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O Brasil acolhe com satisfação o anúncio, no dia de ontem, pelo secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, da conclusão da rodada de consultas intra-iemenitas conduzida em Estocolmo. Após mais de três anos e meio de conflito, o Iêmen representa hoje a maior crise humanitária do planeta, com mais de 24 milhões de pessoas necessitando de alguma forma de assistência humanitária.

Os termos acordados entre o governo iemenita e forças alinhadas com o movimento Ansarallah incluem a cessação de hostilidades e retirada de beligerantes na província de Hodeida, cujo porto – vital para o fornecimento de bens essenciais e ajuda humanitária à população iemenita – passará a ser administrado em colaboração com as Nações Unidas. O acordo prevê, ainda, iniciativas de alívio humanitário na província de Taiz e a realização de abrangente troca de prisioneiros entre as partes. Concordou-se, por fim, na realização de nova rodada de diálogo no final de janeiro próximo.

O Brasil congratula os representantes de ambas as partes, o Enviado Especial do Secretário-Geral da ONU e os demais facilitadores do encontro pelos avanços registrados. O governo brasileiro faz votos de que as partes se empenhem em dar seguimento aos progressos conquistados em Estocolmo e, no encontro programado para janeiro, lancem as bases para um processo político inclusivo e para a reconciliação nacional, colocando um fim definitivo ao conflito, em consonância com a Resolução 2216 do Conselho de Segurança da ONU.

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