Ir direto para menu de acessibilidade.
Portal do Governo Brasileiro
Início do conteúdo da página

A tradução para o português encontra-se abaixo do artigo original, em italiano.

 

Il Mercosur e l’Unione europea (Ue) a breve chiuderanno un accordo storico, un negoziato durato quasi vent’anni. I due blocchi totalizzano un Pil pari a 20 trilioni di dollari e rappresentano un mercato di oltre 750 milioni di persone. Se l’accordo sarà siglato, potremo migliorare le sinergie, rafforzare la competitività dei nostri rispettivi settori produttivi e aiutare a sostenere gli ideali del commercio libero e giusto.

In un secolo caratterizzato dalla forte concorrenza dei mercati e dei flussi di investimento, un accordo tra Mercosur e Ue rappresenta un’importante opzione di convergenza tra i due blocchi, con l’adozione di standard e regole comuni che rafforzeranno i legami in futuro. Le opportunità di introiti, che si prospettano ai membri di entrambi i blocchi, sono immense. La stimolante congiuntura internazionale e la necessità di rivitalizzare l’economia globale sono i fattori che rendono un accordo di partenariato tra il Mercosur e l’Unione europea non solo tempestivo e auspicabile, ma anche urgente.

Pochi Paesi sono così ben posizionati per essere catalizzatori per la conclusione dei negoziati come il Brasile e l’Italia. Il Mercosur ha fatto una generosa offerta di apertura del mercato, anche se scaglionata nel tempo, ai beni industriali di maggiore interesse da parte europea, oltre ad aver accettato l’accesso alle quote di produzione per molti dei suoi prodotti agricoli. La nostra aspettativa è che questo sforzo sia riconosciuto e che ci sia flessibilità anche da parte europea.

L’Italia sarà certamente uno dei principali beneficiari del futuro accordo Mercosur-Ue. Nel 2017, era la seconda fonte di importazioni brasiliane provenienti dall’Unione europea ed è stata al settimo posto per le importazioni brasiliane dal resto del mondo. La quasi totalità delle esportazioni italiane verso il Brasile è composta da manufatti, soprattutto prodotti ad alto valore aggiunto come macchinari ed attrezzature, veicoli e ricambi auto e prodotti farmaceutici. Tutti questi settori trarranno benefici se i negoziati saranno siglati.

L’accordo fornirà, inoltre, un maggiore accesso ai mercati per altri prodotti italiani per i quali c’è una grande richiesta nel mercato sudamericano, quali prodotti alimentari come pasta, vini e formaggi.

L’Italia sarà il Paese che beneficerà maggiormente dell’accordo per quanto riguarda le indicazioni geografiche protette (Igp). Il Mercosur sta negoziando il riconoscimento e la protezione di indicazioni geografiche di alcuni prodotti italiani, offrendo anche, per i casi più complessi, soluzioni tecniche al fine di preservare un numero limitato di Igp per prodotti che fanno parte del patrimonio storico della presenza italiana in Brasile. I guadagni saranno visibili non solo nel commercio dei beni, ma anche in servizi e investimenti. Tra il 2000 e 2015, l’Italia è stato il principale investitore in Brasile. Nel 2016, il capitale di investimento delle imprese di origine italiana in Brasile ha raggiunto 9,1 miliardi di dollari, destinati in particolare all’industria di trasformazione, al commercio e ai ricambi del settore automobilistico. Tale investimento si sta diversificando, fra gli altri, nei settori elettrico e del gas. La finalizzazione dell’accordo rafforzerà la presenza di aziende italiane in Brasile, incluse le Pmi, non solo riducendo i costi di input, ma facilitando i flussi di investimento e rafforzando la cooperazione in un ambito sicuro e trasparente.

Siamo molto vicini alla chiusura di un accordo globale, in un momento storico di crescenti incertezze nell’economia globale e in cui c’è domanda di soluzioni creative, aggreganti e in grado di stimolare gli scambi e gli investimenti. Ora è necessaria la volontà politica di superare gli ultimi ostacoli, con la consapevolezza che, oltre agli scambi settoriali, stiamo garantendo proventi importanti per le nostre economie.

Questa panoramica è fondamentale per comprendere la rilevanza e il significato strategico dell’accordo Mercosur-Ue. Insieme, Brasile e Italia possono dare un contributo fondamentale per raggiungere questo importante traguardo, facendo prevalere questa visione strategica. Il risultato sarà più scambi commerciali, investimenti e prosperità per tutti.

Aloysio Nunes Ferreira

Ministro degli Affari esteri del Brasile

 

Tradução para o português

 

Brasil e Itália: unidos para fechar o acordo Mercosul-União Europeia

O Mercosul e a União Europeia (UE) estão a poucos passos de fechar um acordo histórico, em um processo negociador que já dura quase vinte anos. Os dois blocos somam um PIB de quase US$ 20 trilhões e representam um mercado de mais de 750 milhões de pessoas. Se o acordo for fechado, poderemos explorar melhor complementariedades, fortalecer a competitividade dos nossos respectivos setores produtivos e ajudar a sustentar o ideário de comércio livre e justo.

Em um século caracterizado pela competição acirrada por mercados e fluxos de investimentos, um acordo entre o Mercosul e a UE representa importante opção estratégica pela convergência entre os dois blocos, com a adoção de padrões e regras comuns que reforçarão nossos laços no longo prazo. As oportunidades de ganhos que se abrem para os membros de ambos os blocos são imensas. A conjuntura internacional desafiadora e a necessidade de redinamização da economia global são os fatores que tornam um acordo de associação Mercosul-UE não só oportuno e desejável como urgente.

Poucos países estão tão bem situados para servir de catalisadores da conclusão das negociações como Brasil e Itália. O Mercosul fez oferta generosa, com abertura, ainda que escalonada no tempo, para bens industriais de maior interesse do lado europeu, além de ter aceito acesso por quotas para muitos de seus produtos agrícolas. A nossa expectativa é que esse esforço seja reconhecido e que haja também flexibilidade do lado europeu.

A Itália será certamente uma das principais beneficiadas do futuro Acordo Mercosul-UE. Em 2017, foi a segunda origem das importações brasileiras provenientes dos membros da UE e a sétima em origem das importações brasileiras no mundo. Quase a totalidade das exportações italianas ao Brasil é composta por bens manufaturados, concentrados em produtos de alto valor agregado como máquinas e equipamentos eletrônicos, veículos e autopeças e produtos farmacêuticos. Todos esses setores ganharão se as negociações chegarem a bom termo.

O acordo também propiciará aumento do acesso a mercados para outros produtos italianos para os quais há grande demanda no mercado sul-americano, incluindo produtos alimentícios como massas, vinhos e queijos. A Itália será o país que mais se beneficiará do acordo no que se refere às indicações geográficas. O Mercosul tem negociado o reconhecimento e a proteção de indicações geográficas, oferecendo soluções técnicas para preservar um número limitado de IGs que conflitariam com produtos que fazem parte da herança italiana no Brasil.

Os ganhos serão visíveis não somente no comércio de bens, mas também em serviços e investimentos. Entre 2000 e 2015, a Itália foi o quarto principal investidor no Brasil. Em 2016, o capital de empresas de origem italiana investido no Brasil alcançava US$ 9,1 bilhões, direcionado especialmente ao setor de indústria de transformação e ao comércio e reparação de serviços automotores, mas vem se diversificando para setores como eletricidade e gás, entre outros. A conclusão do acordo fortalecerá a presença de empresas italianas no Brasil, inclusive das pequenas e médias, não somente ao reduzir os custos de insumos, mas também ao facilitar os fluxos de investimentos e reforçar a cooperação em um ambiente de negócios mais seguro e transparente.

Estamos muito perto de fechar um acordo abrangente, em um momento de aumento das incertezas na economia global e em que há demanda por soluções criativas, agregadoras e capazes de impulsionar o comércio e os investimentos. É preciso agora vontade política para superar os últimos obstáculos, com a consciência de que, para além das barganhas setoriais, estamos garantindo ganhos importantes para nossas economias.

Essa visão de conjunto é fundamental para entender a importância e o sentido estratégico do acordo. Juntos, Brasil e Itália podem dar contribuição central para que prevaleça a visão estratégica e possamos cruzar a linha de chegada. O resultado será mais comércio, investimentos e prosperidade para todos.

Aloysio Nunes Ferreira

Ministro das Relações Exteriores

Fim do conteúdo da página