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Leia a matéria completa aqui: https://news.kuwaittimes.net/website/brazil-ambassador-to-kuwait-reassures-amazon-rainforest-fire-to-be-extinguished-by-next-month/

04/09/2019
Por Ben Garcia

Delegação brasileira de agricultura e pecuária deve chegar ao Kuwait em duas semanas

A floresta amazônica está em chamas há várias semanas, causando extensos danos à sua rica biodiversidade. Mas, de acordo com o embaixador do Brasil no Kuwait, Norton de Andrade Rapesta, as pessoas não devem ficar excessivamente preocupadas, pois o Brasil luta contra vários incêndios florestais quase todos os anos. "Existem vários incêndios florestais que acontecem em todo o mundo, todos os anos", disse o embaixador Rapesta em entrevista coletiva realizada hoje na embaixada do Brasil no Kuwait, minimizando o enorme nível de preocupação que os incêndios na floresta amazônica têm provocado em todo o mundo. “Os incêndios na Amazônia acontecem quase todos os anos e sabemos como lidar com eles”, declarou o embaixador. "Tenho confiança de que, até o próximo mês, o fogo que castiga a floresta amazônica estará apagado, principalmente porque o verão e a seca terão terminado até lá”.

“Sei o quão importante é a floresta tropical para o mundo, e as notícias de que alguns incêndios foram iniciados de forma deliberada por algumas pessoas para servirem a interesses pessoais não são precisas”, disse o embaixador Rapesta. “O desmatamento na área ocorre não por iniciativa nossa, mas porque as árvores estão sendo cortadas por seus subprodutos. Nem sequer temos permissão para usar árvores de mogno ou árvores de lei no Brasil. Mas essas árvores são contrabandeadas da Amazônia por indivíduos sem escrúpulos ”, afirmou. A região amazônica é coberta pela floresta tropical e compartilhada por outros oito países, observou o enviado. "O Brasil está localizado exatamente no Equador e a linha que divide o globo passa por países com florestas tropicais", disse o embaixador Rapesta. "À medida em que o aquecimento global aumenta, a possibilidade de secas anuais mais graves pode realmente ameaçar grandes porções de florestas tropicais".

O período entre julho, agosto e setembro é a estação seca no Brasil, levando ao início dos incêndios, de acordo com o embaixador Rapesta. "O fogo não estava na parte da floresta tropical, mas nas áreas onde existem savanas", explicou. “As áreas de floresta tropical são selvas com árvores enormes de até 30 a 40 pés e com alta umidade, quase que 24 horas por dia, 7 dias por semana. Chamamos isso de 'rios voadores'. Então como é que áreas com muita umidade podem ser queimadas? Isso prova que os incêndios estão concentrados principalmente em áreas com savanas e árvores pequenas.”

O Brasil é um dos países com a maior extensão de áreas protegidas, cobrindo 12% das áreas continentais protegidas em todo o mundo, disse o embaixador Rapesta. A vegetação nativa do Brasil representa 66,3% do território, assim dividida: 25% como vegetação nativa, 13,8% para as propriedades indígenas, 10,4% para unidades de conservação e 16,5% ainda em áreas vazias e não registradas. Dos 30% restantes, menos de um terço é dedicado à agricultura e às plantações. O enviado admitiu que o combate às práticas ilegais na área é o principal desafio. "Setenta por cento do desmatamento ocorre fora das propriedades rurais, especialmente em áreas públicas vazias, e principalmente em razão de atividades de roubo de madeira ou de apropriação de terras", disse ele a repórteres.

Há críticas sobre a destinação dos fundos destinados à Amazônia, uma vez que a região recebe bilhões de dólares de outros países. Segundo registros, desde a sua criação em 2018, o Fundo Amazônia recebeu US $ 1,3 bilhão em doações do governo da Noruega e da Alemanha e da Petrobras. Lamentavelmente, porém, quase 40% dos recursos foram alocados em projetos de ONGs que não utilizaram os recursos de forma adequada ou com transparência suficiente. O embaixador Rapesta disse que os Fundos da Amazônia vão normalmente para ONGs, mas a maioria dos fundos destina-se ao pagamento de grandes salários das pessoas envolvidas nessas organizações. "A verdade é que esse mecanismo se mostrou ineficaz no controle do desmatamento", disse ele. "As mudanças propostas pelo governo brasileiro em relação ao Fundo Amazônia não pretendem acabar com ele, mas sim torná-lo mais eficaz."

Enquanto isso, o enviado disse que uma delegação do Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil fará uma visita ao Kuwait de 17 a 19 de setembro para conversar sobre acordos e se reunir com altos funcionários do governo do Kuwait. A delegação verificará a possibilidade de aumentar as oportunidades comerciais e comerciais e a produção de agronegócios, revelou o enviado.

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