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Foi com grande satisfação que recebi o chanceler Eladio Loizaga, do Paraguai, com quem me reuni também, na semana passada, em Paris.

Trata-se da primeira visita de chanceler que recebo em Brasília desde que assumi como ministro das Relações Exteriores do governo do presidente Michel Temer.

É uma circunstância auspiciosa, que demonstra a importância das relações entre o Brasil e o Paraguai.

São relações centrais para o Brasil, que se assentam em bases históricas e possuem um forte componente humano. Compartilhamos uma longa fronteira. Cerca de 300 mil brasileiros vivem no Paraguai, a segunda maior comunidade de brasileiros no exterior. Nossos vínculos têm-se fortalecido nos últimos tempos, de maneira ampla e diversificada.

O encontro que acabo de ter com o chanceler Loizaga foi muito positivo, pois concordamos em dar um impulso à parceria comercial e à integração física entre nossos países.

É com satisfação que anuncio a assinatura do Acordo de Serviços Aéreos entre Brasil e Paraguai, instrumento que facilitará enormemente o fluxo de passageiros e cargas entre nossos países.

É com igual satisfação que celebro a conclusão das negociações do Acordo para a construção de ponte internacional sobre o Rio Paraguai, entre as cidades de Porto Murtinho (no lado brasileiro) e Carmelo Peralta (no lado paraguaio). A ponte será fundamental para viabilizar a ligação rodoviária entre os portos de Santos, no Brasil, e de Iquique e Antofagasta, no Chile. Avançar no tema da integração física com o Paraguai ajudará à integração entre nossos países, mas também ampliará a conexão do Cone Sul com o resto da América do Sul e com as regiões mais dinâmicas da economia mundial.

A ponte é apenas um primeiro passo. Devemos também buscar avançar em outras iniciativas. É fundamental que aproveitemos o potencial hidroviário em nossa região. Brasil e Paraguai estão dispostos a aproveitar melhor o potencial de circulação na Bacia do Prata.

Tratamos também dos fluxos de comércio e investimentos. O Brasil é o principal destino das exportações paraguaias. O chanceler Loizaga e eu examinamos os meios de recuperar o dinamismo do comércio bilateral, que se ressentiu das dificuldades de conjuntura dos últimos tempos.

Do recorde histórico de US$ 4,4 bilhões em 2014 o comércio bilateral caiu para US$ 3,4 bilhões em 2015. Acredito que o contexto político atual em nossos dois países permitirá reverter essa tendência. Queremos fazer uso das instituições existentes, como a Comissão de Monitoramento do Comércio, e fomentar cada vez mais a integração da produção entre nossos países.

O Brasil já detém o segundo maior estoque de Investimentos Estrangeiros Diretos no Paraguai. Muitas empresas brasileiras investiram no país nos últimos anos.

Há também ampla convergência entre o Brasil e o Paraguai quanto à urgência de avançar na agenda de negociações externas do MERCOSUL.

Conversamos sobre troca recente de ofertas iniciais entre MERCOSUL e União Europeia. Trabalharemos intensamente para chegar a um acordo equilibrado e vantajoso para o MERCOSUL. Como eu já disse, a reciprocidade é a condição para um bom acordo.

Ressaltamos a conveniência de também estreitar os laços entre o MERCOSUL e a Aliança do Pacífico. Os dois grupos já estão unidos por uma série de acordos comerciais. Temos agora de ampliá-los e de remover também outros tipos de barreiras ao comércio.

Também ressaltei ao chanceler Loizaga a necessidade de dedicarmos atenção especial às iniciativas de prevenção e combate ao contrabando, que tanto prejuízo causa ao comércio legal, à produção e à arrecadação tributária em nossos países.

Concordamos sobre a necessidade de fortalecer os canais de contato institucional para combater os ilícitos internacionais, não apenas o contrabando, mas também o narcotráfico e o tráfico de armas. O reforço da segurança na região de fronteira é um tema absolutamente prioritário na minha gestão. É um tema que, enfrentado corretamente e com vigor, terá repercussões positivas para a economia de nossos países e para a segurança dos nossos cidadãos.

Discutimos também alguns temas da agenda regional, como a situação na Venezuela. Brasil e Paraguai acompanham com preocupação a crise no país, inclusive a deterioração das condições da economia e o desrespeito aos direitos humanos. Estamos dispostos a contribuir para estimular o diálogo político naquele país, sempre com o intuito central de preservar a democracia, e ajudar no alívio do sofrimento da população.

Finalmente, reiterei, em nome do presidente Michel Temer, o convite para que o presidente Horacio Cartes compareça, em agosto, aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Este convite estendo a todos os paraguaios, que serão recebidos com alegria pelo povo do Rio de Janeiro.

Muito obrigado.


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