Nota nº 349

Ataque israelense à “Flotilha da Liberdade” / Israeli raid on the “Freedom Flotilla" / Attaque israélienne de la flottille de la liberté

(English version after the Portuguese original) (Version en français après la version en anglais)

31/05/2010 -

    Com choque e consternação, o Governo brasileiro recebeu a notícia do ataque israelense a um dos barcos da flotilha que levava ajuda humanitária internacional à Faixa de Gaza, do qual resultou a morte de mais de uma dezena de pessoas, além de ferimentos em outros integrantes.

    O Brasil condena, em termos veementes, a ação israelense, uma vez que não há justificativa para intervenção militar em comboio pacífico, de caráter estritamente humanitário. O fato é agravado por ter ocorrido, segundo as informações disponíveis, em águas internacionais. O Brasil considera que o incidente deva ser objeto de investigação independente, que esclareça plenamente os fatos à luz do Direito Humanitário e do Direito Internacional como um todo.

    Os trágicos resultados da operação militar israelense denotam, uma vez mais, a necessidade de que seja levantado, imediatamente, o bloqueio imposto à Faixa de Gaza, com vistas a garantir a liberdade de locomoção de seus habitantes e o livre acesso de alimentos, remédios e bens de consumo àquela região.

    Preocupa especialmente ao Governo brasileiro a notícia de que uma brasileira, Iara Lee, estava numa das embarcações que compunha a flotilha humanitária. O Ministro Celso Amorim, ao solidarizar-se com os familiares das vítimas do ataque, determinou que fossem tomadas providências imediatas para a localização da cidadã brasileira. 

    A Representante do Brasil junto à ONU foi instruída a apoiar a convocação de reunião extraordinária do Conselho de Segurança das Nações Unidas para discutir a operação militar israelense.

    O Embaixador de Israel no Brasil está sendo chamado ao Itamaraty para que seja manifestada a indignação do Governo Brasileiro com o incidente e a preocupação com a situação da cidadã brasileira.

 

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Israeli raid on the “Freedom Flotilla"

The Brazilian Goverment was shocked and dismayed to learn of the Israeli attack against one of the boats in the flotilla that carried humanitarian aid to the Gaza Strip, which caused the death of nearly a dozen people and injured several others.

Brazil vehemently condemns the Israeli action, since there is no justification for a military intervention against a peaceful convoy of a strictly humanitarian nature.  The fact is further aggravated by having taken place, according to available information, in international waters.  Brazil believes that the incident should be the object of an independent investigation, which will fully clarify the facts under Humanitarian Law and International Law as a whole.

The tragic results of the military operation show, once more, the need to lift, at once, the blocade against the Gaza Strip, with a view to ensuring freedom of movement to its inhabitants and free access of food, medication and consumer goods to the region.

The Brazilian Government is particularly worried by the news that a Brazilian citizen, Iara Lee, was on one of the boats that comprised the humanitarian flotilla.  Minister Celso Amorim, in extending his solidarity to the families of the victims of the attack, has determined that immediate action be taken to locate the Brazilian national.

Brazil’s Representative to the UN was instructed to support the calling of an extraordinary meeting of the United Nations Security Council to debate the Israeli military operation.

The Israeli Ambassador to Brazil is being summoned to Itamaraty, so that the displeasure of the Brazilian Government at the incident and the concern over the situation of the Brazilian citizen be conveyed to him.

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Attaque israélienne de la flottille de la liberté

C'est en état de choc et avec consternation que le gouvernement brésilien a reçu la nouvelle de l'attaque israélienne de l'un des navires de la flottille qui amenait de l'aide humanitaire internationale à la bande de Gaza, attaque ayant causé plus d'une dizaine de morts, ainsi que plusieurs blessés parmi les passagers.

Le Brésil condamne en termes véhéments l'action israélienne, compte tenu qu'il n'y a pas de justification pour une intervention militaire sur un convoi pacifique de caractère strictement humanitaire. Cette action est aggravée par le fait qu'elle s'est passée, selon les informations
communiquées, dans les eaux internationales. Le Brésil considère que l'incident doit faire l'objet d'une enquête indépendante, qui éclaircisse pleinement les faits à la lumière du Droit humanitaire et du Droit international comme un tout.

Les résultats tragiques de l'opération militaire israélienne dénotent, une fois de plus, la nécessité de lever, immédiatement, le blocus imposé à la bande de Gaza, en vue de garantir la liberté de déplacement de ses habitants et le libre accès aux aliments, médicaments et biens de consommation dans cette région.

Le gouvernement brésilien est particulièrement préoccupé par le fait qu'une Brésilienne, Iara Lee, se trouvait sur l'une des embarcations de la flottille chargée d'aide humanitaire. Le ministre des Relations extérieures, Celso Amorim, en s'unissant aux familles des victimes de l'attaque, a décidé
que des mesures immédiates soient prises pour localiser Iara Lee.

La représentante du Brésil auprès de l'ONU a été chargée d'appuyer la convocation d'une réunion extraordinaire du Conseil de sécurité des Nations unies sur l'opération militaire israélienne.

L'ambassadeur d'Israël au Brésil a été convoqué à l'Itamaraty, ministère des Relations extérieures, afin que le gouvernement brésilien manifeste son indignation face à cet incident et sa préoccupation quant à la situation de la ressortissante brésilienne."

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