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13/09/2019

Luis Alonso Lugo

WASHINGTON (AP) - Os Estados Unidos e o Brasil aprofundaram uma nova era de cooperação mais estreita na sexta-feira com seu primeiro diálogo estratégico de alto nível em sete anos.

O secretário de Estado Mike Pompeo disse que os dois países buscarão aumentar o comércio bilateral, que já ultrapassa US $ 100 bilhões por ano, e planejam lançar um fundo de investimento de US $ 100 milhões para a proteção da biodiversidade na região amazônica.

Pompeo também elogiou o governo do presidente brasileiro Jair Bolsonaro pelo apoio a Israel e pela pressão por mudanças democráticas na Venezuela.

"Juntos, estamos aproveitando a oportunidade para consolidar um futuro de segurança, prosperidade e democracia para nossos povos e para todo o hemisfério", afirmou Pompeo.

O Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araujo, em sua sexta visita aos EUA este ano, disse que a parceria com Washington permitirá ao Brasil alcançar metas como crescimento econômico, segurança e desenvolvimento na Amazônia. O nível de engajamento entre os dois países já é "sem precedentes", disse ele.

Araújo afirmou que pretende dizer aos dignitários presentes na próxima Assembleia Geral da ONU que os incêndios na Amazônia receberam mais atenção este ano por causa da "ideologia do governo brasileiro", mas que o número de incêndios não é anormal.

"Algumas pessoas dizem que somos anti-ciência. É o contrário. Somos a favor da ciência. Queremos que os problemas sejam tratados de uma maneira construtiva", afirmou.

Durante sua visita de três dias a Washington, Araujo disse que discutiu um potencial acordo de livre comércio com o representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, e com o secretário de Comércio, Wilbur Ross.

"Não há cronograma específico, mas queremos que isso ocorra em breve", disse Araujo.

A aproximação bilateral representa uma mudança nas relações EUA-Brasil e ocorre cerca de seis meses depois que o presidente Donald Trump recebeu Bolsonaro na Casa Branca.

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