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Foto: AIG/MRE

Há 50 anos, em 14 de março de 1967, realizava-se no Palácio Itamaraty a primeira recepção oficial a autoridades estrangeiras. A inauguração do Palácio foi a mais importante etapa da transferência do Ministério das Relações Exteriores para Brasília, um processo essencial para a consolidação da nova capital. Tudo começara quase dez anos antes, com as primeiras discussões internas sobre as necessidades de funcionamento da chancelaria brasileira na nova sede, e se concluiria com a transferência para Brasília de todas as unidades e todo o pessoal administrativo, em 20 de abril de 1970.

A nova sede do Ministério das Relações Exteriores foi concebida como um instrumento para a projeção internacional do Brasil. Seria um espaço para cerimônias de Estado e para negociações com altas autoridades estrangeiras no qual estivesse representado um ideal de nação em acelerado processo de modernização e ascensão no cenário internacional.

Oscar Niemeyer planejou um complexo arquitetônico com espaços para os mais diferentes formatos de atividades diplomáticas. Mesmo depois de 50 anos, o Itamaraty continua a oferecer condições ideais para celebrações de atos internacionais, conferências de imprensa, grandes recepções oficiais, pequenos almoços de trabalho e reuniões de negociação de toda natureza.

Esses eventos se realizam em ambientes que reúnem uma coleção de obras de arte representativa da criatividade brasileira, desde o barroco até o contemporâneo. Cerca de 20 artistas receberam encomendas de obras especialmente para o Palácio, muitas das quais integradas à estrutura do prédio, tais como as esculturas de Bruno Giorgi,  tapeçaria de Burle Marx, o afresco de Alfredo Volpi, painéis murais de Sérgio de Camargo e Athos Bulcão, um imenso lustre-escultura de Pedro Correia de Araújo e o polivolume interativo "Ponto de Encontro", de Mary Vieira. Realçam os espaços diversos jardins de Burle Marx e o projeto luminotécnico de Lívio Levi.

Também no campo do design, o projeto do Palácio reuniu o que havia de melhor na produção nacional. Joaquim Tenreiro, Sérgio Rodrigues, Bernardo Figueiredo, Jorge Hue e Karl Heiz Bergmiller tiveram a missão de planejar interiores e mobiliário para atividades cerimoniais, para negociações e para as rotinas de processamento de informação do MRE. A identidade visual do Ministério ficou a cargo de Aloísio Magalhães.

Ao longo do ano, apresentaremos as diversas facetas deste ambicioso projeto, no qual diplomatas, arquitetos, artistas e designers colaboraram para criar um espaço único para a representação do Brasil.

 

O símbolo RE e os arcos do Palácio Itamaraty

 

Fotos: Acervo Milton Ramo

 

 


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