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Dentre as obras de arte do acervo do Palácio Itamaraty, o Meteoro, de Bruno Giorgi, tornou-se praticamente um símbolo do Ministério das Relações Exteriores.  Embora pese 50 toneladas, a obra parece flutuar sobre o espelho d'água que circunda o edifício.

Para a execução do Meteoro, o Itamaraty enviou Bruno Giorgi à cidade italiana de Carrara, região onde se encontram mármores de excepcional qualidade. Giorgi trabalhou durante 14 meses com os artesãos do ateliê  de Carlo Nicoli, desbastando um grande bloco de mármore de 120 toneladas.  A pedreira de onde foi extraído o bloco passou a ser chamada de Brasília, em homenagem à obra. A montagem das quatro partes que compõem a escultura, no início de 1967, exigiu um guindaste.

A colocação de uma grande escultura diante do edifício suscitou dúvidas de Oscar Niemeyer, temeroso de que a obra comprometesse o delicado efeito visual dos arcos da fachada. O arquiteto foi convencido por Olavo Redig de Campos, arquiteto-chefe do Setor de Conservação do Patrimônio do Itamaraty. Durante uma discussão com Niemeyer, o Dr Olavo, sabendo da forma esférica que Giorgi pretendia dar à peça, amassou uma bolinha de papel, colocou-a diante da maquete do Palácio, provando que as duas formas não conflitariam.

Os arquivos do Itamaraty guardam o documento no qual o Ministro Vasco Leitão da Cunha aprovou a encomenda da obra e o envio de Bruno Giorgi à Itália, além de uma fotografia do protótipo da obra.

Bruno Giorgi tem ainda três outras obras no Palácio Itamaraty: os bustos de Alexandre de Gusmão, de Duarte da Ponte Ribeiro e do Barão do Rio Branco. Essas três peças em bronze foram executadas na fundição Zani, mas as bases, em pedra-sabão, foram esculpidas pelo próprio artista.

Estas esculturas estão localizadas na Sala dos Tratados, um espaço de grande simbolismo no Palácio: lá são assinados acordos internacionais, diante das figuras dos três grandes responsáveis pelo atual traçado das fronteiras do Brasil. Trata-se não só de uma homenagem a três grandes diplomatas, mas de uma referência ao permanente compromisso da diplomacia brasileira com o princípio da solução pacífica de controvérsias internacionais.


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