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09/09/2019

Os Chefes de Estado e Delegação da Colômbia, Peru, Bolívia, Brasil, Equador, Guiana e Suriname comemoraram a assinatura do Pacto de Letícia para a Amazônia, através do qual os países da região se comprometem a promover ações concretas para garantir a proteção da floresta tropical.

É “uma questão que já transcende nossos próprios países; todos os países do planeta devem testemunhar como contribuímos para preservar, melhor e com maior responsabilidade, a Amazônia”, afirmou o presidente do Peru, Martín Vizcarra, em Letícia (sul da Colômbia), após a assinatura do Pacto e durante o encerramento da Cúpula.

Os países signatários se reunirão novamente em dezembro no Chile.

Além disso, os líderes concordaram que a assinatura do Pacto constitui o primeiro passo dado pelos países da região para avançar na defesa da Amazônia e enfatizaram que é necessário que todas as nações do mundo tomem consciência da importância de trabalhar para preservá-la.
“Há pouco espaço para a palavra, porque a partir dessa assinatura vêm as ações”, afirmou, por sua vez, o presidente do Equador, Lenín Moreno.

Além disso, ele disse que a melhor referência que o mundo tem na Amazônia são as pessoas que “estão lá, pessoas que sabem preservar a natureza, que é tão generosa”.

Por sua vez, o presidente da Bolívia, Evo Morales, destacou a “boa e oportuna iniciativa de lutar juntos, pelo bem da vida, pelo bem da humanidade”, e lembrou que o princípio indígena de “viver em harmonia com a Mãe Terra”, uma vez que “a Mãe Terra pode existir sem o homem, mas o homem não pode existir sem a Mãe Terra”.

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, que esteve presente em Letícia em substituição ao presidente Jair Bolsonaro, enfatizou que o Pacto é muito especial porque demonstra a capacidade dos países da região de “administrar essa maravilha da natureza” que é a Amazônia.

O vice-presidente do Suriname, Michael Adhin, observou que a assinatura do Pacto concede responsabilidades a todos os países que o assinaram após terem visto o perigo na Amazônia nas últimas semanas.

Ele também disse que espera que “outras organizações e países” possam ajudar “nesse esforço”.

Enquanto isso, o ministro de Recursos Naturais da República Cooperativa da Guiana, Raphael Trotman, destacou que a assinatura do pacto “dá maior definição” à preservação da Amazônia e aumenta a “resolução” dos países signatários para proteger essa reserva natural .

Durante a cúpula, que durou cerca de quatro horas, o presidente anfitrião, Iván Duque, disse que a assinatura do pacto é histórica devido à importância que a Amazônia representa para o mundo.

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