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O Governo brasileiro saúda a adoção, por unanimidade, da Resolução 2254 do Conselho de Segurança das Nações Unidas no último dia 18 de dezembro. Trata-se da primeira resolução voltada exclusivamente à obtenção de uma solução política para o conflito armado na Síria, que perdura desde 2011.

Entre outras medidas, a Resolução 2254 solicita ao Secretário-Geral das Nações Unidas que promova negociações formais, a serem iniciadas em janeiro próximo, entre representantes do governo e da oposição com vistas a inaugurar, com a devida brevidade, um processo de transição política.

O Brasil tem defendido a tese de que a paz na Síria deve ser alcançada por meio do diálogo e da reconciliação nacional entre os grupos e setores reconhecidos como idôneos pela comunidade internacional, o que exclui grupos considerados terroristas pelo Conselho de Segurança (entre eles, o autodenominado "Estado Islâmico"), em um processo liderado pelos próprios sírios, em linha com os termos do Comunicado de Genebra de 2012. Nesse sentido, empresta seu apoio aos esforços do Grupo Internacional de Apoio à Síria.

O Governo brasileiro considera a adoção da Resolução 2254 e o estabelecimento de um cronograma para o avanço do diálogo político passos importantes na direção correta. O Brasil une a sua voz ao chamado pela negociação de um cessar-fogo amplo na Síria, que possa ser implementado rapidamente. Ao fazer votos de que a Resolução 2254 contribua para impulsionar um processo político e diplomático inclusivo, o Governo brasileiro reitera sua disposição de contribuir para os esforços na busca de uma solução política para a crise na Síria.

Diante da magnitude do drama humanitário verificado na Síria, o Brasil, que abriga a maior diáspora síria no mundo, tem expressado seu compromisso com a política de acolhimento de pessoas afetadas pelo conflito por meio de uma política de "braços abertos". Até o momento, o Brasil emitiu mais de 9.000 vistos em bases humanitárias para indivíduos afetados pelo conflito armado na Síria, dos quais mais de 2.000 foram reconhecidos como refugiados em território nacional.

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