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Há momentos em que as palavras se tornam frágeis diante da brutalidade dos fatos.

A tragédia que se abateu sobre o Haiti, no dia 12 de janeiro de 2010, foi um desses episódios em que o destino cego e implacável parece ter assumido as rédeas da condição humana.

Nosso coração, que já estava partido pelo sofrimento desse povo-irmão, de raízes africanas como as nossas, recobriu-se duplamente de luto e dor nos dias que se seguiram.

Vinte brasileiros que se dedicavam à difícil tarefa da reconstrução haitiana perderam a vida em Porto Príncipe, no derradeiro testemunho do seu compromisso com a redenção do país.

Entre eles, estavam dois civis: nossa querida Zilda Arns, médica, pediatra, criadora da Pastoral da Criança, símbolo da fé brasileira na cooperação para a justiça social; e o diplomata Luiz Carlos da Costa, vice-chefe da Missão de Paz da ONU no Haiti, que já emprestara sua experiência de 40 anos em situações de conflito no Kosovo e na Libéria.

Estavam lá, também, os 18 bravos soldados do Exército Brasileiro que tombaram cumprindo a mais nobre missão humanitária já efetivada pelas nossas Forças Armadas.

Estou falando de destemidos compatriotas que chegaram ao Haiti levando a seguinte mensagem àquela gente sofrida: "Vocês não estão sozinhos. Viemos aqui em nome do Brasil. Trazemos segurança para suas famílias, trazemos paz. Trazemos remédios, solidariedade e, acima de tudo, o respeito do povo brasileiro ao povo haitiano".

Cada um desses homens reafirmou, durante sua vida, a vocação pacífica e solidária da nação brasileira. Sem nunca perder a firmeza e a coragem necessárias para combater a violência e a criminalidade que tanto assolavam o Haiti, nossos militares sempre souberam conviver harmoniosamente com a população local, e ganhar a sua estima.

O soldado brasileiro nunca foi confundido com invasores estrangeiros. Muito pelo contrário: foi a sua mão amiga que criou a confiança mútua entre a Força de Paz das Nações Unidas e os justos anseios da sociedade haitiana.

Por terem nos representado assim, com o sacrifício da própria vida, quero dizer, em nome do Brasil e dos brasileiros:

Obrigado, General-de-Brigada João Eliseu Souza Zanin.
Obrigado, General-de-Brigada Emílio Carlos Torres dos Santos.
Obrigado, Coronel Marcus Vinicius Macedo Cysneiros.
Obrigado, Tenente-Coronel Francisco Adolfo Vianna Martins Filho.
Obrigado, Tenente-Coronel Márcio Guimarães Martins.
Obrigado, Capitão Bruno Ribeiro Mário.
Obrigado, Segundo-Tenente Raniel Batista de Camargos.
Obrigado, Primeiro-Sargento Davi Ramos de Lima.
Obrigado, Primeiro-Sargento Leonardo de Castro Carvalho.
Obrigado, Segundo-Sargento Rodrigo de Souza Lima.
Obrigado, Terceiro-Sargento Douglas Pedrotti Neckel.
Obrigado, Terceiro-Sargento Washington de Souza Seraphin.
Obrigado, Terceiro-Sargento Arí Dirceu Fernandes Júnior.
Obrigado, Terceiro-Sargento Kleber da Silva Santos.
Obrigado, Terceiro-Sargento Tiago Anaya Detimermani.
Obrigado, Terceiro-Sargento Antônio José Anacleto.
Obrigado, Terceiro-Sargento Felipe Gonçalves Júlio.
Obrigado, Terceiro-Sargento Rodrigo Augusto da Silva.

Minhas senhoras e meus senhores,

Peço a Deus que permita mantermos sempre na memória a lembrança e o exemplo de nossos bravos compatriotas. E que Ele amenize este doloroso momento pelo qual passam todos os seus familiares.

Muito obrigado.

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