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Jornalista: Presidente, uma palavrinha com a gente, para compensar o frio. É que está muito frio, Presidente.

Presidente: Vamos marcar para a gente conversar amanhã. Você não imagina o que foi a agenda lá na Noruega.

Jornalista: Está celebrando ainda as Olimpíadas?

Presidente: Hein?

Jornalista: Está celebrando ainda as Olimpíadas?

Presidente: Acho que é um motivo para o povo brasileiro celebrar, porque foi uma conquista muito grande do Brasil, e eu acho que nós temos que celebrar até realizar as Olimpíadas. Eu acho um momento feliz para o Brasil. Eu não pude ainda festejar no Brasil. Eu falei para o Celso Amorim que eu acho que ele apostou que a gente ia perder e marcou a agenda da Dinamarca quando, na verdade, eu deveria ter voltado para o Rio de Janeiro no dia seguinte.

Jornalista: Mas nem no país das 48 cervejas o senhor não comemorou?

Presidente: Eu tomei uma cerveja, uma cerveja. Mas eu vou comemorar quando chegar ao Rio de Janeiro, porque eu não vi, eu não vi ainda nenhum companheiro. Eu sei que todo mundo está muito alegre, está muito feliz, e eu acho que foi uma conquista bonita, e eu acho que o Brasil merecia. E agora vamos ver se a gente tem outras conquistas. Eu ainda acho que o Brasil precisa conquistar o Conselho de Segurança das Nações Unidas. Eu acho que está muito maduro, e eu acho que é uma questão de tempo, e eu quero ver se a gente conquista porque, aí, a gente vai democratizar a ONU e vai ser melhor para o mundo, vai ser bom para o Brasil.

De qualquer forma, nós temos que ir devagar nisso, porque essas coisas a gente tem que ter muito cuidado para não despertar ciúmes, para não despertar disputa desnecessária.

Jornalista: Essa vai ser a grande medalha, Presidente, a do...

Jornalista: E no plano ambiental, Presidente, o senhor falou que vai cobrar dos ricos uma ação do clima, como é que o senhor vai agir? Quem são esses (incompreensível)

Presidente: Olha, a posição brasileira está sendo construída, porque nós temos muita gente trabalhando: o Ministério do Meio Ambiente, o Itamaraty, o companheiro Pinguelli, que coordena a Comissão Nacional sobre Clima. Nós estamos fazendo reuniões. A própria companheira Dilma tem construído reuniões. Nós já fizemos reunião com a França, nós temos pedido de reuniões com vários países, discutimos no G-20.

Então, qual é o problema que nós temos? O problema é que cada país precisa assumir a sua responsabilidade, ou seja, nós temos que medir corretamente, e por isso eu tenho reivindicado que as Nações Unidas é que seja referência para a gente balizar os números: quanto que os Estados Unidos emitem de gás efeito estufa, quanto que eles sequestram de gás de carbono. E, assim, você fazer para todos os países: Brasil, Botsuana, África do Sul, Namíbia, Alemanha, França, porque aí você sabe a responsabilidade de cada um. Aí você vai saber quanto cada um tem que fazer de reflorestamento, ou quanto cada um tem que diminuir de emissões, ou quando esse fundo vai ter que ajudar aos países que vão plantar.

Então, é uma discussão um pouco mais profunda, que eu acho que nós vamos fazer com maturidade, porque uma coisa todo mundo tem certeza: é que é preciso recuperar a qualidade de vida no Planeta. E, aí, nós temos que diminuir as emissões, e nós estamos dispostos a fazer isso. Se a gente vai conseguir, em Copenhague, tomar essa decisão, é um problema porque seria ideal que os presidentes da República pudessem vir aqui. Houve uma proposta do primeiro-ministro Kevin, da Austrália, que a gente fizesse um encontro em Copenhague. Eu não sei se os presidentes estão dispostos a vir. Mas, de qualquer forma, se os presidentes vierem, eu estarei em Copenhague com a minha delegação para não apenas mostrar o que nós estamos fazendo na Amazônia, o zoneamento agroecológico, mas o que nós achamos que os outros têm que fazer. Porque os países ricos não podem ficar achando que os países pobres têm que continuar pobre e preservar as suas florestas e os países ricos continuar crescendo e consumindo muito. É preciso que haja a possibilidade de os países pobre se desenvolverem.

Então, vai ser uma discussão boa, mas nós vamos fazer com tranquilidade. Até amanhã, meninos.

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