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O governo brasileiro anunciou no dia 29/3, na sede das Nações Unidas em Nova York, a extensão da vigência de seu Plano Nacional de Ação sobre Mulheres, Paz e Segurança. O anúncio, realizado pelo ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, se deu durante a Conferência Ministerial de Operações de Paz. No mesmo evento, a capitã de corveta Marcia Andrade Braga, oficial da Marinha do Brasil, que atualmente serve como Conselheira Militar para Gênero no quartel-general da Missão Integrada e Multidimensional de Estabilização das Nações Unidas na República Centro-Africana (MINUSCA), foi agraciada com o Prêmio de Defensora Militar do Gênero das Nações Unidas. A militar brasileira recebeu o prêmio das mãos do secretário-geral da ONU, António Guterres, durante a abertura da Conferência.

A extensão do Plano Nacional de Ação sobre Mulheres, Paz e Segurança (PNA), que permanecerá válido por quatro anos a partir do mês de março de 2019, se insere no contexto da implementação, pelo Brasil, da Resolução 1325 (2000) do Conselho de Segurança, que inaugurou a agenda de mulheres, paz e segurança com vistas a garantir a plena participação de mulheres em processos de paz, inclusive operações de manutenção da paz.  Lançado em março de 2017, o PNA foi elaborado por Grupo de Trabalho Interministerial (GTI) coordenado pelo Ministério das Relações Exteriores e composto por representantes do Ministério da Defesa, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, e do Ministério da Família, Mulheres, e Direitos Humanos, com o apoio da sociedade civil e da ONU Mulheres. A extensão de sua vigência representa o compromisso do governo brasileiro com a continuidade e o aprofundamento de esforços na concretização da agenda de mulheres, paz e segurança, do qual é exemplo o incremento da participação de brasileiras militares em operações da paz, como a comandante Marcia Braga.

Em nota divulgada pelas Nações Unidas, o subsecretário-geral para o Departamento de Operações de Paz (DPO) da ONU, Jean-Pierre Lacroix, afirmou que “A comandante Marcia Braga é um excelente exemplo de por que precisamos de mais mulheres na manutenção da paz: a manutenção da paz funciona efetivamente quando as mulheres desempenham papeis significativos e quando as mulheres das comunidades locais são diretamente engajadas”.

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