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Encerraram-se, em 30 de agosto de 2017, as patrulhas militares da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH). Com a conclusão dessas atividades, inicia-se agora a retirada do contingente militar do Brasil na MINUSTAH, em preparação à desativação completa daquela missão até 15 de outubro, conforme a resolução 2350 (2017) do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

O fim das operações do contingente brasileiro da MINUSTAH foi marcado por cerimônia em Porto-Príncipe, hoje, 31 de agosto, presidida pelo Ministro da Defesa Raul Jungmann. O Ministro Aloysio Nunes Ferreira visitou o Haiti em 2 e 3 de junho passado, por ocasião da chegada do 26º e último contingente brasileiro da missão.

A MINUSTAH será sucedida pela Missão das Nações Unidas para o Apoio à Justiça no Haiti (MINUJUSTH), sem componente militar. A nova missão terá como prioridades o diálogo político, o fortalecimento da Polícia Nacional Haitiana, o estado de direito e os direitos humanos no Haiti.

Por meio do Comando Militar e do maior contingente de tropas da MINUSTAH, o Brasil contribuiu significativamente para a estabilização do Haiti e a criação das condições políticas e de segurança que permitiram a reconfiguração da presença das Nações Unidas no terreno. A disciplina e a eficiência dos mais de 37 mil militares brasileiros mobilizados ao longo da duração da MINUSTAH receberam amplo reconhecimento internacional. A excelência dos "capacetes azuis" brasileiros no Haiti também foi evidenciada pelo fato inédito de um país manter ininterruptamente o comando militar de uma operação de manutenção de paz da ONU durante 13 anos de funcionamento. Além de seus trabalhos para a pacificação do Haiti, as tropas brasileiras desempenharam projetos de impacto rápido em benefício do povo haitiano, bem como relevantes serviços para a assistência humanitária e o apoio à reconstrução daquele país, especialmente nos episódios do terremoto de 2010 e do furacão Matthew, em 2016.

O Brasil continuará a apoiar a estabilidade e o desenvolvimento do Haiti, por meio do diálogo político bilateral e de ampla agenda de cooperação técnica. O governo brasileiro salienta a importância de que a comunidade internacional mantenha seu apoio ao Haiti com vistas a consolidar os avanços obtidos desde 2004 e a fortalecer a liderança do povo e do governo haitianos na promoção da segurança e desenvolvimento do país no longo prazo.

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