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Foi inaugurada hoje, 7 de novembro, a Estação Experimental de Sotuba, em Bamako, Mali, que funcionará como polo regional de pesquisa agrícola. Trata-se do encerramento da primeira fase do Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Setor Algodoeiro dos Países do Grupo intitulado Cotton 4 (C-4: Benin, Burkina Faso, Chade e Mali), coordenado pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e implementado pela Embrapa. A inauguração contou com a presença do Diretor da ABC, Embaixador Fernando José Marroni de Abreu, e com a participação dos ministros da agricultura dos quatro países do Grupo.

O programa visa a promover mudanças significativas nos paradigmas tecnológicos do setor algodoeiro, “commodity” de forte impacto econômico e social nos mercados internos. O C-4 conta, desde julho de 2012, com recursos provenientes do contencioso do algodão contra os EUA na OMC, administrados pelo Instituto Brasileiro do Algodão (IBA).

No decorrer do projeto, 425 técnicos dos quatro países participantes foram capacitados em três técnicas agrícolas sustentáveis, correspondentes ao plantio direto sobre cobertura vegetal, ao manejo integrado de pragas e ao melhoramento genético do algodoeiro. Foi implantada, também pela Embrapa, uma Unidade Demonstrativa em cada um dos países do C-4, nas quais foram plantadas mais de dez variedades de algodão desenvolvidas no Brasil.

Entre os resultados atingidos pelo projeto, destacam-se: (i) a Estação Experimental de Sotuba, que na condição de polo regional de pesquisa agrícola permitirá a disseminação das pesquisas validadas em benefício da população rural; (ii) difusão da produção científica como fator de inclusão social de pequenas comunidades rurais; (iii) fortalecimento da cadeia produtiva do algodão por meio da pesquisa e do acesso de pequenos produtores aos resultados provenientes das instituições de pesquisa.

O Togo se juntará ao Projeto em sua segunda fase, que deverá contemplar: (i) integração lavoura-pecuária; (ii) mecanização da agricultura; (iii) melhoria de infraestrutura para os trabalhos no campo; (iv) luta integrada contra pragas para redução do uso de inseticidas, e (v) integração de novos atores da cadeia produtiva do algodão.

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