Ir direto para menu de acessibilidade.
Portal do Governo Brasileiro
Início do conteúdo da página

 

[Português]  [Español] [English]

 

Discurso do  Ministro das Relações Exteriores, Embaixador Mauro Vieira,
na XLIX Assembleia-Geral Extraordinária da Organização dos Estados Americanos
Washington, 18 de março de 2015

 

Senhor Presidente da XLIX Assembleia-Geral Extraordinária da OEA,
Senhor Secretário-Geral,
Senhor Secretário-Geral eleito,
Senhor Secretário-Geral Adjunto,
Senhoras e Senhores Chanceleres dos Estados membros da OEA,
Senhoras e Senhores Representantes Permanentes e interinos junto à OEA,
Senhoras e Senhores,

Com grande satisfação, felicito o Secretário-Geral eleito, Luis Almagro, por sua eleição. Desde o lançamento de sua candidatura, o Brasil o apoiou ativamente por nele reconhecer todas as qualidades necessárias para levar adiante a tarefa de modernização da OEA iniciada pelo Secretário-Geral Insulza. No exercício de suas funções, Almagro terá a firme e constante colaboração do Governo brasileiro.

Juntamente com todos os Estados-membros e o corpo de funcionários da OEA, o futuro Secretário-Geral desempenhará papel fundamental para que a Organização encontre um espaço renovado e atualizado. Isso é especialmente importante num cenário internacional caracterizado pela crescente diversidade de interesses, pela maior simetria na relação entre Estados e pela consolidação de mecanismos regionais e sub-regionais de diálogo e integração.    

Temos diante de nós a missão desafiadora de redefinir a agenda para as Américas, reavaliar as prioridades da OEA e torná-la mais eficiente e mais representativa dos interesses dos seus membros. O atual exercício de diálogo que a Organização realiza está relacionado principalmente à definição das suas áreas de atuação, de tal modo que não se dupliquem esforços ou se confundam com as de outros mecanismos e foros regionais.

Na última década, nossa região soube superar vários desafios e resgatar algumas dívidas históricas para com suas respectivas sociedades. Reduzimos a pobreza, combatemos as desigualdades e aumentamos o bem-estar de nossos cidadãos, incorporando milhões de pessoas à classe média. Demonstramos que é possível crescer distribuindo renda e promovendo a inclusão social.

A OEA tem contribuído e pode contribuir ainda mais para o desenvolvimento socioeconômico de nossas populações. Para tanto, necessitamos de uma Organização cada vez mais sintonizada com as novas realidades e demandas das sociedades dos países membros.

Nesse contexto, também atribuímos grande importância à atuação da OEA em matéria de direitos humanos. O Brasil participou ativa e construtivamente das discussões e deliberações para o aperfeiçoamento do Sistema Interamericano de Direitos Humanos, concluídas em 2013. O resultado final desse processo parece-nos positivo.

 Senhoras e Senhores,

Do ponto de vista político, nossa região é testemunha de um desdobramento altamente auspicioso. O anúncio dos Presidentes Raúl Castro e Barack Obama, em 17 de dezembro de 2014, da decisão de iniciar processo de normalização das relações entre Cuba e EUA gera expectativas muito positivas. A próxima Cúpula das Américas, no Panamá, terá valor simbólico e histórico inequívocos para todos nós, pelo fato de ser a primeira vez em que todos os 35 países do Hemisfério estarão reunidos. O Brasil estimula e apoia a continuidade de uma agenda construtiva da OEA com Cuba, com vistas à plena reintegração daquele país ao sistema interamericano.

Ao concluir minhas palavras, registro o sincero agradecimento e pleno reconhecimento do Governo brasileiro ao Secretário-Geral José Miguel Insulza. Ele deixa um legado importante para a Organização, tais como a reforma do Sistema Interamericano de Direitos Humanos, a promoção da universalização da Convenção Americana de Direitos Humanos, o fortalecimento da observação e cooperação eleitorais e a proposta de reforma da OEA, que tem como importante ponto de referência documento de sua autoria intitulado "Visão Estratégica". Em nome do Governo brasileiro e de meu próprio, formulo votos de continuado sucesso pessoal e profissional para o Secretário-Geral Insulza.

A Luis Almagro, desejo pleno êxito no desempenho das importantes funções que lhe caberão no futuro próximo. Não lhe faltará o apoio do Brasil.

 Muito obrigado.

 


Discurso del Ministro de Relaciones Exteriores, Embajador Mauro Vieira,
en la XLIX Assamblea General Extraordinaria de la Organización de los Estados Americanos
Washington, 18 de marzo de 2015.

 

Señor Presidente de la XLIX Asamblea General Extraordinaria de la OEA,
Señor Secretario General,
Señor Secretario General electo,
Señor Secretario General Adjunto,
Señoras y Señores Cancilleres de los Estados miembros de la OEA,
Señoras y Señores Representantes Permanentes e interinos ante la OEA,
Señoras y Señores,

Con gran satisfacción felicito al Secretario General electo, Luis Almagro, por su elección. Desde el lanzamiento de su candidatura, Brasil lo ha apoyado activamente por reconocer en él todas las cualidades necesarias para llevar adelante la tarea de modernización de la OEA iniciada por el Secretario General Insulza. En el ejercicio de sus funciones, Almagro tendrá la firme y constante colaboración del Gobierno brasileño.

Juntamente con todos los Estados Miembros y el cuerpo de funcionarios de la OEA, el futuro Secretario General desempeñará un papel fundamental para que la Organización encuentre un espacio renovado y actualizado, algo especialmente importante en un escenario internacional caracterizado por la creciente diversidad de intereses, por la mayor simetría en la relación entre Estados y por la consolidación de mecanismos regionales y subregionales de diálogo e integración.

Tenemos ante nosotros la desafiadora misión de redefinir la agenda para las Américas, reevaluar las prioridades de la OEA y volverla más eficiente y más representativa de los intereses de sus miembros. El actual ejercicio de diálogo que la Organización realiza está relacionado principalmente a la definición de sus propias áreas de actuación, de modo tal que no se dupliquen esfuerzos o se confundan con las de otros mecanismos y foros regionales.

En la última década, nuestra región logró superar varios desafíos y rescatar algunas deudas históricas para con sus respectivas sociedades. Redujimos la pobreza, combatimos las desigualdades y aumentamos el bienestar de nuestros ciudadanos, incorporando a millones de personas a la clase media. Demostramos que es posible crecer distribuyendo los ingresos y promoviendo la inclusión social.

La OEA contribuye y puede contribuir aún más al desarrollo socioeconómico de nuestras poblaciones. Para tanto necesitamos una Organización cada vez más armónica con las nuevas realidades y demandas de las sociedades de los países miembros.

En eses contexto, también atribuimos gran importancia a la actuación de la OEA en materia de derechos humanos. Brasil participó activa y constructivamente de las discusiones y deliberaciones por la mejoría del Sistema Interamericano de Derechos Humanos, concluidas en 2013. Consideramos positivo el resultado final de ese proceso.

Señoras y Señores,

Desde el punto de vista político, nuestra región es testigo de un despliegue altamente auspicioso. El aviso de los Presidentes Raúl Castro y Barack Obama, el 17 de diciembre de 2014, de la decisión de iniciar el proceso de normalización de las relaciones entre Cuba y EUA genera expectativas muy positivas. La próxima Cumbre de las Américas, en Panamá, tendrá un valor simbólico e histórico inequívocos para todos nosotros, por el hecho de ser la primera vez en la que todos los 35 países del Hemisferio estarán reunidos. Brasil estimula y apoya la continuación de una agenda constructiva de la OEA con Cuba, con miras a la plena reintegración de aquel país al sistema interamericano.

Al concluir mis palabras, quisiera registrar el sincero agradecimiento y pleno reconocimiento del Gobierno brasileño al Secretario General José Miguel Insulza. Él deja un legado importante para la Organización, tales como la reforma del Sistema Interamericano de Derechos Humanos, la promoción de la universalización de la Convención Americana de Derechos Humanos, el fortalecimiento de la observación y cooperación electorales y la propuesta de reforma de la OEA, que tiene como importante punto de referencia un documento de su autoría intitulado “Visión Estratégica”. En nombre del Gobierno brasileño y en mi propio, formulo votos de continuado éxito personal y profesional para el Secretario General Insulza.

A Luis Almagro le deseo pleno éxito en el desempeño de las importantes funciones a él atribuidas en el futuro próximo. No le faltará el apoyo de Brasil.

Muchas gracias.

 

Address by the Minister of Foreign Affairs before the XLIX Special General Assembly of the
Organization of American States   
Washington, D.C.
March 18, 2015

 

Mr. Chairman of the XLIX Special General Assembly,
Mr. Secretary General,
Mr. Secretary General-elect,
Mr. Assistant Secretary General,
Foreign Ministers of the OAS Member States,
OAS Permanent and non-Permanent Representatives,
Ladies and Gentlemen,

It gives me great pleasure to congratulate Secretary General-elect Luis Almagro on his election. Brazil backed his candidacy from the beginning, as it recognized in him all of the qualities required to advance Secretary General Isulza’s efforts towards modernization of the OAS.  Amargo, when carrying out his duties, can count on the Brazilian government’s wholehearted and steadfast collaboration.

Together with the full body of the OAS’s Member States and its entire staff, the future Secretary General will be fulfilling a critical role by guiding the organization down the path of renewal and modernization. This role will be especially important in the face of an international scene marked by a growing diversity of interests, greater symmetry in the relations between nations, and the emergence of regional and sub-regional mechanisms for dialogue and integration.

We now face the challenge of redefining the Agenda for the Americas, reevaluating OAS priorities and rendering these more efficient and representative of the interests of members. The dialogue that is now underway in the organization is defining, above all, its areas of action to avoid duplication of efforts, or to not confuse these actions with those of other mechanisms and regional forums.

Over the past decade, our region managed to overcome a number of challenges and repay some of its historical debts to its peoples. We reduced poverty, fought against inequality, and increased the living standards of our citizens, thereby elevating millions of them to the middle class. We demonstrated that we could grow while distributing wealth and promoting social inclusion.

The OAS has contributed and can contribute even more to the socioeconomic development of our peoples. For this to happen, we need an organization that is ever more in tune with the new realities and demands of its member states.

Along these lines, we also assign the greatest importance to the OAS’s work on behalf of human rights. Brazil was an active and constructive participant in discussions for streamlining the Inter-American Human Rights System that was finalized in 2013. The outcome of this process appears to be positive, in our view.

Ladies and gentlemen,

From a political standpoint our region is witnessing a highly promising unfolding of events. The December 17, 2014 announcement by Presidents Raúl Castro and Barak Obama of their decision to begin a process of normalizing U.S.-Cuba relations inspires great hope. The next Summit of the Americas, in Panama, will no doubt be valuable—both  historically and symbolically—to us all, especially as it will mark the first ever gathering of all 35 nations of the Hemisphere. Brazil encourages and supports the forward march of a constructive OAS agenda vis à vis Cuba, one with a view towards full integration of that country into the Inter-American system.

To close my remarks, I want to express my sincerest thanks and the fullest appreciation to Secretary General José Miguel Insulza on behalf of the Government of Brazil.  He leaves behind an important legacy at the Organization, including reform of the Inter-American Human Rights System, promotion of a universal Inter-American Convention on Human Rights, a stronger system of electoral cooperation and observation, and the proposal for OAS reform, which is based chiefly on his own published document titled “Strategic Vision”. Speaking for myself and on behalf of the Brazilian government, I extend to Secretary General Insulza our very best wishes for continued personal and professional success.

To Luis Almagro, I wish him every success in the fulfillment of his important duties in the near future. He will not be without Brazil’s support.

Thank you.   

Fim do conteúdo da página