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Brasileiros em missão no Haiti,

Meus amigos, Minhas amigas,

Embaixador brasileiro no Haiti,

Oficiais-generais aqui presentes,

Vim ao Haiti para expressar a solidariedade brasileira com esse sofrido povo irmão. Quero reafirmar nosso compromisso em ajudar na reconstrução deste país, que tem dado provas de grande coragem e muita vontade de viver. Mais do que nunca, essa é a missão do Brasil no Haiti: ajudar o país a reencontrar o caminho do desenvolvimento. Esse é o sentido da nossa presença à frente da Minustah. É por essa razão que estou aqui no Brabatt, o orgulhoso batalhão brasileiro.

Quero homenagear todos os brasileiros que perderam sua vida na causa da paz. Deram um testemunho de solidariedade que continuará a inspirar a generosidade da sociedade brasileira. Entre os civis, perdemos a fundadora da Pastoral da Criança, doutora Zilda Arns, e o representante-adjunto da ONU para o Haiti, Luiz Carlos da Costa. Dezoito jovens militares brasileiros tampouco morreram em vão. Deixaram um exemplo de dedicação e profissionalismo. Contribuíram para o reconhecimento de que as Forças Armadas brasileiras hoje gozam por sua presença no Haiti. Seus nomes sempre serão lembrados por uma pátria comovida e eternamente grata.

A Minustah vinha dando um exemplo extraordinário de como é possível garantir segurança sem esquecer as aspirações ao bem-estar e à dignidade deste povo. As tropas brasileiras são universalmente reconhecidas por sua capacidade de estabelecer laços de confiança e solidariedade seja onde estiverem. Seu êxito em levar paz e tranquilidade aos bairros pobres de Porto Príncipe é reconhecido, admirado e copiado. Com o terremoto, o país sofreu um grave retrocesso. Grande parte da infraestrutura física foi destruída ou seriamente danificada. Um povo que vivia em condições materiais precárias agora enfrenta o desafio da sobrevivência. Confiamos na determinação do povo haitiano em retomar a caminhada da reconstrução da maior estabilidade política, da participação democrática. É o que nos garantem as incontáveis demonstrações de heroísmo e de solidariedade nos dias e semanas que se seguiram ao terremoto. Compartimos a dor e o sofrimento daqueles que perderam familiares e bens. Vamos ajudar a reconstruir vidas, moradias e infraestrutura.

O Brasil e a Minustah vão perseverar, pois sabemos que os haitianos não desistirão. Nisso nos inspiramos pela vontade indomável de viver daqueles que sobreviveram dias e semanas debaixo de escombros. Nunca deixaram de acreditar no resgate, assim como aqueles que escavaram, sem pausa, com as próprias mãos. É com esse mesmo sentido de urgência e dedicação que aviões da FAB estão levando diariamente assistência humanitária ao Haiti e estão na linha de frente da presença brasileira.

O navio Almirante Saboia está levando... está trazendo 180, ou melhor, 80 toneladas de alimentos, 100 toneladas de medicamentos e 16 toneladas de água. Sessenta e três médicos do Exército brasileiro, junto com 11 civis voluntários, além de dois helicópteros foram enviados ou foram trazidos para o Haiti. Esse é um esforço nacional. A sociedade civil e empresas brasileiras também estão mobilizadas para ajudar. Só as ONGs já arrecadaram centenas de milhares de reais. No entanto, passada a atual emergência, o Haiti continuará confrontado com o desafio de gerar capacidade produtiva que dê sustentação econômica ao País. Precisamos buscar respostas de longo prazo para ajudar o Haiti a encontrar novas vocações econômicas. Só assim poderá superar uma longa história de opressão, pobreza e desesperança.

O compromisso brasileiro com o Haiti é de longo prazo. Prova maior disso é nossa determinação em viabilizar a hidrelétrica de Artibonite, que fornecerá água e energia para a reconstrução do Haiti. Na Conferencia para Reconstrução do Haiti, em março, vamos aproveitar a renovada mobilização e solidariedade internacional. Para enfrentar esse novo desafio, a Minustah vai crescer.

Estamos dobrando o seu contingente que será reforçado com mais 750 militares e 150 policiais do Exército. Sei que o Brasil poderá contar com vocês nesse novo desafio. E eu queria, Comandante, dizer aqui que embora vocês não precisem de medalhas, eu poderia dizer que poucas vezes na história do Brasil as Forças Armadas foram motivo de tamanho orgulho para o povo brasileiro como as Forças Armadas têm sido pelo seu comportamento no trabalho à frente da Minustah.

Parabéns, e que continuem sendo motivo de orgulho para o povo brasileiro. Um abraço e boa sorte.

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