Ir direto para menu de acessibilidade.
Portal do Governo Brasileiro
Início do conteúdo da página

Quero cumprimentar o nosso companheiro Armando Monteiro Neto, presidente da Confederação Nacional das Indústrias do Brasil,

Quero cumprimentar os senhores e as senhoras embaixadores,

Empresários,

Meus amigos e minhas amigas do Brasil e da Suécia,

Estamos aqui para dar uma nova dimensão às relações econômicas entre países que querem aprofundar uma longa e duradoura parceria. Minha admiração pela Suécia vem desde meu tempo de líder sindical. Aqui descobri que patrões e empregados podem cultivar uma relação de respeito e cooperação. Esta é base do modelo de bem-estar social e altíssimo índice de desenvolvimento humano que este país conquistou. Foi também uma inspiração quando eu trabalhava no chão da fábrica e continua sendo, agora que estou na Presidência do Brasil.

Há mais de um século, empresas europeias vêm se instalando no Brasil, consolidando uma aliança exemplar entre nossos países. São Paulo é uma verdadeira cidade industrial europeia: são centenas de empresas gerando milhares de empregos. O estoque de investimentos de países da União Europeia no Brasil é de US$ 142 bilhões. E, hoje, capitais brasileiros começam a fazer o caminho inverso, levando tecnologia e experiência brasileiras. Não surpreende, portanto, que, entre 2003 e 2008, o intercâmbio comercial entre o Brasil e a Suécia praticamente triplicou, passando de US$ 938 milhões para US$ 2,28 bilhões.

Não surpreende que, entre 2003 e 2008, o comércio entre a União Europeia e o Brasil tenha passado de US$ 31 bilhões para US$ 82 bilhões. Estamos criando as condições para multiplicar esses avanços e identificar novos horizontes de cooperação.

Amigas e amigos,

É essa nossa resposta à crise internacional. O Brasil resistiu, de forma sólida, à instabilidade dos mercados financeiros internacionais. Perseguimos uma política econômica consistente e o Estado brasileiro não abdicou de sua função reguladora. Já retomamos a trajetória de crescimento.

O Brasil vive hoje um ciclo virtuoso amparado por um mercado interno pujante com expansão da renda dos trabalhadores, controle da inflação e queda dos juros - os mais baixos dos últimos anos. O resultado é a ascensão de uma classe média robusta, que já representa mais da metade da população. Ao mesmo tempo, os programas sociais do governo redistribuíram renda e reduziram de forma dramática os níveis de pobreza. Hoje, todo brasileiro é um pequeno ou um grande potencial consumidor.

Esse ciclo de expansão só será duradouro se eliminarmos os conhecidos gargalos logísticos em matéria de infraestrutura energética e transportes. Por isso, o governo está executando um plano ambicioso de investimentos que farão do Brasil um canteiro de obras: os projetos do Plano de Aceleração do Crescimento, a Copa do Mundo de 2014, o trem bala ligando o Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas e, agora, os Jogos Olímpicos de 2016, no Brasil.

Também estamos investindo na conectividade digital. Dobramos para 64 milhões o número de usuários de internet nos últimos quatro anos. Ganha a sociedade, com comunicações mais rápidas e seguras, e ganha o setor privado, com excelente oportunidade para investimentos.

Senhoras e senhores,

Em um momento em que o mundo vive o desafio da mudança climática, europeus e brasileiros estão demonstrando que é possível crescer de forma saudável, em harmonia com o meio ambiente. E podemos fazer tudo isso garantindo a segurança energética global. Sabemos da urgência de encontrarmos alternativas renováveis, limpas e eficientes. Nossos países estão decididos a reduzir de forma drástica nossa dependência dos combustíveis fósseis. Estamos desmistificando a noção de que a expansão dos biocombustíveis seria ameaça à segurança alimentar e à preservação das florestas.

No Brasil, cresce a produção de alimentos. Em 2009, a taxa de desmatamento será a menor dos últimos 20 anos. Graças ao rigoroso controle das queimadas, diminuiremos, até 2020, em 4,8 bilhões de toneladas a emissão de CO2. Isso representa mais do que a soma dos compromissos de todos os países desenvolvidos juntos.

O Brasil está pronto a contribuir com os esforços europeus de incorporar os biocombustíveis em sua matriz energética. A Suécia é parceira consolidada neste desafio de explorar o potencial das fontes alternativas. A entrada em vigor do nosso acordo bilateral sobre cooperação em bioenergia reforça a posição estratégica da Suécia como principal mercado europeu para o etanol brasileiro.

O resultado já se vê nas ruas de Estocolmo, onde ônibus e outros veículos circulam movidos a etanol brasileiro. Por meio de projetos triangulares, também queremos levar a revolução dos biocombustíveis para a esfera internacional. O Brasil está entusiasmado com perspectivas de levar tecnologia, segurança energética e alternativas de emprego e renda para a África, América Latina e Caribe.

Senhoras e senhores,

Sob a presidência sueca, estou convencido que podemos fazer da parceria estratégica Brasil-União Europeia uma poderosa voz na defesa de uma governança global mais justa e solidária.

Contamos com a liderança europeia para ajudar a garantir que o G-20 cumpra seu solene compromisso de concluir rapidamente a Rodada de Doha. Só assim faremos do comércio internacional um instrumento efetivo de desenvolvimento, sobretudo para os países mais pobres.

No combate à pobreza, sei que também podemos contar com o empenho dos empresários em favor do cumprimento das Metas do Milênio da ONU. São todas medidas que farão um mundo mais justo, mas também de mais consumidores.

Senhoras e senhores,

Parto de Estocolmo com a certeza de que esta também é a visão dos empresários europeus e brasileiros aqui reunidos. Temos a oportunidade de consolidar definitivamente uma parceria exemplar, guiada por laços de complementaridade e por um compromisso com a construção de um mundo mais solidário. Confio em que este Seminário será um passo concreto nessa direção.

Meus amigos e minhas amigas, permitam-me agora dois minutinhos. O intérprete me perdoe, mas duas coisas importantes.

Tudo o que eu queira falar aqui, ou que já tenha falado o Ministro Miguel Jorge, ou que já tenha falado um outro empresário, nós não conseguiremos dar a dimensão das coisas que estão acontecendo no Brasil. O fato mais concreto, meu caro José Emanuel Durão, meu caro Primeiro-Ministro da Suécia... o que está acontecendo no Brasil, hoje, em primeiro lugar, é o fato de os brasileiros terem aprendido a gostar de ser brasileiros. Esse é o dado mais extraordinário, que é a recuperação da autoestima de um povo que durante décadas teve a sua autoestima jogada para baixo, porque a eles foi dito, durante muito tempo, que tudo o que nós fazíamos era inferior e que, portanto, nós tínhamos que ser tratados como cidadãos de segunda classe.

A segunda coisa, é que nós fizemos, possivelmente, a política mais responsável das últimas décadas no nosso país. Todo mundo lembra o que nós fizemos em 2003, enquanto ajuste fiscal. Possivelmente, um economista preciso e inteligente não faria o ajuste fiscal que eu fiz em 2003. E eu só fiz porque nós tínhamos muito capital político e era possível trocar o capital político por fazer as coisas que nós acreditávamos e que sabíamos que depois nós iríamos colher os bons resultados que estamos colhendo hoje.

Nós, como uma formiga, trabalhávamos enquanto outros cantavam; trabalhávamos e economizávamos enquanto outros queriam que nós fizéssemos a coisa de forma atabalhoada, sem que a gente desse os passos corretos que a economia do Brasil precisaria dar. O que as pessoas não se lembram é que eu fui dirigente sindical durante um bom tempo em meu país, e eu vivi com dezenas de planos econômicos, verdadeiras mágicas inventadas e anunciadas em um belo dia como se fossem a salvação do nosso país. E, passados alguns meses, o plano terminava, os prejudicados entravam na justiça, a União pagava os esqueletos que iam se amontoando todo santo ano no nosso país.

Eu vivi no Brasil com inflação a 80% ao mês e, portanto, eu não sei de jornais e não sei de livros, os efeitos da inflação na vida de quem vive de salário no país. Quem vive de especulação não sente a inflação, quem vive de salário sabe o que é a inflação de 80%. Por isso é que nós resolvemos fazer do controle da inflação quase que uma profissão de fé. Ela não vai voltar a subir no Brasil, porque nós sabemos que, quando ela voltar, quem perde é aquele que recebe salário no final do mês: são os aposentados e é a parte mais pobre da população do nosso país.

Ao mesmo tempo, nós tomamos a atitude... e isso é importante dizer e repetir até as pessoas entenderem que não era correta aquela tese de que você só pode distribuir se a economia crescer. Empresários suecos que têm empresas no Brasil sabem o que aconteceu na década de 70, no final da década de 60, no Brasil, quando a economia chegava a crescer 14% ao mês e que diziam para nós... Ao ano, ao mês era demais. Bem, que crescia 13, 10, 8, 14% ao ano e que diziam para nós: Olhem, primeiro a economia tem que crescer, quando ela crescer nós vamos distribuir. E essa economia cresceu de 1950 a 1980 os números que a China está crescendo hoje: E, quando veio a crise da dívida externa, nos anos 80, o que a gente descobriu é que alguém tinha comido o bolo que era para a gente comer. Não sobrou bolo para o povo comer.

 

Pois bem, nós resolvemos fazer um teste e resolvemos provar que a tese acadêmica que você só pode distribuir se crescer, nós provamos que era possível crescer e simultaneamente distribuir ou, às vezes, até você distribuir para que a economia pudesse crescer. Nós passamos a fazer política de transferência de renda aumentando o salário mínimo, criando o Bolsa Família e fazendo políticas sociais que eram para garantir que uma uma grande parte da população que vivia fora do mercado pudesse entrar no mercado.

Meu caro Primeiro-Ministro, meu caro Durão Barroso, eis que, quando a crise chegou, quem sustentou o comércio brasileiro foi exatamente a parte pobre do País. Você que conhece bem o Brasil, se você for ao Nordeste brasileiro, você vai perceber que os shoppings do Nordeste estão vendendo mais do que os shoppings do Sudeste, porque lá tem mais gente ganhando salário mínimo. As políticas sociais, por menor que seja a quantia em dinheiro que a pessoa receba, elas fazem mais efeito nos lugares mais pobres do País. E, hoje, nós podemos afirmar, aqui, aos empresários suecos: os brasileiros já sabem que quem evitou que o Brasil tivesse uma crise profunda foi, de um lado, o povo pobre consumindo e a classe média brasileira e, de outro lado, o Estado cumprindo com o seu papel de indutor e de regulador da economia.

Eu fiquei muito triste quando percebi que países ricos, importantes, não tinham sequer um banco de referência. Os empresários que têm empresas no Brasil sabem que foi graças à existência do BNDES, graças à existência do Banco do Brasil e graças à existência da Caixa Econômica Federal que o nosso crédito não sucumbiu como sucumbiram os créditos de outros países. E quando a crise deu sinais de que o crédito tinha desaparecido, nós não vacilamos um minuto, passamos a comprar bancos. Compramos um banco importante em São Paulo; compramos um outro banco importante que tinha a maior carteira de financiamento de carro usado; estabelecemos um seguro garantidor para que os bancos pequenos pudessem captar recursos; garantimos a esses bancos o seu funcionamento. E aquilo que a gente dizia que a crise no Brasil seria uma "marola", um pouco mais alta, um pouco menor, a verdade é que o Brasil foi o último a entrar na crise e foi o primeiro a sair da crise. Não perdemos um minuto em tomar todas as medidas que tivemos que tomar de financiamento, de redução de impostos, nos setores mais importantes da economia, para que a economia brasileira voltasse a funcionar.

Hoje,passado um ano do auge da crise... porque a crise eu divido em dois momentos, Durão Barroso: eu divido primeiro no subprime, que era só a especulação habitacional nos Estados Unidos, a dívida das famílias e depois, com a quebra do Lehman Brothers, porque aí o crédito realmente desapareceu. Pois bem, um ano depois da quebra do Lehman Brothers, do desaparecimento de crédito, o Brasil hoje...Eu vou dar um dado para vocês e para você que entende bem do Brasil, Durão Barroso: quando nós chegamos, em 2003, no governo, o Brasil total tinha 380 bilhões de créditos; hoje, só o Banco do Brasil tem isso. O crédito que representava 23%, hoje representa mais de 43%. Em uma demonstração de que as medidas rápidas que o Estado tomou... porque é engraçado, nas pesquisas feitas, na hora em que o sistema financeiro quebra, a única coisa respeitada no mundo, em que as pessoas confiavam, era o Estado.

E foi muito engraçado porque eu lembro que eu até telefonei para o Obama e contei da experiência do Banco do Brasil, contei da experiência da Caixa Econômica porque era visível que eles tinham salvado parte da economia brasileira. Mesmo quando a indústria automobilística brasileira se acovardou e pôs o pé no breque, o carro estava andando a 100 por hora pisou com o pé no breque com muita força, deu férias coletivas no mês de dezembro, desempregou gente no mês de janeiro, quatro meses depois a indústria automobilística brasileira já voltava a bater recorde de produção. E hoje, nós já somos o quinto produtor de automóveis do mundo e estamos produzindo recordes no ano de 2009, mais do que produzimos no ano extraordinário, que foi 2008.

Qual é a lição que nós tiramos de tudo isso? Primeiro, é que nós não podemos repetir os erros que nós cometemos antes da crise. O sistema financeiro tem que existir, somos gratos ao sistema financeiro, mas eles têm que existir para financiar o desenvolvimento dos países e não para pagar bônus muito altos a metas nem sempre cumpridas e, quando cumpridas, são cumpridas não com a fabricação de produtos, com o financiamento de produtos, mas com troca de papéis: eu dou um papel para o Durão Barroso, que dá um papel para o Primeiro-Ministro, que dá um papel para o presidente da Federação, que dá um papel para o Presidente, que dá um papel para o Armando Monteiro, que dá um papel para vocês. No final, todo mundo ficou rico e não gerou um microfone desses, não gerou um copo desses. Não há economia que se sustente em um mundo assim, não há.

Então, eu fico muito feliz quando, junto com os companheiros aqui, participo do G-20 e percebo que essa não é uma preocupação do presidente do Brasil, é uma preocupação da União Europeia, é uma preocupação da Suécia, é uma preocupação dos Estados Unidos, é uma preocupação de todos os países do mundo, porque, na verdade, nós não precisaríamos ter passado a crise que nós passamos.

E por que eu acho que os empresários suecos, que há cem anos acreditaram no Brasil e fizeram investimentos, têm que fazer mais agora? Porque agora nós acabamos de conquistar as Olimpíadas, porque agora nós vamos fazer a Copa do Mundo de 2014. E se a Suécia quiser repetir a final de 58, tem que fazer investimento no Brasil. E porque agora nós temos o pré-sal, e porque agora nós temos mais de US$ 359 bilhões para investimento, só da Petrobras, 178 bilhões até 2017.

E nós queremos que vocês que estão no Brasil há tanto tempo... até a primeira greve que eu fiz na vida foi em uma empresa sueca! Eu só cheguei à Presidência por causa daquela greve, da nossa querida Scania-Vabis do Brasil.

Então, é importante, é importante. E eu tenho chamado a atenção dos empresários brasileiros, que os empresários brasileiros precisam não ter medo de virar empresários multinacionais. É importante que a gente construa parceria. Porque o Brasil, de vez em quando, se comporta como se fosse um país pobrezinho.

O Brasil, Durão Barroso, quer participar da governança global, e o Brasil tem que saber que participar da governança global tem mais responsabilidade. Nós temos que colocar dinheiro, em vez de pedir dinheiro, nós temos que ajudar a financiar, nós temos que garantir que as coisas funcionem corretamente. Por isso que os empresários brasileiros precisam aprender a investir no exterior, fazer parceria com outras empresas, porque uma empresa multinacional é muito importante para um país, é uma bandeira do Brasil em qualquer lugar do mundo que ela for. E os empresários suecos, que já sabem o que é o Brasil, podem construir parcerias com as empresas brasileiras.

Eu vou dizer uma coisa, para terminar: nós passamos muito tempo jogando oportunidades fora. Acho que tem poucos países no mundo que tiveram tantas oportunidades e jogaram tantas oportunidades fora. Um pouco por conta disso, um pouco porque, no Brasil, nós gostamos de falar mal de nós. O Brasil, acho que é o único povo que conta piada das suas próprias desgraças. É uma coisa fantástica! E, muitas vezes, nós éramos induzidos a não acreditar.

Eu lembro, agora, que nós fomos disputar essas Olimpíadas, quantas vezes eu vi na televisão: "Ah, o Brasil não tem condições. O Brasil vai disputar com Chicago, vai disputar com Tóquio, com Madri. Quem é o Brasil? Se enxerga, Brasil". Era como se nós não pudéssemos ter uma Olimpíada.

Ora, o que que os países já tiveram, com raríssimas exceções, que são mais do que nós? Mais ricos? Mas quem é que tem mais criatividade do que o povo brasileiro? É só perguntar para os empresários estrangeiros que têm fábrica no Brasil, que ele vão te dizer que os empresários mais criativos do mundo e que aprendem com mais facilidade, são os trabalhadores brasileiros.

Tinha gente que achava, Durão Barroso, que a gente não poderia fazer a Copa do Mundo, porque não estava preparado. Ora, se nós fizemos uma em 1950, por que não poderíamos fazer em 2014?

Então, eu acho que isso está sendo superado aos poucos. Nós estamos aprendendo a gostar do Brasil, nós estamos aprendendo a ver que o Brasil produz melhor.

Eu trabalhei na Villares 17 anos. E eu fazia uma peça... era uma empresa com o Japão. A gente fazia umas roldanas para aquelas escavadeiras, para aquelas de tirar essas águas... aquela escavaderia que limpa os rios, aí. A roldana que nós fazíamos no Brasil era dez vezes melhor do que aquela feita no Japão, melhor acabamento, fantasticamente. Eu mesmo fazia, melhor do que os japoneses.

Você passava o dedo na do Japão, você se cortava, você passava o dedo na do Brasil, vinha a vontade de você ficar alisando, assim, de tão lisa que era. E nós achávamos que o Japão era melhor do que nós. Ora, eles são mais ricos do que nós, eles têm mais dinheiro do que nós, mas não são melhores do que nós. É isso que nós temos que acreditar.

É por isso que eu queria convidá-los, os que já estão lá a continuarem fazendo os investimentos no Brasil, e, os que não estão ainda, não percam a oportunidade, porque nós aprendemos a crescer, aprendemos a entender que o Brasil pode ser uma grande economia. E trabalhamos com a convicção, Durão Barroso, que se a situação continuar do jeito que está, até 2016, nós estaremos entre a 5ª ou a 6ª economia do mundo. Aí, se o G-8 continuar, eu quero saber se vou ser chamado para o G-8, como titular. Porque a verdade é que, hoje, discutir economia tem que lembrar da China, da Índia, do Brasil, da África do Sul, de alguns países africanos. Não é possível a gente esquecer esses países.

Então, eu queria convidá-los a conhecer este novo Brasil. Queria que o Armando Monteiro fizesse uma série de seminários, que levasse para conhecer as coisas que estão acontecendo no Brasil, a quantidade de investimento que a Petrobras vai fazer, a parceria que vocês podem construir conosco, na construção de plataformas, na construção de navios, na construção de sondas. Só a Petrobras, são 200 navios encomendados. Nós vamos precisar de muitos estaleiros, porque nós vamos começar a buscar o petróleo lá no fundo do mar, são 7 mil metros de profundidade. A única preocupação que eu tenho é que se a gente perfurar muito é capaz de a gente trazer um japonezinho na ponta da broca, de tão fundo que é o nosso petróleo.

É com essa convicção que eu queria convidá-los, companheiros suecos, companheiros da União Europeia a continuarem acreditando no Brasil. Porque o Brasil não vai jogar fora o século XXI como jogou fora o século XX.

Muito obrigado.

Fim do conteúdo da página