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Meu caro companheiro e amigo Presidente Jagdeo, Presidente da República Cooperativista da Guiana,

Meu caro companheiro governador do estado de Roraima, José de Anchieta,

Senhora Carolyn Rodrigues, ministra dos Negócios Estrangeiros da Guiana, e demais ministros da Guiana,

Embaixador Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores do Brasil, por intermédio do qual cumprimento todos os ministros brasileiros que estão comigo.

Senhor Clarindo Lucas, presidente do Conselho Democrático da Região 9 da Guiana,

Senadores Romero Jucá e Augusto Botelho,

Companheiros e companheiras deputados federais,

Senhores embaixadores,

Senhor Domingos Santana, prefeito de Bonfim,

Meus amigos e minhas amigas,

Estamos aqui para realizar um sonho de trinta anos. Com a inauguração da ponte sobre o Rio Itacutú, damos um passo concreto e irreversível. Estamos integrando a Guiana e o Brasil e trazendo prosperidade para nossos povos. Esta é a primeira ligação física entre dois países que viveram muito tempo de costas um para o outro. Estamos fazendo de nossa fronteira um ponto de encontro. Não seremos apenas vizinhos. Queremos ser parceiros para tornar realidade o potencial de nossa herança amazônica. A ponte sobre o rio Itacutú é apenas o primeiro passo nessa empreitada. A pavimentação da estrada Lethem-Lindem será nosso próximo desafio. Uma missão técnica brasileira estará em Georgetown, no final deste mês, para estudar as condições financeiras para mais essa obra. Uma vez pronta, completará a ligação terrestre entre Boa Vista e Georgetown, ampliando as perspectivas de desenvolvimento para a Guiana e toda a região Norte do Brasil. Aqui, é importante, agora é improviso isso aqui, aqui é importante apenas um aviso para o povo do Brasil e o povo da Guiana. O Presidente Jagdeo, tem interesse prioritário em uma hidrelétrica de 800 megawatts e o ministro Edson Lobão mais o presidente do BNDES e outros membros do governo estarão no dia 3 ou 2 de outubro viajando a Georgetown para conversar com o Presidente. Presidente Jagdeo, A ponte que estamos inaugurando já está beneficiando as comunidades das fronteiras, tradicionalmente esquecidas. Ganharam mais acesso à saúde, educação e alternativas de abastecimento. Também já houve aumento do fluxo de bens e pessoas entre nossos países. Estamos estudando a abertura de agências bancárias nas cidades da região para acelerar ainda mais essa integração. O desenvolvimento da agricultura é fundamental nessa estratégia. Vossa Excelência se encontrará amanhã, em Boa Vista, com produtores agrícolas brasileiros. Abre-se excelente oportunidade para repetir no solo guianense o êxito da tecnologia brasileira no cultivo da soja e do arroz. Queremos, no entanto, resguardar nosso patrimônio comum por meio de políticas de ocupação e desenvolvimento sustentáveis. Isto exige uma presença maior do Estado nas nossas fronteiras. Por isso, o Brasil já instalou um Vice-Consulado em Lethem e vamos realizar a primeira reunião do Comitê Binacional de Fronteira. Mas também vamos melhor equipar e capacitar nossas Forças Armadas. Este é o sentido do Acordo de Defesa que estamos assinando hoje. Nossas fronteiras devem ser a vanguarda de nossa integração, um verdadeiro ponto de encontro e diálogo. Para isso, vamos estimular o intercâmbio entre escolas de nossos dois países, a começar pelo ensino de português e inglês como segunda língua. Precisamos de energia para realizar todo esse potencial de cooperação e investimento. Estamos prontos a financiar a construção por empresas brasileiras de hidroelétricas na Guiana. A possibilidade de essa geração também atender a Roraima fará da interconexão energética entre nossos países uma realidade. Mas precisamos reduzir o desequilíbrio em nossas trocas comerciais. O ingresso da Guiana, a partir de hoje, no Programa de Substituição Competitiva de Importações fomentará suas exportações para o Brasil. Amigo Presidente, A construção da ponte sobre o rio Itacutú é prova de que paz e prosperidade se fazem com integração e a construção da confiança. É essa a lição que todos os países da região trazemos da recente Cúpula da Unasul, em Bariloche. A América do Sul está começando a encontrar respostas próprias para desafios comuns. Com a ponte sobre o Rio Itacutú, estamos incorporando a Guiana definitivamente à América do Sul. Mas essa obra também leva o Brasil ao Caribe. Estou convencido de que não haverá integração sul-americana nem latino-americana sem uma forte presença caribenha. É por isso que o Brasil recentemente aderiu ao Banco de Desenvolvimento do Caribe, como membro regional. É com a mesma convicção que esperamos realizar, no Brasil, em 2010, a primeira Cúpula Brasil - Caricom. Presidente Jagdeo, Estou convencido de que somos parceiros indispensáveis na construção daquela ponte maior que aproxima países, continentes e culturas de nosso hemisfério. Em dezembro passado, comemoramos quarenta anos de relações diplomáticas entre nossos países. Faz todo sentido que tenhamos escolhido celebrar esta ocasião especial com o lançamento de um selo e carimbo alusivos à inauguração da ponte que nos une. Uma ponte que simboliza a permanente amizade entre os povos da Guiana e do Brasil e nosso renovado compromisso com a integração da América Latina e Caribe.

Muito obrigado.

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