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Jornalista: Antes da escolha do Rio para 2016, o Brasil teve a experiência dos jogos Pan-americanos. O que o senhor acha que é preciso para fazer diferente do que foi feito nos jogos Pan-americanos para as Olimpíadas, a questão do legado que é importante, né?


Presidente: Eu penso que não apenas os Jogos Pan-americos tem que servir como paradigma para a gente melhorar, para a gente fazer umas coisas. Nós temos que a partir de agora acompanhar com muito, com um olhar de lupa o que aconteceu na China, o que aconteceu nas outras cidades que já tiveram Olimpíadas, o que vai acontecer em Londres, porque nós precisamos de ensinamentos para que a gente construa uma grande Olimpíada para que a gente permita que o legado que fique, além das construções das obras, além das geração de emprego e o que ficar de praça esportiva seja utilizado corretamente para o Brasil se transformar em uma grande potência e não ter retrocesso.

Eu acho que é importante daqui para a frente a gente agora começar a aprender com a história das Olimpíadas. O que foi feito na China e o que foi feito na Austrália e o que foi feito em tantos outros países que já realizaram para que a gente possa aperfeiçoar. Nós agora temos o direito de fazer mais e fazer melhor porque já tem muitas experiências.


Jornalista: Algo preocupa o senhor?


Presidente: Não...o que me preocupa na verdade, nesse momento é que nós precisamos começar trabalhar já. Nós não podemos secundarizar a Copa do Mundo, precisamos começar a trabalhar sobretudo, a mobilização urbana que é construir as obras necessárias para fazer a Copa do Mundo e, obviamente, que 80% de tudo que nós fizermos para a Copa do Mundo vai servir para as Olimpíadas.

Nesse momento, é a gente fazer as conversas sérias com quem precisam ser feitas, com o governador, com o prefeito, com os secretários, montar comitê, com o comitê olímpico, para que a gente tenha sete anos, mais sete anos bem trabalhados para que a gente não deixe para última hora. Tem gente que sabe que tem votar em uma época do ano mais deixa para tirar o título, faltando meia hora que vai fechar o cartório. É importante a gente fazer as coisas com muita antecedência porque vai ter muito trabalho e eu acho que o Brasil depois dessa vitória nós só temos que mostrar ao mundo porque a gente queria fazer uma Olimpíada.


Jornalista: Presidente, essa escolha do Rio coroa aí um bom momento do Brasil, que muito se deve à política externa do senhor e da sua equipe, mas também em grande parte está ligado a sua figura. Todas essas conquistas dos últimos anos isso é um sucesso do Brasil no exterior muito ligado a sua figura. O que o senhor acha que vai acontecer depois que terminar o seu mandato, é possível manter esse bom momento não tendo mais o Lula à frente?


Presidente: Primeiro, nós temos que ver que o Brasil tem uma coisa consagrada mundialmente que é a competência da diplomacia brasileira. É uma coisa sagrada, eu posso te dizer com sete anos de experiência que no mundo inteiro a diplomacia brasileira é admirada pela competência e pela quantidade de valores que tem no Itamaraty e eu acho que isso é uma coisa importante.

A segunda coisa, é que essa vitória do Rio foi uma vitória de todo mundo gente. Porque cada um fez uma coisa, quem viu a apresentação como nós vimos lá, hora em que nós acabamos de apresentar, nós depois vimos, tínhamos visto antes os Estados Unidos, tínhamos vistos antes o Japão e depois fomos assistir Madri. Estava claro que o Brasil tinha sido quase que perfeito, por quê? Porque dentro de todos eles o único que queria ganhar, que estava com lágrimas nos olhos que estava com o coração na boca éramos nós. Talvez porque fosse a primeira vez, então a gente estava mais emocionado mais motivado, nos preparamos melhor. Eu acho que isso não é um mérito de uma pessoa, é o mérito de uma Nação e de milhões de pessoas que trabalharam direta ou indiretamente.
Eu acho que nós precisamos saber qual foi o papel do Itamaraty, o papel dos embaixadores, todos os delegados que eu conversei me contaram - no Peru por exemplo, disse que o embaixador ficou uma semana atrás do Alan Garcia para entregar uma carta que eu mandei. Porque nós mandamos cartas para cada Presidente, para cada primeiro-ministro, para cada delegado. Porque essa disputa, nós sabemos como é... Isso é como ganhar voto na Câmara, ganhar voto no Congresso, ganhar voto no sindicato. Você tem que ter vontade de disputar para ganhar. Eu acho que agora, eu acho que agora nós temos apenas que levantar a cabeça e ao invés de ficar de sapato alto, dizer: "Nós agora temos uma tarefa a mais e isso vai exigir mais trabalho, vai exigir mais competência e nós temos que criar essas condições".


Jornalista: Em um ano e meio quanto dá ......


Jornalista: (incompreensível) sobre a situação de Honduras, Presidente?


Presidente: Para mim, Honduras agora é um problema da OEA, não vou discutir mais Honduras.


Jornalista: Presidente, como garantir que os gastos vão ter transparência nas obras públicas?


Presidente: Olha, minha filha, garantindo, é garantindo. Primeiro, eu sempre parto do pressuposto de que todas as pessoas são honestas até provem o contrário. É uma Olimpíada que vai ter fiscalização de comitê internacional, de comitê nacional, de Tribunal de Contas, de Controladoria. Eu acho, queria dizer uma coisa para vocês, eu acho que ficar com esse argumento agora, que eu já ouvi alguma pessoas dizerem, seria colocar o Brasil outra vez no papel pequeno que alguns querem colocar todo santo dia. Certamente, o povo brasileiro saberá fiscalizar o uso do dinheiro.


Jornalista: Quando que a gente vai saber quem...


Presidente: Tchau, tchau, tchau...


Jornalista: Obrigado, Presidente.

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