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Suas majestades rei Carl Gustaf e rainha Sílvia, da Suécia,

Minha companheira Marisa Letícia Lula da Silva,

Deputado Michel Temer, presidente da Câmara dos Deputados,

Senhor Göran Hägglund, ministro da Saúde da Suécia, em nome de quem cumprimento a delegação sueca,

Embaixador Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores, em nome de quem cumprimento os ministros brasileiros,

Senhores e senhoras da imprensa,

Deputados, Senadores, Empresários,

Amigos e amigas,

Dar as boas-vindas ao rei Carlos XVI Gustavo e à rainha Silvia, da Suécia, é sempre uma especial alegria. O carinho que os brasileiros sentem pela Suécia leva o nome deste casal de amigos do Brasil. Admiramos a dedicação da rainha Silvia ao trabalho em prol das crianças e adolescentes de nosso país. Somos reconhecidos pelo engajamento do rei Carlos XVI Gustavo em defesa do meio ambiente. Da proteção de nosso patrimônio natural dependerá a saúde do país que esses jovens herdarão. Sempre apreciei o compromisso do povo sueco com a solidariedade comunitária e a igualdade de oportunidades. Lutei, desde o meu tempo de militância sindical, com essa mesma convicção.

É possível construir uma sociedade com dignidade e cidadania para todos. Majestades, Esses mesmos valores sustentam a parceria entre nossos países. As empresas suecas instaladas no Brasil são conhecidas por aliar avanço tecnológico com forte compromisso social. São essas as qualidades dessa grande cidade industrial sueca que se implantou em São Paulo: mais de 200 empresas gerando mais de 50 mil postos de trabalho. Os números não param por aí. Entre 2003 e 2008, o comércio bilateral passou de US$ 900 milhões a US$ 2,3 bilhões. Os US$ 400 milhões que a Suécia aplicou no Brasil em 2009 representam oito vezes o valor de 2008.

No momento em que a crise internacional fez secar investimentos e crédito de forma dramática, respondemos redobrando a aposta na nossa parceria. Estou convencido de que estão dadas as condições para multiplicar esses avanços e identificar novos horizontes de cooperação. É esse o sentido do Conselho de Negócios Brasil-Suécia que estamos criando. Com projetos conjuntos em inovação tecnológica e capacitação de mão de obra, vamos aumentar a competitividade de nossas empresas e abrir novos mercados. O Brasil está fazendo sua parte.

A reação robusta de sua economia à instabilidade financeira global sinaliza condições excepcionais para atrair uma nova leva de investimentos produtivos. Estamos lançando, ainda este mês, um plano ambicioso de ampliação da infraestrutura do país. São projetos que ajudarão o Brasil a preparar-se para sediar os dois maiores eventos do calendário esportivo internacional: a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. Desde o trem-bala até projetos de saneamento, são obras que vão revitalizar nossas grandes cidades e tornar mais eficientes nossos corredores de exportação.

Majestades, Na Conferência de Copenhague, em dezembro passado, ficou claro que a comunidade internacional está longe de um consenso para responder ao desafio da mudança do clima. Estou convencido de que Suécia e Brasil têm um papel decisivo a desempenhar na COP-16 no México, ainda este ano. Com iniciativas inovadoras em energia renovável, limpa e eficiente, estamos apontando a direção a seguir. Assim como no Brasil, a Suécia está adotando medidas concretas para reduzir de forma drástica e sustentável sua dependência dos combustíveis fósseis. Não temos tempo a perder.

Nosso acordo sobre cooperação em bioenergia abre caminho para ações de grande impacto. Contamos com a Suécia como nosso maior aliado para liberalizar o mercado de etanol na União Europeia e ajudar a criar renda e oportunidades para países na África, América Latina e Caribe. Ano após ano, a produção de alimentos no Brasil vem crescendo. Ao mesmo tempo, em 2009, registramos o menor desmatamento em 20 anos. Graças a um ambicioso compromisso de redução de emissões, deixaremos de despejar na atmosfera, até 2020, mais de 1 bilhão de toneladas de CO2. Isso representa quase a totalidade dos compromissos de todos os países desenvolvidos juntos.

Senhoras e senhores, Com Celso Furtado e Gunnar Myrdal aprendemos que o subdesenvolvimento não é uma fatalidade. O mundo que queremos só será possível pela defesa intransigente da democracia e do multilateralismo, do diálogo sobre a força, do desarmamento e da não proliferação, da preservação do meio ambiente, e do respeito aos direitos humanos. Sei que a Suécia é um aliado incondicional dessa empreitada.

Com a certeza de que esta visita irá fortalecer os vínculos que nos unem, convido todos os presentes a erguerem um brinde à saúde e felicidade do Rei e da Rainha, à prosperidade de nossos povos e à amizade sincera entre Suécia e Brasil.

Muito obrigado.

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