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Luciano Seixas: Alô, você, em todo o Brasil, eu sou o Luciano Seixas. São 7h da manhã aqui em Brasília, meio-dia em Copenhague, estamos em rede com rádios de todas as regiões do Brasil para entrevistar o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a escolha da cidade do Rio de Janeiro para sediar as Olimpíadas de 2016.

Vamos conversar, agora, com os comunicadores esportivos da Rádio Tupi e da Rádio FM O Dia, do Rio de Janeiro; da Rádio Verdes Mares, do Ceará; da Rádio 730 AM, de Goiás; da Bandeirantes e da Jovem Pan, de São Paulo; e da Rádio Gaúcha, do Rio Grande do Sul; da Itatiaia, de Minas Gerais. Vamos falar também com a Rádio Banda B, do Paraná; com a Sociedade, da Bahia e com a Rádio Amazonas FM, do Amazonas.

Antes de passar a bola para os comunicadores esportivos, vamos falar com o presidente Lula: Presidente, bom dia, uma palavra do senhor sobre essa conquista inédita para o Brasil.


Presidente: Bom dia, Luciano. Eu quero dizer, Luciano, que a alegria é imensa, o prazer de ver o Brasil conquistar o direito de realizar as Olimpíadas de 2016 é contagiante. Eu estou aqui com o governador Sérgio Cabral, estou aqui com o prefeito Eduardo Paes, o ministro dos Transportes [Esportes], Orlando Silva, e todos nós estamos à disposição de vocês.


Luciano Seixas: Muito obrigado, Presidente. Bom, para começar temos a Rádio 730 AM, de Goiânia, na linha Edson Rodrigues. Bom dia, Edson, a sua pergunta ao Presidente.


Jornalista: Bom dia Luciano, bom dia Presidente. Inicialmente, os cumprimentos do povo goiano pela sua luta, a sua dedicação, a sua inteligência, o seu conhecimento, a sua popularidade, representando o povo brasileiro na escolha do Rio de Janeiro para a sede das Olimpíadas de 2016. A primeira pergunta, Presidente: Qual o investimento que será feito aos atletas brasileiros visando o melhor quadro de medalhas, que não aconteceu nas Olimpíadas anteriores? O atleta brasileiro vai ter toda a cobertura para representar bem o Brasil nas Olimpíadas de 2016?


Presidente: Primeiro Edson, bom dia, um grande abraço a todos os ouvintes da Rádio 730 AM, de Goiânia, a todo o povo de Goiás. Ô, Edson, eu conversava agora há pouco com o governador Sérgio Cabral, com o prefeito Eduardo Paes, com o ministro do Esporte, Orlando, e conversava com o Nuzman. Na verdade, nós agora temos um trabalho extraordinário para fazer, nós vamos reunir todos os presidentes das federações das modalidades que disputam as Olimpíadas e vamos exigir que eles nos entreguem um plano de metas para 2012 e para 2016.

Na verdade, nós vamos começar um trabalho agora aprimorando os atletas que nós já temos e criando novos atletas para o nosso País. É um momento de ouro para que a gente, nesse clima de Olimpíada, a gente possa fazer aquilo que não conseguimos fazer até agora. O momento é extraordinário, e todos nós, governantes de todo o Brasil, prefeitos, governadores, Presidente da República, empresários... todos nós vamos ter que colocar essa Olimpíada no coração para que a gente possa fazer a melhor Olimpíada já feita no Brasil e também para que a gente possa ganhar mais medalhas do que habitualmente nós ganhamos. É o momento de ouro do Brasil e nós sabemos que temos que preparar, nós temos que aprender com o que aconteceu na China, o que aconteceu na Austrália, o que vai acontecer em Londres, nós temos que ter técnicos competentes, temos que ter centros de excelência espalhados pelo Brasil. Portanto, é o momento de ouro para o esporte brasileiro e para o Brasil, não é Edson? Porque você imagina que a gente vai ter, em 2014, a Copa do Mundo, em 2016, as Olimpíadas, é um momento de ouro para o esporte brasileiro e nós não vamos perder nenhuma oportunidade.

Eu acho importante, Edson, o nosso governador Sérgio Cabral está aqui, ele dá uma palavrinha com você, porque ele ontem estava muito emocionado. A gente quando viu aquela moça com aquele envelope dentro de um prato, de uma bandeja, que eu ganhei a bandeja de presente - vou dar lá para o Sérgio Cabral fazer a Olimpíada, do Museu das Olimpíadas - e o Sérgio Cabral estava tão emocionado... Eu vou te contar um segredo de Estado aqui: ele estava tão nervoso que eu pensei que ele ia explodir. Chamei o médico, o médico falou: "Você só tem uma coisa a fazer, gritar e chorar, que você vai ficar aliviado". Ele gritou e chorou e terminou conquistando as Olimpíadas para o estado do Rio de Janeiro, para o Brasil e para a cidade do Rio de Janeiro.

Então eu vou pedir para o Sérgio Cabral falar um pouquinho com você, Edson.


Governador Sérgio Cabral:______________


Presidente: É com você, Luciano.


Luciano Seixas: Muito obrigado, Presidente. Agora vamos a Fortaleza, no Ceará, Rádio Verdes Mares conosco nessa entrevista ao vivo, Gomes Farias. Bom dia, Gomes.


Jornalista: Bom dia. Bom dia, Presidente. Parabéns, saudações olímpicas do povo cearense. Bom, Presidente, nós, nós sabemos que a oposição brasileira ela é atuante e em determinados momentos até um pouco cruel. O senhor acredita que a oposição brasileira poderia influenciar em algum, em alguma maneira no retardamento do calendário porque o Comitê Olímpico ele é muito rigoroso. E depois Presidente, eu gostaria de saber se, a grande preocupação do Presidente, das autoridades brasileiras em relação à Copa do Mundo de futebol, de 2014, e depois as Olimpíadas, em 2016, se essas preocupações não tiram ou não são capazes de tirar o foco dos grandes problemas do nosso País, como segurança, educação, etc.?


Presidente: Meu querido Gomes Farias, primeiro, bom dia para você, bom dia a todos os ouvintes da Rádio Verdes Mares, bom dia ao povo de Fortaleza, ao povo do Ceará, um abraço ao nosso querido companheiro governador, a nossa querida companheira prefeita. Olha, primeiro dizer para você que não há possibilidade de uma Copa do Mundo, de uma Olimpíada tirar o foco dos problemas sociais. No fundo, no fundo, no fundo, a Copa do Mundo e as Olimpíadas são oportunidades para que a gente possa pensar na Copa do Mundo e nas Olimpíadas resolvendo os problemas sociais, até porque as Olimpíadas e a Copa do Mundo serão feitas para o povo brasileiro e não para um governante "A" ou "B".

Então, eu acho que é a oportunidade. O plano de investimentos que nós já temos até 2013, US$ 359 bilhões, o plano de mobilidade urbana que nós vamos fazer para Copa do Mundo já são a grande preparação para as Olimpíadas. Então, o que nós estamos fazendo hoje, você sabe, ô Gomes, você sabe que só o investimento que nós estamos fazendo em Maragapinho [Mangarapinho], nós estamos fazendo um investimento de R$ 396 milhões em saneamento, que é mais do que foi feito em todo o ano de 2002.

Ora, eu não posso crer que tenha oposição nesse momento contra as Olimpíadas. Eu, sinceramente, não creio que haja político tão baixo que vai tentar atrapalhar o momento de ouro do Brasil por conta de ser ou não oposição. A conquista das Olimpíadas não é do governo, é do povo brasileiro. Portanto, o povo brasileiro inclui as pessoas de oposição, as pessoas que acreditam no Brasil.

Eu estou tranquilo de que será o momento de ouro, que o Congresso Nacional já aprovou o Ato Olímpico, que é uma coisa extraordinária, porque dá garantia de que é o Estado brasileiro e as instituições que vão assumir as Olimpíadas. E eu penso que é o momento para a gente fazer mais política social, fazer mais transferência de renda, fazer mais habitação, melhorar as estradas, melhorar as ferrovias, melhorar os metrôs. Esse é o momento de ouro, é o momento de muito investimento, e nós estaremos atentos para que o grande ganhador de tudo isso seja o povo brasileiro.

Nós sabemos que a Copa passa, as Olimpíadas passam, e o que nós queremos é que o povo tenha como legado as benfeitorias que a prefeitura, o Estado e a União devem fazer. Portanto, eu acho que o povo vai ganhar muito com isso, vai ganhar de forma extraordinária, e você vai ver os benefícios que Fortaleza vai receber por sediar uma parte da Copa do Mundo. Então, é um momento de muito investimento para o Brasil, é um momento de muito respeito que o Brasil conquistou e eu acho que quem merece ser beneficiado é o povo brasileiro e, dentro do povo brasileiro, as pessoas mais pobres que têm que ter nesses eventos as oportunidades de melhorar a sua vida.


Luciano Seixas: Ok, Presidente, agora temos a participação da Rádio Jovem Pan de São Paulo. De lá, fala ao vivo Flávio Prado. Bom dia, Flávio. Alô, Flávio Prado, bom dia, sua pergunta ao Presidente Lula.


Jornalista: Bom dia. Bom dia, Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é muito bom falar com o senhor mais uma vez e parabenizá-lo pela grande performance de ontem.

Presidente, há uma grande preocupação, o governador Sérgio Cabral falava agora há pouco em cidadania e faz parte da cidadania a gente ter as coisas todas colocadas às claras. As contas dos jogos Pan-Americanos não fecharam até agora e muitas das pessoas que estarão no projeto olímpico brasileiro também estavam no projeto do Pan-Americano. Como é que nós poderemos ter a garantia de um bom uso, de um uso correto das verbas públicas que serão colocadas à disposição para o lado bom, que será a divulgação do esporte, a divulgação do nosso país? Como é que a gente pode ter a garantia de que as coisas serão colocadas de uma forma transparente nessa oportunidade?


Presidente: Ô, Flávio, eu acho que a sua pergunta é bastante pertinente e importante neste momento, porque é um momento tão importante para o Brasil que nós precisamos agir com a responsabilidade que o povo brasileiro exige que a gente tenha.

Primeiro, que os investimentos que nós vamos fazer terão o acompanhamento na Prefeitura, do Tribunal de Contas do estado. No Estado, do Tribunal de Contas da União, da Controladoria-Geral, do Ministério Público. O que não vai faltar é fiscalização para saber as coisas que nós estamos fazendo.

Uma coisa que de vez em quando acontece no Brasil é que a gente primeiro desconfia para depois confiar. Nós temos que acreditar. Eu não estarei mais na Presidência da República, mas nós temos que acreditar que quem estiver governando este país, quem estiver governando o estado e as prefeituras vão ter a responsabilidade, porque nós estaremos sendo fiscalizados pelo mundo, ou seja, o Comitê Olímpico Internacional vai estar de olho nisso, o mundo vai estar de olho. Nós temos organismos de fiscalização, órgãos de fiscalização e, sobretudo, a imprensa, que vai ficar 24 horas por dia fiscalizando.

Então, é uma coisa, Flávio Prado, que sinceramente eu acho que nós vamos dar uma lição. Muitas vezes no Brasil a gente fala: "Ah, mas vai gastar quanto?". A gente não tem que olhar o quanto a gente vai gastar, a gente tem que olhar o quanto a gente vai ganhar, porque a dimensão dos investimentos que nós estamos prevendo, da prefeitura, do governo do estado, do governo federal, da iniciativa privada, é muito grande. É uma oportunidade para a gente consertar um pouco mais o País, além daquilo que já estamos fazendo. Nós sabemos o que tem que fazer, vai ser feito, e eu acho que serão sete anos de muito trabalho para que a gente faça uma Olimpíada inesquecível.

Eu estou aqui, Prado, com o governador Sérgio Cabral, e é importante... ontem ele recebeu um telefonema do governador José Serra, parabenizando ele, é importante que o Sérgio Cabral dê uma palavrinha com você, Flávio.


Governador Sérgio Cabral:______________


Presidente: É com você, Luciano.


Luciano Seixas: Obrigado, Presidente. Nós estamos acompanhando a entrevista, ao vivo, com emissoras de todo o País, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também participando o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, o prefeito da cidade do Rio, Eduardo Paes, e o ministro do Esporte, Orlando Silva.
Agora, a participação da Rádio Tupi, do Rio de Janeiro, com Luiz Carlos Penido, o conhecido "garotão da galera". Alô, Penido, alô, "garotão da galera", bom dia.


Jornalista: Bom dia, Luciano, muito bom dia, Presidente, para o senhor, boa tarde, aí. Eu, antes de mais nada, antes de tudo, quero dizer muito obrigado ao senhor, Presidente, muito obrigado porque o senhor representou tão bem a nossa cidade, o senhor representou tão bem o nosso País e está fazendo isso como jamais um chefe de Estado fez pela nossa cidade.

Ao governador Sérgio Cabral, ao prefeito Eduardo Paes, todos que trabalharam juntos, muito obrigado por devolver a esta cidade que hoje está sorridente, olimpicamente sorridente, devolver essa autoestima, tirar o peso, o fardo que alguns impuseram ao Rio de Janeiro, e que o senhor consegue de maneira histórica e consagradora reverter, inverter a seta desse quadro que era negativo.

Hoje, o Rio de Janeiro é manchete positiva no mundo inteiro, em toda a mídia do Planeta. Ontem, a Bolsa de Valores, a Bovespa, foi a única Bolsa importante do mundo a apresentar alta. Fechou em alta, foi a única importante. Isso é o reflexo daquilo que um dia o Nelson Rodrigues chamou de "complexo de vira-latas", sendo agora virado ao contrário.

Obrigado, Presidente, e que realmente Deus, que abençoou com o pré-sal, com a Copa do Mundo, com a Olimpíada agora conquistada por esse timaço, consiga realmente nos abençoar para que cada real investido vire realmente quatro ou cinco.


Presidente: Meu caro Luiz Carlos Penido, eu vou te chamar de "garotão da galera", fica mais simpático. Realmente, olhe, foi, foi uma graça de Deus para o Rio de Janeiro. Eu conversava com o Sérgio Cabral ainda durante a campanha, que se a gente conseguisse trabalhar juntos - eu tinha tido uma experiência muito triste antes de dificuldade de trabalhar junto com o Prefeito, com o governo -, eu dizia para o Sérgio que se a gente conseguir estabelecer um trabalho conjunto entre prefeitura, governo federal e governo estadual, a gente pode devolver ao Rio de Janeiro a beleza do Rio de Janeiro, a alegria do Rio de Janeiro, porque eu estava cansado de ver o Rio de Janeiro aparecer apenas nas páginas de jornais, nas páginas policiais. O Brasil inteiro ficava vendo o Rio de Janeiro como se só tivesse bandido no Rio de Janeiro e não levava em conta que 99% do povo, 99,9% é trabalhador honesto que quer vencer na vida.

Eu dizia que a gente tinha que fazer muitos investimentos no Rio de Janeiro, e estamos fazendo. Eu tenho consciência, o Sérgio tem, o Eduardo Paes tem, de que nós estamos investindo no Rio de Janeiro aquilo que nos últimos 20 anos, 30 anos, governo nenhum investiu. Porque eu ainda sonho em ver todas as favelas no Brasil sendo chamadas de bairros e não de favelas. Na verdade, nós estamos fazendo um processo de reparação.

Quando eu for ao Rio de Janeiro da próxima vez, que eu for visitar o Complexo do Alemão, Pavão-Pavãozinho, Manguinhos, eu vou te convidar para ir junto, para você ver o que está acontecendo nesses bairros.

Então, eu estou muito alegre, muito feliz, acho que eu aprendi, desde pequeno, que a gente tem que acreditar na gente. Se você não acredita em você, nada vai te acontecer, porque ninguém te dá nada de graça. O pessoal dizia que a gente ia perder porque o Obama vinha aqui, que a gente ia perder porque o Rei da Espanha vinha aqui, que a gente ia perder porque vinha o Imperador, o filho do Imperador. Nós... se fosse para trazer imperador e reis, nós trazíamos aqui também os nossos reis, os nossos imperadores, mas o que nós trouxemos foi a emoção do povo brasileiro, o que nós trouxemos foi a melhor apresentação já vista na história das Olimpíadas. Eu duvido que tenha um brasileiro que viu a apresentação que não tenha chorado, porque é motivo de orgulho a gente falar bem do Brasil.

Mas eu estou aqui, meu caro "garotão da galera", eu estou aqui com o "garotão" da Prefeitura, eu estou aqui com o Eduardo Paes, que é importante nesse momento ele dar uma palavrinha com você, com os ouvintes da Rádio Tupi, que é muito importante. Nós sabemos da sua audiência e, portanto, é justo que o nosso Prefeito fale com você. Depois, o Ministro do Esporte vai dar uma palavrinha também.


Prefeito Eduardo Paes:______________

Ministro Orlando Silva:______________

Governador Sérgio Cabral: ______________


Presidente: É com você, Luciano.


Jornalista: Obrigado, Presidente. Ouvimos aí o governador do Rio, Sérgio Cabral, também o prefeito Eduardo Paes, o ministro Orlando Silva e, logicamente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que continua conversando com cronistas esportivos de todo o Brasil.


Presidente: Luciano...


Luciano Seixas: Oi.


Presidente: Luciano, você precisa ver o tempo aí porque nós temos que viajar. Então, nós vamos fazer... nós vamos ser mais sucintos daqui para a frente.


Luciano Seixas: Ok, Presidente. Vamos contar com a participação da Rádio Itatiaia, de Belo Horizonte, pergunta de Milton Naves. Bom dia, Milton.


Jornalista: Bom dia para você, Luciano, boa tarde para o senhor, Presidente. O senhor, ontem, Presidente... receba inicialmente também, claro, o abraço de felicitações de todos nós da Rede Itatiaia de rádio, do povo de Belo Horizonte, do povo de Minas Gerais, enfim. Presidente, o senhor, ontem, falou que o Brasil ganhou sua cidadania internacional. Em uma visão mais otimista, nós poderíamos dizer que a realização de dois eventos quase que simultâneos - a Copa do Mundo e os Jogos - somando-se a eles a possível, possível geração de 2 milhões de empregos nos próximos 10 anos, o legado que certamente vai ficar, pode-se prever, presidente Lula, que o Brasil sai da condição de um país emergente e se firma nos próximos anos como um país - para usar uma linguagem do esporte - que possa brigar de igual para igual no mundo desenvolvido, Presidente?


Presidente: Meu caro Milton Naves, primeiro, um prazer estar conversando com você, bom dia a todo o povo de Minas Gerais, aos ouvintes da Rádio Itatiaia, que eu sei que é ouvida por todos os mineiros, até o governador Aécio ouve a Rádio Itatiaia. E é importante dar um abraço no Aécio, porque ele ligou ontem para o Sérgio Cabral, dando os parabéns ao Sérgio Cabral, e eu acho que foi muito importante isso, porque essa conquista foi do Brasil. Essa conquista teve nós aqui... na verdade, nós somos uns porta-bandeiras do Brasil aqui. Nós viemos aqui para representar os interesses de 190 milhões de brasileiros.

Olha... Deixa eu lhe contar uma coisa importante: só neste ano, Milton, nós vamos gerar um milhão de empregos. Você veja que, enquanto nos Estados Unidos, no mês de julho, nós tivemos 700 mil desempregos, no Brasil nós tivemos, no mês de agosto, 242 mil empregos formais criados, com carteira assinada, e, neste ano, a nossa estimativa é chegar a 1 milhão de empregos. Portanto, eu penso que nós vamos crescer muito e a Copa do Mundo e as Olimpíadas vão permitir tantos investimentos que vão gerar muitos empregos no Brasil, essa é a mais pura verdade.

O ministro, o ministro Meirelles, quando fez a sua exposição, ele citou um dado do Banco Mundial, quando o Banco Mundial afirma que se o Brasil continuar crescendo assim, o Brasil, em 2016, será a quinta economia do mundo.

Obviamente, que não basta a gente virar a quinta economia do mundo se a gente não fizer com que o povo mais pobre avance, conquiste e tenha participação nessa renda. E é com essa ideia que nós trabalhamos, é com essa ideia que nós trabalhamos. Você, que é mineiro, sabe perfeitamente bem que o que nós estamos investindo em saneamento básico nos bairros mais pobres de Belo Horizonte, é uma coisa que não acontecia nos últimos 20 ou 30 anos. Nós estamos fazendo porque nós achamos que só tem sentido você governar um país se você fizer as coisas para os mais necessitados. O Estado precisa cuidar dos mais pobres, porque os ricos sabem se virar sozinhos. Então, o Estado precisa fazer a parte que é mais importante, que é elevar o nível de vida das pessoas mais necessitadas, e, certamente, que esses eventos vão permitir que o Brasil cresça muito.

É importante lembrar que, quando chegar 2016, nós estaremos no auge da exploração do pré-sal, portanto, é outra dádiva de Deus. Eu queria te dizer o seguinte: conquistar cidadania é uma coisa que a gente conquista quando a gente se respeita. Eu aprendi na minha vida sindical, Milton, que nenhum ser humano respeita o outro se ele próprio não se respeitar. A condição básica para você merecer o respeito de alguém é a pessoa perceber que você se respeita. E o Brasil, a verdade nua e crua, é que tem muita gente no Brasil que sempre acha que o Brasil é um coitadinho, que o Brasil não pode, que o Brasil é pobre, que o Brasil é terceiro mundo, que o Brasil... tem muita gente jogando para baixo. Na hora que você acredita em você - eu vou contar um pequeno caso para você ver o que é motivo de orgulho: a primeira vez que eu fui convidado para Evian, eu estava em Evian, cheguei, estavam todos os presidentes convidados sentados, o Rei da Arábia Saudita, o Chirac, o primeiro-ministro Koizumi, do Japão. Eu fui à mesa, cumprimentei cada um deles e fui sentar. Daqui a pouco, entra o presidente Bush, todo mundo levanta para cumprimentar, e eu peguei na mão do Celso Amorim e falei: nós não vamos levantar, ninguém levantou quando eu cheguei, nós vamos ficar sentados, as pessoas tem que perceber que nós somos iguais. O que aconteceu? O presidente Bush foi lá na mesa me cumprimentar, igualzinho cumprimentou os outros que levantaram. Ninguém gosta, ninguém gosta de um interlocutor que não se respeita, que se comporta como um menor. O meu país tem problema? Tem, mais é o meu país. Eu dou a vida por ele, defendo com muito orgulho. Eu nunca acreditei que a gente não pudesse ganhar uma Olimpíada. Esse negócio de dizer: "Ah, porque nós somos pobres". Nós somos pobres, mas somos brasileiros, temos orgulho e temos uma parcela de gente rica que é igual a muitos países europeus.

O Brasil pode, a apresentação ontem foi espetacular. Quando eu falei que o Brasil conquistou a cidadania é porque eu estou percebendo o que está acontecendo. Eu tenho viajado muito, eu tenho conversado muito e as pessoas estão percebendo que as coisas no Brasil estão acontecendo com seriedade.

Não é à toa, quando eu dizia: a crise vai chegar por último aqui, vai acabar primeiro aqui. O Brasil está mais preparado e o Brasil estava mais preparado. O que aconteceu? Você sabe porque você é mineiro, nós vamos bater recorde na produção de automóveis este ano, mais do que o ano passado. Por quê? Porque nós estávamos preparados e é isso que dá ao Brasil credibilidade. Então, quando os companheiros do COI [COB], junto com o Ministro do Esporte, junto com o Governador e junto com o Prefeito, preparam a apresentação do Rio de Janeiro, ela foi uma coisa tão forte que eu, embora tenha muito orgulho do Brasil, ontem eu me senti muito mais orgulhoso, porque é você mostrar para o mundo aquilo que você é, com defeitos e com virtudes, mas também mostrar as coisas boas que a gente tem.

Eu te confesso que só falta agora para nós conquistar a participação no Conselho de Segurança das Nações Unidas, porque nós estamos defendendo a ampliação para democratizar - o Conselho que está hoje representa o mundo da década de 40, não representa o mundo do século XXI. E eu quero a tua ajuda, a imprensa vai ajudar a realizar tudo que a gente vai fazer. E eu não vou estar mais na Presidência, mas eu tenho a convicção de que o Brasil vai fazer, Milton, o melhor, a melhor Olimpíada que esse mundo já viu, porque a criatividade do povo brasileiro, a vontade, o entusiasmo não existem em lugar nenhum do mundo. Então eu estou feliz, eu acho que o Brasil está ocupando o seu espaço no mundo. Luciano, você...


Luciano Seixas: Ok, Presidente. Agora a participação da Rádio Gaúcha, de Porto Alegre. De lá, fala Pedro Ernesto Denardin. Alô, Pedro Ernesto, bom dia.


Jornalista: Bom dia Luciano, bom dia, Presidente. Presidente nós estamos aqui no Rio Grande do Sul com o sentimento, digamos assim, duplo. Por um lado, todo esse orgulho que o senhor manifestou de trazer a Olimpíada, de ganhar de países tão importantes. O seu orgulho é o nosso orgulho, Presidente. De outro lado, o Rio Grande do Sul está se preparando muito para a Copa do Mundo, Presidente, tanto que a Prefeitura, através do prefeito Fogaça, nomeou o vice-prefeito, José Fortunati, para uma Secretaria Especial de Copa. A governadora Yeda nomeou o deputado Paulo Odone para uma Secretaria Especial de Copa, também, dentro do estado do Rio Grande do Sul, e esses dois representantes gaúchos estiveram em Brasília com o ministro das Cidades e dele ficaram sabendo que não tem os 4 bilhões prometidos para a Copa do Mundo, para todo o processo de infraestrutura para a Copa do Mundo, e que vai ficar para a cidade, vai ficar para o estado. E sim, que só tem 400 milhões e que ainda assim é empréstimo do BNDES com juros de mercado.

Eu, ontem, ainda entrevistei o vice-prefeito José Fortunati aqui, na Rádio Gaúcha, e ele me disse o seguinte: "Pedro, pergunta para o presidente Lula, afinal, nós vamos receber esses investimentos?" Porque o Rio Grande do Sul quer fazer uma grande Copa, o Rio Grande do Sul quer ter esse mesmo orgulho que o senhor está tendo. Enfim, nós queremos participar de tudo isso. Agora, é claro, precisamos do governo federal, não é, Presidente?


Presidente: Meu caro Pedro Ernesto, primeiro te cumprimentar e cumprimentar os ouvintes da Rádio Gaúcha e dizer ao prefeito Fogaça, à Governadora e a você que é só você olhar o que está acontecendo no Rio Grande do Sul em investimento do governo federal que isso já faz parte da Copa do Mundo. Ou seja, o governo federal, o governo federal tem responsabilidade no investimento em mobilidade urbana. Essa espécie de rodoanel que nós estamos fazendo aí, na Grande Porto Alegre, é um investimento extraordinário e ele vai ser para a Copa do Mundo.
Agora, os estádios são os clubes que têm que se responsabilizar. E o que nós queremos é pactuar, por isso que estamos discutindo, agora, o seguinte: o que o prefeito vai fazer, o que o governo estadual vai fazer e o que o governo federal vai fazer. Porque cada governo do estado apresentou um projeto. Esse projeto pode ser dimensionado para mais ou para menos, dependendo da necessidade do estado. O governo federal, ele vai, isto sim, combinar com o prefeito e com os governadores a ajuda que a gente vai dar em obras de mobilidade urbana.

______________: (incompreensível)


Presidente: Uma coisa é verdadeira: nós temos um grupo interministerial. O ministro Orlando coordena isso. Vou até pedir para que o ministro Orlando dê uma palavrinha com você, Pedro. Mas você pode ficar certo de que a gente não vai faltar em contribuir com os estados. Agora, é importante que o governo diga o que vai fazer, o estadual; o que vai fazer, o municipal; porque a responsabilidade do projeto é do governo estadual. É importante saber disso. Agora, na questão da mobilidade urbana, fique tranquilo que nós vamos fazer investimento porque nós queremos melhorar a vida do povo de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul.


Ministro Orlando Silva:______________


Presidente: É com você, Luciano.


Luciano Seixas: Ok, obrigado, Presidente. Agora, temos a participação da Rádio Banda B, de Curitiba, com Marcelo Ortis. Alô, Marcelo, a sua pergunta ao presidente Lula.


Jornalista: Um abraço a todos, um abraço ao presidente Lula, ao ministro Orlando Silva, ao governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, ao prefeito do Rio, Eduardo Paes. Primeiro, dizer que a manifestação no Brasil e o sentimento que nós temos pelo país aumentou ainda mais, a gente percebe isso em toda população, nas lágrimas do Presidente, na demonstração de força, mas especialmente de ser um ser humano e um brasileiro como todos nós, que tem sonhos, objetivos, e esses sonhos estão sendo realizados. E cada brasileiro também realiza um pouco do seu sonho, a partir daquele momento, a partir daquela imagem que nós tivemos em todo o Brasil, Presidente.

Eu gostaria de saber o seguinte, Presidente: além de tudo que vem ocorrendo, do pré-sal, da Copa do Mundo e agora dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, as Olimpíadas no Rio de Janeiro, pela primeira vez, vem à América do Sul e vem ao Brasil, e isso realmente é um marco, é uma história. Nós estamos reescrevendo a história sobre o seu comando, Presidente. Eu gostaria de saber o seguinte: essa história... a partir desse momento, nós temos uma história que vai até 2014, que vai até 2016. Qual é o planejamento, já que o senhor falou que não será o presidente, ou até pode voltar a ser o presidente, o que aqui em Curitiba também já se fala muito - e nós já até imaginamos. Como nós poderemos fazer, Presidente, para ter bons investimentos internacionais? Existe possibilidade de mudar a legislação, as regras para os investimentos internacionais chegarem de forma mais fácil ao Brasil? E outro detalhe, Presidente, como nós podemos chegar - por exemplo, Barcelona - e ter um legado positivo após esses jogos? Me parece, esse seja [talvez] o maior desafio para que tenhamos uma segurança, um transporte, um cuidado com o meio ambiente, um sistema hoteleiro, um sistema de saúde, que possa também premiar a todos aqueles que viverem e vivenciarem a Copa do Mundo, as Olimpíadas, mas que continuarem vivendo um Brasil diferente. Eu tenho a certeza, será a partir dessas Olimpíadas, Presidente.


Presidente: Marcelo, bom dia Marcelo, bom dia aos ouvintes da Rádio Banda B AM, bom dia ao povo de Curitiba, bom dia ao povo do Paraná.

Marcelo, você disse bem, a conquista da Copa do Mundo, a conquista das Olimpíadas não vai resolver todos os problemas do Brasil, ou seja, o que vai resolver o problema central do Brasil é se a economia brasileira continuar crescendo como está crescendo e a política de transferência de renda, com o aumento de salário e com ajuda aos mais pobres, continuar acontecendo, nós vamos certamente - como disse, e eu já disse aqui, agora, o Presidente do Banco Central -, nós vamos ser a quinta, a quarta economia do mundo, portanto, nós estaremos preparados para dar um salto de qualidade na melhoria da vida do povo. E certamente que quando a gente fala em fazer mobilidade urbana para a Copa do Mundo, quando a gente fala da preparação que você vai ter, porque praticamente vai surgir uma nova cidade dentro da cidade do Rio de Janeiro, para você construir a Vila Olímpica, para você construir as habitações, para você fazer os metrôs, para você fazer tudo, vai surgir praticamente uma nova cidade, isso vai ser um ganho extraordinário que vai ficar para o povo do Rio de Janeiro. Vai valorizar os imóveis, a iniciativa privada, certamente, tem muito interesse. Vou te dar só um exemplo: quando nós fizemos o Pan, que nós fomos construir as casas para os atletas, havia muitas coisas, muitas brigas de (incompreensível), a Caixa financia, não financia. Eu mesmo fiz três ou quatro reuniões. O que aconteceu? Nós fizemos os apartamentos e nós vendemos todos em um único dia, em um único dia.

Então, a iniciativa privada tem muito interesse em participar. Eu acho que com a credibilidade que o Brasil tem hoje no exterior é muito mais fácil a gente convencer investimento estrangeiro no Brasil, é muito mais fácil a gente trazer empresários para participar conosco e, você sabe, eu sou, Marcelo, um homem que gosta de desafio. Eu nunca tive nada fácil na minha vida, eu nunca tive nada. Então, esse negócio de dizer: "Mas o Brasil vai ter dinheiro?". Nós vamos ter dinheiro, vamos ter investimento, vamos ter os hotéis de que precisa e vamos fazer uma grande Olimpíada.

Não dá para a gente ficar esperando que alguém venha fazer favor para nós. Nós temos que trabalhar. Eu acho que o trabalho do Sérgio Cabral, o trabalho do Eduardo Paes, do ministro Orlando, do Comitê Olímpico Brasileiro para conquistar essa Olimpíada... Agora é fácil a gente dizer: ganhamos. Mas sabe Deus o sofrimento, a tentativa de convencimento das pessoas, os "nãos" que a gente recebia e voltava atrás para conversar, as cartas que a gente mandava. Então, nós temos que ir atrás. O Brasil precisa acreditar nele, acreditar, cada vez mais, que as coisas acontecem.

Eu acho, Marcelo, que vai ser um momento extraordinário. Você vai ver o que vai acontecer na Copa do Mundo no estado do Paraná. Você vai ver o que vai acontecer, porque tem futebol nas Olimpíadas e certamente Curitiba é uma cidade importante. Nós vamos saber quais as cidades que vão receber os jogos de futebol, porque o Brasil precisa ganhar uma medalha de ouro no futebol, nós precisamos ganhar. Nós ganhamos muitas no vôlei, mas nós precisamos ganhar no futebol. Então, eu acho, Marcelo, que nós vamos criar comitês, nós vamos juntar empresários, ou seja, nós vamos fazer a coisa profissional, competente, para que a gente possa aproveitar cada real, cada centavo em benefício do povo brasileiro a partir da Copa do Mundo e a partir das Olimpíadas. É com você, Luciano.


Luciano Seixas: Ok, Presidente. Agora, a participação da Rádio Bandeirantes e da Rede Band News. A pergunta é de Leandro Quesada. Alô, Leandro, bom dia.


Jornalista: Bom dia, Luciano. Bom dia aos ouvintes, ao Governador, ao Prefeito, ao Ministro também. Bom dia especial para o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Presidente, o senhor falou a respeito do sofrimento, do trabalho árduo para trazer a Olimpíada aqui para o Brasil, e a Copa do Mundo também, e essa foi a parte mais difícil, não é? Agora vem aquilo que a gente pode chamar de "filé mignon" e o senhor não estará na pele de presidente, em 2014, quando a Copa for realizada aqui no Brasil. Mas, por que não? Poderá ser o presidente do Brasil em 2016, porque ano de Copa tem eleição também, em 2014, teremos eleição e o senhor pode ser o candidato à Presidência da República.
Queria que o senhor, por favor, comentasse esse tema de, de repente, ser o presidente no ano olímpico, até porque os atletas aí, que são consagrados, já estão pensando em adiar a aposentadoria para disputar os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro. O presidente Lula também adia, de repente, essa aposentadoria? Bom dia, Presidente.


Presidente: Bom dia, Leandro. Um prazer falar com você, falar com o povo de São Paulo, com os ouvintes da Rádio Bandeirantes AM. Olha, Leandro, a verdade é a seguinte: veja, uma conquista dessa é uma conquista da sociedade brasileira. São 190 milhões de almas, de corações, de mentes. Não importa quem vai ser o presidente ou quem vai ser o governador, ou seja, as pessoas sabem que têm compromisso, é compromisso internacional, é compromisso assinado, é papel assinado. As pessoas têm que cumprir as coisas e fazer. E eu não tenho dúvida nenhuma de que nós vamos fazer uma Olimpíada extraordinária e uma Copa do Mundo extraordinária.

Eu não sei o que vai acontecer na política, porque a gente não pode ficar fazendo prognóstico para daqui a quatro anos, cinco anos, seis anos. Eu acho que eu já cumpri com o meu papel, tenho um ano e três meses de mandato, tenho coisas para fazer pra caramba ainda no Brasil, Leandro, e vou trabalhar, não vou pensar o que eu vou fazer depois, eu vou pensar é em fazer o melhor que eu puder fazer nesse período. E depois vamos ver o que vai acontecer na política, vamos ver. O que é importante, esteja eu onde estiver, com a amizade que eu construí, com os governadores, com os prefeitos, eu vou estar contribuindo com eles para que a gente possa realizar a Copa do Mundo e a Olimpíada da melhor forma possível.

Eu, sinceramente, Leandro, ontem, eu fiquei mais orgulhoso de ser brasileiro, fiquei mais orgulhoso de ser presidente da República. O trabalho que esse governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e o Prefeito fizeram junto com o ministro Orlando é uma coisa extraordinária, porque demonstra que quando a gente trabalha junto as coisas acontecem, as coisas acontecem. A gente tem que ir atrás, acreditar, ligar para presidente, mandar carta para presidente, ligar para delegado, mandar carta para delegado. Isso é possível quando a gente está trabalhando junto, quando a gente acredita um no outro, que a gente fala: "Bom, a cidade tem um papel, o estado tem um papel, a União tem um papel".

Eu acho que isso deu resultado, portanto, eu vou deixar para pensar 2014, em 2014, eu primeiro quero ganhar a Copa do Mundo, o Brasil na final, ganhando a Copa do Mundo, e depois você imagina o Brasil ganhar a medalha, porque essa Olimpíada, Leandro, aumenta a nossa responsabilidade. Eu estou aqui com o Governador na minha frente, com o Prefeito, e a gente já decidiu, nós vamos juntar todas as Federações que têm esportes nas Olimpíadas e vamos querer que eles apresentem para nós um plano de metas. Eu estou até pensando em chamar os principais empresários de cada estado, envolver os empresários para ajudar no financiamento de atletas, na preparação de atletas, porque nós queremos ganhar uma "penca" de medalhas em 2016 e precisamos começar a ganhar já em 2012. É com você Luciano.


Luciano Seixas: Vamos lá, Presidente, agora é a hora, a vez da Sociedade de Salvador, na Bahia, Raniere Alves. Alô, Raniere, bom dia.


Jornalista: Bom dia, Luciano.


Luciano Seixas: Sua pergunta ao Presidente, Raniere.

Jornalista: O ministro do Esporte, o bom baiano, Orlando Silva, eu tenho certeza que está muito feliz. Olha, Orlando, você conhece Salvador e conhece a Bahia, são 365 dias de festa no ano. Imagina só, não tem dia perdido, não, e ontem não foi diferente. Foi festa na Bahia, foi festa em Salvador, e o povo baiano está orgulhoso, eu estou orgulhoso de ser brasileiro neste dia tão especial. E aqui, conversando com o presidente Lula, eu deixo uma pergunta no ar para o Presidente e uma outra especial para o ministro Orlando Silva.

O Brasil, hoje, presidente Lula, é o país dos grandes investimentos esportivos. Olha, até 2019: Copa das Confederações, Copa do Mundo, Olimpíadas, Copa América. O mundo todo voltado para um Brasil que acredita no sucesso de organização e segurança, hoje, um Brasil de investimentos esportivos. Isso eu deixo a pergunta no ar: é de muita responsabilidade para o País isso, é bom ou isso preocupa muito? E para o ministro dos Esportes, Orlando Silva, eu queria saber quais serão os benefícios para a Bahia e também para o Nordeste. E parabéns, presidente Lula.


Presidente: Raniere, meus parabéns querido, parabéns ao povo de Salvador. Quero cumprimentar o povo da Bahia e os ouvintes da Rádio Sociedade. Olha Raniere, uma coisa é importante: se tem uma coisa que eu não me preocupa é trabalho, não me preocupa. Acho que tudo isso que vai acontecer no Brasil é um desafio para que os governantes brasileiros trabalhem muito mais, se dediquem muito mais. Eu acho que é esse desafio que vai fazer a gente provar a nossa competência administrativa. Eu estou convencido de que o Brasil dará conta de tudo isso e muito mais, muito mais. É que não tem mais nada. Daqui a pouco - eu falei ontem - daqui a pouco nós vamos inventar uma Olimpíada de inverno, trazer gente para algum lugar e vamos conquistar também, porque o Brasil precisa aproveitar este momento extraordinário e eu tenho certeza de que é um momento grandioso para o Brasil.

Eu sei que Salvador está em festa, como Recife, como Fortaleza, como São Paulo, porque o Brasil ontem conquistou a sua cidadania internacional. O Brasil ontem virou cidadão de primeiro mundo, ou seja, nós temos deveres e ontem nós conquistamos nossos direitos. Portanto, a minha alegria e um grande abraço. Eu vou passar agora para o nosso companheiro Orlando Silva.


Ministro Orlando Silva: ______________


Presidente: É com você, Luciano.


Luciano Seixas: Está certo, Presidente. A participação da Rádio Amazonas FM, de Manaus, Patrick Mota. Alô, Patrick, a sua pergunta ao presidente Lula.


Jornalista: Bom dia, senhoras e senhores ouvintes e bom dia, presidente Lula.


Presidente: Bom dia, Patrick.


Luciano Seixas: Oi, Patrick, sua pergunta.


Jornalista: Olá. Bom dia a todos novamente. E a gente vai agora perguntar ao presidente Lula o seguinte: Presidente, a sua emoção quando da defesa da candidatura do Rio de Janeiro, verdadeiramente, também emocionou a todos nós, aqui, no Amazonas. Receba, portanto, um abraço do povo da Amazônia. Mas, Presidente, esse mesmo povo, que agora está mais empolgado que nunca quer saber se irá finalmente ver os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, saindo de carro, aqui, de Manaus, pela BR-319, Presidente.


Presidente: Olha, esse é um sonho, é um sonho. Nós estamos trabalhando nisso e eu penso que o povo do Amazonas vai poder sair de carro e ver as Olimpíadas no Rio de Janeiro. Eu estou convencido disso.

Agora, eu queria, Patrick, cumprimentar os ouvintes da Rádio Amazonas, cumprimentar o governador Eduardo Braga, que ontem tentou ligar para mim, não conseguimos falar, e dizer para você que a emoção de ontem foi a emoção do povo brasileiro. Quem viu a apresentação perfeita que o Rio de Janeiro apresentou sentiu-se muito, mas muito mais brasileiro. Acho que todos nós viramos um pouco cariocas. Eu, que não sei dançar, ontem, depois da apresentação do Rio, quase que eu ensaio uns passos de samba aí, porque foi uma coisa contagiante.

E eu acho que tudo isso vai significar para nós, Patrick, muitos investimentos em infraestrutura. Veja, nós já temos uma previsão de investimento de US$ 359 bilhões no PAC. Nós, agora, estamos trabalhando a mobilidade urbana para a Copa do Mundo, que já é 80% das coisas que nós vamos preparar em mobilidade urbana para as Olimpíadas. Portanto, nós vamos deixar tudo preparado, as coisas vão fluir com muita facilidade e o meu sonho é fazer a viagem de carro pela 319, levando o Eduardo Braga e o Alfredo, um de cada lado, para a gente poder chegar à Copa do Mundo. Ele vem para o Rio de Janeiro e depois eu o levo de volta pela 319. É com você, Luciano.


Luciano Seixas: Ok, Presidente. Para encerrar a nossa entrevista, voltamos ao Rio de Janeiro, a Rádio FM O Dia, pergunta de Mauro Leão. Alô, Mauro, bom dia.


Jornalista: Alô, bom dia. Bom dia, presidente. Presidente, aqui é Mauro Leão, da FM O Dia, a rádio da alegria, muito mais alegre hoje com essa vitória sensacional que o senhor, o Sérgio Cabral, o Eduardo Paes e o nosso querido ministro obtiveram aí, em Copenhague, fazendo o Rio de Janeiro sediar as Olimpíadas de 2016.

Presidente, tem uma grande notícia também para o Sérgio Cabral, principalmente para o Eduardo Paes. Hoje, aqui, no Rio, estamos lançando o jornal Campeão, especializado em esportes, que vai acompanhar passo a passo, diariamente, todos os preparativos para as Olimpíadas aqui, em 2016. Um jornal que vai falar tudo sobre esporte e foi abençoado pela vitória do Rio, que sediará as Olimpíadas.
Por tudo o que o senhor fez, Presidente, por tudo o que o senhor se emocionou, o senhor também se sente um campeão? E eu gostaria de saber se um dia, em sua juventude, o senhor foi um atleta, se o senhor sonhou em ser um campeão olímpico, com medalha de ouro. E, para finalizar, eu queria saber, Presidente, uma curiosidade: se o Zeca Pagodinho tivesse ido aí na festa de Copenhague, à festa de vocês, mais do que merecida, o Zeca Pagodinho teria conhecido o tal do caviar, Presidente?


Presidente: Ah, eu acho que ele teria conhecido o tal do caviar, porque foi aqui, em Copenhague, que eu comi o primeiro caviar da minha vida. Eu vim a uma reunião com os dirigentes sindicais aqui, nos anos 80, e me ensinaram a comer caviar com gema de ovo, sabe, com cebola. Eu achei delicioso, nunca tinha comido, e comi aqui, em Copenhague. Mas, olhe, se o Zeca Pagodinho estivesse aqui, eu ia pedir para ele cantar Deixa a Vida me Levar, porque eu acho que o que aconteceu aqui ontem foi uma coisa inesquecível.

Agora, o que é importante, Mauro, é que o trabalho que a gente está podendo fazer juntos, ou seja, o governo federal, o governo estadual e o governo municipal, com a coordenação do nosso querido ministro Orlando Silva, tem dado resultados extraordinários, tem dado resultados excepcionais. E eu penso que nós vamos fazer muito mais. Acho que o Rio de Janeiro, por tudo o que o Rio representou na história do Brasil, já foi a sede da Coroa Portuguesa, já foi a capital do nosso país. O Rio de Janeiro, quando perdeu tudo isso, o Rio de Janeiro foi ficando empobrecido, até um pouco de espírito.

E era preciso recuperar essa motivação do povo carioca, essa alegria espontânea do povo carioca. E a gente recupera isso trabalhando para ele. Então, o que nós estamos fazendo em todos os bairros do Rio de Janeiro, nas principais favelas, que nós iremos transformar as favelas do Brasil todas em bairro. Basta que o Brasil continue crescendo assim por mais alguns anos que nós vamos transformar. A palavra favela vai sair do nosso dicionário, ou seja, as pessoas vão falar bairros. É o bairro do Alemão, é o bairro de Manguinhos, é o bairro do Pavão-Pavãozinho, é o bairro da Rocinha, porque é assim que deve ser.

Os irresponsáveis que foram governantes, que deixaram essas favelas crescerem, nunca mais voltarão a governar este país. Ou seja, é preciso que venham gerações e gerações novas, com disposição de não permitir que o povo pobre viva nas encostas de morro, na beira de córrego. Nós estamos cuidando disso e eu acho que as Olimpíadas não vão resolver esse problema, a Copa do Mundo não vai resolver, mas é um momento de ouro para que a gente comece a fazer os investimentos pensando que o grande ganhador da Copa e das Olimpíadas seja o povo pobre desse país e o povo do Rio de Janeiro, que merece ser muito, muito feliz.

Mas eu estou aqui falando muito e eu estou aqui com o Sérgio Cabral. E acho importante, Mauro, que você fale com o Sérgio Cabral porque a nossa preocupação aqui... Ontem, nós choramos, nós nos abraçamos. Nós estamos pensando, na verdade, é o que a juventude brasileira vai ganhar com isso, porque tudo isso é para ela. Ou seja, ela é que pode ser atleta, é ela é que vai viver depois de 2016, e eu acho que a juventude vai ter uma participação extraordinária.
Mas eu já estou ficando emocionado aqui, ô Mauro, eu vou passar para o nosso querido companheiro Sérgio Cabral falar com você. Depois, o seu prefeito, o Eduardo Paes.


Governador Sérgio Cabral: ______________


Prefeito Eduardo Paes: ______________


Presidente: Ô, Mauro, se nós não terminarmos esta entrevista logo, o Sérgio Cabral e o Eduardo vão levar o restinho de dinheiro que tem no governo federal. Deixa eu te dizer uma coisa, Luciano, agora falando com o meu amigo Luciano.


Luciano Seixas: Pois não.


Presidente: Eu quero agradecer ao Luiz Carlos, da Rádio Tupi do Amazonas, ah, do Rio de Janeiro; quero agradecer o Gomes Farias, da Rádio Verdes Mares de Fortaleza; quero agradecer o Edson Rodrigues, da Rádio 730 AM de Goiânia; quero agradecer a Jovem Pan, o Flávio Prado, de São Paulo; quero agradecer Pedro Ernesto Denardin, da Rádio Gaúcha de Porto Alegre; quero agradecer o Milton Naves, da Rádio Itatiaia de Belo Horizonte, de Minas Gerais; quero agradecer o Marcelo Ortiz, da Rádio Banda B AM, de Curitiba; quero agradecer o Leandro, da Rádio Bandeirantes AM, de São Paulo; quero agradecer aqui o nosso companheiro Raniere Alves, da Rádio Sociedade de Salvador; quero agradecer o Patrick Mota, da Rádio Amazonas FM de Manaus, Estado do Amazonas; e quero agradecer o nosso companheiro Mauro Leão, da Rádio FM O Dia, da Rádio O Dia, do Rio de Janeiro.
E dizer para você, Luciano, que foi gratificante fazer essa entrevista com o Brasil inteiro porque eu acho que o Brasil passou tanto tempo sendo achincalhado, sendo desacreditado, até pelas próprias pessoas que governavam este país, achavam que o Brasil não podia. Que, de repente, nós viemos aqui... com todo o respeito ao companheiro, presidente Barack Obama, com todo o respeito ao José Luis Zapatero, com todo respeito ao primeiro-ministro Hatoyama, do Japão, mas nós viemos aqui para ganhar, nós viemos aqui para ganhar. Nós fizemos a apresentação extraordinária, emocionante; ver um homem como o Pelé, de quase 70 anos de idade, chorar como uma criança é motivo de orgulho.

A gente, a gente volta para o Brasil mais brasileiros do que nós saímos daí, porque eu acho que o Brasil está fazendo história, está conquistando o seu espaço e está brigando pelo seu espaço e isso é gratificante para nós. E agora, meu caro, nós só temos que trabalhar. Nós vamos começar já nos próximos dias a fazer uma reunião entre o secretariado municipal do Rio de Janeiro, o secretariado estadual e os ministros que vão ter coisas diretamente ligadas à Copa e às Olimpíadas para a gente começar a preparar o planejamento do que a gente vai fazer ano a ano até a gente chegar a colher as medalhas de ouro que nós precisamos ganhar.

Eu acho que foi muito importante e eu quero, Luciano, me despedir do povo brasileiro dizendo que eu vou ainda a Bruxelas, vou a Estocolmo, e no dia 7 ou dia 8 de manhã, estarei chegando ao Brasil para poder dar um abraço mais acalorado em 190 milhões de brasileiros.

Um abraço, Luciano, e parabéns pela coordenação dessa entrevista.

Luciano Seixas: Muito Obrigado, Presidente, um abraço, parabéns por essa conquista, parabéns, obrigado por trazer as Olimpíadas de 2016 para o Rio de Janeiro e para o Brasil, obrigado por se dispor a conversar com radialistas esportivos de todo o País. Presidente Lula, até o Café com o Presidente, não é?


Presidente: Até o Café, amanhã, por telefone, não é?


Luciano Seixas: Perfeitamente. Até lá.


Presidente: Estarei falando diretamente de Bruxelas.


Luciano Seixas: Exatamente. Um abraço, Presidente.


Presidente: Um abraço, Luciano.


Luciano Seixas: Estamos encerrando esta rede de rádios com emissoras de todo o País. Tivemos a participação da Rádio Tupi, da Rádio FM O Dia, do Rio de Janeiro, da Rádio Verdes Mares, do Ceará, da Rádio 730 AM, de Goiás, da Bandeirantes Rede BandNews e também da Jovem Pan, de São Paulo, da Rádio Gaúcha, do Rio Grande do Sul, da Itatiaia, de Minas Gerais, Rádio Banda B, do Paraná, Rádio Sociedade, da Bahia, e Rádio Amazonas FM, do Amazonas.
Até uma próxima oportunidade.

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