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Homenagem aos atletas israelenses mortos em Munique (1972)

Discurso do ministro José Serra na homenagem aos atletas israelenses mortos em Munique (1972) – Rio de Janeiro, Palácio da Cidade, 14 de agosto de 2016

 

Moshe Weinberg
Yossef Romano
Ze'ev Friedman
David Berger
Yakov Springer
Eliezer Halfin
Yossef Gutfreund
Kehat Shorr
Mark Slavin
Andre Spitzer
Amitzur Shapira.

E também Anton Fliegerbauer

Esquecer jamais.

 

Thomas Bach, Presidente do Comitê Olímpico Internacional, a quem agradeço ter ajudado a colocado fim a anos de execrável indiferença em relação à memória das vítimas inocentes de 1972,

Caros familiares dos atletas mortos, a quem apresento minha mais profunda solidariedade,

Meus amigos,

 

É para mim uma grande honra representar o presidente Michel Temer e o governo brasileiro nesta cerimônia, apesar  da  dolorosa lembrança que nos traz.

O Brasil rechaça e condena o terrorismo em todas as suas formas. Nada justifica – absolutamente nada – atos dessa natureza. O mundo civilizado não pode aceitar, e não pode jamais esquecer, crimes como o massacre de Munique de 1972, em que 11 membros da delegação israelense foram covardamente assassinados. Que sua memória seja abençoada.

O esporte é, e deve ser sempre, uma força a favor da união dos povos do mundo. A trégua olímpica, herdada dos antigos gregos e endossada a cada quatro anos pelas Nações Unidas, deve ser entendida como símbolo de nossa humanidade compartilhada.

O fanatismo, a intolerância e o terrorismo são a antítese desse espírito. São abominações que devem ser condenadas e combatidas.

Como anfitriões dos Jogos Olímpicos Rio 2016, nós prestamos homenagem aos atletas e técnicos israelenses vítimas da sanha terrorista, movida, repito, pelo fanatismo e pela intolerância, naquele 1972. Que sua morte prematura e absurda seja sempre um alerta contra o extremismo e contra a violência, flagelos mais presentes do que nunca, que continuam a nos assombrar em diferentes partes do mundo.

O Brasil se orgulha de ser um país pacífico, que defende o diálogo e se empenha para aproximar outras nações. Um país formado por brasileiros de diferentes crenças e diferentes origens. Um país aberto a todos.

Essa é mais do que uma opção política. É um traço fundamental de nossa identidade como nação.

Ao prestar aqui um sentido tributo aos israelenses caídos em Munique, quero dizer da minha sincera esperança de que o verdadeiro espírito olímpico sirva de inspiração para todas as nações do mundo, em especial no Oriente Médio. E que o sonho de uma paz justa e permanente possa transformar-se por fim em realidade para Israel e seus vizinhos.

Muito obrigado.


 

Tribute to the fallen Israeli athletes in Munich (1972) – Rio de Janeiro, City Hall, August 14, 2016

 

Moshe Weinberg
Yossef Romano
Ze'ev Friedman
David Berger
Yakov Springer
Eliezer Halfin
Yossef Gutfreund
Kehat Shorr
Mark Slavin
Andre Spitzer
Amitzur Shapira

And also Anton Fliegerbauer

We shall never forget.

 

Thomas Bach, President of the International Olympic Committee,

To whom I thank for helping put an end to years of abject indifference regarding the memory of the innocent victims of 72.

Dear members of the families of the late athletes, to whom I present my deepest sympathies,

Friends,

 

It is an honor for me to speak on behalf of President Temer and the Brazilian Government in this ceremony, painful as it may be to recall the tragic events that brings us together this afternoon.

Brazil rejects terrorism in all and any of its forms. No justification whatsoever exists for such crimes. And the civilized world shall never accept, and never forget, actions such as the Munich massacre of 1972, the cowardly murder of eleven members of the Israeli delegation, zikronam levraká (of blessed memory).

Sport is, and must forever be, a force uniting the peoples of the world. The Olympic truce that we inherited from the ancient Greeks, and which receives every four years the endorsement of the United Nations, should remind us of our common humanity.

Fanaticism and intolerance are the very opposite of the Olympic spirit. They are abominations to be condemned and fought against.

As hosts to these Olympic Games in Rio de Janeiro, we honor the Israeli athletes and coaches victims of the terrorists in 1972. May their absurd and untimely death remain a warning against extremism and violence, scourges which continue to plague the world today.

Brazil takes pride in being a peaceful country, one that upholds dialogue and endeavors to bridge differences between other nations. Home to different creeds and different ethnicities. Open to all.

This is more than a political option. It is a deeply ingrained cultural trait. It is what defines us as a nation.

As we pay tribute here today to the Israelis fallen in Munich, it is my sincere hope that the Olympic spirit may inspire the whole world, and especially the Middle East.

And that the dream of peace, a just and lasting peace, may finally come true for Israel and its neighbors.

Thank you very much.

 

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