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Senhor Secretário-Geral,

Senhores Subsecretários,

Senhor Embaixador Luiz Filipe de Macedo Soares,

Demais Diretores que hoje tomam posse,

Também queria mencionar a Graça Carrion, que vai tomar posse dentro de pouco tempo - o que, por motivos meramente técnicos, não se realiza ainda hoje - mas que será a próxima Chefe do Departamento da Europa,

Eu acho que hoje é um dia importante para o Itamaraty. Eu acho não só que nós estamos dando uma demonstração da prioridade que atribuímos a certas áreas, a começar pela América do Sul, criando uma Subsecretaria específica, mas também creio que é importante porque no dia de hoje nós concretizamos algo que prometemos realizar - e que levou algum tempo, naturalmente, mas que conseguimos realizar de maneira plena, dentro de um quadro geral de dificuldades que se conhece, dificuldades do país, de natureza financeira, dificuldades até decorrentes do estabelecimento de outras prioridades na área social, o que levou à criação de outros Ministérios.

Dentro desse quadro geral, o Presidente da República teve uma consideração toda especial com o Ministério das Relações Exteriores: nós tivemos o nosso quadro de Departamentos, de Subsecretarias, não só mantido mas até ligeiramente aumentado. Isso eu acho que é muito importante, isso demonstra que o apoio e a prioridade atribuídos pelo Presidente à política externa não é um apoio retórico, é um apoio real, é um apoio material, é um apoio que nos permite, do ponto de vista operacional, levar adiante aquelas orientações que o próprio Presidente nos deu, a partir de seu discurso de posse, e que tem repetido em várias ocasiões.

Eu teria muito a dizer sobre cada um dos colaboradores que estão hoje tomando posse, mas não quero fazer desta uma cerimônia longa. Eu acho que o importante, além desse aspecto a que nós já referimos, das novas prioridades se refletirem de maneira concreta na estrutura orgânica do Ministério, é salientarmos que em todo o processo de mudança de Governo, de mudança de orientação política em muitos aspectos, nós temos que levar em conta duas situações: primeiro, uma natural afinidade das pessoas com a orientação política do Governo, do Presidente da República, do Ministro de Estado, e também, naturalmente, a competência profissional. Nós somos um corpo profissional por excelência, mas um corpo profissional que deve estar entusiasticamente engajado com certas linhas políticas, com certas orientações, e eu creio que na pessoa do Embaixador Filipe de Macedo Soares - que tem uma larga experiência no tema da América do Sul e que tem também uma grande afinidade com as prioridades do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva - nós temos uma expressão, que também se concretiza nos demais, da necessidade dessa dupla realização.

Então eu queria, ao agradecer a presença de todos aqui, sobretudo dos Embaixadores de outros países, muitos da América do Sul, que eu vejo - não sei se há outros também, mas sobretudo da América do Sul tenho visto vários presentes aqui - ao agradecer a presença de todos, demais amigos aqui presentes, desejar muitas felicidades ao Embaixador Macedo Soares, aos demais colaboradores que aqui são empossados, todos amigos de longa data, todos pessoas de competência comprovada, mas que terão desafios renovados à frente, como têm, creio eu, visto pela própria atitude do Presidente Lula. O nosso Ministro Felício já tinha dito que a partir da próxima visita, o próximo evento seria o funeral, dele próprio. Não é, é a posse - mas isso ilustra, digamos, a intensidade das relações que temos mantido na América do Sul. Também o desdobramento desses vários Departamentos nos permite um melhor tratamento de outras áreas, como a própria América do Norte, que antes estava diluída, de certa maneira, numa área mais ampla em que ela acabava tendo uma atenção secundária. Da África não preciso dizer porque a própria visita do Presidente, em breve, em agosto, e nossas atitudes têm demonstrado; o Oriente Próximo igualmente, com a próxima visita do Presidente a países da região, em parte preparada por mim; e, naturalmente, a nossa Secretaria do Planejamento é uma Secretaria que tem que ter uma total afinidade com o pensamento da Chefia, não só traduzindo esse pensamento, mas algumas vezes adivinhando e contribuindo para que ele se desenvolva, de modo que é algo de muita importância.

Eu queria, talvez, mencionar mais uma coisinha importante: é que, ao criar a Subsecretaria da América do Sul, não só nós quisemos deixar clara a prioridade da América do Sul no conjunto da política externa, mas também atribuímos a essa Subsecretaria as grandes negociações comerciais em que o Brasil está envolvido, à exceção da negociação multilateral, que continua a ser feita na Subsecretaria econômica. Eu creio que isso também é denotador de uma certa ótica, quer dizer, nós vamos fazer as negociações na ALCA, as negociações com a União Européia, pela ótica do MERCOSUL e da América do Sul. Daí o fato de termos atribuído ao Subsecretário da América do Sul a orientação geral para essas negociações. Mais uma vez agradeço o Secretário-Geral, que tem sido, obviamente, incansável na instrumentalização dessas reformas, o Embaixador Sabóia que, infelizmente, em breve nos deixará, mas terá uma substituta, também, de grande competência, que é a Embaixadora Vera Pedrosa, os Chefes de Gabinete, meu e do Secretário-Geral, que estão aqui presentes, demais Chefes de Departamentos do Itamaraty, quero agradecer a todos e dizer que conto muito com o Senhores - o Presidente Lula conta muito com os Senhores - na execução da política externa, num momento tão importante da vida brasileira.

Muito obrigado.

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