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Presidente,

É uma honra visitar o Cazaquistão e ter a oportunidade de consolidar um diálogo lançado pela visita pioneira que o presidente Nazarbayev fez ao Brasil em 2007. Queremos realizar o potencial de uma relação que data de 1991. O Brasil foi um dos primeiros países a reconhecer a independência cazaque.

A abertura de nossa Embaixada residente em Astana, em 2006, e a troca de visitas presidenciais dão impulso ao relacionamento bilateral. Estamos reduzindo as distâncias e ampliando oportunidades de cooperação. É o que estão fazendo os 26 jovens cazaques que participam de um programa de intercâmbio esportivo e educacional, em Ribeirão Preto. O projeto do Centro Cultural do Cazaquistão, concebido pelo arquiteto Oscar Niemeyer, fará da simpática e agradável Astana uma cidade ainda mais familiar para os brasileiros.

Na esfera comercial, os avanços são palpáveis. O intercâmbio entre os dois países quintuplicou nos últimos cinco anos, mas ainda está muito aquém do seu potencial. Precisamos trabalhar em conjunto com nossos empresários para expandir e diversificar ainda mais essas trocas e atrair investimentos recíprocos. Com esse propósito, determinei ao Vice-Ministro de Indústria e Comércio Exterior que venha ao Cazaquistão em setembro deste ano, acompanhado de missão empresarial.

A forte vocação agrícola de nossas economias abre amplo leque de opções. A visita que Vossa Excelência fez à Embrapa criou condições para que nossas empresas de pesquisa agropecuária participem dessa cooperação. Podemos trabalhar juntos no aperfeiçoamento da produção de carne, trigo e de cultivos agrícolas em regiões semi-áridas.

O Cazaquistão é uma potência energética empenhada em diversificar sua matriz. Como o Brasil, apresenta condições de liderar a revolução dos biocombustíveis.

Confio em que novas oportunidades se abrirão para a Embraer comprovar a competitividade dos seus aviões na Ásia Central. A abertura de escritório da Vale, no ano passado, em Almaty, ajudará o Cazaquistão a realizar o seu vasto potencial mineral. Ao tornar-se em breve o primeiro produtor mundial de urânio, o país demonstra o papel estratégico que está chamado a desempenhar para a economia mundial.

Senhor Presidente,

Em tempos de crise internacional, nossos países têm mantido políticas econômicas sólidas e iniciativas audazes. Estamos preservando empregos e protegendo conquistas sociais. O Cazaquistão é o país que cresce mais rapidamente na Ásia Central. Transformou-se em um ator cada vez mais influente.

Queremos construir uma agenda que contribua para reduzir as assimetrias de poder e democratizar as instâncias decisórias internacionais. Compartilhamos a idéia de um mundo multipolar e a importância de revigorar as instituições internacionais.

Continuaremos a defender a reforma das Nações Unidas e a necessidade, em particular, de ampliação do número de membros permanentes no Conselho de Segurança. Agradeço o valioso apoio do Cazaquistão ao pleito brasileiro.

Primeiro país a abrir mão de seu arsenal nuclear, o Cazaquistão tem sólidas credenciais na área de desarmamento e segurança. A Ásia Central e a América Latina e Caribe são zonas livres de armas nucleares. Esse é um fator de particular transcendência no momento em que se agravam as tensões decorrentes de novos testes nucleares.

Sei do empenho do Presidente Nazarbayev pela paz e a estabilidade no Afeganistão. O Brasil tem participado de conferências em prol da recuperação do país. Nossa experiência no Haiti indica que não basta combater a violência com ações de dissuasão militar. Uma paz duradoura só virá com a promoção do desenvolvimento econômico, a inclusão e justiça social.

O Cazaquistão dará contribuição ainda mais relevante no cenário internacional quando assumir as presidências da Organização para a Cooperação e Segurança na Europa, em 2010, e da Organização da Conferência Islâmica, em 2011.

Meus amigos, minhas amigas,

A Ásia Central e a América do Sul têm experiências a compartilhar em matéria de integração regional. A experiência na consolidação do Mercosul e da Unasul pode ser útil para o desenvolvimento institucional dos foros regionais integração da Ásia Central.

Cazaquistão e Brasil são países multiétnicos e multiculturais. Aprendemos ao longo de nossa história os valores da tolerância e do respeito à diversidade. O Brasil sediará a III Reunião da Aliança de Civilizações no Rio de Janeiro em 2010. Essa iniciativa busca ajudar a superar preconceitos e polarizações entre culturas e comunidades diferentes. Ficaria muito honrado em poder contar com a participação de nossos amigos cazaques e especialmente do presidente Nazarbayev, nesse evento.

Caro Presidente, meus amigos,

Ao agradecer ao governo e ao povo cazaques a maneira calorosa e fraterna pela qual eu e minha delegação fomos acolhidos em Astana, quero expressar minha convicção de que, com minha visita ao Cazaquistão, em retribuição à visita do presidente Nazarbayev ao Brasil, as condições estão dadas para que nossas relações ganhem maior dinamismo.

Por isso, quero propor um brinde...

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