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Recebi com tristeza a notícia da morte de Mário Soares, com quem desfrutei de relações de amizade pessoal e política. Expresso a seus familiares e ao povo português os meus mais sinceros sentimentos.

Tive o privilégio de conviver com Mário Soares e testemunhar suas notáveis qualidades como pessoa, líder político e grande estadista. Foi central o papel que desempenhou na resistência ao regime salazarista, na redemocratização de seu país e na estabilização da vida pública portuguesa após a chamada Revolução dos Cravos, de 25 de abril de 1974. Mário Soares foi um dos grandes nomes tanto da social-democracia europeia, como do histórico processo de integração no continente.

Foi também um grande amigo do Brasil. Como Ministro dos Negócios Estrangeiros, Primeiro-Ministro e sobretudo como Presidente da República, sempre trabalhou pela construção de um relacionamento próximo e moderno entre os dois países. Correspondida sua vontade por idêntica convicção dos líderes brasileiros no decênio em que Mário Soares exerceu a presidência, a partir de 1986, Brasil e Portugal consolidaram, então, os alicerces de uma parceria fundada na identidade histórica, linguística e cultural, nos interesses econômicos convergentes e na comunhão de valores como a democracia, a liberdade e o pluralismo.

A amizade fraterna entre o Brasil e Portugal, e a irmandade das nações lusófonas, terão sempre em Mário Soares um de seus grandes protagonistas.


José Serra
Ministro das Relações Exteriores do Brasil


 

 

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