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https://www.voanews.com/episode/voa-interview-brazils-ambassador-his-countrys-response-amazon-fires-4010186

Em entrevista com o Embaixador Nestor Forster, o diplomata disse que os incêndios florestais na selva amazônica foram politizados. Forster criticou que países como os do G7 fizeram acordos como o Tratado de Paris para dar recursos a nações que gerem menos emissões de gases de efeito estufa, e o Embaixador assegurou que esses compromissos não foram cumpridos. Ademais, falou sobre a origem dos incêndios.

EMBAIXADOR NESTOR FORSTER JR.: Estes incêndios, há alguns que são naturais, muitos são provocados. Os que são provocados, uma boa parte deles, são por agricultores que utilizam isso como uma técnica agrícola para limpar a propriedade e plantar. Não estão queimando uma floresta que está aí em sua condição original, mas áreas que já estão desmatadas e as estão preparando para a agricultura. Ou seja, isso não tem a dimensão que foi dada.

REPÓRTER: Segundo informações da NASA, neste momento o Brasil é o terceiro país com mais incêndios depois de Angola e da República Democrática do Congo. Isto não torna o problema menos preocupante, mas mostra a perspectiva completa do que ocorre em nível mundial.

PERITO DA NASA: A região está na metade da estação seca e, portanto, os incêndios que se iniciam hoje e que perdem o controle podem queimar por muitas semanas.

REPÓRTER: No entanto, o Embaixador defendeu os esforços que ele garante que foram feitos pelo governo brasileiro na floresta Amazônica.

EMBAIXADOR NESTOR FORSTER JR.: A floresta amazônica, acima de tudo, é muito importante para o Brasil e para os brasileiros. Se temos uma floresta amazônica no mundo, é graças ao Brasil e ao trabalho que temos feito em preservá-la, em conservá-la. É preciso recordar que existem 25 milhões de brasileiros que vivem na região, então às vezes a discussão está um pouco desequilibrada.

REPÓRTER: Sobre a situação de emergência que está sendo apresentada na selva amazônica, o embaixador assegurou que o Brasil está adquirindo um novo sistema que permita, por meio de satélites, detectar novas zonas de desflorestamento e novos incêndios, o que, segundo ele, permitirá atuar de modo mais efetivo e rápido.

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