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Senhor Vice-Primeiro-Ministro,
Senhor Ministro de Estado das Relações Exteriores,
Senhores Ministros e Vice-Ministros,
Senhoras e Senhores,

Acompanhei com interesse a reunião de trabalho que mantivemos no início da manhã, seguida desta sessão plenária da IV COSBAN, durante a qual foram apresentados os relatórios das Subcomissões. Constato com satisfação que, desde a última reunião do mecanismo, em Cantão, em 2013, as relações Brasil-China se fortaleceram, apoiadas sobre bases sólidas, o que justifica esperar que se ampliem e se diversifiquem.

As trocas comerciais entre Brasil e China alcançaram, em 2014, quase US$ 80 bilhões.

A ampliação da agenda bilateral para setores ainda pouco explorados, como na área de infraestrutura, certamente estimulará o aumento do número de empresas chinesas no Brasil, de onde poderão acessar de forma competitiva, mercados regionais e extrarregionais.

O Brasil encontra-se hoje entre os dez principais parceiros comerciais da China. O Brasil eleva agora seu perfil investidor na China, como evidenciado pela formação da “joint-venture” EMBRAER-AVIC, para a produção de jatos executivos; pelos investimentos realizados pela VOTORANTIN; e pelos planos da MARCOPOLO de instalar fábrica na zona econômica de Changzhou, dentre outras iniciativas. Estima-se que cerca de 80 companhias brasileiras estejam instaladas na China, sobretudo no segmento industrial e de serviços. Prevejo que muitas outras empresas brasileiras ingressarão no mercado chinês nos próximos anos.

Observo que a Parceria Estratégica Global transcende o campo econômico-comercial para alcançar os campos espacial e científico-tecnológico. Brasil e China lançaram cinco satélites e planejamos lançar outros mais, com base em uma parceria que produz benefícios mútuos e promove o desenvolvimento conjunto de tecnologias. Recentemente, demos mais um passo significativo em ciência e tecnologia, com a assinatura de memorando para cooperação em parques tecnológicos.

Brasil e China avançaram na Cúpula dos BRICS, em Fortaleza, no ano passado, com a criação do Novo Banco de Desenvolvimento e o Acordo Contingente de Reservas, mecanismos que ampliarão os canais de obtenção de fundos para projetos de desenvolvimento e protegerão os países membros diante de desequilíbrios de balanço de pagamentos.

Assim como as instituições financeiras globais precisam ser reformadas, a necessidade da atualização da governança política global é cada vez mais evidente. Na condição de parceiros estratégicos globais, empenhados na democratização das relações internacionais, Brasil e China têm importante papel a desempenhar no fortalecimento dessas instâncias, notadamente no processo de reforma das Nações Unidas.

Estão postas as condições para que Brasil e China deem novo salto qualitativo em suas relações, por meio de projetos de investimento, nas áreas de infraestrutura, energia, mineração, agronegócio e indústria de alta tecnologia, dentre outros. A nova etapa do Programa de Investimento em Logística, que a Presidenta Dilma Rousseff lançou há alguns dias, oferece oportunidades para empresas brasileiras e estrangeiras. As companhias chinesas estão posicionadas para exercer papel ativo nesse processo.

Concordo com a noção de promover “complementação de nossas capacidades produtivas”. Essa complementação deve ser entendida como oportunidade para facilitar investimentos e negócios de lado a lado, tendo em vista que o Brasil é competitivo em vários setores, inclusive os de alto valor agregado. Daí a importância de esforço conjunto acrescido no sentido de remover restrições tarifárias e não tarifárias que ainda subsistiriam em algumas áreas.

Senhor Vice-Primeiro-Ministro,

Concluímos os trabalhos desta IV Reunião da COSBAN com renovada confiança e entusiasmo sobre o futuro de nossas relações. Conte com meu empenho para construirmos parceria ainda mais estratégica, solidária e global - calcada em bases equânimes e equilibradas, com ganhos recíprocos.

Muito obrigado.

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