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Portal do Governo Brasileiro
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Cumprimentar o companheiro Chávez,

Cumprimentar os ministros e as ministras da Venezuela,

Governadores,

Prefeitos,

Trabalhadores deste projeto extraordinário, da primeira plantação de soja da Venezuela,

Cumprimentar os companheiros ministros brasileiros,

O nosso Governador de Roraima,

O nosso senador Jucá, que foi o grande articulador da votação da entrada da Venezuela no Mercosul, na Comissão de Relações Exteriores,

Cumprimentar o nosso presidente da Embrapa,

Os nossos companheiros do Ministério da Indústria e Comércio, e da ABDI, aqui, que estão trabalhando projetos de industrialização aqui, na Venezuela,

O nosso companheiro da Conab - Companhia Nacional de Abastecimento,

A nossa companheira Graça, presidenta da empresa de gás do Brasil, e representante da Petrobras,

Cumprimentar os deputados brasileiros, aqui, e, cumprimentando o Luciano, eu cumprimento os demais companheiros que estão aqui,

E, Chávez, eu penso que o momento que nós estamos vivendo, na América do Sul, é um momento extremamente importante para a consolidação das ideias daqueles que vieram antes de nós e que pensaram a libertação dos nossos países, primeiro dos espanhóis e dos portugueses, depois dos ingleses, dos americanos. E, eu diria, agora nós estamos conquistando uma outra fase, que é a conquista da independência da nossa própria cegueira, que passamos muito tempo sem nos enxergar, sem descobrir o potencial de relações políticas, culturais, comerciais entre nós.

Não faz muito tempo que nós começamos esse trabalho. Eu lembro que cada reunião que o Brasil fazia com a Venezuela, aquelas bilaterais, e momentos de outras reuniões, resultava mais em reclamações do que em resultados concretos. Até que nós tomamos a decisão de fazermos quatro reuniões por ano, duas na Venezuela e duas no Brasil. A verdade é que, a partir desse momento, as coisas entre Venezuela e Brasil começaram a andar de forma extraordinária. E até PDVSA e Petrobras, que por serem muito grandes, muito ricas, tinham dificuldade de se entender, finalmente hoje vamos ficar o acordo da construção definitiva da refinaria Abreu e Lima.

Eu, Chávez, quando deixar essa reunião e voltar para casa, eu volto um pouco mais realizado no meu período da Presidência do Brasil. Porque o que o Brasil está fazendo hoje, o Brasil poderia ter feito há 20 anos, há 15 anos, há 10 anos. A verdade é que o Brasil, um país de uma economia extraordinária, de um potencial industrial excepcional, também não se libertava com facilidade do olhar privilegiado para a Europa e para os Estados Unidos. Ou seja, quando nós chegamos ao governo nós tomamos uma decisão de governo: Primeiro, vamos olhar o que estão mais próximos de nós. Vamos tratar de completar o trabalho que os nossos libertadores fizeram. E começamos esse trabalho. E hoje, quando nós fizemos a colheita de soja, quando subimos naquela máquina eu me senti um pouco mais realizado, porque não é o Brasil vendendo soja para a Venezuela, é o Brasil transferindo tecnologia para que os venezuelanos aprendam a tratar o seu solo, a cultivar a soja, e a partir daí colher o alimento para o ser humano, a ração animal, e tantas outras coisas que a soja pode produzir como alimento.

A explicação do técnico, como chama o nosso companheiro? Elias, o nosso companheiro Elias, de que estamos produzindo 1500 toneladas por hectare agora, 1500 Kg por hectare... Não me deixou preocupado, porque ao mesmo tempo, um técnico da Embrapa me disse, que se colocar um pouco de calcário na terra, vai produzir 3 mil Kg por hectare, ou seja, vai dobrar a produção. E com o melhoramento da terra pode chegar a produzir a mesma quantidade que produzimos no Brasil, 4 mil Kg por hectare.

Eu penso que o importante é o começo, ou seja, eu dizia ao meu companheiro Chávez, que o Petróleo é uma coisa fantástica. Porque é um dinheiro muito fácil e muitas vezes quem tem muito dinheiro, é como se a pessoa tivesse ido jogar em um cassino, a pessoa quer ganhar cada vez mais e, de repente, perde tudo. A história está cheia de exemplos de que o petróleo, por si só, não resolve o problema de um país. Ou seja, um país, ele vai ter muito mais tranquilidade quando ele for industrializado e quando ele tiver segurança alimentar: cada país tem que produzir o seu milho, a sua soja, o seu feijão, o seu tomate, a sua cebola, criar o seu gado, produzir a sua carne e industrializar isso.

E eu fico muito feliz, Chávez, porque eu percebo que isso está acontecendo de uma forma muito veloz aqui, na Venezuela. Eu tenho 64 anos, tenho mais um ano de mandato. Daqui a dez anos, quem estiver vivo, vai ver uma nova Venezuela, combinando a grande produção de petróleo, a grande industrialização e a grande produção de alimentos. É tudo isso que um país precisa para se autoconstruir e ser definitivamente independente.

Bem, o fato de nós estarmos assinando 15 acordos hoje, é a demonstração da extraordinária qualidade da relação entre Brasil (ruídos no áudio). E o que é mais importante, Chávez, e quero dizer isso (ruídos no áudio), é que hoje (ruídos no áudio) uma relação boa entre (ruídos no áudio). Ou seja, hoje existe uma afinidade entre o povo venezuelano, entre os ministros venezuelanos e os ministros brasileiros, e entre empresários brasileiros e empresários venezuelanos (incompreensível) ...isso vai produzir frutos extraordinários, e quem vai ganhar com isso é a América Latina, América do Sul, Venezuela e Brasil.

Esta reunião aqui, hoje, eu espero que o Celso e que o Maduro possam sintetizar aquilo que nós vamos acordar e a próxima reunião será no Brasil, então vamos ver se marcamos um lugar novo, para você visitar no Brasil. Quem sabe possamos fazer aqui na divisa, em Roraima, quem sabe poderemos fazer uma reunião aqui...Porque também eles trouxeram uma proposta para que a gente possa (falha no áudio).

...uma cooperação na área de fertilizantes e na área de produção, que depois, o Governador e o senador Jucá podem conversar contigo, e eu acho que assim nós vamos dando ao povo da Venezuela e ao povo brasileiro, um sinal importante da integração.

Acho que o gesto do Senado brasileiro, ontem, foi um gesto gratificante, porque foi a quebra do preconceito. Eu lembro que um dia, Chávez, me falaram que iam convidar o prefeito de Caracas, que era oposição a você, para falar contra a entrada da Venezuela no Mercosul. E ele chegou ao Brasil e prestou um belo depoimento, defendendo a entrada da Venezuela no Mercosul. Isso foi extremamente importante. Certamente você conversou com ele antes, mas aqueles que queriam utilizar o Prefeito como pretexto, ou seja, não deu certo.

Então, eu penso que daqui a uma semana, ou daqui a dez dias, nós teremos definido esse processo e a Venezuela será cada vez mais Mercosul. Se me permitem, eu passo a palavra para o Celso ou para o Maduro, a quem queira falar primeiro.

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