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Video: AIG/MRE

Excelentíssimos Senhores Embaixadores Isidore Monsi, da República do Benin; Alain Francis Gustave Ilboudo, da República de Burkina Faso; e Mamadou Macki Traoré, da República do Mali;
Senhor Diretor da Agência Brasileira de Cooperação, Embaixador João Almino;
Senhor Encarregado de Negócios da República do Togo;
Senhor Niky Fabiancic, Representante Residente do PNUD no Brasil;
Senhora Vânia Beatriz Castiglioni, Diretora-Executiva da EMBRAPA;
Senhor Haroldo Cunha, Presidente-Executivo do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA),
Demais funcionários presentes,
Senhoras e Senhores,

Quero dar as boas-vindas a todos os participantes, brasileiros e africanos, desta "I Reunião do Comitê Gestor da segunda fase do Projeto Cotton-4 + Togo".

É uma satisfação participar, juntamente com o Diretor da Agência Brasileira de Cooperação, Embaixador João Almino, e com nossos parceiros brasileiros e africanos, desta cerimônia de abertura.

Quero especialmente cumprimentar a ABC pela organização deste evento, que o Itamaraty tem a oportunidade e a satisfação de acolher com grande e justificável interesse.

Quero agradecer imensamente aos nossos amigos africanos, cujo engajamento e entusiasmo alimentam este projeto ambicioso e exitoso.

 

Senhoras e Senhores,

Sabemos todos que a cooperação Sul-Sul é um importante instrumento de apoio aos países em desenvolvimento na construção de soluções para seus problemas socioeconômicos.

O Brasil conduz suas ações de cooperação técnica com o propósito de fortalecer e de criar capacidades nas instituições parceiras dos países em desenvolvimento beneficiários. Pela via da cooperação técnica, o Brasil entende ser capaz de contribuir para a promoção do desenvolvimento inclusivo e sustentável e para a multiplicação do conhecimento compartilhado.

Nossa política externa pretende destacar-se pelo seu compromisso solidário com aqueles nossos parceiros que podem beneficiar-se de nossas ações de cooperação, que podem valer-se dos exemplos que podemos oferecer em muitas áreas que constituem a base do nosso próprio desenvolvimento.

Os países africanos são hoje os principais receptores da cooperação técnica brasileira.

As iniciativas de cooperação técnica empreendidas pelo Governo brasileiro na África são o reflexo natural da prioridade que o Brasil confere a suas relações com o continente africano.

Temos uma política africana construída ao longo de décadas e reafirmada por cada Governo brasileiro como política de Estado. Seis viagens do Chanceler Mauro Vieira à África em pouco mais de um ano de gestão, no segundo mandato da Presidente Dilma Rousseff, são uma amostra da prioridade que conferimos a essa política africana e prova do engajamento que temos de permanentemente renová-la e fortalecê-la, mesmo em um quadro de severas restrições que todos conhecem.

Temos o bom sentimento de que as missões de cooperação técnica enviadas à África ao longo dos últimos anos em muito contribuíram para o adensamento das relações brasileiro-africanas e para o desenvolvimento dos nossos parceiros. A abertura de novas embaixadas residentes e o reforço da presença brasileira no continente africano, em seguimento à linha-mestra da nossa política africana, deram-se em sintonia com os esforços de ampliação da cooperação técnica bilateral e das relações Brasil-África em geral.

O Brasil tornou-se referência mundial no campo da cooperação para o desenvolvimento em diversos domínios, com especial destaque para a agricultura sustentável. Os bons resultados obtidos pelo País na agricultura, através de políticas sustentadas de desenvolvimento tecnológico, de que a EMBRAPA é expressão máxima, e a reconhecida excelência brasileira em todo o espectro da produção agrícola explicam a posição de destaque assumida pelo País nessa área. A África, por sua vez, tem um enorme potencial agrícola. É natural, portanto, que a agricultura se tenha tornado o principal foco de interesse do continente africano em sua cooperação com o Brasil.

Hoje, a principal frente de cooperação com países africanos em agricultura está justamente no setor algodoeiro. Iniciada com recursos financeiros do Governo brasileiro, em fevereiro de 2009, a parceria com Benin, Burkina Faso, Chade e Mali logo gerou o exitoso Projeto Cotton-4.

O Governo brasileiro é reconhecido ao Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), que passou a disponibilizar, a partir de 2012, 10% dos recursos recebidos dos Estados Unidos no contexto da implementação dos resultados do contencioso do algodão, na OMC, para a execução de projetos de cooperação técnica em países da América Latina e da África Subsaariana.

Dessa maneira, a cooperação técnica na área do algodão, que já contava com o Projeto Cotton-4, ganhou impulso adicional e passou a incluir também o Togo.

O Projeto Cotton-4 + Togo é um exemplo eloqüente das potencialidades da cooperação brasileiro-africana, que tanto interesse temos em desenvolver e aprofundar.

 

Senhoras e Senhores,

A agenda que os aguarda a partir de agora tem, para todos nós, grande importância.

Estaremos engajados em que o tratamento dessa agenda seja o mais proveitoso possível para o nosso projeto comum e, portanto, para as relações entre o Brasil e estes parceiros africanos que tanto prezamos.

Os senhores podem contar com o nosso compromisso e o nosso esforço.

Agradeço, uma vez mais, a presença de todos e desejo-lhes pleno êxito em suas atividades.

Muito obrigado.


I Reunião do Comitê Gestor do Projeto Cotton-4 + Togo – Brasília, 25 a 29 de abril

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