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Primeiro, eu queria dizer ao presidente Medvedev que é a quarta vez que eu visito este extraordinário país. Eu fui a primeira vez em Moscou... em 2005 eu vim aqui. Depois em São Petersburgo em 2006, Ekaterinburg em 2009, e agora Moscou outra vez. Talvez seja a minha última viagem a Moscou enquanto presidente do Brasil.

Acho que nesse período em que eu estive no governo do Brasil, aconteceu uma coisa muito importante na relação entre Rússia e Brasil: de 2002 a 2008, o nosso comércio aumentou 375%. Chegamos a 8 bilhões, em 2008. Em 2009, por conta da crise econômica, caiu 46%, 46,5%. Mas eu penso que nós provamos, em 2008, que Brasil e Rússia podem chegar a dez, 12, 14, 15. Acho que há um espaço extraordinário de crescimento na relação comercial Rússia-Brasil. Obviamente que hoje o comércio é superavitário para o Brasil. E o presidente Medvedev sabe, os meus ministros sabem que eu tenho defendido que a boa prática de comércio para um equilíbrio mundial é que o comércio seja uma via de duas mãos, ou seja, que a gente possa ter um equilíbrio entre os países para que não haja desajuste no fechamento das nossas contas no final do ano, que ninguém seja deficitário durante muito tempo.

Nós sabemos do potencial tecnológico da Rússia, nós sabemos do avanço da Rússia na questão espacial, nós sabemos a potência da Rússia na questão da produção de trigo e fertilizantes, e penso que nós temos um potencial extraordinário. Sobretudo, presidente Medvedev, acho que os nossos empresários, nem os brasileiros e nem os russos, ainda [não] descobriram o potencial que nós temos, de troca entre nós. Eu fiquei muito feliz... Eu participei, agora de manhã, de uma reunião com empresários russos no Hotel, onde tinha praticamente 70 empresários brasileiros de grandes empresas brasileiras.

Acho que a entrada da Gazprom no Brasil foi extremamente importante, nesse momento em que a Petrobras está descobrindo mais petróleo. Na última semana anunciamos mais... encontramos mais um poço com 4 bilhões e 700 mil [milhões] barris de petróleo, o que é uma coisa muito importante. Nós estamos recuperando a indústria naval brasileira, estamos fazendo fortes investimentos em ferrovias, em infraestrutura, temos as Olimpíadas e a Copa do Mundo, e tudo isso são oportunidades para parcerias entre empresas russas e empresas brasileiras. Acho que os empresários brasileiros, aos poucos, vão descobrindo também o potencial russo.

Nós temos um plano de ação da nossa parceria estratégica. Eu penso que ele fortalece muito e valoriza a cooperação bilateral. E nós temos que, sobretudo para equilibrar o nosso comércio, estimular a cooperação nas áreas científica e tecnológica, na área espacial, na área técnico-militar, na questão da energia nuclear.

O dado concreto, Presidente, é que nós estamos andando. Penso que na discussão que o Presidente e eu tivemos, nós nos colocamos de acordo de que nós vamos criar um grupo de trabalho para pensar o nosso comércio nas nossas moedas e também para pensar em voos diretos Moscou-Brasília, porque acho que o tamanho dos dois países e o potencial econômico dos dois países exige que a gente tenha linha direta, para os nossos empresários viajarem e para que os nossos turistas possam conhecer. Eu acho que qualquer pessoa do mundo que vier e vir o Kremlin, do jeito que está bonito, vai ser uma coisa extremamente importante.

Então, sou mais uma vez, grato pelo carinho. Queria dizer ao presidente Medvedev da minha solidariedade ao seu governo e ao povo russo pelas vítimas que faleceram nos desastres das minas, da nossa solidariedade na luta contra o terrorismo. Então, mais uma vez, obrigado.

Estão aí os nossos ministros que podem falar...

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