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Olha, eu quero começar cumprimentando a embaixadora Marisol Argüeta, Diretora de Estratégias Regionais para a América Latina do Fórum Econômico Mundial. Aliás, eu registro, desde já, que ela tem trabalhado intensamente para a realização do Fórum de Davos em São Paulo, e já vejo os resultados que começam a se operar e a se processar no Brasil. Não foram poucas as vezes que eu falei com o governador do estado e, de igual maneira, com o prefeito da capital, tratando precisamente desse assunto. Tenho absoluta convicção de que o empenho da embaixadora Marisol gerará um congresso, um conclave, um encontro da maior produtividade, em São Paulo e no Brasil.

Eu quero cumprimentar os ministros de Estado Henrique Meirelles, o Blairo Maggi, o Fernando Coelho Filho, o Moreira Franco, a senadora Marta Suplicy, que me acompanham.

O deputado Beto Mansur,

As senhoras e os senhores representantes das comunidades empresarial e financeira do Brasil e das demais partes do mundo.

Eu quero, desde já, doutor Levy, agradecer ao Fórum Econômico Mundial a gentileza deste jantar. Naturalmente, muito obrigado à nossa anfitriã, que é a embaixadora Marisol. E eu agradeço, em especial, a presença de todos aqueles que nos distinguem nesta noite.

Quem conhece o Brasil, e aqui, naturalmente, além de empresários brasileiros há outros tantos que também conhecem o nosso País e sabem que o País, o Brasil, é um país que se transforma de modo acelerado, embaixador Moreno, não comporta simplificações de maneira alguma.

E, no último século, a economia brasileira multiplicou-se por cem e entrou para o grupo dos 10 maiores do mundo. Nós constituímos um parque industrial diversificado, com nichos de excelência tecnológica.

Eu até registro que hoje eu atendi cerca de 12 presidentes de grandes empresas que investem no Brasil e que foram comunicar-me que iriam ampliar estes investimentos, além de outros tantos que não começaram a  investir mas que, naturalmente, se entusiasmam com o nosso País e querem promover vários investimentos no Brasil.

E este crescimento, ele tornou-se predominantemente urbano e apresenta aspirações e demandas sempre renovadas. No campo - nós estamos aqui com o nosso ministro da Agricultura - consolidou-se uma agricultura sofisticada e altamente produtiva que, aliás, é fator de segurança alimentar para o mundo.

E é interessante dar um dado aos senhores, que o ministro Blairo Maggi já deu nos encontros de hoje, revelando a nossa preocupação com o chamado “desenvolvimento sustentável”. O meio ambiente, por exemplo, no Brasil, é preservadíssimo. Basta dizer que, sem embargo de termos atingido uma safra recorde neste ano, 242 milhões de toneladas de grãos, nós ocupamos apenas de 8 a 8,5% do território nacional, porque há uma grande preservação, a começar pela natural reserva florestal.

Devo até registrar, e sei que este é um tema importante, há no Brasil, no Centro-Oeste, um chamado Parque dos Veadeiros, que neste período do nosso governo, foi aumentado em 400%. E, de igual maneira, uma reserva biológica que igualmente foi aumentada em mais de 400%. Sendo certo que o desmatamento no Brasil, do ano passado para cá, reduziu-se de 16 a 18%. Quero com isto significar que, sem embargo da grande produção agrícola no Brasil, o fato é que há uma preservação ambiental também notável e reconhecida. É por isso que eu digo que somos também, reconhecidamente, uma potência energética, mineradora e ambiental.

E é evidente, e eu quero aqui dizer,  e eu creio que ninguém ignora esse fato, que são muitos os desafios que nós enfrentamos. Mais recentemente nós atravessamos uma grande recessão, com todas as consequências sociais daí decorrentes. Mas hoje nós podemos dizer que a recessão já ficou para trás, com sólidas instituições democráticas e com a mais ambiciosa agenda de reformas já vista no Brasil.

Eu reconheço, e tenho recebido muitas notícias de que, na verdade, muitos governos se passaram sem que tivessem a coragem, talvez mais do que a coragem, a ousadia de promover certas reformas que nós estamos agora promovendo. E até muito proximamente vamos, praticamente, fechar o círculo de reformas, realizando a reforma da Previdência Social. Basta dizer que ela é indispensável para preservar o direito dos aposentados, aqueles que irão aposentar-se, e até dos servidores públicos, porque, dou dado aqui impressionante: neste ano o déficit previdenciário foi de R$ 268 bilhões.

Portanto, se prosseguirmos nessa marcha ascensional, daqui a pouco nós vamos ter que fazer aquilo que alguns países tiveram que fazer, cortar pensões de aposentados, cortar vencimentos de servidores públicos. Portanto, ao realizarmos a reforma da Previdência, isto - faço aqui um parêntese - não se aplica ao nosso governo. Eu tenho mais um ano de governo, tenho tranquilidade absoluta, doutor Márcio, doutor Trabuco, de  caminhar por este ano sem nenhuma dificuldade, não preciso da reforma da Previdência. Nós estamos fazendo a reforma da Previdência para aumentar a credibilidade e a confiança no nosso País, em primeiro lugar e, em segundo lugar, para garantir o vencimento dos servidores públicos, as pensões, as aposentadorias que são fundamentais para o povo brasileiro. E os senhores sabem que essa política que estamos levando adiante, com algumas reformas apreendida pela nossa área econômica, o doutor Meirelles está aqui para revelar exatamente isso, mas graças a Deus, eu tive no meu ministério, eu tive a sorte, porque eu tive que compor, quanto ao senhores e senhoras, o ministério no prazo de seis dias, que foi mais ou menos o prazo que ocorreu entre a saída da senhora ex-presidente e a minha ascensão no cargo de Presidente da República. Mas eu tive sorte, porque uma área econômica, área econômica da melhor qualidade, da melhor suposição, de igual maneira na agricultura, de igual maneira com o Fernando Coelho Bezerra Filho, nas Minas e Energias, com Pedro Parente, com  doutor Lúcio, com todos aqueles que vieram a compor o nosso  governo.

Sem nenhuma exceção o governo agiu uniformemente, em primeiro lugar, sem nenhuma divergência, e por isso conseguimos chegar até aqui. Eu não quero também, convenhamos, repetir argumentos que eu usei hoje pela manhã, porque hoje pela manhã eu usei palavras definidoras daquilo que nós entendemos, que reproduz a imagem do nosso governo. Poderia falar aqui dos 83 mil pontos que a embaixadora Marisol apontou aqui, convenhamos, vocês sabem que os picos da bolsa de valores do passado, 65 mil, quando muito, 66 mil, de repente foi aumentando para 70, 72, 75, 79, quando chegou no 79 disseram: agora não vai mais. Foi 80, 81, hoje 83 mil pontos, a revelar, digamos assim, que as  instituições estão funcionando com muita normalidade, muito tranquilamente, uma confiança absoluta no Brasil, porque, senão, a bolsa  também é reflexo daquilo que as pessoas pensam do nosso mercado e das possibilidades e potencialidade do nosso País.

Por isso que eu digo, houve criação de  empregos, maior criação de empregos, em meses típicos de contratação, e menos  desemprego nos meses típicos de demissão. E eu dou um dado, o dado numérico é sempre importante, os senhores vejam, e as senhoras, o seguinte: no mês de dezembro do ano passado, o saldo negativo dos empregos era de 1 milhão 360 mil, o saldo deste dezembro negativo é de 28 mil. Ou seja, cresceu 1 milhão 280 e tantos mil, não é não doutor Magro, cresceu enormemente nesse período, num período apenas de um ano. E por isso que nós estamos seguros que em 2018 essa tendência virtuosa só irá acentuar-se. Isso graças ao período de mudanças que eu mais abundantemente, mais robustamente, revelei na manhã de hoje.

De modo que eu quero, mais uma vez, agradecer o convite para vir a Davos. Foi uma honra extraordinária. E especialmente uma oportunidade para que eu me comunicasse com os nossos empresários nacionais e com empresários estrangeiros. E também o dia foi muito produtivo, já disse que atendi a muitos presidentes de empresas e autoridades governamentais, mas também tive a oportunidade de falar para vários canais de televisão da Europa, dos Estados Unidos, jornais e, portanto, pude reproduzir aquilo que é o Brasil de hoje. O Brasil de hoje, que nós estamos chamando, o nosso mote para o discurso, para qualquer manifestação, é exatamente este: o Brasil voltou, e voltou para ficar e prosperar cada vez mais.

Por isso que, ao agradecer a gentileza desse jantar, a presença de todos, eu quero, mais uma vez, convidá-los a investir cada vez mais no Brasil. O embaixador Jaguaribe me conta que aquele encontro que tivemos com o embaixador Moreno, dos empresários, nós vamos reproduzi-los no mês de maio, vamos reproduzi-lo no mês de maio, além do Fórum de Davos em São Paulo.

De modo que eu quero convidá-los mais uma vez a investirem com toda tranquilidade no nosso País, porque investir lá significa crescer o País e crescer aquele que aplica no nosso País.

Mais uma vez, gratíssimo por este jantar que leva a conta de uma homenagem ao Brasil e aos brasileiros.

Muito obrigado aos senhores.

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