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Os governos da Argentina, do Brasil, do Canadá, do Chile, da Colômbia, da Costa Rica, da Guatemala, de Honduras, do Panamá, do Paraguai, do Peru e da Venezuela, diante do início da fase decisiva do processo de recuperação democrática e de fim da usurpação

1) Reafirmam seu pleno respaldo às ações realizadas nos últimos dias pelo povo venezuelano sob a liderança do Presidente Encarregado Juan Guaidó para restabelecer o Estado de direito na República Bolivariana da Venezuela, de maneira pacífica e no respeito da ordem constitucional, e o encorajam a perseverar nesse esforço;

2) Condenam energicamente a repressão do regime ilegítimo e ditatorial de Nicolás Maduro que novamente resultou em mortos e em centenas de feridos e detidos, deploram a designação de Gustavo González López à frente do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (SEBIN), que simboliza a sistemática violação dos direitos humanos perpetrada pelo regime, que se soma aos supostos crimes de lesa humanidade submetidos à consideração da Fiscal da Corte Penal Internacional.

3) Exigem o pleno respeito à vida, à integridade e à liberdade de todos os venezuelanos, do Presidente Encarregado Juan Guaidó e dos líderes das forças políticas democráticas, assim como o restabelecimento dos direitos políticos constitucionais do Vice-presidente da Assembleia Nacional (AN), Edgar Zambrano, e de todos seus membros, além da liberação imediata de todos os presos políticos.

4) Instam os membros da Força Armada Nacional Bolivariana a cumprir com seu mandato constitucional a serviço de sua nação e aos membros do Tribunal Supremo de Justiça a cessar seu apoio cúmplice ao regime ilegítimo;

5) Concordam em propor ao Grupo de Contato Internacionagrupol uma urgente reunião de representantes de ambos grupos para buscar a convergência no propósito comum de lograr o retorno da democracia na Venezuela, e convidam outros membros da comunidade internacional, comprometidos com tal propósito, a somar esforços para alcançar este objetivo.

6) Expressam seu beneplácito pela convocatória de uma Conferência Internacional pela Democracia na Venezuela, em Lima, no mês de julho, com a participação de todos os Estados que respaldam a recuperação democrática no país.

7) Ressaltam a realização, no Chile, no mês de junho, do seminário sobre transições democráticas com a participação de líderes democratas venezuelanos.

8) Instam a comunidade internacional, o sistema das Nações Unidas e a seu Secretário-Geral a tomar medidas inequívocas de proteção destinadas a mitigar as consequências da crise humanitária que vêm sofrendo os venezuelanos, responsabilidade exclusiva do regime ilegítimo de Nicolás Maduro.

9) Exortam a comunidade internacional e o sistema das Nações Unidas a incrementar a cooperação prestada aos países de acolhida para atender o êxodo massivo de venezuelanos;

10) Reiteram seu chamado à Rússia, à Turquia e a todos aqueles países que ainda apoiam o regime ilegítimo de Nicolás Maduro a favorecer o processo de transição democrática.

11) Decidem fazer as gestões necessárias para que Cuba participe na busca da solução da crise na Venezuela.

12) Decidem cooperar com os mecanismos internacionais de combate à corrupção, ao narcotráfico, à lavagem de dinheiro e a outros delitos para combater a realização desse tipo de crime por parte dos membros do regime ilegítimo de Nicolás Maduro, seus familiares e testas de ferro;

13) Rechaçam a ameaça que representa a proteção, por parte do regime ilegítimo de Nicolás Maduro, a grupos terroristas que operam no território da Colômbia, qualquer tentativa de desestabilização da institucionalidade colombiana, do atentado contra a vida e a integridade do presidente Ivan Duque e a deterioração da segurança regional;

14) Decidem continuar em sessão permanente e realizar a próxima reunião na cidade da Guatemala;

15) Encorajam o povo venezuelano a perseverar na luta para recuperar a democracia e reconhecem a valentia e o patriotismo dos membros das Forças Armadas que o têm apoiado nesta etapa decisiva.

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