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asa mapaO Brasil tem expandido e aprofundado seu

relacionamento com a África, abrindo canais de diálogo político, forjando novas parcerias comerciais e ampliando projetos de cooperação. A Cúpula América do Sul–África (ASA) é uma das iniciativas que refletem essa aproximação do Brasil com o continente africano. Por ser o único mecanismo a reunir periodicamente líderes africanos e sul-americanos, é plataforma privilegiada para o estreitamento de laços entre as duas regiões.

Participam da Cúpula 66 países dos dois continentes – 12 sul-americanos e 54 africanos –, correspondendo a cerca de um terço do número de Estados-membros das Nações Unidas, reunindo um PIB da ordem de US$ 6 trilhões, em 2011, e um total de mais de 1,4 bilhão de pessoas.

A participação brasileira na ASA reflete a prioridade da América do Sul para o Brasil e a importância crescente atribuída à África, vista cada vez mais como parte da nossa vizinhança. O mecanismo colabora para fortalecer a identidade da América do Sul, que se apresenta e dialoga com outra região de maneira integrada. Além disso, constitui foro para o debate iniciativas que visam ao desenvolvimento de seus países-membros, em uma relação entre regiões pautada não por ajuda externa, mas sim por um processo de cooperação Sul-Sul entre países que compartilham problemas e desafios comuns.

Do ponto de vista institucional, a Cúpula de Chefes de Estado e de Governo é o principal órgão decisório da ASA, e suas reuniões são realizadas a cada dois ou três anos, precedidas de Reunião do Conselho de Chanceleres e Reunião de Altos Funcionários.

A I Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da América do Sul e da África (ASA) foi realizada em Abuja, entre os dias 30 de novembro e 1º de dezembro de 2006, fruto de iniciativa conjunta de Brasil e Nigéria, com o objetivo de constituir plataforma de diálogo político e cooperação entre as duas regiões, que compartilham profundos laços históricos, culturais e humanos.

A I Cúpula também aprovou a estruturação da ASA como um mecanismo conduzido por seus Países Membros, tendo Brasil e Nigéria como Coordenadores Regionais, apoiados pela UNASUL e pela União Africana.

A II Cúpula ASA foi realizada em 2009, em Nova Esparta, na Venezuela, e a III Cúpula ASA, em 2013, em Malabo, Guiné Equatorial, sobre o tema “Estratégias e Mecanismos para o Fortalecimento da Cooperação Sul-Sul”.

À margem da III Cúpula, o Brasil organizou uma Mesa Redonda sobre Infraestrutura, Transporte e Energia, que reuniu cerca de 100 representantes de governos, instituições internacionais e associações empresariais, para troca de ideias, experiências e melhores práticas nos temas debatidos. Ao final, os representantes recomendaram a criação da Conferência ASA de Entidades de Negócios e Câmaras de Comércio, com o objetivo de reforçar os investimentos entre América do Sul e África por meio de projetos conjuntos de empresas de ambos os continentes.

O processo de seguimento da III Cúpula evidenciou a necessidade imperativa de se revisar a estrutura institucional do mecanismo, de forma a torná-lo operante e eficaz e mais bem adaptado ao novo cenário internacional surgido nos últimos dez anos. Com vistas a facilitar essa tarefa, e a dar início ao processo de preparação da IV Cúpula ASA, a ser realizada em 2017, com data e local a definir, o Brasil sediou em Brasília, em 26 e 27 de março de 2015, o Seminário de Reflexão “Repensando a ASA: cooperação para a Paz e o Desenvolvimento Sustentável – uma nova ASA para um novo cenário internacional".

A cooperação Sul-Sul prestada por intermédio da ASA destina-se a assegurar que o crescimento econômico das duas regiões resulte em desenvolvimento sustentável com inclusão social. Para assegurar que esse objetivo venha a ser alcançado, o Seminário recomendou seja estudada a possibilidade de se reestruturar a ASA em torno de três pilares, a saber: (i) concertação político-diplomática em foros multilaterais; (ii) cooperação para o desenvolvimento; e (iii) interações entre as sociedades civis.

Essas recomendações estão sendo utilizadas como insumo para as negociações em curso no âmbito do Conselho de Altos Funcionários e do Comitê de Chanceleres da ASA para preparar a realização exitosa da IV Cúpula, cujo principal resultado deverá ser o relançamento da ASA.


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