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Com grande alegria volto à Suécia, onde sempre sou acolhido com generosidade e afeto, como todos os brasileiros. Foi assim em minha primeira vinda, como sindicalista, nos anos 80, ou em 2007, quando realizei Visita de Estado a convite do Casal Real. Esta é a tradição sueca. Receber a todos, sem distinção, com braços abertos e hospitaleiros.

Esse afeto é recíproco e leva um nome muito especial, o da Rainha Silvia. Em sua mais recente visita ao Brasil, em novembro passado, ela participou, junto com Marisa, de evento organizado pela Fundação Mundial para a Infância. Seu carinho com as crianças do Brasil espelha um compromisso com o futuro do país onde mantém raízes e milhões de admiradores.

Majestades,

Solidariedade e confiança no futuro. São esses mesmos sentimentos que forjaram a amizade entre nossos dois países. Defendemos o multilateralismo como a garantia maior da paz.

Valorizamos a democracia moldada na luta pela justiça social. Sabemos que não há desenvolvimento sustentável se não cuidarmos da saúde do mundo que vamos legar às próximas gerações.

O mecanismo de consultas políticas que estamos lançando entre nossas Chancelarias multiplicará nossa capacidade de levar nossa parceria para a agenda internacional.

Nossa aliança é cada vez mais necessária num mundo confrontado com desafios sem precedentes. Ela é especialmente oportuna quando celebramos, aqui em Estocolmo, a III Cúpula da Parceria Estratégica entre o Brasil e a União Européia.

Estou seguro de que, sob a Presidência sueca, Brasil e União Européia aprofundarão uma sólida parceria em temas cruciais para a comunidade internacional.

Na recente Cúpula do G-20, o Brasil e a União Européia mostraram que, juntos, podem contribuir decisivamente na defesa de uma governança global mais legítima e eficaz.

A Suécia soube resistir à tentação do dogmatismo do mercado. Não questionou as responsabilidades estratégicas do Estado na condução da economia.

Assim como a Suécia, sabemos que, sem a necessária regulamentação e supervisão do sistema financeiro, corremos o risco de incidir nos abusos do passado.

Não podemos tampouco postergar ainda mais a conclusão da Rodada de Doha.

Contamos com o empenho da Suécia para eliminar um dos maiores entraves à retomada do crescimento e ao desenvolvimento dos países mais pobres.

Ao aproximar-se a Cúpula de Copenhague, precisamos encontrar soluções para a mudança climática sem frustrar as expectativas de desenvolvimento dos países mais pobres.

Por meio do Fundo Amazônia, o Brasil vem demonstrando que dispõe de vontade política e capacitação técnica para oferecer uma resposta a esse desafio.

Em Copenhague, apresentaremos números que confirmam nossa contribuição efetiva para a redução das emissões de gases de efeito estufa. A criação de um mercado internacional de biocombustíveis pode ser poderoso instrumento para responder a esse desafio.

Por isso, alegro-me com os avanços na implementação do acordo sobre bioenergia, que assinamos durante minha visita em 2007.

Fico especialmente entusiasmado com a perspectiva de levarmos essa cooperação tecnológica em biocombustíveis para terceiros países. Estaremos assim também colaborando para a superação da pobreza e da insegurança energética em muitos países pobres, sobretudo na África.

Majestades, Senhoras e Senhores,

Nossa parceria se fundamenta em bases robustas. O Plano de Ação da Parceria Estratégica, que concluímos hoje, faz mais do que espelhar a riqueza de nosso diálogo e a amplitude de nossos interesses.

Ele oferece um roteiro para continuar a aprofundar essa aliança também nas áreas ambiental, de defesa, de energia renovável, de ciência e tecnologia e de educação e cultura.

É o que prevê o Acordo de Cooperação em Economia, Indústria e Tecnologia, que estamos assinando. Vamos reforçar nossa parceria em inovação em alta tecnologia industrial.

O Grupo de Trabalho sobre Comércio e Investimentos que hoje constituímos ajudará a ampliar e diversificar nossas trocas. Temos motivos para otimismo, pois as oportunidades são incontáveis. Foi o que verifiquei no encontro que mantive hoje com importante grupo de empresários suecos.

Majestades,

Aguardo o prazer e a honra de receber o Casal Real no Brasil, em março do próximo ano, quando espero poder retribuir a gentileza e a cálida amizade com que fui recebido nas duas visitas que fiz à Suécia no espaço de pouco mais de dois anos.

É com esse espírito que proponho um brinde ao êxito do Governo sueco à frente do Conselho da União Européia, à felicidade de Vossas Majestades e de toda a Família Real, e à prosperidade deste extraordinário país e de seu povo.

Obrigado.

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