el presente Acuerdo Complementario, se aplicarán las disposiciones del Convenio Básico de Cooperación Técnica y Científica  entre el Gobierno de  la República Federativa del Brasil y el Gobierno de la República del Perú, firmado en Brasilia, el 8 de octubre de 1975.

 

 

Artículo XII

 

El presente Acuerdo Complementario entrará en vigor a partir de la fecha de la notificación por la cual el Gobierno de la República del Perú comunica al Gobierno de la República Federativa del Brasil, a través de la vía diplomática, el cumplimiento de los requisitos exigidos por su  ordenamiento jurídico interno, para tal efecto.

 

 

Suscrito en Manaos, el 16 de Junio de 2010, en dos ejemplares originales, en los idiomas portugués y castellano, siendo ambos textos igualmente auténticos y válidos.

 

 

*********

 

 

ACUERDO ENTRE EL GOBIERNO DE LA REPÚBLICA FEDERATIVA DEL BRASIL Y EL GOBIERNO DE LA REPÚBLICA DEL PERÚ PARA EL SUMINISTRO DE ELECTRICIDAD AL PERÚ Y EXPORTACIÓN DE EXCEDENTES AL BRASIL

 

 

 

El Gobierno de la República Federativa del Brasil

 

y

 

El Gobierno de la República del Perú

 (en adelante denominados “las Partes”),

 

             Considerando:

 

 

El Memorándum de Entendimiento para el Establecimiento de una Comisión Mixta Permanente en Materia Energética, Geológica y de Minería entre el Ministerio de Minas y Energía de la República Federativa del Brasil y el Ministerio de Energía y Minas de la República del Perú, firmado en Brasilia, el día 9 de noviembre de 2006;

 

La Reunión de la Comisión Mixta Permanente en Materia Energética, Geológica y de Minería realizada en la ciudad de Lima, el día 28 de agosto de 2007, que creó el Grupo de Trabajo ad hoc de Integración Energética con el objetivo de preparar una propuesta de convenio bilateral para desarrollar estudios sobre el potencial de integración energética entre las Partes, incluyendo proyectos hidroeléctricos para la exportación de energía eléctrica del Perú para el Brasil;

 

El Convenio de Integración Energética entre el Ministerio de Minas y Energía de la República Federativa del Brasil y el Ministerio de Energía y Minas de la República del Perú, suscrito en Lima, el día 17 de mayo de 2008, cuyos objetivos incluyen desarrollar estudios sobre el potencial de integración energética entre los dos países, evaluar proyectos hidroeléctricos para la exportación de energía del Perú para el Brasil y el marco normativo regulatorio de cada país, y examinar la implementación de proyectos de conexiones eléctricas fronterizas, entre otros;

 

El Comunicado Conjunto de los Presidentes de la República Federativa del Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, y de la República del  Perú, Alan García Pérez, de fecha 17 de mayo de 2008, con ocasión de la visita oficial del Presidente de la República Federativa del Brasil al Perú, en la cual los mandatarios priorizaron, entre otros, la interconexión eléctrica de la agenda bilateral y reafirmaron el empeño de sus respectivos Gobiernos en promover mayor integración en el ámbito energético, especialmente en materia de interconexión eléctrica;

 

El Memorándum de Entendimiento entre el Ministerio de Minas y Energía de la República Federativa del Brasil y el Ministerio de Energía y Minas de la República del Perú, suscrito el 28 de abril de 2009, con el objetivo de desarrollar estudios de viabilidad para la interconexión eléctrica entre los dos países, para la exportación de energía del Perú para el Brasil y para el abastecimiento de energía eléctrica al mercado peruano, relacionados con los proyectos que sean determinados prioritarios por las Partes, vinculados al Convenio de Integración Energética entre ambos Ministerios, firmado el 17 de mayo de 2008;

 

El Comunicado Conjunto de los Presidentes de la República Federativa del Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, y de la República del  Perú, Alan García Pérez, de fecha 28 de abril de 2009, con ocasión de la visita al Brasil  del Presidente de la República del Perú, en la ciudad de Río Branco, Estado del Acre, en la cual los mandatarios, entre otros, ratificaron el interés en la integración energética entre los dos países, instruyeron a los Ministerios Competentes en el sentido de que elaboren instrumento bilateral que establezca las condiciones necesarias para la integración eléctrica y resaltaron la importancia de promover la interconexión eléctrica entre las localidades de la frontera común, en el espíritu de fortalecer los vínculos entre las poblaciones de frontera y mejorar su calidad de vida;

 

El compromiso asumido por los Presidentes de los dos Estados en el Encuentro Presidencial realizado el día 11 de diciembre de 2009, en la ciudad de Lima, mediante el cual se encargó a los respectivos Ministerios del Sector de Energía del Perú y del Brasil para que presenten un proyecto de acuerdo que promueva el desarrollo de centrales de generación hidroeléctrica en territorio peruano para la producción de energía eléctrica para atender la demanda interna del Perú y la exportación de energía eléctrica al Brasil;

 

Los avances alcanzados en las reuniones técnicas realizadas por el Ministerio de Energía y Minas de la República del Perú y el Ministerio de Minas y Energía de la República Federativa del Brasil a fin de definir los aspectos técnicos y el marco regulatorio necesarios para dicho proyecto orientado al suministro prioritario de electricidad al Perú y la exportación de los excedentes de potencia y energía eléctrica asociada al Brasil; y

 

La importancia del desarrollo sostenible y la voluntad en avanzar en una integración energética que genere los mayores beneficios para ambos países, en particular para sus comunidades locales, conservando el ambiente y manejando eficientemente sus recursos hídricos,

 

 

Acuerdan:

 

 

Articulo 1

Declaración

 

Es de interés mutuo para las Partes el desarrollo de la infraestructura energética necesaria para el suministro prioritario de electricidad al Perú y la exportación de los excedentes de electricidad al Brasil, en un contexto de Desarrollo Sostenible, para viabilizar la interconexión de los sistemas eléctricos de los dos países.

 

 

Artículo 2

Objeto

 

1.         El objeto del presente Acuerdo es establecer el marco legal que promueva el desarrollo de la infraestructura necesaria en el territorio peruano para la producción de electricidad destinada a su mercado interno y la exportación de los excedentes de potencia y energía eléctrica asociada al Brasil, con el objetivo de viabilizar la interconexión entre los sistemas interconectados nacionales de las Partes.

 

2.         Los excedentes de potencia y energía eléctrica asociada destinados para la exportación al mercado brasileño serán definidos por el Estado peruano, según lo dispuesto en el inciso “c”, numeral “v” del artículo 3 del presente Acuerdo.

 

 

 

Artículo 3

Marco General

 

Las Partes acuerdan establecer el siguiente marco general para el desarrollo de infraestructura de generación hidroeléctrica ubicada en el territorio peruano, en adelante denominada “Centrales de Generación”, y de transmisión eléctrica asociada, en adelante denominada “Líneas de Transmisión”:

 

a) La capacidad acumulada de todas las Centrales de Generación que se puedan comprometer para la exportación al Brasil será como máximo 6 000 MW más una tolerancia del 20%;

b) La potencia y energía eléctrica asociada a cada una de las Centrales de Generación, destinadas a cubrir las necesidades del mercado eléctrico peruano y a exportar los excedentes al mercado eléctrico brasileño, se comprometerán respetando el siguiente orden: (1ro) el Mercado Regulado peruano, (2do) el Mercado Libre peruano y (3ro) el mercado brasileño;

c) Para determinar la cantidad de potencia y energía eléctrica asociada de las Centrales de Generación, que se comprometerán para cada uno de los mercados señalados en el inciso “b” del presente artículo se deberá proceder conforme a lo siguiente:

i. Los titulares de los proyectos de las Centrales de Generación suministrarán, al Ministerio de Energía y Minas de la República del Perú, la información técnica de los proyectos en la forma y oportunidad que éste establezca;

ii. El Estado peruano, previo al otorgamiento de la concesión definitiva y conforme a los estudios e informes realizados, establecerá la cantidad de potencia y energía eléctrica asociada destinadas al Mercado Regulado peruano y sus correspondientes precios, por un periodo de treinta (30) años;

iii. Los titulares de los proyectos de las Centrales de Generación efectuarán procesos públicos de oferta con el objeto de determinar la cantidad de potencia y energía eléctrica asociada que se comprometerá con el Mercado Libre peruano. El procedimiento a seguir será establecido por el Estado peruano;

iv. Definidas las potencias y energía eléctrica asociada que serán destinadas a los Mercados Regulado y Libre peruanos conjuntamente con sus respectivos precios y la expectativa de precios de exportación, los proyectos solamente serán llevados a cabo en caso tengan comprobada su viabilidad técnica, económica y socio ambiental;

v. A partir de la cantidad de potencia y energía eléctrica asociada comprometida con el mercado peruano, según lo dispuesto en los numerales "ii" y "iii" anteriores, el Estado peruano definirá los excedentes de potencia y energía eléctrica asociada, valores estos que constarán en los contratos de concesión de las Centrales de Generación, que se mantendrán fijos por un período de treinta (30) años y podrán ser comprometidos para exportación al mercado brasileño por el mismo período, contado desde el inicio del suministro al Brasil. El compromiso deberá ser comunicado al Estado brasileño por vía diplomática;

vi. Los concesionarios de las Centrales de Generación, por medio de agentes de exportación y/o importación de energía eléctrica del mercado brasileño, podrán vender en las subastas de compra de electricidad en el mercado regulado del Brasil, por un período de treinta (30) años, conforme la reglamentación y requisitos del proceso de licitación, hasta el límite de cantidad de potencia y energía eléctrica asociada definida conforme con el numeral "v" anterior y ratificado por el Ministerio de Minas y Energía de la República del Brasil, en función a los estudios de factibilidad de importación de potencia y energía eléctrica asociada;

vii. El Comité de Operación Económica del Sistema Eléctrico Interconectado Nacional del Perú, en adelante COES, dispondrá el despacho de las Centrales de Generación en forma tal de cumplir con la asignación de potencia y energía eléctrica asociada comprometida con la exportación al Brasil;

 

d) Para el desarrollo, construcción y operación de las Centrales de Generación y Líneas de Transmisión ubicadas en territorio peruano será necesario obtener del Estado peruano concesiones de generación hidroeléctrica y de transmisión, las que se otorgarán por un plazo de treinta (30) años más los años que se requieran para la construcción de la Central. Conforme a los respectivos contratos de concesión, al vencimiento de dicho plazo, deberán transferirse al Estado peruano, sin costo alguno, los derechos eléctricos y la propiedad de la infraestructura;

e) El costo de las instalaciones de transmisión que se construyan para conectar las Centrales de Generación con el sistema eléctrico brasileño, así como los gastos derivados de la utilización del sistema de transmisión del Brasil, serán sufragados por el vendedor en la subasta de compra de electricidad para el mercado brasileño, conforme al tratamiento del Sistema Interconectado Nacional del Brasil;

f) El costo de las instalaciones de transmisión que se construyan para conectar las Centrales de Generación con el sistema eléctrico peruano será asumido por el mercado eléctrico peruano, siguiendo el tratamiento de su Sistema Garantizado de Transmisión; 

g) Los titulares de las Centrales de Generación y Líneas de Transmisión estarán sujetos a los mismos cargos y obligaciones que se apliquen a los demás generadores y transmisores en el Perú; y

h) Los incisos anteriores deben cumplirse sin perjuicio de las condiciones señaladas en el Artículo 9 del presente Acuerdo.

 

 

Artículo 4

Compromisos de las Partes

 

Para el cumplimiento del presente Acuerdo, las Partes se comprometen a:

 

a) Adecuar, en caso sea necesario, sus respectivos marcos legales y normas técnicas, así como promover soluciones para la implementación de la infraestructura en un contexto de Desarrollo Sostenible;

b) Promover acuerdos operacionales y comerciales entre el Comité de Operación Económica del Sistema peruano (COES), el Operador Nacional del Sistema Eléctrico brasileño (ONS) y la Cámara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), bajo la supervisión del Ministerio de Energía y Minas de la República del Perú y el de Minas y Energía de la República Federativa del Brasil, para la coordinación, programación y operación de las transacciones internacionales de electricidad;

c) Promover la cooperación técnica entre el COES y la Empresa de Pesquisa Energética – EPE, bajo la supervisión del Ministerio de Energía y Minas de la República del Perú y del Ministerio de Minas y Energía de la República Federativa del Brasil, para el intercambio de información con miras a Estudios de la Energía Eléctrica que sean necesarios para viabilizar la interconexión de los sistemas eléctricos de las Partes; y

d) El Gobierno de la República del Perú implementará la normativa necesaria para asegurar que la energía de las Centrales de Generación, asignada al mercado regulado peruano, se distribuya entre las empresas de distribución de energía eléctrica.

 

Artículo 5

Cooperación Técnica

 

Las Partes se comprometen a llevar a cabo programas de cooperación en los campos de formación y capacitación profesional, intercambio tecnológico y asistencia técnica especializada, orientados a la planificación, Desarrollo Sostenible de proyectos hidroeléctricos, gestión integrada y sostenible de cuencas, operación de sistemas eléctricos interconectados, entre otros; para lo cual, las Partes asignarán los recursos correspondientes.

 

 

Artículo 6

Exceso de Oferta Temporal

 

El Gobierno de la República del Perú y el Gobierno de la República Federativa del Brasil podrán comercializar los excesos temporales de oferta de potencia y energía eléctrica que se puedan presentar en sus respectivos sistemas eléctricos, para lo cual las Partes deberán establecer los procedimientos específicos a que hubiere lugar.

 

 

Artículo 7

Situaciones de Emergencia

 

1.         En condiciones de emergencia, inclusive hidrológica, o situaciones que puedan poner en peligro la seguridad del suministro eléctrico a los mercados de Perú y Brasil, ambas situaciones coyunturales, las Partes podrán, de común acuerdo y temporalmente, cambiar los valores de las exportaciones de electricidad comprometidos, teniendo en cuenta la seguridad energética del Perú y Brasil. En esta situación, las Partes acordarán las condiciones temporales extraordinarias que se aplicarán a estos casos, así como las compensaciones correspondientes.

 

2.         Para los fines del párrafo 1 anterior y antes que se inicien las exportaciones de energía eléctrica al Brasil, el Ministerio de Energía y Minas de la República del Perú y el Ministerio de Minas y Energía de la República Federativa del Brasil definirán conjuntamente las condiciones de emergencia.

 

 

Artículo 8

Suficiencia de Generación

 

1.         El Estado peruano deberá asegurar permanentemente un margen de reserva no menor de treinta por ciento (30%) de manera de disponer de una capacidad de generación para atender de manera segura su mercado interno y sus compromisos de exportación.

 

2.         Para cumplir con lo establecido en el párrafo 1 precedente, el Ministerio de Energía y Minas de la República del Perú planificará las necesidades de abastecimiento futuro e implementará las licitaciones por energía y potencia que resulten necesarias para asegurar la construcción de la correspondiente infraestructura de generación, así como la asignación adecuada entre las empresas de distribución para el servicio público de electricidad.

 

Artículo 9

Desarrollo Sostenible

 

Todas las actividades que se realicen para el cumplimiento del objeto del presente Acuerdo, incluidas las etapas de planeamiento, construcción, operación y cierre de la infraestructura a que se refiere el Artículo 2 del presente Acuerdo, se efectuarán en un contexto de Desarrollo Sostenible y considerando los estándares ambientales que exigen los dispositivos legales de las Partes, incluyendo los acuerdos internacionales adoptados por las mismas.

 

 

 

Artículo 10

Normas Específicas

 

El Ministerio de Minas y Energía de la República Federativa del Brasil y el Ministerio de Energía y Minas de la República del Perú tramitarán la aprobación de las normas específicas que se requieran para la implementación del presente Acuerdo.

 

 

 

Artículo 11

Solución de Controversias

 

Toda diferencia relativa a la interpretación y ejecución de este Acuerdo o sus acuerdos específicos será resuelta por la vía diplomática, en forma amistosa y consensual y de acuerdo al espíritu del mismo.

 

 

 

Artículo 12

Duración

 

El presente Acuerdo tendrá una duración de cincuenta (50) años.

 

 

 

 

Artículo 13

Enmiendas

 

Todas las enmiendas a este  Acuerdo se efectuarán por decisión mutua, por escrito y por la vía diplomática. Las Enmiendas entrarán en vigor de conformidad con los procedimientos establecidos en el Artículo 15 del presente Acuerdo.

 

 

 

Artículo 14

Denuncia

 

1.         El Presente Acuerdo podrá ser denunciado por cualquiera de las Partes, a través de los canales diplomáticos, luego de quince (15) años de su efectiva entrada en vigor. Para el  caso de su denuncia, ésta surtirá efecto treinta (30) días después de haberse recibido formalmente la correspondiente notificación.

 

2.         En caso de denuncia, las Partes se comprometen a garantizar el cumplimiento de sus compromisos ya asumidos y de las condiciones para el cumplimiento de los contratos firmados, incluidos los de concesión, para la exportación de energía de Perú al Brasil a que hace referencia el inciso “c”, numeral “v”, del Artículo 3 del presente Acuerdo.

 

 

 

Artículo 15

Entrada en Vigor

 

El presente Acuerdo entrará en vigor en la fecha de recepción de la última notificación mediante la vía diplomática, a través de la cual las Partes se comunican sobre la culminación de los procedimientos normativos internos para su entrada en vigor.

 

 

Suscrito en Manaos, el 16 de junio de 2010, en dos ejemplares originales, en idiomas portugués y castellano, siendo ambos textos igualmente auténticos y válidos.

 

 

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MEMORANDUM DE ENTENDIMIENTO ENTRE EL MINISTERIO DE AGRICULTURA, PECUARIA Y ABASTECIMIENTO DE LA REPUBLICA FEDERATIVA DE BRASIL Y EL MINISTERIO DE AGRICULTURA DE LA REPUBLICA DEL PERU EN MATERIA SANITARIA Y FITOSANITARIA

 

 

Conforme al Comunicado Conjunto de los Presidentes de los dos países, realizado el 11 de diciembre del 2009, con la intención de promover el comercio de animales, productos animales, plantas, productos vegetales y otros artículos reglamentados y la cooperación bilateral en el área de seguridad sanitaria y fitosanitaria de productos de origen animal y vegetal, con miras al reconocimiento mutuo de sus sistemas de inspección, el Ministerio de Agricultura de la República del Perú y el Ministerio de Agricultura, Pecuaria y Abastecimiento de la República Federativa del Brasil, en adelante denominados “las Partes”, han llegado al siguiente entendimiento.

 

 

1.                  Objetivo del Memorando de Entendimiento

 

El presente documento tiene como objetivo facilitar la cooperación entre las Partes, dentro del alcance del Acuerdo sobre la Aplicación de Medidas Sanitarias y Fitosanitarias de la OMC, así como promocionar y desarrollar el intercambio de animales, productos animales, plantas, productos vegetales y otros artículos reglamentados, evitando el ingreso y/o diseminación de enfermedades y plagas en sus territorios y garantizar la calidad e inocuidad de los alimentos; así como el de fortalecer los procesos de negociación bilateral.

 

 

2.                  Reconocimiento mutuo de sistemas de inspección

 

Las Partes concuerdan en establecer un mecanismo de consulta mutua en el área sanitaria y fitosanitaria, con miras al reconocimiento mutuo de sus sistemas de inspección, de acuerdo con los principios del Acuerdo sobre Aplicación de Medidas Sanitarias y Fitosanitarias de la Organización Mundial del Comercio – MSF/OMC y los estándares internacionales establecidos por la Organización Mundial para la Salud Animal (OIE), la Convención Internacional para la Protección de Plantas (CIPF) y la Comisión del Codex Alimentarius (CCA).

 

 

3.                  Resolución de no conformidades

 

Las Partes procurarán solucionar las no conformidades relacionadas a cuestiones sanitarias y fitosanitarias, mediante diálogo, cambio de informaciones, consultas bilaterales y grupo de trabajo conjunto, de forma que aseguren beneficios mutuos, adoptando las medidas incluidas en este Memorando de Entendimiento de modo justificable, científico, transparente y consistente.

 

            3.1 En el caso de no conformidades en el área de fiscalización e inspección de productos de origen animal o vegetal que puedan afectar el comercio bilateral, las Partes comunicarán y consultarán a su contraparte para encontrar de forma expedita, la solución técnica necesaria, sin que ello signifique la detención del comercio del producto en la ausencia de justificación técnica pertinente.

 

 

4.                  Regionalización

 

Ambas Partes concuerdan en ampliar la cooperación y comunicación en el marco de la implementación de los principios de regionalización en lo concerniente a áreas libres de plagas y enfermedades, para participar activamente en el establecimiento de estándares internacionales relevantes y eventualmente para resolver sobre una base científica los temas que surgiesen para el acceso al mercado de animales, plantas, productos vegetales y otros artículos reglamentados.

 

 

5.                  Reciprocidad e intercambio

 

5.1       Las Partes concuerdan también con visitas mutuas a los sistemas de inspección animal y vegetal, entrenamiento conjunto de recursos humanos y capacitación en las áreas sanitarias y fitosanitarias y en otros temas agrícolas de interés mutuo. El detalle de estas visitas será acordado en ocasión de reuniones bilaterales o entendimiento previo entre las Partes.

 

5.2       Las Partes concuerdan en el intercambio de información y experiencias en la implementación del Acuerdo sobre la Aplicación de Medidas Sanitarias y Fitosanitarias MSF de la OMC y de otros estándares internacionales, guías y recomendaciones desarrolladas por las entidades reguladoras de estándares sanitarios y fitosanitarios internacionales, como por ejemplo, la OIE, la CCA y la CIPF.

 

5.3       En este contexto, ambas Partes se comprometen al:

 

-          Otorgamiento recíproco de facilidades para el intercambio de experiencias en temas como inspección sanitaria y fitosanitaria en Puestos de Control Cuarentenarios, certificaciones zoosanitarias y fitosanitarias, tratamientos, erradicación y declaración de áreas libres de moscas de la fruta y otras plagas y enfermedades.

 

-          Apoyo recíproco en el control de residuos y calidad de los alimentos.

 

-          Apoyo en la implementación de los Acuerdos MSF de la OMC cuando son requeridos.

 

5.4       Las Partes serán responsables por los costos relativos a la participación en actividades previstas en el presente Memorando de Entendimiento, excepto cuando lo acuerden de otra forma.

 

 

6.                  Inspección Sanitaria y Fitosanitaria

 

La inspección de envíos de animales, plantas y sus productos, además de otros artículos reglamentados en materia de comercio entre ambas Partes, se encontrará sujeta al cumplimiento de los procedimientos establecidos con base a directrices internacionales vigentes en materia sanitaria y fitosanitaria que emanan de la Convención Internacional de  Protección Fitosanitaria (CIPF), del Código Zoosanitario Internacional de la OIE y del Codex Alimentarius.

 

 

7.                  Certificados Sanitarios, Zoosanitarios y Fitosanitarios

 

El envío de animales, productos animales, plantas, productos vegetales y de otros artículos reglamentados, de acuerdo a su categoría de riesgo, cuando sea pertinente, estará acompañado por Certificados Sanitarios, Zoosanitarios o Fitosanitarios con base a las directrices estipuladas por la Convención Internacional de Protección Fitosanitaria (CIPF), el Código Zoosanitario Internacional de la OIE y el Codex Alimentarius,  expedidos por la Parte exportadora. Estos certificados deben cumplir con los requisitos de la Parte importadora y estarán escritos en el idioma oficial del país exportador e importador.

 

 

8.                  Implementación del Memorando de Entendimiento

 

La implementación de este Memorando de Entendimiento será realizada por el Ministerio de Agricultura del Perú y el Ministerio de Agricultura, Pecuaria y Abastecimiento de Brasil. El punto de contacto por la Parte del Brasil es el Ministerio de Agricultura, Pecuaria y Abastecimiento (MAPA-Brasil) y el punto de contacto por la parte peruana es el Servicio Nacional de Sanidad Agraria (SENASA – Perú).

 

8.1       Las Partes deberán solucionar eventuales diferencias de comprensión o de implementación del presente Memorando de Entendimiento a través de consultas por la vía diplomática. El presente Memorando de Entendimiento puede ser modificado con el consentimiento por escrito de las Partes.

 

8.2       Cada Parte comunicará la eventual sustitución de su punto de contacto a la otra Parte por medio de notas diplomáticas.

 

8.3       El intercambio de comunicaciones entre los Puntos de Contacto se realizará directamente con copias a las Cancillerías para su respectivo seguimiento.

 

 

9.                  Del Grupo de Trabajo

 

Las Partes establecerán un Grupo de Trabajo integrado con igual número de representantes de ambas organizaciones la cual se reunirá cada dos años. El Grupo de Trabajo se encargará de elaborar el Programa de las actividades que deben emprenderse, examinar los resultados y, eventualmente, proponer las medidas susceptibles de mejorar el funcionamiento del Memorando de Entendimiento.

 

 

10.               Vigencia del Memorando de Entendimiento

 

El presente Memorando de Entendimiento entrará en vigencia en la fecha de su firma que tendrá vigencia por 5 (cinco) años, excepto cuando una de las Partes lo denuncie por notificación escrita con por lo menos 6 (seis) meses antes del término del período corriente de 5 (cinco) años.

 

El presente Memorando de Entendimiento es firmado en Manaos, el 16 de Junio de 2010 en dos ejemplares originales, en los idiomas portugués y español, siendo los dos textos igualmente auténticos y válidos.

 

 

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ACUERDO COMPLEMENTARIO AL ACUERDO MARCO ENTRE EL GOBIERNO DE  LA  REPÚBLICA  DEL  PERÚ  Y  EL  GOBIERNO  DE  LA  REPÚBLICA FEDERATIVA DEL BRASIL PARA EL ESTABLECIMIENTO DE LA “ZONA DE INTEGRACIÓN FRONTERIZA PERÚ – BRASIL” PARA LA CREACIÓN DEL SUBGRUPO DE TRABAJO SOBRE SALUD EN LA FRONTERA

 

 

 

 

El Gobierno de la Republica Federativa del Brasil

 

Y

 

El Gobierno de la República del Perú,

(en adelante denominados  “las Partes”),

 

 

 

Considerando el compromiso de las Partes con la integración fronteriza,  como medio para alcanzar el desarrollo sostenible de la frontera Perú – Brasil; y

 

 

Considerando el Acuerdo Marco entre la República Federativa del Brasil y la República del Perú para el Establecimiento de la “Zona de Integración Fronteriza Perú – Brasil”,  suscrito en Lima,  el 11 de diciembre de 2009, que faculta a cada Grupo de Trabajo Binacional (GTB), creado por el referido Acuerdo, el establecimiento de subgrupos técnicos para el tratamiento de temas específicos, 

 

 

Acuerdan lo siguiente:

 

 

 

Artículo I

 

1.         Las Partes establecen en el ámbito del Grupo de Trabajo Binacional de Desarrollo e Integración Fronterizos, un Subgrupo de Trabajo sobre Salud en la Frontera (en adelante denominado “Subgrupo”), con la finalidad de tratar temas referentes a la vigilancia epidemiológica,  asistencia en salud y salud ambiental.

 

2.         Las Partes podrán,  en el ámbito del Subgrupo, incluir de común acuerdo, otros temas, así como proponer mecanismos para agilizar el intercambio de información de salud, proponer estrategias de acción, elaboración, evaluación y acompañamiento de planes de trabajo, asesorar en la implementación de proyectos de cooperación, promover el intercambio y el acercamiento de los Sistemas de Salud de los dos países, de acuerdo con los Planes Operativos definidos para las áreas fronterizas de los dos países, en conformidad con el Artículo 7° del Acuerdo Marco entre la República Federativa del Brasil y la República del Perú para el Establecimiento de la “Zona de Integración Fronteriza Perú – Brasil” (en adelante denominado “Acuerdo Marco”), suscrito en Lima, el 11 de diciembre de 2009.

 

 

 

Artículo II

 

1.         El Gobierno de la República del Perú designa:

 

a) Al Ministerio de Salud, al Ministerio de Relaciones Exteriores, a los Gobiernos Regionales de Loreto, Ucayali y Madre de Dios,  como responsables por la coordinación,  acompañamiento y evaluación de las acciones del Subgrupo; y    

 

b) Al Ministerio de Salud, al Ministerio de Relaciones Exteriores, a los Gobiernos Regionales de Loreto, Ucayali y Madre de Dios,  dentro de las atribuciones y límites de su competencia,   como ejecutores de las acciones derivadas del presente Acuerdo.

 

 

2.         Otras instituciones gubernamentales y no gubernamentales podrán ser convocadas a participar del Subgrupo.

 

 

 

Artículo III

 

1.         El Gobierno de la República Federativa del Brasil designa:

 

a) Al Ministerio de Salud, al Ministerio de Relaciones Exteriores y a las Secretarias Estaduales de Acre y de Amazonas,  como responsables por la coordinación,  acompañamiento y evaluación de las acciones del Subgrupo; y

 

b) Al Ministerio de Salud, a las Secretarias Estaduales de Acre y de Amazonas y a las Secretarias Municipales de Salud de la Frontera de los Estados de Acre y de Amazonas con el Perú,  dentro de las atribuciones y límites de su competencia, como ejecutores de las acciones derivadas del presente Acuerdo Complementario.

 

 

2.         Otras instituciones gubernamentales y no gubernamentales podrán ser convocadas a participar del Subgrupo.

 

 

Artículo IV

 

Las Partes promoverán la participación local,  por medio del establecimiento de Comisiones de Salud en el ámbito de los Comités de Frontera, conforme a lo establecido en el Artículo 9° (d) del Acuerdo Marco, y de otras organizaciones de la sociedad civil. 

 

 

 

 

Artículo V

 

La coordinación del Subgrupo elaborará informes semestrales sobre los resultados de la implementación del presente Acuerdo Complementario, para ser presentados al Grupo de Trabajo Binacional de Desarrollo e Integración Fronterizos.

 

 

 

 

Artículo VI

 

El presente Acuerdo Complementario no implica transferencia de recursos financieros entre las Partes o nuevos compromisos al patrimonio nacional de las Partes.

 

 

 

 

Artículo VII

 

El presente Acuerdo Complementario entrará en vigor en la fecha de la segunda notificación por la cual una de las Partes informa a otra,  por la vía diplomática,  del cumplimiento de sus requisitos internos para la entrada en vigor del presente Acuerdo Complementario.

 

 

 

 

Artículo VIII

 

El presente Acuerdo Complementario podrá ser enmendado en cualquier momento, por acuerdo mutuo de las Partes, por la vía diplomática. 

 

 

 

 

Artículo IX

 

Cualquier controversia relativa a la interpretación o implementación del presente Acuerdo Complementario será resuelta directamente entre las Partes, por la vía diplomática.

 

 

 

Artículo X

 

1.            Cualquiera de las Partes podrá, en cualquier momento, notificar a la otra,  por vía diplomática, su decisión de denunciar el presente Acuerdo Complementario.  La denuncia surtirá efecto treinta (30) días después de la fecha de notificación. 

 

2.         Sin prejuicio de la terminación del presente Acuerdo Complementario, las actividades y proyectos de cooperación que estén en ejecución en esa fecha, seguirán vigentes hasta su culminación, salvo que las Partes acuerden lo contrario.

 

Suscrito en Manaos, el 16 de junio de 2010,  en dos ejemplares originales, en los idiomas portugués y castellano, siendo ambos documentos igualmente auténticos y válidos. 

 

 

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ACUERDO COMPLEMENTARIO AL ACUERDO MARCO ENTRE EL GOBIERNO DE LA REPÚBLICA FEDERATIVA DEL BRASIL Y EL GOBIERNO DE LA REPÚBLICA DEL PERÚ PARA EL ESTABLECIMIENTO DE LA “ZONA DE INTEGRACIÓN FRONTERIZA PERÚ – BRASIL” PARA LA CREACIÓN DEL SUBGRUPO DE TRABAJO SOBRE COOPERACIÓN EN MATERIA DE TRANSPORTES FLUVIALES EN RÍOS AMAZÓNICOS

 

 

 

El Gobierno de la Republica Federativa del Brasil

 

Y

 

El Gobierno de la República del Perú,

(en adelante denominados “las Partes”),

 

 

 

Considerando el compromiso de las Partes con la integración fronteriza, como medio para alcanzar el desarrollo sostenible de la frontera Perú – Brasil;

 

Considerando la importancia de que el proceso de integración fronteriza genere beneficios para las comunidades locales de ambos países,  en especial en lo que se refiere a la conservación del medio ambiente;

 

Considerando el Acuerdo Marco entre la República Federativa del Brasil y la República del Perú para el Establecimiento de la “Zona de Integración Fronteriza Perú – Brasil”, suscrito en Lima,  el 11 de diciembre de 2009, que faculta a cada Grupo de Trabajo Binacional (GTB) creado por el referido Acuerdo  el establecimiento de subgrupos técnicos para el tratamiento de temas específicos; y 

 

Considerando el Acuerdo de Cooperación en Materia de Desarrollo del Transporte Fluvial en los Ríos Amazónicos,  suscrito en Lima,  el 11 de diciembre de 2009, que establece en su Artículo 5° la creación de un grupo de trabajo sobre transportes fluviales,

 

 

Acuerdan lo siguiente:

 

 

 

Artículo I

 

Las Partes establecen en el ámbito del Grupo de Trabajo Binacional de Comercio y Facilitación del Tránsito Fronterizo,  creado por el Acuerdo Marco entre la República Federativa del Brasil y la República del Perú para el Establecimiento de la “Zona de Integración Fronteriza Perú – Brasil” (en adelante denominado “Acuerdo Marco”),  suscrito en Lima,  el 11 de diciembre de 2009,  un Subgrupo de Trabajo sobre Cooperación en Materia de Transportes Fluviales en los Ríos Amazónicos (en adelante denominado “Subgrupo”), con la finalidad de:

 

a) Crear una base común de trabajo y coordinación del desarrollo de la cooperación en transportes fluviales en los ríos amazónicos:

b) Verificar regularmente el avance y los resultados de la cooperación entre las Partes desarrollada en el área de transportes fluviales;

c) Promover la participación de especialistas de entidades, organizaciones y empresas del sector de transportes fluviales, los que podrán ser invitados a participar en los encuentros de los representantes de las Partes: y   

d) Organizar misiones técnicas para el intercambio de informaciones y experiencias en materia de transportes fluviales.

 

 

 

Artículo II

 

1.         El Gobierno de la República del Perú designa:

 

a)      al Ministerio de Relaciones Exteriores, al Ministerio de Transportes y Comunicaciones, al Ministerio de Defensa, a la Dirección General de Capitanías y Guardacostas del Perú y a la Superintendencia Nacional de Administración Tributaria, como responsables por la coordinación, acompañamiento y evaluación de las acciones del Subgrupo; y  

b)      al Ministerio de Relaciones Exteriores, al Ministerio de Transportes y Comunicaciones, al Ministerio de Defensa, a la Dirección General de Capitanías y Guardacostas del Perú y a la Superintendencia Nacional de Administración Tributaria, dentro de las atribuciones y límites de su competencia, como ejecutores de las acciones derivadas del presente Acuerdo.

 

2.         Otras instituciones gubernamentales y no gubernamentales podrán ser convocadas a participar del Subgrupo.

 

 

 

Artículo III

 

1.         El Gobierno de la República Federativa del Brasil designa:

 

a)      al Ministerio de Relaciones Exteriores,  al Ministerio de Transportes, al Ministerio de Defensa, a la Agencia Nacional de Transportes Acuáticos, al Departamento Nacional de Infraestructura de Transportes y a la Secretaria de la Receita Federal, como responsables por la coordinación,  acompañamiento y evaluación de las acciones del Subgrupo; y  

b)      al Ministerio de Relaciones Exteriores, al Ministerio de Transportes,  al Ministerio de Defensa,  a la Agencia Nacional de Transportes Acuáticos, al Departamento Nacional de Infraestructura de Transportes y a la Secretaria de la Receita Federal, dentro de las atribuciones y límites de su competencia, como ejecutores de las acciones derivadas del presente Acuerdo.

 

 

2.         Otras instituciones gubernamentales y no gubernamentales podrán ser convocadas a participar del Subgrupo.

 

 

 

Artículo IV

 

Las Partes buscarán estimular la participación, en sus reuniones, de representantes de los Gobiernos locales,  de empresas y de organizaciones de la sociedad civil involucrados con el transporte fluvial en los ríos amazónicos.

 

 

 

Artículo V

 

La coordinación del Subgrupo elaborará informes semestrales sobre los resultados de la implementación del presente Acuerdo complementario, para ser presentados al Grupo de Trabajo Binacional de Comercio y Facilitación del Tránsito Fronterizo.

.

 

 

Artículo VI

 

El presente Acuerdo Complementario no implica transferencia de recursos financieros entre las Partes o nuevos compromisos al patrimonio nacional de las Partes.

 

 

 

Artículo VII

 

El presente Acuerdo Complementario entrará en vigor en la fecha de la segunda notificación por la cual una de las Partes informa a otra, por la vía diplomática, del cumplimiento de sus requisitos internos para la entrada en vigor del presente Acuerdo Complementario.

 

 

Artículo VIII

 

El presente Acuerdo Complementario podrá ser enmendado en cualquier momento,  por acuerdo mutuo de las Partes, por la vía diplomática. 

 

 

 

Artículo IX

 

Cualquier controversia relativa a la interpretación o implementación del presente Acuerdo Complementario será resuelta directamente entre las Partes,  por la vía diplomática.

 

 

 

Artículo X

 

1.            Cualquiera de las Partes podrá, en cualquier momento, notificar a la otra, por vía diplomática, su decisión de denunciar el presente Acuerdo Complementario. La denuncia surtirá efecto treinta (30) días después de la fecha de notificación. 

 

2.         Sin prejuicio de la terminación del presente Acuerdo Complementario, las actividades y proyectos de cooperación que estén en ejecución en esa fecha, seguirán vigentes hasta su culminación, salvo que las Partes acuerden lo contrario.

 

Suscrito en Manaos, el 16 de junio de 2010,  en dos ejemplares originales,  en los idiomas portugués y castellano, siendo ambos textos igualmente auténticos y válidos. 

 

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