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https://www.lesechos.fr/monde/ameriques/le-bresil-cherche-des-investisseurs-interesses-par-les-richesses-de-lamazonie-1135568 

Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente do Brasil, está na França para encontrar investidores. Ele também quer esclarecer algumas verdades, segundo ele, sobre a situação da floresta tropical.

Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente do Brasil, está em processo de desminagem. Tão logo terminou a Assembléia Geral da ONU, ele partiu para as reuniões europeias. Primeiro em Paris, depois em Berlim e Londres, a autoridade do governo de Jair Bolsonaro está lá para esclarecer algumas "verdades" sobre a Amazônia e sua floresta, assolada por vários incêndios nos últimos meses. "Temos que tirar algumas dúvidas sobre a floresta amazônica", disse a Les Echos. De acordo com seus próprios números, de um total de 5,5 milhões de quilômetros quadrados, apenas 9.000 km2 foram afetados por incêndios entre julho de 2018 e julho de 2019. Essas áreas seriam, em sua maioria, regiões sem floresta, localizadas na fronteira da floresta tropical propriamente dita.

Em cada uma das etapas europeias, o ministro reuniu-se com representantes da imprensa, formadores de opinião, mas também com acadêmicos. Nenhuma entrevista formal está agendada. Representantes do setor privado são outro alvo do Brasil. "Vou conhecer potenciais investidores, interessados nas riquezas da floresta amazônica", diz ele. Os focos principais são a indústria farmacêutica, os cosméticos e o agronegócio, incluindo os processadores de oleaginosas. Em Paris, a reunião do ministro com as empresas foi marcada por uma manifestação do Greenpeace denunciando a turnê promocional do ministro e acusando o presidente Bolsonaro de "matar a Amazônia". Para Ricardo Salles, é importante não se enganar: "não estamos aqui para iniciar operações de caridade, mas para identificar investimentos".

Zona Franca de Manaus

Gerar riqueza na zona amazônica é a única maneira, segundo ele, de reduzir a pobreza e impedir que a população seja vítima de tráfico de qualquer espécie ou atividades ilegais, como garimpo de ouro. Pelo contrário, diz o ministro, a melhor maneira de ajudar o Brasil é criar empregos nesta parte do território onde vivem 23 milhões de pessoas em uma grande área equivalente a mais de dez vezes a França. E onde a taxa de desemprego chega a 30%.

Contudo, a densidade da floresta e o isolamento de certos pontos limitam as possibilidades de implantação. Dois polos já funcionam. O primeiro em Manaus, com uma grande zona franca da qual já saem grande parte das motocicletas produzidas no Brasil, quase todas as TVs e dispositivos de áudio e alguns dos celulares usados no país. Também já existe um centro de biotecnologia para a Amazônia, mas ainda amplamente subutilizado, de acordo com autoridades brasileiras. O outro centro industrial e portuário fica em Belém. Em cada um desses lugares, "ainda há espaço e quem quiser instalar centros de pesquisa e desenvolvimento pode fazê-lo sem problemas", diz o ministro. Existem estruturas de suporte a negócios para facilitar o processo de registro e a instalação real. Diante desses projetos, o Brasil "não recusa" os US $ 500 milhões para florestas tropicais propostos alguns dias antes na Cúpula do Clima da ONU. A pré-condição, para Brasília, é manter o controle no uso de somas alocadas à Amazônia.

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