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https://beta.washingtonpost.com/politics/congress/high-level-brazilian-envoys-in-us-to-discuss-amazon-fires/2019/08/30/5a897df0-cb2e-11e9-9615-8f1a32962e04_story.html?outputType=amp

30/08/2019

WASHINGTON - O ministro das Relações Exteriores do Brasil disse que seu país está extinguindo com sucesso os incêndios na região amazônica que geraram preocupação internacional, depois de discutir a situação com o presidente Donald Trump na sexta-feira na Casa Branca.

O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, disse no início do dia que seu filho e o ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo estavam indo para Washington para discutir uma possível ajuda dos EUA no combate aos incêndios. O presidente de extrema direita afirmou ter pedido a Trump e o presidente dos EUA respondeu que "ele não poderia tomar uma decisão sem ouvir o Brasil".

Araújo disse a repórteres depois de se encontrar com Trump que os incêndios "não são desculpa para promover gestão internacional da Amazônia", embora ele tenha dito que o país sul-americano está aberto à cooperação com outros países.

"Os incêndios já estão sendo combatidos e estamos tendo sucesso em extinguir a maioria", disse ele, acrescentando que a reunião com Trump não trouxe ajuda específica dos EUA.

Bolsonaro está considerando nomear seu filho, deputado Eduardo Bolsonaro, para ser embaixador nos EUA, embora a publicação precise ser aprovada pelo Senado brasileiro.

Araújo afirmou que o governo Trump já havia manifestado sua aprovação a indicação como embaixador do deputado Bolsonaro. "Agora temos que esperar o Senado aprovar o convite", disse ele.

Araújo disse que o fato de Trump ter recebido ele e o congressista na Casa Branca, apesar de não serem chefes de Estado "mostra até que ponto estamos construindo um relacionamento muito especial com os Estados Unidos".

Os elogios sobre o relacionamento com o governo Trump contrastam com as críticas ao governo brasileiro do presidente francês Emmanuel Macron e de alguns outros líderes europeus.

Uma oferta de ajuda de US$ 20 milhões do G-7 para ajudar a combater incêndios e proteger a floresta tropical foi interrompida depois que Bolsonaro exigiu que Macron se desculpasse por comentários do presidente francês. Macron questionou a confiabilidade e o compromisso de Bolsonaro com as salvaguardas ambientais em uma disputa fortemente pessoal entre os dois líderes.

"A Europa não pode dar nenhuma lição sobre a preservação do meio ambiente", afirmou o presidente brasileiro.

Bolsonaro disse que espera falar por telefone com a chanceler alemã Angela Merkel.

Os jornalistas perguntaram ao presidente sobre a possível retomada de doações a um fundo do governo brasileiro para a Amazônia. As doações norueguesas, no valor de dezenas de milhões de dólares, foram suspensas este mês devido a preocupações com o compromisso do Brasil com o meio ambiente. A Alemanha também suspendeu uma linha de financiamento separada para projetos na Amazônia.

“Queremos saber para onde esse dinheiro vai”, declarou Bolsonaro. “Geralmente isso se aplica em parte às ONGs, que não dão retorno. Em parte, isso vai para as coisas boas ... mas é muito dinheiro para pouca preservação. "

Bolsonaro também disse que as alocações anteriores de terras para povos indígenas, muitos dos quais vivem na floresta amazônica, foram excessivas. Cerca de 14% do Brasil foi demarcado como território indígena, uma área enorme para uma população relativamente pequena, disse o presidente.

Alguns líderes indígenas dizem que suas comunidades estão sob pressão devido à expansão da agricultura e da pecuária e reclamam que as autoridades estão fazendo pouco para fazer cumprir a lei ambiental.

Sem oferecer evidências, Bolsonaro sugeriu inicialmente que grupos não-governamentais iniciaram os incêndios para tentar prejudicar a credibilidade de seu governo, que pedia regulamentos ambientais mais flexíveis na maior floresta tropical do mundo para estimular o desenvolvimento. Críticos dizem que suas políticas e promessas motivaram fazendeiros e madeireiros a se mudarem para a Amazônia, às vezes incendiando áreas para abrir terras para agricultura e pastagem.

Na quinta-feira, o Brasil proibiu a maioria dos incêndios por 60 dias na tentativa de impedir a queima. Muitos dos incêndios atuais ocorreram em áreas já desmatadas.

Cerca de 60% da região amazônica está no Brasil. As florestas tropicais da Amazônia são um importante absorvedor de dióxido de carbono que retém o calor da atmosfera.

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