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...o governador Sérgio Cabral no sábado, liguei para o ministro Tarso Genro, as providências já estão tomadas. Todo mundo acompanha e sabe que o governador vem tendo uma atuação séria em algumas favelas. Nós sabemos que ainda vai levar um tempo para a gente começar a resolver os problemas da violência entre as quadrilhas, o crime organizado e os narcotraficantes no Rio de Janeiro e em qualquer lugar do País.

Nós oferecemos toda ajuda que o governador do Rio de Janeiro precisasse, ministro Tarso Genro ofereceu até a Guarda Nacional. O governador disse que não era necessário. Nós estamos repondo o avião que foi derrubado e colocar pelo menos um avião blindado, para dar mais possibilidade de a polícia combater, e tentar perseguir e encontrar quem praticou esse ato de violência com queima de ônibus, com morte de pessoas e, sobretudo, com a morte de policiais. Obviamente que quando se tem um conflito dessa magnitude entre quadrilhas, muitas vezes quem paga são os inocentes, que nem sabiam que eles existiam ali onde eles estão agindo.

De qualquer forma, nós estamos (falha no áudio), estamos trabalhando, junto com o governador, para que a gente possa resolver esses problemas. Além do mais, vocês estão acompanhando os investimentos que estamos fazendo nas principais favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de que a gente possa compartilhar com ação policial comunitária e com investimentos em cultura, em educação, em coisas que signifiquem o Estado estar presente lá dentro, a gente pode diminuir esse tipo de violência que nós conhecemos no Brasil, e sábado aconteceu no Rio de Janeiro.

Então, tudo o que o governador precisar, nós estaremos dispostos a fazer todo o sacrifício que for necessário para ver se a gente limpa a sujeira que essa gente impõe ao Brasil no mundo. Ou seja, tantas coisas boas que acontecem neste país, tanta gente trabalhadora e honesta e meia dúzia de pessoas conseguem ser chefes de outra meia dúzia, que terminam criando uma imagem negativa e vitimando inocentes no Brasil.

Veja, eu, sinceramente, não acredito que a legalização das drogas venha a resolver o problema do consumo, não acredito. Veja, eu tenho discutido com alguns chefes de Estado, e eu tenho dito que se os países ricos aplicassem, junto aos consumidores do seu país, uma política mais rígida para combater o uso de droga, quem fosse... fosse mais fácil, quem sabe fosse muito mais fácil a gente diminuir o uso de droga no mundo. E eu não acho que a legalização vai resolver o problema. Eu acho que nós temos que ser mais duros. Acho que nós precisamos evitar que as pessoas consumam. Tem um processo de educação que nós temos que fazer, é uma coisa longa, porque a cada dia cresce mais e a cada dia a gente tem a sensação de que é uma causa perdida, mas que ninguém pode desanimar.

Eu penso que o produtor, em alguns países, não se produz para fazer cocaína, se produz para outras coisas. Entretanto, ao haver a transformação química, você permite que esse produto seja vendido no mundo inteiro, e eu acho que é preciso que haja algum processo mais duro.

Por isso nós propusemos ao presidente Uribe, propusemos na Unasul, a gente criar um Conselho que combata o narcotráfico na América do Sul, para que a gente possa, todos os países, intensificar o combate e, ao mesmo tempo, ter autoridade moral para pedir aos países ricos que combatam os usuários dentro do seu país porque aí, quem sabe, a gente poderia obter uma vitória contra o narcotráfico.

__________: Segunda pergunta, jornalista da Colômbia, Patrícia Raramillo, da RCM. Patrícia Raramillo

Jornalista: Bom dia, muito obrigada, Presidente...

Presidente: Eu não estou escutando.

Jornalista: (em espanhol)

Presidente: Só o Uribe pode falar. Só o presidente Uribe é quem pode falar sobre a tarefa que ele me pediu que cumprisse. Eu vou apenas dizer uma coisa: nesses sete anos de mandato eu tenho tido, com o presidente Uribe, uma relação de confiança. Nós trabalhamos intensamente para que a relação Brasil e Colômbia esteja cada vez mais forte. Muitas vezes, os problemas de divergência política no continente... o Brasil tem trabalhado no sentido de unificar a América do Sul. Para nós é muito gratificante, ou seja, a oportunidade que nós temos na América do Sul é o fortalecimento da democracia e a consolidação da paz. É a grande oportunidade da América do Sul e de qualquer país do mundo. Ou seja, na hora em que a gente tiver paz, na hora em que a gente tiver democracia e na hora em que a gente tiver confiança entre nós, tudo vai ser mais fácil, tudo vai ser mais fácil.

E eu espero que todos os dirigentes compreendam isso, ou seja, nós precisamos esquecer os conflitos que aconteceram no século XIX e construir a paz e a democracia que nós queremos no século XXI. É isso que está colocado para a Colômbia, para o Brasil, para a Argentina, para a Venezuela, para o Peru, para o Equador, para o Chile, para a Bolívia, Paraguai e Uruguai.

Jornalista: (em espanhol)

Presidente: Olha, primeiro eu fiz um desafio a nós. Eu fiz um desafio aos empresários colombianos e aos empresários brasileiros, que nós temos que trabalhar nesses próximos 10 meses mais do que trabalhamos nos últimos anos, para que a gente possa consolidar essa parceria extraordinária na área de biocombustíveis, na área da mineração, na área da produção de máquinas agrícolas.

Nós temos um potencial extraordinário e precisamos trabalhar juntos para que isso aconteça. O desafio foi feito na verdade aos empresários brasileiros e aos empresários colombianos. Nós...os problemas que nós temos na América do Sul, às vezes algum desentendimento, às vezes algum conflito, ou seja, isso, eu estou convencido de que nós resolveremos na Unasul. As divergências que nós temos, nós temos que explicitá-las nas reuniões, aprofundar discussões e nós temos que saber que a nossa democracia é muito nova. No caso do Brasil, a democracia, nós estamos hoje vivendo o maior período contínuo de democracia no Brasil se a gente contar de 85 [1985] para cá. São 24 anos, é o maior período de convivência contínua com a democracia. É muito pouca coisa.

Então, nós precisamos aprender que somente a capacidade de diálogo é que vai garantir que a gente construa esse desenvolvimento que tanto nós precisamos.

Jornalista: (inaudível)

Presidente: Alô...

Jornalista: (em espanhol)


Presidente Uribe: (em espanhol)

__________: Terceira pergunta, Ruth Costa, do O Estado de São Paulo

Jornalista: Boa tarde. Primeiro, sobre as bases militares. Eu queria saber se a Colômbia já deu ao Brasil as garantias requeridas, e se o presidente Lula continua incomodado com a questão das bases.

E, segundo, para o presidente Uribe. O presidente Lula descartou o terceiro mandato de forma direta e isso foi muito bem visto dentro e fora do Brasil, como uma prova de maturidade democrática. Os ministros colombianos falaram de garantias institucionais, falaram de estabilidade das regras. E o que eu queria saber é se o senhor não acha que o fato de nunca ter descartado a reeleição diretamente não prejudica a imagem da Colômbia e do governo colombiano.

Presidente Uribe: (em espanhol)

Presidente Lula: Primeiro, eu penso que aqui, no Brasil, nós vamos aprender um dia que se nós respeitarmos a soberania de cada país, não tivermos nenhum interesse de ter ingerência de cada país, tudo vai ser melhor. Quando aconteceu a questão da Base na Colômbia, eu manifestei minhas preocupações ao presidente Uribe, manifestei minhas preocupações ao presidente Obama. O Uribe, depois, visitou o Brasil e visitou outros países. Depois, tivemos um encontro na Unasul. Depois, eu me encontrei com o Obama em Áquila, na Itália, e conversei outra vez. E eu penso que nós vamos encontrar uma solução porque o que nós queremos, o Uribe concorda, o Obama concorda, e tanto o presidente Uribe quanto o Obama dizem que a Base é para cuidar dos problemas internos da Colômbia. O Brasil não terá por que ficar incomodado se o objetivo... E eu confio na palavra do presidente Uribe e confio na palavra do presidente Obama. E certamente, isso estará colocado em um acordo. Eu espero que quando esse acordo estiver firmado, a gente possa tomar conhecimento, porque o Brasil está propondo que na Unasul - não apenas uma questão da Colômbia ou do Brasil -, o que nós estamos propondo é que na Unasul, através do nosso Conselho de Defesa, que a gente possa mostrar todos os acordos que nós temos na área de defesa e na área militar para todo mundo. O que o Brasil tem com a França, o que o Brasil tem com a Rússia, o que o Brasil tem com outros países, o que a Venezuela tem com quem quer que seja, o que a Argentina tem, porque eu penso que não deve haver segredo nesse processo de integração que nós estamos fazendo.

Jornalista: (em espanhol)

Presidente Uribe: (em epsanhol)

______________: Está encerrada esta coletiva. Muito obrigado a todos.

Presidente: Acabou. Acabou. O presidente da República não precisa fazer a paz com ninguém, porque eu sou um homem de paz. Eu vou mostrar para o (corte no áudio).

Uribe agora, eu queria mostrar para o presidente Uribe - cadê o Lúcio aqui ou cadê a intérprete dele? - eu queria mostrar ao presidente Uribe aqui, agora, uma fotografia de uma obra que eu fui visitar na quarta, quinta e sexta, que é um canal de mais 600 quilômetros para levar água para a região mais pobre do Brasil.

Como eu fiquei impactado... Essa obra tem 600 quilômetros por toda a região mais seca... Passa a foto do canal... Para você ver o tamanho do canal. São 600 quilômetros, tem um túnel de 21 quilômetros... Pega aquela foto para dar para ele, para ver...é... Tem três estações de bombeamento de água e mais de 80% será por gravidade. Olha o ...

Presidente Uribe: (em espanhol)

Presidente: Então, companheiro, a ideia é fazer uma reunião no dia 26 de novembro. Antes disso, os nossos ministros vão trabalhar e tentar construir uma proposta que unifique os países amazônicos e eu penso que é um momento de ouro para a gente falar sobre a Amazônia, quando se discutir a questão do clima em Copenhague.

Tchau.

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