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__________: Com a palavra, a jornalista Maíra Menezes, da rádio CBN, para a primeira pergunta.

Jornalista: Os dois presidentes já comentaram um pouco desse assunto. Houve um anúncio recente de Israel, da construção de mais 900 casas em áreas de assentamento em Jerusalém Oriental. Eu queria ouvir um pouco mais da posição dos dois presidentes sobre esse assunto específico, e que medidas os senhores pensam em tomar, ou já tomaram, com relação a isso.

Presidente: Eu vou ser muito breve, porque acho que o presidente Abbas é que pode falar muito mais sobre isso. No meu discurso, aliás, eu fiz questão de dizer que o Brasil entende que deva parar imediatamente qualquer novo assentamento no território palestino.

__________: Jornalista José Raimundo, TV Globo, segunda pergunta.

Jornalista: Bom dia. Minha pergunta é para o presidente Lula. Presidente - e é sobre o Cesare Battisti - o senhor falou, na Europa, que acataria a decisão do Supremo. E o Supremo decidiu aprovar a extradição, mas deixou em suas mãos a decisão de mandar o Cesare Battisti de volta para a Itália ou deixá-lo aqui no Brasil. O senhor falou hoje, a uma emissora de rádio, que já tem essa decisão, e nós gostaríamos de saber que decisão o senhor já tomou.

Presidente: Olha, veja, primeiro eu tenho que receber a comunicação da Suprema Corte brasileira, que ainda está sendo redigida. Depois que eu receber a decisão, eu vou tomar a decisão. E você sabe que um presidente da República só pode se manifestar nos autos do processo. Eu tenho que receber a comunicação, ler a comunicação, conversar com a minha assessoria jurídica e, aí, com o maior prazer, eu comunicarei à imprensa. Esse não é um assunto em que eu possa ficar insinuando o que eu vou fazer. Eu tenho que fazer, vou fazer e, quando fizer, toda a imprensa brasileira vai saber.

_________: A terceira e última pergunta, da Agência France-Presse, o jornalista Aldo Gamboa.

Jornalista: Boa tarde, Presidentes. Para o presidente Abbas, por favor. O senhor mencionou, no seu discurso, a unidade do povo palestino. Gostaria de saber se na sua conversa com o presidente Lula foi feita alguma sugestão ao governo brasileiro, que receberá o presidente Ahmadinejad na próxima semana, em relação a alguma forma de interceder com Ahmadinejad para conter o grupo Hamas.

E, por favor, para o presidente Lula, queríamos saber também se, nesse diálogo, se mencionou a possibilidade da declaração da independência palestina e qual é a posição do seu governo.

Presidente: Não, qual a coisa (incompreensível)?

Jornalista: Se nesse diálogo com o presidente Abbas, se foi mencionada a questão da possibilidade da declaração de independência e qual é a posição do seu governo. Obrigado.

Presidente: Olhe, nós não discutimos outra coisa com o presidente Abbas senão a construção de uma perspectiva de paz entre os palestinos e os judeus. É o que quer o povo palestino, é o que quer o povo judeu. E eu tenho quase a convicção de que se nós fizéssemos uma pesquisa mundial em todos os países do mundo, acima de 80% dos povos iriam decidir pela construção da paz no Oriente Médio.

Então, eu penso que o que nós precisamos agora, todos trabalharmos juntos, era para jogar no convencimento, quem sabe, das personalidades de cada país ou de cada partido que não quer a paz, porque o povo quer. Eu tenho certeza de que o povo de Israel quer a paz, eu tenho certeza de que o povo palestino quer a paz, eu tenho certeza de que o povo do Irã quer a paz, eu tenho certeza de que o povo da Síria quer a paz, eu tenho certeza de que o povo americano quer a paz, eu tenho certeza de que o povo brasileiro quer a paz. Ora, não é possível que se todo mundo deseja paz, continue esse conflito. As pessoas que estão praticando o conflito são minoritárias, eu diria, sectárias, e razões outras, que não seja o interesse do povo palestino e o interesse do povo de Israel.

Então, eu disse ao presidente Abbas que o Brasil tem todo interesse em ajudar, em conversar com quem quer que seja, porque eu acho que ninguém pode ter primazia de negociar a paz entre palestinos e judeus. Eu acho que todos, do menor país do mundo ao maior país do mundo, precisam colocar nas suas prioridades a negociação da paz no Oriente Médio.

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