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Com menos de 1 ano até a abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, o primeiro evento do gênero na América do Sul, a presidente Dilma Rousseff, daquele país, respondeu, em forma de texto escrito, as perguntas feitas pelo Asahi. "Do Rio para Tóquio, pretendemos realizar, juntos, Jogos Olímpicos que fiquem na memória", disse ela, demonstrando seu empenho com relação ao assunto. Dentro de um contexto caracterizado pela economia em declínio, manifestou suas intenções de usar as Olimpíadas como instrumento para alavancar a conjuntura e melhor equipar a infraestrutura.

Rousseff fez menção à existência da comunidade nipodescendente do Brasil e à presença dos brasileiros no Japão. "Entre os dois países, que mantêm velhos laços de amizade, existe um forte vínculo humano", disse. "A realização dos dois Jogos Olímpicos (do Rio e de Tóquio) deverá aprofundar ainda mais os laços históricos entre os dois povos", vaticinou. "As Olimpíadas de Tóquio deverão transmitir ao mundo a modernidade e a vitalidade do Japão", acrescentou, manifestando suas expectativas.

A abertura das Olimpíadas do Rio será no dia 5 de agosto do próximo ano. "A construção dos estádios avança de forma acelerada, conforme foi programado", enfatizou. "Os preparativos para o êxito já estão concluídos. Queremos compartilhar com o mundo o instante especial das Olimpíadas", declarou, cheia de confiança.

Dados de janeiro deste ano estimam que os custos de construção dos estádios e da Vila Olímpica deverão estar dento dos limites de R$6,6 bilhões. "Estamos assegurando a transparência a respeito do dispêndio dos recursos do Erário", disse, enfatizando a minimização daqueles números.

Há preocupações sobre a segurança pública. "Vamos garantir a segurança daqueles que desfrutarão dos Jogos Olímpicos", disse, mencionando que alocará 85 mil policiais para a finalidade.

O Brasil enfrenta uma séria recessão. O crescimento de 2014 foi de 0,1 % e este ano espera-se uma retração. A inflação supera o patamar dos 9% anuais, exercendo impacto direto sobre a vida da população.

"Uma oportunidade das melhores para fazer investimentos visando aprimorar a cidade e elevar o nível de vida", falou Rousseff a respeito da influência que as Olimpíadas exercem sobre a economia. Enfatizou que o redesenho urbano da área central do Rio e das vizinhanças da zona portuária, assim como o equipamento dos meios de transporte público, são os pontos positivos. "Os benefícios do turismo deverão persistir mesmo após o término das Olimpíadas", disse, manifestando expectativas sobre os efeitos de natureza econômica.

No Brasil, veio à tona o escândalo que se caracteriza pelo conluio existente entre a estatal petrolífera e políticos da coligação situacionista. A ira do povo chegou a um ponto explosivo e manifestações públicas de grande porte vêm tendo lugar em todo o território nacional. "Não permitirei atos delituosos de qualquer natureza", disse a respeito do escândalo, manifestando a intenção de enfrentar o assunto de forma enérgica. Fez menção às crescentes manifestações de crítica que o povo vem fazendo contra ela própria. "As manifestações públicas são a base da democracia", disse, aparentando tranquilidade.

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