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Bem, primeiro cumprimentar o primeiro-ministro Fredrik Reinfeldt, cumprimentar o Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, cumprimentar os jornalistas suecos, os jornalistas brasileiros.

Bem, dizer para vocês que esta é a terceira reunião da parceria estratégica União Europeia e Brasil. Nós criamos, a União Europeia e Brasil, nessa união estratégica em Portugal, em dezembro do ano passado tivemos a segunda reunião no Brasil, quando a presidência era da França e agora, estamos tendo a terceira reunião.

A impressão que eu tenho é que nós estamos subindo uma escada de muitos degraus e a cada reunião que nós fazemos nós conseguimos subir um degrau. E um degrau sólido, porque nós temos muitas afinidades com a União Europeia, em muitas coisas: temos muita unidade quando participamos do G-20; temos unidade quando discutimos a questão da Rodada de Doha; temos unidade quando discutimos a necessidade de se produzir uma proposta adequada sobre a questão do clima, para Copenhague; e temos unidade quando discutimos que cada país precisa assumir a responsabilidade por aquilo que ele tem de compromisso com a emissão de gás efeito estufa e, que cada um tem que assumir a responsabilidade de assumir os custos de evitar que o planeta continue sendo aquecido da forma que está sendo aquecido.

Também, em uma reunião como esta, a gente não poderia deixar de discutir a importância que tem a Rodada de Doha e a inquietação que nós temos de tentar concluí-la, porque, eu imaginava, no ano passado, que quando eclodiu a crise econômica, que a sabedoria dos governantes iria nos conduzir a concluir a Rodada de Doha porque seria uma forma de facilitar o processo de política de comércio mundial e, portanto, iria permitir que os países mais pobres sofressem menos e pudessem colocar os seus produtos no mercado internacional. Isso não aconteceu.

Agora, estamos tendo o mesmo problema na negociação sobre a questão climática, porque o problema agora é saber o seguinte: quem é culpado por quanto de emissão de gás efeito estufa, quanto é responsável pelo sequestro de carbono, ou seja, quem é que vai assumir a responsabilidade de diminuir o aquecimento global e a minha tese é que cada país tem que chegar em Copenhague, cada um dizendo: eu sou responsável por tanto de emissão de gás efeito estufa, eu vou ser responsável por tanto de sequestro, eu vou ser responsável por tanto de diminuição de gás efeito estufa. Porque é a única chance de a gente tentar resolver esse impasse da questão climática. Porque, se ficarmos tratando esse assunto de forma genérica, cada um tentando jogar a responsabilidade em cima do outro, quem é que começou a industrialização no mundo primeiro, quem é que polui mais hoje, aí nós não vamos chegar a nenhuma conclusão.

Eu penso que Copenhague é um momento extraordinário, em que o bom senso e a maturidade devam prevalecer na cabeça dos dirigentes, para ver se nós encontramos uma saída que dê tranquilidade à Humanidade e que cada país vai assumir o seu papel na História.

Dito isso, eu paro e passo a palavra ao Durão Barroso.

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