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https://www.washingtonpost.com/world/the_americas/amazon-fires-dropped-unexpectedly-in-september-after-spiking-over-the-summer/2019/10/02/4ddc0026-e516-11e9-b403-f738899982d2_story.html

Terrence McCoy

02/10/2019

O número de incêndios na floresta amazônica caiu significativamente em setembro, um mês em que os incêndios normalmente aumentam, informou a agência de pesquisa por satélite do Brasil.

O número de incêndios desde o início do ano continuou a ultrapassar 2018, segundo dados observados de perto por cientistas e ativistas.

Cerca de 20.000 incêndios foram observados na parte brasileira da Amazônia em setembro, informou o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais do Brasil. Essa foi uma queda de 35% em relação a agosto, quando aproximadamente 31.000 incêndios foram observados – a maior em nove anos e uma redução de quase 20% em relação a setembro de 2018, quando 24.500 foram queimadas.

A queda - que se seguiu a um verão de atenção internacional nos incêndios e a resposta do governo brasileiro a eles - pegou os observadores da Amazônia de surpresa.

Desde que a medição começou, há duas décadas, setembro, o pico da estação seca, quase sempre foi mais inflamável que agosto. Essa história alimentou as expectativas de que o problema só pioraria à medida que a estação seca se aprofundasse.

Analistas disseram que a chuva e a resposta do governo - centenas de soldados foram enviados para combater os incêndios - podem ter sido fatores.

"Levará algum tempo para determinar o impacto das intervenções do governo", disse Daniel Nepstad, diretor executivo do Earth Innovation Institute, em São Francisco.

O número total de incêndios no bioma Amazônia de janeiro a setembro foi, no entanto, 43% superior ao mesmo período do ano passado, segundo o instituto.

Os cientistas dizem que a Amazônia é vital para conter os efeitos desestabilizadores das mudanças climáticas.

O aumento de incêndios provocou um verão extraordinário no Brasil. A fumaça cobriu cidades distantes. Uma campanha viral transmitiu imagens da floresta em chamas. Líderes e celebridades internacionais criticaram a resposta do presidente Jair Bolsonaro.

Bolsonaro concorreu ao cargo com promessas de promover o desenvolvimento na Amazônia. Ele é acusado de facilitar a proteção ambiental, o que, segundo os críticos, incentivou o desmatamento ilegal.

À medida que os incêndios aumentavam, ele acusou seus críticos de iniciá-los para prejudicar sua imagem. Ele rejeitou um pacote de ajuda multimilionário oferecido pelo G-7 como um ataque à soberania do Brasil.

O fogo é uma ferramenta essencial no processo de desmatamento. Os analistas atribuem a maior parte disso aos grileiros que queimam a floresta para limpar terras para fazendas de gado e soja.

O fogo é usado quando a floresta é muito densa ou remota para derrubar com escavadeiras. Também pode semear nutrientes no solo que podem ajudar a aumentar a produção agrícola.

A queda de setembro permaneceu um mistério.

"Não é simples descobrir as razões do declínio dos incêndios enquanto o desmatamento continua aumentando", disse Carlos Nobre, cientista brasileiro. “O exército foi enviado para combater incêndios, e não necessariamente para combater os criminosos ambientais que praticam o desmatamento. Obviamente, é simples detectar um incêndio devido à fumaça, e o Exército e a polícia podem agir prontamente contra ele. ”

Muitos dos incêndios são pequenos - mas em uma floresta mal equipada para suportar qualquer chama, eles podem causar danos devastadores.

Os cientistas temem que o aumento das taxas de desmatamento e incêndio possa levar a Amazônia a um ponto crítico, no qual o ecossistema está desequilibrado e grandes faixas se convertem em uma savana árida.

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