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Ao se completarem, hoje, cem anos da morte de José Maria da Silva Paranhos, o Barão de Rio Branco, a melhor maneira de homenageá-lo é recordar seu legado para o País.

Rio Branco, com pragmatismo e sensibilidade política, desenhou as fronteiras do Brasil pela via da negociação e da arbitragem. Sua obra é a confirmação da vocação pacífica do Brasil e da nossa crença na força do Direito e da persuasão.

Uma vez estabelecidas nossas fronteiras, e já como Chanceler, Rio Branco pôde lançar as bases de uma política externa baseada no diálogo e na cooperação. No plano regional, esboçou iniciativas de aproximação com a América do Sul. Em escala global, soube reagir de forma construtiva às transformações internacionais em curso, sempre buscando ampliar nossos espaços de autonomia.

No momento em que aprofundamos a integração regional e consolidamos uma diplomacia de alcance global, a memória de Rio Branco nos inspira a olhar para o futuro com crescente confiança.

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