Ir direto para menu de acessibilidade.
Portal do Governo Brasileiro
Início do conteúdo da página

https://www.afp.com/es/noticias/838/brasil-defiende-en-la-onu-su-gestion-de-los-incendios-en-la-amazonia-doc-1k65472 

10/09/2019

O Brasil assegurou, na terça-feira, à ONU em Genebra, que "combate o desmatamento ilegal", depois da Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos ter declarado na véspera sua "preocupação com a aceleração drástica do desmatamento" na Amazônia.

"O Brasil está totalmente engajado na luta contra a situação atual na região amazônica. O governo brasileiro reafirma seu compromisso com o combate ao desmatamento ilegal", disse a embaixadora brasileira Maria Nazareth Azevedo, perante o Conselho de Direitos Humanos da ONU.

O governo do presidente de direita brasileiro, Jair Bolsonaro, foi criticado nas últimas semanas pela comunidade internacional devido à intensificação do desmatamento e dos incêndios na Amazônia.

Na segunda-feira, na 42ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet havia dito que "os incêndios que atualmente estão se espalhando pela floresta tropical podem ter um impacto catastrófico sobre a humanidade como um todo".

"Seus piores efeitos são sofridos por mulheres, homens e crianças que vivem nessas áreas, incluindo muitos povos indígenas. O número total de mortes e danos causados por incêndios nas últimas semanas na Bolívia, Paraguai e Brasil talvez nunca seja conhecido", afirmou a ex-presidente chilena.

Sete dos nove países que compartilham a Amazônia, incluindo o Brasil, onde está localizada a maior parte da floresta (60%), definiram na semana passada na Colômbia uma série de medidas para proteger a maior floresta tropical do planeta.

Segundo dados oficiais provisórios, o desmatamento da Amazônia no Brasil quase dobrou entre janeiro e agosto deste ano, em comparação com o mesmo período de 2018.

Em Genebra, a embaixadora brasileira disse que esses incêndios são um "fenômeno sazonal, frequente durante a atual estação seca".

Os incêndios atuais estão em níveis semelhantes à média dos últimos 20 anos "e bem abaixo dos números de 2002 a 2005, 2007 e 2010", lembrou.

"O rápido apelo às Forças Armadas e outros órgãos públicos para combater esses incêndios reflete nosso compromisso com a Amazônia e o desenvolvimento sustentável da região", reiterou.

Cético em relação às mudanças climáticas, o chefe de Estado brasileiro declarou repetidamente seu apoio à exploração de minas em reservas indígenas e áreas protegidas.

Pesquisa:
Fim do conteúdo da página