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Excelentíssimo senhor Sebastián Piñera, presidente da República do Chile, e sua senhora Cecília Morel,

Senador Jorge Pizarro, presidente do Senado do Chile, Deputada Alejandra Sepúlveda, presidente da Câmara dos Deputados do Chile,

Senhor Alfredo Moreno, ministro das Relações Exteriores do Chile, por meio de quem cumprimento os demais integrantes da delegação chilena,

Embaixador Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores, por meio de quem cumprimento os demais ministros brasileiros,

Companheiros da imprensa,

Amigos e amigas,

Ao escolher o Brasil como destino de sua primeira visita de Estado, o presidente Piñera fez mais do que renovar o afeto e a amizade que sempre aproximaram os nossos povos. Com esse gesto, Vossa Excelência reafirmou o compromisso solene que une Chile e Brasil. Nossos países redobraram a aposta em um modelo de desenvolvimento verdadeiramente sustentável, solidário e integrador. Juntos, estamos ajudando a escrever um novo capítulo na trajetória da América Latina e do Caribe.

Meu caro presidente Piñera, Durante o terremoto de fevereiro último, o Chile viu centenas de vidas ceifadas e incontáveis prejuízos à sua infraestrutura. Nesse momento de superação, certamente o Brasil estará ao lado do Chile. Vossa Excelência dedicou o seu governo à tarefa de reconstrução nacional. Não duvidamos que, sob sua presidência, o Chile se dedicará, com redobrada determinação, a reconstruir fundações ainda mais sólidas para seu desenvolvimento e o bem-estar do seu povo.

Senhoras e senhores, O compromisso do Brasil em ajudar o Chile a reerguer-se é concreto e incondicional. Mais do que nunca, devemos redobrar esforços para por em prática os compromissos que assumimos ao lançar, em 2006, nossa aliança renovada e a Comissão Bilateral que inauguramos. Essa parceria se assenta em bases sólidas. Nossas economias não sucumbiram à crise econômica global, mas reagiram, reforçando complementaridades. Resistimos à tentação do protecionismo, de modo que nosso intercâmbio comercial já recuperou os níveis pré-crise.

Agora, apostamos na parceria entre duas economias altamente competitivas e abertas à inovação, para acelerar a reconstrução da infraestrutura do Chile. Os empresários que o presidente Piñera encontrou ontem, em São Paulo, terão grande interesse em participar dessa parceria, e o BNDES estará à disposição. Confiamos no potencial de um comércio que passou de 3 bilhões, em 2003, para quase 10 bilhões, em 2008. Esse ambiente econômico favorável de nossas relações fez do Chile um dos maiores investidores estrangeiros em nosso país, com um estoque de investimento de US$ 8 bilhões. Já o Brasil investiu mais de US$ 2 bilhões no Chile, nos últimos anos, mas, agora, temos a oportunidade de fazer mais, em benefício da recuperação deste país irmão.

Por isso, temos urgência em concluir o acordo bilateral de promoção de investimentos. Nossa parceria em TV digital é prova de que caminhamos juntos, rumo à revolução do conhecimento. Empresas, técnicos e pesquisadores chilenos e brasileiros estão unindo esforços para construir uma moderna infraestrutura de comunicações. Estamos dando o passo decisivo para forjar um pujante pólo tecnológico regional.

No momento em que o Brasil se prepara para sediar os dois maiores eventos esportivos mundiais, o memorando de entendimento que estamos assinando hoje é especialmente oportuno. Promoverá a atividade nas áreas de educação física, capacitação profissional, produção de material esportivo e intercâmbio de programa de grande alcance social.

Caro presidente Piñera, Nossa inserção no mundo globalizado será mais competitiva e sustentável por meio de uma América do Sul unida, democrática e socialmente justa. Não nos interessa ser ilhas de prosperidade no oceano de insatisfação e frustração. Com o apoio e a participação decisiva do Chile, a Unasul realizou grandes avanços em sua consolidação institucional, alicerçada numa agenda de superação de assimetrias e no desenvolvimento da infraestrutura viária e energética. Precisamos construir estradas, pontes, hidrelétricas, gasodutos e linhas de transmissão.

Nossa tarefa imediata é inaugurar, em conjunto com a Bolívia, o Corredor Rodoviário Interoceânico, que permitirá a conexão entre Santos, no Atlântico, e Iquique, no Pacífico. Estou convencido de que é chegada a hora de aprofundarmos nossa identidade sul-americana também na área monetária.

O Brasil quer estender ao Chile a experiência que temos com a Argentina, de transações comerciais em moeda local. Chile e Brasil são peças fundamentais para a estabilidade da América Latina e do Caribe. É o que estamos fazendo ao reforçar nossa presença na Missão de Estabilização no Haiti. Nossa aposta na integração não tem volta, mas isso não basta. Precisamos reformar uma arquitetura econômica e financeira global, que privilegia a especulação e remunera a ganância. Aqui, a Cepal terá uma contribuição essencial a dar.

Ao valorizar a experiência sul-americana de combinar a ampliação da democracia com inclusão social, está recolocando o desenvolvimento no centro da agenda internacional. Precisamos, sobretudo, que os países em desenvolvimento estejam no centro das soluções globais para problemas universais. Por isso, agradeço a reiteração do apoio chileno, para que o Brasil ocupe assento permanente no Conselho de Segurança reformado.É gesto de confiança na capacidade brasileira de ajudar a construir soluções eficazes, legítimas e fundadas em um compromisso com a democracia, os direitos humanos, a liberdade e a justiça social.

Meu caro presidente Piñera, Demos, hoje, passos firmes para consolidar o muito que Chile e Brasil já alcançaram durante os governos que nos antecederam. Confio que legaremos às próximas gerações realizações à altura de nossa grande amizade.

Muito obrigado. E também dizer à imprensa brasileira e à imprensa chilena que eu já disse ao companheiro Piñera que antes de terminar o meu mandato eu farei a minha visita de Estado ao Chile, para visitar o povo chileno e o presidente Piñera. Eu não sairei da Presidência do Brasil sem visitar o Chile como Chefe de Estado. Muito obrigado.

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